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sexta-feira, 16 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 20 - Qual o estado natural do corpo?


Para inovar, procure não tentar se encaixar em moldes já existentes, tanto profissionais, pessoais, ou em qualquer área de sua vida. A sua consciência é infinitamente capaz de trazer tudo aquilo que sua mente seria incapaz de vislumbrar. Portanto, para encontrar o seu propósito, para deixar que o caminho se abra, simplesmente deixe de buscar, deixe de tentar encontrar nomes ou de se encaixar em moldes pré-existentes. Você é livre e capaz de criar o que ainda não existe, não se feche dentro desses moldes, isso apenas o afasta do seu estado de plenitude.

Esses moldes são o que o mantém preso em padrões do que observa no externo, você procura sempre se encaixar naquilo que já existe, procura respostas e não descansa enquanto não consegue se ajustar dentro de um padrão já conhecido.

Pensa que ao conseguir se encaixar, já sabe o rumo que vai seguir na vida. E sabendo, acaba relaxando, deixa de se ocupar nessa busca por se ajustar em algo, por fazer parte. Mas tudo isso parte da não aceitação do que você é, e essa sabedoria ilusória o fecha para a sua verdadeira natureza, a natureza do seu corpo e da sua verdade.​

O saber pode ser uma ilusão. Afinal quem disse que o saber pode ser resumido nessa palavra? Enquanto colocarmos a sabedoria presa dentro de uma palavra, estaremos impedidos de olhar para as simples manifestações do acaso, da rotina, do errado, do feio, do velho e do novo, de tudo aquilo que não se encaixa nessa palavra. Então para realmente ser capaz de criar, apenas precisamos soltar, desaprender tudo o que aprendemos a respeito de como as coisas devem ser, como a vida deve seguir, do certo e do errado, da sabedoria e ignorância...

As maiores ideias e as maiores transformações da humanidade, surgiram daqueles que até o momento, eram considerados loucos ou ignorantes, mas que traziam a conexão com o estado de consciência que os abria à criatividade, e então eram livres.

Não eram cobrados e tampouco procuravam sustentar uma imagem de sabedoria ou algum posto alcançado, eles simplesmente eram o nada. Mas sendo o nada somos capazes de nos conectar ao todo.

Isso parte da compreensão de que o nosso corpo, o nosso campo energético, é limitado enquanto unidade, enquanto personalidade individual, mas que é infinito quando se permite ser apenas o vazio.

O vazio só é alcançado por aquele que tomou contato com o “ser alguém” e que buscou incessantemente manter-se nessa posição, ou mesmo sustentar uma estrada de crescimento nessa direção limitada da mente e da personalidade. E que então conclui que essa caminhada não levaria a local algum, pois se tratou apenas de uma história de muitos anos dando voltas em torno de si mesmo, se observando e atraindo espelhos ao seu redor, que eram apenas a sua forma limitada de observar a experiência da vida.

Esse indivíduo não era capaz de observar a imensidão e o infinito, pois olhava apenas para si mesmo, vislumbrava apenas o que sua mente poderia alcançar. Mas com as experiências da vida passa a compreender que a tentativa em ser mais, em sair do lugar para expandir na vida material, era apenas uma prisão.

Ele então se liberta e deixa de buscar, compreende que o estado da mente vazia, dá lugar à abertura de consciência, e que ela é infinita.

A experiência de conexão com o corpo físico, nos faz compreender, em primeiro lugar, que para compreendê-lo e conectar com ele verdadeiramente, é necessária a desconexão com tudo o que acreditava ser. Com todas as impressões e informações que trazia a respeito do próprio corpo. E que sustentava uma forma padronizada de percepção a respeito de si mesmo.

Isso parte de um comportamento que é possível observar com facilidade, no simples exemplo de nos olharmos no espelho e nos acharmos gordos ou magros, bonitos ou feios, tudo dentro de um padrão criado por nós mesmos.

Como poderemos compreender e sentir a nossa própria essência que dará voz ao nosso corpo, se carregamos informações que o rotulam de adjetivos bons ou ruins? Não permitimos a liberdade de expressão do nosso corpo, simplesmente porque carregamos impressões, opiniões, crenças, a respeito dele mesmo e do que vemos do lado de fora.

Atrairemos ao nosso olhar tudo o que nos causará desconforto. Veremos uma bela modelo ou um belo rapaz magro em uma revista, e automaticamente registramos a informação de que não somos aquilo, e não vemos isso com amor e aceitação, mas sim em tom de julgamento.

