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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

A carne tem vida?


A carne, assim como todos as formas de manifestação da vida, tem vida. Tem energia vital, mas que pode ser transformada quando provida ou desprovida de alma. Como um vegetal que após entrar em estado de decomposição se transforma em outra forma de energia. Assim, a carne tem vida enquanto parte do corpo físico, habitat provisório de uma alma, como também após a desconexão da alma.

A alimentação vegetariana é também algo que trabalha na obtenção da energia, através dos alimentos vegetais após a desconexão com o fio que os ligava ao processo de crescimento enquanto manifestados no planeta, e a crescer e expandir na mesma forma vegetal a qual vieram.

Mas ocorre que qualquer tipo de energia, mesmo a carne, quando proveniente de um ser que já não apresenta mais a centelha divina, que não têm alma, ainda assim tem vida.

A questão é se essa vida restante desse pedaço de energia é adequada ou suficiente para a alimentação.

Voltamos à questão dos animais, como os abutres, que se alimentam de carne já desprovida de vida, que já não mais é a mesma energia que habitava aquele pedaço de existência enquanto carregando uma alma, mas que ainda é energia, transformada através da mágica do processo de decomposição, que faz nascerem outras formas de vida e energia e que alimentam esse animal.

Outros animais se alimentam do animal recém morto ou mesmo matam o animal para se alimentarem. Nesse momento a energia contida nessa carne é diferente daquela que o abutre busca se alimentar, e também é diferente da energia que existia quando acompanhada de uma alma a habitar esse corpo.

Pois então, o homem, ao se alimentar de carne, assim como os animais, encontra a forma de conservar, busca os momentos certos para ingeri-la. Ingere a fatia de energia necessária ao seu organismo.

A questão energética ligada a carne é um assunto que deve ser explorado em suas múltiplas dimensões, pois é carregada de preconceito, traumas, opiniões e ideias arraigadas em personalidades que conservam o amor pela vida, e a transformam em uma forma diferenciada de se manifestar, que é o amor pelo ser que carregou aquele corpo, o amor por aquela alma. Assim ocorre o processo mental em alguns que se forçam a não ingerir essa energia, mas ainda vibram nela. Ou seja, ainda estão inseridos em uma realidade de dor e sofrimento, vibram como a carne, mas devido ao preconceito, se negam a ingeri-la, e por isso adoecem.

Mas então como trabalhar essa aceitação dentro de si mesmo? Como levar a energia da carne para dentro de um organismo? Porque quando em estado de purificação e leveza de alma, não se consegue alimentar-se de carne?

Sabemos que juntamente com todas as formas de vida há o registro de alma, as recordações e impressões que permanecem atreladas ao corpo. Esse corpo pode ser a manifestação de um vegetal como também de um animal, e mesmo do corpo do ser humano.

Esse corpo, quando do momento do seu desencarne, do processo de separação entre alma e corpo físico, e até mesmo dos momentos que viveu durante toda a última encarnação, ficam registrados nesta alma, e acoplados nesse corpo físico mesmo após o seu desencarne. Muito evoluído em consciência deve ser um ser que não deixa as impressões físicas do corpo registradas em sua alma, e que não fica acoplado ao corpo físico ainda depois do desencarne, dificultando o processo de desconexão.

O que um faz um homem permanecer conectado ao corpo físico pode ser desde as impressões recebidas durante a vida, uma doença que carregava, uma dor, ou mesmo o sofrimento do momento do desencarne, que ainda pode ser sentido mesmo após o desencarne, quando ainda permanece ligado a esse corpo, como também pode permanecer conectado ao corpo por não ter trabalhado as questões da consciência, a libertação da matéria, e a compreensão do processo de toda a vida.

A segunda questão, atrelada ao despertar da consciência e o desapego à matéria, é algo completamente relacionado aos seres que possuem consciência, e que então acabam por criar em suas mentes os processos obsessivos que os fazem carregar comportamentos e sofrimentos, a afirmar uma personalidade que decidiram manifestar. Mas a primeira questão, completamente animal e física, é apenas um reflexo do que foi sentido a nível físico, e não a nível de consciência, e que pode ocorrer com todos os seres, desde uma planta até mesmo em um animal, ou um copo com água, ou seja, pode ocorrer com todas as formas de energia.