Esse mesmo tipo de pensamento nos leva a assumirmos dietas e práticas para ajustar, moldar o nosso corpo, àquilo que julgamos ser certo ou errado. Afinal o que nos move em direção a emagrecer ou mesmo a estar com o peso que almejamos, é o julgamento que direcionamos ao nosso próprio corpo.

E ao praticar tal ato, ao fazer a dieta, ao praticar o exercício físico com esse objetivo, estamos o tempo todo afirmando que o nosso corpo não é amado, que ele não é aceito assim como é, que ele não é como gostaríamos ou como desejamos.

Deixamos de nos desejar, de nos amar, de nos apreciar. Vivemos em um ciclo de comparação. Assim, o que atrai as imagens desconfortáveis de corpos esbeltos diante de nós, é a nossa própria mente que necessita ser provocada, ser levada até o último estágio de insatisfação consigo mesmo, para que então se canse de lutar contra o que realmente somos, e passemos a nos amar.

Para dar voz ao nosso corpo, à nossa verdade, primeiramente devemos abandonar o preconceito e o julgamento e a cobrança conosco, e que é direcionada ao nosso corpo.

Podemos simplesmente deixar isso de lado e permitir que ele respire, que seja o que ele é, sem pressão, sem cobranças. E então, sendo ouvido e já podendo se manifestar, ele começará a caminhar em direção ao equilíbrio. E o estado de equilíbrio do corpo é a completa saúde, o bem-estar, independente da imagem que projetará no espelho, mas simplesmente o que ele é em seu interior, um sistema em perfeito funcionamento.

O nosso corpo necessita ser aceito, ser amado, para então tomar o espaço que necessita no nosso Eu. Afinal ele é parte de nós e a perfeita conexão se dará apenas quando o aceitarmos como parte.

Nada funciona de forma isolada, a nossa mente é capaz de projetar e criar várias ilusões, as quais permanecemos presos, e que sufocam o nosso corpo com todos os tipos de formas-pensamento que criamos e direcionamos a ele.

A liberdade e o estado de paz, de pacificação com o corpo, virá com o cessar do julgamento. E é quando daremos oportunidade para que ele simplesmente faça parte de nós.

O estado natural do corpo é ser parte de nós, e quando digo nós, digo o todo, todo o nosso campo vibracional. Ele é parte do sistema e quer ser integrado.

Abandonando o julgamento, deixando de lado as comparações, e aceitando o nosso corpo como uma simples manifestação de tudo o que ocorre em nosso campo vibracional, emocional, energético, permitiremos que ele vá cada vez mais tomando o espaço que lhe é devido. Entregamos todo o controle, começamos a perceber que não somos capazes de controlar um pedaço isolado de nosso sistema, mas que devemos integrar os pedaços que isolamos e separamos do todo para que absorva toda a verdade do que vibramos e possa apenas ser a sua manifestação.

Temos impedido o nosso corpo de ser o seu estado natural. Queremos que ele faça parte de um padrão que a nossa mente criou e aceita como bonito, certo e saudável. Dessa forma o aprisionamos, o sufocamos em cobranças e controles. A partir do momento que compreendermos essa relação dele com todo o sistema que é a nossa essência, percebemos que de nada adianta querer moldá-lo, e sim trabalhar no equilíbrio e saúde energética do sistema todo para que o corpo seja apenas um reflexo de tudo isso. Veremos beleza no corpo enquanto estivermos em paz conosco mesmos e em união ao que é apenas a manifestação da nossa verdade. A união com o todo que compreende toda a nossa existência em vários níveis de manifestação energética, em várias dimensões, acabará refletindo no corpo fisco, que resplandecerá sempre luz e saúde, beleza e paz.


sexta-feira, 9 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 19 - Estamos plenos em consciência quando praticamos atividades físicas?


A plenitude é o estado natural da alma, desprovido de todas as ligações que a restringe. Para se obter o estado de plenitude, deve-se trabalhar o desprendimento das emoções, das reações do ego. Essas reações podem ser compreendidas como vários comportamentos, e nem sempre serem associados ao ego, mas a verdade é que o ego sustenta toda e qualquer emoção.

Apenas a atividade física não promoverá o estado de plenitude, mas é um exercício de reprogramação mental que fará com que acostume com uma nova forma de viver, uma nova forma de sentir, e vá saboreando um lado novo da vida, onde as emoções não impedem de desfrutar o momento presente.