Todo o sentimento que é projetado em direção ao que existe, e simplesmente por existir é matéria e é vida, fica registrado naquele pedaço de vida, e torna-se parte de sua história, a construir a sua realidade.

Sabemos que quando direcionamos o sentimento de gratidão e amor à nossa casa, ao nosso lar, ele prosperará. Quando direcionamos esse mesmo sentimento ao nosso alimento, aquele que foi retirado amorosamente do galho da árvore, aquela planta que foi cultivada com amor, e do momento de sua colheita foi recebida com gratidão e bem querer, estará carregada de energias vitais benéficas ao nosso organismo.

Como tratar então o processo de desencarne dos animais? Eles são criados para servirem de alimento, contra a sua natureza, sabendo que a sua natureza é diferente dos vegetais, que são criados para viverem em todos os ambientes e florescerem e frutificarem em abundância para suprir a vida, mas os animais vivem desprovidos de seu direito de ser natural. Permanecem por toda uma vida habitando regiões carregadas de sofrimento e dor, vivendo em locais sem receber amor, sem contato amoroso de sua espécie, sem a liberdade de ir e vir, de se locomoverem.

Dessa forma somos muito parecidos com os animais, pois um homem que supostamente fosse criado por toda uma vida para o objetivo de alimentar alguma sociedade, mesmo que desprovido do processo mental que o levará ao abismo antes mesmo do seu abate, ele não produzirá uma carne saudável, simplesmente por não ser permitido que viva a sua vida de forma natural.

Um homem que viva toda a sua vida como todos nós vivemos, com o seu trabalho, a sua família, e toda a sua rotina, e que ao final, na velhice, for abatido em silêncio, sem tomar conhecimento do que se trata aquele momento, se tiver recebido muito amor por toda uma vida, certamente produzirá uma carne saudável. Pois uma carne como essa é carregada de energia amorosa e de um ser que foi livre, viveu a sua natureza por toda a vida.

Mas então o que podemos dizer dos animais e da forma que a carne é produzida? Mesmo o nome “produzida” nos leva a reflexão de como transformamos um ser vivo livre, em um produto. Afinal, os seres vivos podem ser considerados como produtos?

A questão energética ligada à carne é muito delicada, pois trata de amor, trata de liberdade, trata de paz e equilíbrio, que todos nós buscamos, mas não é o que semeamos.

A carne, da forma que é produzida hoje, é carregada de energias densas e prejudiciais ao organismo. Carrega seus nutrientes apenas como um repositório de matéria, mas a energia que carrega é prejudicial ao nosso sistema como um todo.

Ocorre que alguns estão trabalhando em processos de equilíbrio em seu sistema corporal, e então vibram na mesma sintonia dessa energia. Carregam formas de pensar e de agir de uma sociedade antiga, que faz dos dias de hoje repetições de um passado que já se foi. De costumes e de pensamentos que não são mais alinhados com a Nova Era. Esses pensadores trazem o gosto pela carne, afinam com a energia do sofrimento pois eles mesmos sofrem nos seus dias atuais, e trilham a mesma busca deste animal, a busca pela liberdade de expressão e de ser o que é.

Como uma relação de simbiose, são atraídos para esse pequeno pedaço de energia que carrega tantas informações, as quais acabam por atrair em ressonância para uma completa união e regeneração das energias que estão em baixa quantidade para continuarem as suas rotinas. Mas essas rotinas são como a daquele ser que gerou a carne, carregadas de um registro de informações de quem busca pela própria liberdade e paz, pela própria integridade em ser o que é. A busca por encontrarem a si mesmos e se soltarem das grades às quais se prenderam.

O sentimento que faz com que sejamos atraídos à carne, é apenas uma relação de ressonância energética, como já foi explicado, e que ocorre dentro da regra geral de como nos alimentamos. Portanto não se trata de algo que é certo ou errado, mas apenas algo que é a perfeita ressonância daquele ser, que ainda nega o que é, nega a sua natureza e o seu propósito, segue inserido em uma malha de ilusão que é a sua própria vida, recheada de falsas impressões e enganos, e que serão percebidos na medida que começar a trabalhar o próprio despertar.

Por isso que os que despertam verdadeiramente para o Eu Sou, não se alimentam de carne. Não ressoam com essa energia, não trabalham mais nessa busca, se libertaram. Esses são os que não se alimentam, mas são desprovidos de preconceitos e julgamentos, não necessitam dessa energia e, portanto, não haverá exames clínicos que demonstrem faltas de vitaminas, mas sim sempre uma saúde perfeita de todo o sistema. Que pode deixar os médicos tradicionais completamente surpresos, parecendo um milagre, mas que é real, como a mágica da ressonância das energias.

O que precisamos é de algo que ressoe com a nossa energia, que seja unido a nós em perfeito complemento de negativo com positivo na mesma faixa de vibração energética. E por isso a carne carregada de energia e registros de sofrimento, ânsia por libertação e dor, é sim ressonante com a busca de muitos de nós, que acabamos por vir a essa experiência a nos libertarmos de tantas restrições, que carregamos por tantas eras, e que serão também trabalhadas na energia do amor, perdão e gratidão. Lembrando e repetindo que sentimos muito, pedindo que nos perdoem, agradecendo, e declarando o nosso amor pela vida, pela experiência da forma que se apresenta. Sem julgamento ou pré concepções, pois viemos todos a nos libertar.

Estamos envolvidos em um mesmo padrão. A busca pela libertação dos animais é a mesma busca que a nossa, e então começamos a perceber que esse sentimento, essa ânsia pela libertação e ser o que é, acaba por alimentar uma grande malha planetária que sempre nos fará o chamado, a provocação, a nos mostrar o que nos incomoda, a nos incitar para que ocorra o desconforto com o que vivemos, com as nossas próprias vidas e o meio onde vivemos. Esses questionamentos todos são os chamados ao despertar de consciência, que é algo que transcenderá toda a prisão, toda a crueldade que fazemos conosco mesmos a nos impedirmos de mudar, de transcender, de deixar atrás velhos hábitos e costumes.

Quando transcendemos a personalidade e o que nos une a ela, seremos realmente livres. E a questão da carne será apenas o observar a vida como ela é, sem julgamento, e sabendo que dentro desse elo, desse sistema, cada um tem a sua missão, a sua função, a manter o equilíbrio e a despertar a consciência de tantos. Ela ainda fará parte da vida de tantos, que estão nesse processo de libertação.

A carne está para nos causar o sentimento de desconforto, daqueles que ao mesmo tempo amam, abatem. Esse ato é percebido dentro das relações, dentro da relação consigo mesmo, pois há sempre a busca pelo amor próprio, pela satisfação e felicidade, mas abatemos todas as possibilidades de manifestação dessa felicidade, nos dando espaço a desfrutar apenas de poucos momentos de alegria dentro de uma rotina de sofrimento que escolhemos a nós. Ainda necessitamos aprender a amar a nós mesmos, para que encerre a repetição de sofrimento interno, e o ato de masoquismo que a humanidade decidiu viver, por escolha própria.

A carne nos provoca, porque nos mostra o processo que ocorre dentro de nós, a transcender a personalidade e a dor, a nos incitar a soltar a nossa mania de nos punirmos e levarmos uma vida de sofrimento, quando podemos simplesmente dar um basta e sermos livres.


Michele Martini - 15 de janeiro de 2020.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Porque os animais se alimentam de carne?

A quantidade de energia que o corpo gera quando em trabalho, é diretamente proporcional à necessidade que o corpo terá por mais energia para repor esse movimento. Sabemos que o que é vida alimenta-se de troca energética, que é um maravilhoso processo circular de dar e receber.

Damos alimentos energéticos a diversas coisas, produzimos produtos, geramos energia em nossas palavras, movimentamos as nossas mãos para criar algo a beneficiar alguém, consertamos coisas, enviamos amor através de nossas mãos a afagar alguém carinhosamente. Assim como podemos enviar ódio e rancor de todas as formas e os transmitimos em energia manifestada em nossas ações.

Assim se dá o processo, a lei da natureza, que faz com que os animais se alimentem de carne. Essa alimentação é atraída para os seus corpos, pois assim eles vibram. Eles são animais, desprovidos de despertar de consciência como nós. E, portanto, carregam em si o instinto animal, do corpo, da matéria. O animal não tem compreensão do que está se alimentando, ele é atraído para o alimento pela energia que ele vibra e que desperta os seus instintos. Ele sabe o que deve comer devido aos sinais que recebe pelos órgãos receptores, o aparelho auditivo, os olhos, o aparelho olfativo, que fazem que sejam direcionados ao seu alimento.