Para que se possa sentir, experimentar todos os benefícios de uma atividade física, deve-se trabalhar a compreensão e a aceitação de tudo o que ocorre em nossa vida. Nas primeiras tentativas, pode haver certa dificuldade em se soltar completamente esse entregar ao momento presente, permitindo que a mente seja povoada de pensamentos e preocupações sobre a rotina, sobre as atividades corriqueiras como o que fará após sair da academia, ou mesmo as contas para pagar no final do mês e assuntos de relacionamento no trabalho.

A mente pode ser invadida por pensamentos que, ao menor sinal de que tomem alguma proporção e espaço em seu momento de viver o aqui e agora, devem ser apenas aceitos, não recusados e tampouco esmiuçados para chegar a uma solução do problema. Mas sim devem apenas ser aceitos e pronto. Há aqueles que ensinam o meditador a esmiuçar o problema, permitir que a mente divague, vá a fundo, até que chegue sozinho à conclusão de que não houve nenhum beneficio em perder tanto tempo nesses pensamentos, e então acostume-se com essa ideia de que é realmente uma perda de tempo divagar em pensamentos. Mas enfim logo virão outros, e assim condicionamos a nossa mente a esmiuçar e divagar sobre um problema, quando o estado de paz e plenitude é alcançado apenas da compreensão e aceitação que o problema está ali, e pronto, então que seja deixado como está e que ele siga o caminho dele. Mas que não se vincule ao seu momento presente.

A busca por explicações é que faz a mente se aprofundar em pensamentos, é apenas o ego dentro de seu instinto de defesa. Pode parecer uma atitude inocente a de pensar e buscar a solução e explicação de algo, mas esse simples ato representa dentro de seu campo energético, que você simplesmente não aceita esse fato, e então procura entendê-lo. Isso mostra que ainda está preso na Matrix 3D de formas-pensamento e que controla grande parte da humanidade.

Apenas será possível desfrutar de um exercício para o corpo e alma, quando compreender e aceitar tudo como é, quando aprender a olhar para cada pensamento chegando e simplesmente agradecer, abençoar e deixar ir. Esse ato, juntamente com o exercício físico que requer sua atenção para o aqui e agora, fará com que vá criando nova programação em sua mente, e nessa programação você aprende a focar na atividade que está executando no momento e aceitar tudo o que vier para você com a sábia compreensão daquele que já deixou de lutar contra a Matrix.

Sabemos que tudo o que nos ativa o instinto de defesa, de sede de mudança, é parte do que não aceitamos. E assim ocorre com todos os atos em nossas vidas. Desde um simples recado do corpo que um dia pede por repouso, manifestando uma dor ou um desconforto, e então o problema imediatamente é resolvido com um analgésico para garantir que a rotina de atividades do dia não seja interrompida, até o alimento que nos atrai com seu aroma e então recusamos de saboreá-lo porque carregamos uma grande bagagem de preconceitos e crenças limitantes a respeito daquele alimento.

Então nos perguntamos como será possível vivermos em estado pleno de consciência durante alguma atividade em nossas vidas? Ainda que com a atividade física possamos por alguns momentos nos desvincular dessa luta contra o que não aceitamos a nível mental, essa soltura de pensamento se estende apenas por alguns minutos, e logo assume novamente um pensamento na mente que trabalhará mais uma vez a soltá-lo e aceitá-lo.

Enfim esse processo pode se tornar infinito, pois enquanto vivemos as experiências, milhares de situações virão de encontro ou contra o que achamos certo ou errado. Milhares também despertarão em nós diversos sentimentos como o de culpa, medo, raiva, ciúme ou inveja. Alguns despertarão sonhos, avareza, cobiça... e assim continua a interminável vivência de experiências e que podem ou não ser conectadas em nosso aqui e agora.

Quaisquer situações que são colocadas a nós durante o dia, podem ou não despertar as nossas emoções, mas necessitamos trabalhar apenas a aceitação. Independentemente de quais forem as situações, o desprendimento desse vicio em viver em sofrimento é obtido apenas quando aceitamos. As provas serão muitas, e a cada momento em nível mais avançado. Os exercícios físicos, as atividades de lazer, e mesmo a meditação, virão a complementar o tratamento de soltura desses comportamentos repetidos, pois nos mostrarão o benefício de viver apenas o aqui e agora, e o estado de consciência plena que pode ser alcançado nesses momentos.