Quando a caça em fuga está a movimentar-se na relva, o leopardo aciona a sua capacidade de ouvir, que é despertada pelo instinto de necessidade energética de seu corpo. Mas então perguntamos: porque eles são atraídos energeticamente, como um pólo negativo a um polo positivo a essa carne?

Assim como trouxemos nas páginas anteriores, o polo negativo do corpo, com baixa quantidade de energia, trabalha atraindo a energia similar em maior carga, para então trazer o equilíbrio desse sistema. E por isso, o animal, que vibra nessa energia de predador, que é movido pelo instinto de caça e, portanto, a algo que o direcionará a uma vibração similar a sua, estará indo em direção ao seu equilíbrio, para manter a harmonia do seu sistema.

Então sabemos que os animais se alimentam de carne e assim trazem equilíbrio ao sistema: Sim! Assim como também os seres humanos que vibram nessa energia também trazem equilíbrio ao seu sistema através da alimentação da carne, quando não estão preparados para trazer alimentos mais leves e de vibração mais sutil ao seu organismo.

Percebam que uma alimentação vegetariana forçada, traz mais malefícios que benefícios. Pois ela vai contra o que o próprio corpo está necessitando energeticamente, a promover o seu equilíbrio. Assim como se oferecer a um animal carnívoro um alimento vegetal e apenas isso, ele não irá sobreviver. Percebam que a questão da alimentação não é uma questão de escolha da mente, de julgamentos e imposições. Mas sim é algo trabalhado apenas na troca energética, no dar e receber.

O ser vivo que necessita de carga energética, acabou doando a sua energia a outras atividades, que também contribuem com a manutenção e equilíbrio de outros seres, do planeta e do meio onde vivem. E assim acabam necessitando dessa reposição através de uma fonte de carga positiva no mesmo estado de vibração. Pois apenas uma carga positiva no mesmo estado de vibração poderá trazer de fato o equilíbrio a esse sistema.

Podem haver pessoas que viverão toda uma encarnação sem a capacidade de modificar a sua forma de alimentação. Não trabalharam o despertar e a libertação da mente de certos padrões e crenças limitantes, que os mantém presos na ilusão de que devem ou não devem se alimentar de algo. Mas que aprenderam de uma fonte externa que isso é certo ou errado. Esse é um grande erro na sociedade, e naqueles que buscam viver uma vida saudável. Trabalham constantemente para desequilibrar o seu próprio sistema porque não buscaram a resposta dentro de si mesmos. Esqueceram-se de buscar o seu Guru interior, que é o único capaz de mostrar o que é bom ou ruim a esse complexo sistema de energia que é o seu corpo físico e os seus corpos sutis.

Os animais não são capazes de trabalhar o seu desprendimento de algo a que não estão presos. Eles são livres quando falamos em padrão mental. E por isso não são guiados pelas restrições existentes na malha planetária que afeta as suas mentes pensantes. Nos animais não funciona dessa forma. Mas tampouco funciona neles o complexo sistema de despertar de consciência, que faria com que eles buscassem formas de elevação para desprender-se desses padrões.

Percebem então porque para os animais não é necessário que seja trabalhada a consciência? Eles já são livres, eles são o que são. Eles são unos e plenas e belas representações de suas manifestações mais supremas do Eu Superior. Que podem se manifestar em si mesmos através de seus atos, a contribuir para o equilíbrio do sistema. São guiados pela força maior, pelo equilíbrio pleno de apenas ser, e nada mais.

Por isso se alimentam de carne, pois assim como existem as plantas e os herbívoros, existem os carnívoros, existem as aves e os peixes, todos a compor uma bela orquestra de magia e harmonia no meio ambiente. Eles são apenas o que são, e cumprem o seu papel dentro desse ecossistema que chamamos de Planeta Terra. São perfeitos em sua forma e atos, sem capacidade de serem guiados pela prisão mental de formas pensamento ou mesmo de buscarem pelo despertar que os fariam ascensionar. Eles não buscam nada, não julgam, não sabem. Apenas seguem os instintos do corpo físico.

Eles aceitam o que são, apenas animais que sentem fome, sede, sono, etc. Esses animais sentem através do instinto, e não da intuição. Que sabemos que são diferentes entre si. Apenas eles são guiados pela paz que vivem de apenas não buscarem nada, e viverem no momento presente cumprindo a sua missão.