Na medida que formos trabalhando a aceitação de tudo que é colocado a nós durante as nossas experiencias diárias, iremos mais e mais alcançar o estado de plenitude de consciência durante os momentos de lazer, esses momentos vão cada vez mais se tornando longos, até que toda a nossa vida possa ser o estado pleno de consciência ativa.

Mas para se alcançar esse estado, e para nos desvincularmos de quaisquer julgamentos ou opiniões a respeito de tudo o que ocorre em nossa volta, é necessário derrubar uma crença que temos carregado, de que quando discordamos de algo, quando não somos gratos, Deus castiga, ou mesmo o estado um pouco mais evoluído desse pensamento traduzido pelo mensageiro Jesus, que foi de que devemos amar a Deus e então diante dessa nova interpretação, devemos ser gratos por tudo o que ocorre em nossas vidas, pois são bênçãos Divinas. E então mesmo que inconscientemente nos culpamos apenas pelo sentir um desconforto diante de algo que é colocado diante de nós.

Se é colocado para nós um alimento o qual não sentimos vontade de comer, logo acionamos no inconsciente a lembrança dessa mensagem que nos faz sentir culpados por não querer esse alimento, e a auto cobrança de sermos gratos até pelo que não queremos.

Mas tudo isso foi mal compreendido. O que não ficou claro para nós é que apenas o que vem de Deus é sim uma bênção Divina. Mas o que vem da mente condicionada e direcionada pelo ego, são apenas criações mentais limitantes e que nos impedem de sentir e de receber a bênção divina. Essa é a verdade. Portanto, qualquer tipo de julgamento, busca por respostas e explicações a respeito do que é colocado diante de nossas vidas, é apenas um exemplo de nós questionando a nós mesmos. A nossa mente entra em conflito porque a própria mente foi que criou aquela necessidade, e então ela recusa. A mente em padrão coletivo nos traz a experiencia, e ela mesma recusa a experiencia e se culpa por recusar, e busca explicações por não querer aceitar. É a mente travando uma guerra contra ela mesma. E onde está Deus nessa salada toda? Onde está a bênção divina?

O alimento que existe, é uma bênção divina, o copo com água também, nós também. Tudo o que existe é belo e divino, sem exceção. Pois tudo faz parte de um belo sistema de vida e que sim é divino. Mas quem cria a informação de que tal alimento deve ser colocado em nosso prato em um momento especifico somos nós mesmos. E esse alimento pode vir trazido por uma necessidade do sistema energético a repor o que necessitamos, como pode vir a suprir uma falta emocional, e então tudo isso que atraímos, sendo ou não para nosso benefício, é apenas trabalho de nós mesmos para nós. O Divino está em tudo o que existe, e ele está no estado de plenitude que podemos alcançar quando nos desvinculamos desse jogo de interpretações.

Quando algo inesperado ocorre em nossas vidas para o bem, perguntamos porque, queremos explicações. Quando ocorre para o mal, fazemos os mesmos questionamentos. Afinal, tudo ocorre de forma perfeita a nos levar para o estado de plenitude. Mesmo que por meios inimagináveis, mas somos atraídos para a união, para a unificação com o Divino através de todas as nossas experiências. E o momento em que paramos para questionar e buscar entender o porquê de tais experiências, faz com que fechemos o canal de comunicação com o Divino, com que impeçamos a nós mesmos de entrar no estado de plenitude.

Plenitude de consciência é aceitação. Sem aceitação esse estado não é alcançado.

Se observarmos que após praticar exercícios físicos por vários dias, por meses ou anos, já começamos a alcançar o estado de paz e equilíbrio durante esses momentos, alcançamos o estado de vazio e de aceitação, ainda assim questionamos a nós mesmos mesmo que de forma inconsciente, mas observamos nosso estado de paz e custamos a acreditar que chegamos a tal ponto. Essa ainda é a mente trabalhando em sentido contrário a simples libertação do pensamento, pois está acostumada a viver em um padrão, a sentir, a ver os momentos de plenitude serem interrompidos por pensamentos, a permanecer sempre inquieta, mas esses são os momentos para simplesmente soltar, para reafirmar que não há necessidade de compreender, que simplesmente esse é o estado natural da vida e que não necessita de explicações do que é verdade, do que é real, do que é da natureza da alma.

O estado de aceitação da paz é alcançado quando se deixa de lutar contra a própria felicidade, quando se permite ser feliz e pronto. Quando se solta as armas e se entrega para o estado pleno de consciência que pode ser experimentado sim durante as atividades físicas, e que é apenas um exercício para nos aproximar e nos reafirmar que isso é possível, que esse estado de plenitude é possível de ser alcançado, e que faz parte de nossa natureza.