Nós temos a capacidade de acessar a consciência, e também de trabalhar através da mente na criação de formas pensamento, que podem ser boas ou ruins para a nossa caminhada, e que aprendemos conforme o nosso nível de maturidade. Mas o fato é que estamos sempre em busca, sem aceitar apenas o que somos e o que acontece agora.

Se sentimos vontade de algo, imediatamente avaliamos se isso é certo ou errado. Se isso será um bom ou mau ato, e as consequências que podem ser geradas pelo agir ou não agir. E esse estado da mente é sim a prisão às formas-pensamento do planeta, que movimentam toda uma sociedade prisioneira e buscando a sua libertação para o contato com a sua consciência.

Mas e se deixássemos de lado o que é certo ou errado. E se abandonássemos o planejamento ou a busca pela libertação ou ascensão. A busca por emagrecer ou ser saudável, por comer certo ou errado, por beber ou não beber. E apenas vivêssemos? Seríamos mais felizes? Certamente que sim, mas apenas quando livres das formas pensamento que criamos e que mantém nossos vícios, as necessidades que nos fazem agir por impulso um chamado do instinto, e não da consciência.

Nós precisamos primeiramente nos libertar do julgamento, e nos tornarmos como os animais. Nos liberando e soltando de todo o preconceito que criamos nas nossas próprias vidas e que nos impedem de ser livres. Dessa forma diluímos aquilo que nos distancia do nosso despertar e da conexão com a consciência. Julgamos que um tipo de alimentação é certo ou errado, e então seguimos aquele caminho reto, pré-determinado por alguém, e esse alguém nada mais é do que uma sociedade que existe movida por uma grande massa de um pensamento que foi trazido através do medo e da imposição, e muitas vezes até como trauma de experiências passadas, como as guerras.

Essas experiências trazem lembranças que despertam formas de agir e viver dentro de determinados padrões.

Aprendemos na bíblia que a carne e o vinho eram consumidas em abundância, e que dessa forma foi trazida a libertação do sacrifício da carne através do Mestre Jesus, que comparou o ato com o seu próprio despertar livre do corpo e despertando para o eterno, e que foi mal compreendido. E que hoje muitas igrejas celebram com belos churrascos dos cordeiros do nosso mundo de hoje.

Estamos à beira de um paraíso, mas o que nos prende a repetir atos do passado são as crenças que trazemos e repetimos sem passar pela consciência. Sem refletir sobre os atos e então perceber a diferença entre ser livre e ser prisioneiro de um costume repetido de gerações.

Estamos a observar como a vida é perfeita, estudamos nas escolas como tudo é composto pelo mais belo equilíbrio, mas enfim, mesmo sabendo como a natureza é perfeita na criação das plantas, herbívoros, e predadores carnívoros, ainda estamos a criar animais presos em jaulas a nos alimentar, criando milhares e centenas de seres em locais fechados apenas para trazer a satisfação de repetir um padrão que vem de milênios, e que estamos presos através das formas pensamento.

Esse ato é o completo exemplo de desequilíbrio ambiental. Pois impedimos que exista o ato do nascer da planta, e então da alimentação do herbívoro e posteriormente da chegada do predador. Esse ato de criarmos animais herbívoros aos milhares, causa os danos ambientais que observamos no planeta, e os quais trabalhamos para reduzir. Mas que apenas serão reduzidos com uma mudança completa de formas de pensar de toda uma sociedade que apenas repete ações de seus parentes antigos de tantas eras.

O alimentar-se de carne, enquanto um animal carnívoro, é apenas um ato de receber energia que está em nível negativado, de uma outra fonte de mesma energia com nível positivo, e então a fusão ocorre. O equilíbrio se dá. Esse é o equilíbrio do ecossistema e que mantém a vida, tanto do planeta, quanto do corpo daqueles que participaram nesse processo.

O ato de alimentar-se de forma preconceituosa ou a repetir padrões trazidos de traumas do passado, de crenças, são apenas atos de desequilíbrio contra o próprio corpo, que não está trabalhando em sua normalidade e equilíbrio, e se ajusta para receber uma energia a suprir a vida, mas que ditará as regras na mente, criando um estado de dependência.

Essa dependência não se dá apenas em relação ao alimento animal, mas sim de todos os tipos de alimentos. Tudo o que é trazido ao corpo movido por formas pensamento, trabalha provisoriamente a suprir a energia em partes, deixando falhas, buracos, no campo vibracional, e nos corpos sutis desse ser, que então irá curando gradativamente na medida que for se libertando de suas formas de pensar e direcionando o seu ato de alimentar-se para um chamado da sua consciência.

Assim se dá o processo de alimentação. Que não pode ser forçosamente vegetariana ou carnívora, mas sim que deve sempre compor o equilíbrio do sistema. Equilíbrio esse que apenas será alcançado quando a mente estiver liberta de padrões e crenças trazidas de tantas eras a repetir comportamentos e despertar instintos em relação à alimentação e comportamentos.

Esses instintos são naturais dos seres que não acessam a própria consciência, e que estão a cumprir o seu papel na manutenção da vida no planeta em equilíbrio.

É da natureza do carnívoro necessitar da energia da carne. Ele está em plena saúde e seguindo o seu propósito, não há nada errado nisso. Ele apenas existe, ele é, e basta.

Mas ao ser humano é dada a capacidade de sentir, de guiar a sua vida e os seus instintos, dominando-os através da intuição, que mostrará o que seu corpo necessita em forma de energia e não manifestada em algo físico. O desafio está em alcançar essa capacidade de comunicação, que sim, é da natureza do homem, e sua forma de viver naturalmente seguindo seu propósito nesta existência.

O que o limita e o impede de alcançar esse estado de conexão? Apenas padrões, preconceitos, julgamentos, desde o autojulgamento até o medo de ser julgado, todos aspectos ligados a forma-pensamento da humanidade que cria crenças a ditar a sua vida.


Michele Martini - 08 de janeiro de 2021

Fonte: www.pazetransformacao.com.br


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Como saber que um alimento é bom ou ruim para mim?


Vou contar uma história: Era uma vez um ancião muito antigo, que morava em uma aldeia, um  vilarejo. Ele era o maioral dentro daquela comunidade, trazia toda a sabedoria necessária para que todos vivessem em paz e harmonia. Essa era uma prática muito comum em pequenos vilarejos e também pequenas aldeias. Os anciãos eram os médicos, eram os sábios e algumas vezes também eram a lei.

Pois então esse ancião trabalhava para o seu próprio equilíbrio, pois enfim ele deveria sempre estar centrado no aqui e agora para conseguir levar a palavra de sabedoria a quem viesse buscar.

Um dia, chegado o momento da ceia, ele está sentado em uma mesa farta de alimentos, que é oferecido a ele como agradecimento por todas as palavras de sabedoria que leva as pessoas, ele vive de oferendas tanto em moeda quando em objetos e alimentos que o sustentam. Essa mesa foi posta para ele, preparada com todos os recursos disponíveis em ervas e temperos, para dar mais sabor aos alimentos e também tornar mais especial.

Mas enfim ele senta nessa mesa farta e observa toda essa quantidade de alimento, e por um momento sente que não deve se alimentar. Ele não está com fome, pois superou o instinto de seus sentidos primários do corpo, portanto não é levado pelo impulso do olfato ou mesmo do que os olhos podem ver na beleza dos alimentos que foram colocados especialmente para ele. Ele então se levanta e se afasta da mesa, sabendo que a sua consciência o diz para não se alimentar.

Ele se afasta e se retira em um espaço onde pode ficar sozinho. Decide silenciar e permanecer em paz, pois é para isso que a sua consciência o atrai. Entra em profundo estado meditativo e então é colocado diante de sua tela mental uma cena: dentro do vazio da consciência, foi capaz de receber essa visão, que o mostrou um animal sendo perseguido. Esse animal procurava alimento e, portanto, havia saído da sua área segura, e então resolve ir se alimentar em áreas mais distantes para saciar a sua fome.

O animal vai até as áreas mais distantes e se farta de alimento. Então, satisfeito, mas ainda com o corpo pesado e cansado devido ao processo metabólico digestivo, acaba por permanecer ali por mais uns instantes. Não percebe que ali era o habitat de um predador. Que então o ataca em seu momento de deleite após a refeição. E acaba por virar a refeição de seu predador.

Esse animal, movido pelo instinto físico, pelo faro, atraído para áreas longínquas, acabou por se arriscar, pois não é capaz de ouvir a voz de sua consciência. Então acaba por arriscar a sua vida, e sucumbe nas garras do predador.

Então o sábio ancião reflete sobre a cena, sabendo que o animal não é capaz de alimentar-se pela intuição. Ele sabe qual alimento o faz bem, e assim foi em direção a esse alimento, não errou em encontrar algo que realmente supriria as necessidades do seu corpo em equilíbrio, mas não foi capaz de salvar-se das garras do predador.

O predador, é o instinto animalesco, que faz parte do corpo físico, e da experiência material, mas não é quem deve ditar as regras dentro da nossa casa, que é o nosso corpo. Quem dita as regras é a consciência, ciente de que o corpo e os instintos trazidos por ele são apenas parte dessa experiência, mas a consciência é eterna e pode se manifestar em várias formas de vida, e que nesse momento se manifesta no corpo a habitar esse planeta. O animal não era capaz de ouvir a sua consciência, mas sim de ouvir o instinto do corpo físico.

O sábio, alcançando o seu estado de equilíbrio, capaz de ouvir a voz de sua consciência, sabe que ao negar o alimento sobre a mesa, estava seguindo o chamado de sua alma na direção correta, independente dos instintos do corpo. Ele então compreendeu que aquele alimento o faria mal, poderia adoecer o seu corpo ou mesmo matá-lo. Enfim, ele compreendeu que o chamado da consciência sempre nos levará em direção ao alimento que nos fará bem, ou mesmo a não se alimentar, deixando de alimentar-se, mas preservando o perfeito equilíbrio do conjunto todo que compreende os corpos sutis e o físico, que estão a manifestar a nossa consciência.

Dessa forma, compreendemos que não há alimento bom ou ruim, que possa ser colocado nesses adjetivos para toda a humanidade, mas sim que cada um, ouvindo a voz de sua consciência em cada momento, poderá trazer para dentro do seu organismo apenas o que fará bem. E que as circunstâncias que envolvem o ato de alimentar-se de algo não estão restritas apenas a substância contida no alimento, mas sim na experiência daquele momento. Por isso, o mais importante é estar ancorado no aqui e agora.

Você pode se alimentar de algo que foi preparado de uma forma que o faria mal, mas se em uma segunda experiência se alimentar desse mesmo alimento preparado de forma diferente, pode o fazer bem.

Em um dia você está sendo intuído que deve repousar, mas acaba por forçar-se a sair com os amigos, e então manifesta uma doença que indica que foi exposto a atividades desnecessárias em um momento em que deveria estar em repouso. Assim é quando ouvimos a intuição, impedindo que as experiências da matéria ditem o nosso caminho, mas sendo apenas o que somos, sem preconceito e sem julgamento, ou mesmo sem buscar por explicações, mas confiando que o que chega a nós através da consciência é sempre o melhor caminho.

Alimentar-se de forma saudável não é apenas algo relacionado ao alimento em si, mas na experiência de alimentar-se. E para que uma experiência nos faça bem e não mal, necessitamos nos desvincular de crenças e padrões que trazemos enraizados na mente. Devemos assumir a nossa presença Eu Sou em nós, permitindo que direcione as nossas vidas em direção a união com essa que é a nossa verdade, dissolvendo cada vez mais aquilo que pensamos ser e que nada mais é do que uma personalidade criada a partir de tais crenças e do meio onde vivemos.

Não é necessário seguir padrões ou regras, ou mesmo aquilo que aprendemos ser como certo ou errado dentro da sociedade onde vivemos. Se deixamos uma mesa farta e damos as costas a ela porque sabemos que não devemos nos alimentar naquele momento, essa atitude pode ser julgada como falta de gratidão pelo alimento que foi ali colocado, julgamento que é trazido por crenças religiosas impostas pela sociedade. Mas que são apenas crenças e julgamentos, que não podemos deixar que nos carreguem para um grande padrão de forma pensamento planetário onde todas as pessoas são levadas como uma grande onda para as mesmas ações e erros.

Podemos ser aqueles que decidiram andar em direção oposta a grande onda, e então terão a possibilidade de desvincular-se da personalidade construída por aquilo que acreditavam ser, mas que era feita apenas de crenças limitantes. Dessa forma permanecemos livres e sabemos o que faz bem ou mal a nós, de acordo com a voz de nossa consciência.

Michele Martini - 01 de janeiro de 2021
Fonte: www.pazetransformacao.com.br