Trabalharemos então para estender esse estado para todas as nossas atividades, para as nossas vidas, e então não haverá necessidade de reservar um momento especifico para essa conexão, pois a nossa vida será a manifestação da plenitude em todos os momentos. Isso tudo parte da compreensão de que plenitude = aceitação.]


Michele Martini - 09 de abril de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 2 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 18 - Qual atividade é boa para mim?

 


Apenas fazendo o que querem, as pessoas têm a liberdade de viver a sua experiência.

Apenas fazendo o que querem, contra tudo e contra todos, contra as regras, as imposições da sociedade, as limitações, as obrigações, os horários, os padrões, apenas fazendo absolutamente o que querem e sem julgamento se isso é certo ou errado, desde o autojulgamento até o julgamento dos outros, mesmo o julgamento criado a partir de si mesmo, porque acredita que o que queria fazer é errado, apenas quando as pessoas se libertarem do julgamento e de fato fizerem o que querem, é que elas poderão seguir o seu propósito, o seu aprendizado verdadeiro.

Estamos todos em uma trilha de aprendizado, e muitas vezes permanecemos por muito tempo afastados desse objetivo, porque simplesmente não fazemos o que queremos.

Sejamos livres e libertos, para seguir o que nós sentimos que devemos fazer, apenas o que queremos, e então poderemos experimentar a dor do erro, do erro pela caminhada de sofrimento. Pois apenas dessa forma, sendo aceita e trilhada, é que poderá nos trazer a sabedoria da forma que deveria ser.

Permanecemos por anos e por vezes por uma vida toda, afastadas das experiências que viemos experimentar, por medo, por julgamento, porque julgamos serem erradas algumas das nossas atitudes, algumas das nossas vontades, por não serem aceitas pela sociedade, por nós, por tudo aquilo que vemos na televisão, ou que recebemos dos nossos pais, aceitamos apenas o que é aceito pelos outros, pelas regras, pela etiqueta social.

Então nos libertemos e vamos fazer apenas o que temos vontade. E apenas experimentando a vida dessa maneira, é que poderemos de fato evoluir e iniciar a nossa jornada, aquela que viemos viver como objetivo final da nossa vida. Seremos guiados sempre para o nosso propósito, para o objetivo da nossa encarnação, apenas quando vivermos aquilo que verdadeiramente temos vontade, sem julgamento, sem condenações.

Tememos errar, tememos cometer atos inaceitáveis, tememos a falta, tememos a perda, mas é por isso que nos afastamos das experiências as quais viemos experimentar. Afastamo-nos e, portanto, perdemos muitas vezes vidas e vidas nessa mesma busca. Então fechemos esse ciclo, de repetições, de medo, do julgamento, da angústia, e vamos nos libertar, vamos fazer apenas o que temos vontade, e nos jogarmos na experiência da vida, ver o que vem, se vier uma queda, se vier um sofrimento, então esse sofrimento é o que nos trará sabedoria e o conhecimento necessário para nos libertarmos da repetição de sofrimento em nossa vida.

Às vezes é necessário nos libertarmos, nos deixarmos seguir pelo caminho que julgamos ser errado, para que então possamos trazer o aprendizado que nos trará a felicidade plena em um momento muito próximo.

A atividade que é boa para você, para mim, para nós, é simplesmente aquela que conversa com o nosso coração, aquela que traz a nossa verdade, que expressa as nossas vontades.

Observando de maneira intensa essa leve experiência de entender o que é bom para você, perceba porque muitas vezes vai ao trabalho de terno e gravata quando o dia está tão quente e agradável para estar com roupas leves e frescas. Você realmente é obrigado a seguir o que a etiqueta social lhe impõe. A etiqueta social está o observando, cuidando dos seus passos? Ah sim, ela se manifesta através dos olhares, pensamentos e comentários daqueles que ainda são controlados por essa forma de pensamento. Mas enfim, ainda assim você se sujeita a ser controlado?

Se o seu médico lhe indica uma atividade física especifica da qual você não gosta, ainda assim você irá fazer? Se o seu marido ou esposa pratica uma atividade física, você obrigatoriamente necessita se ajustar à sua vontade para seguir o padrão, para agradar, para estar com aquela pessoa?

Lembre-se que você, nessa caminhada, busca pela autonomia em relação aos seus próprios sentimentos, a controlá-los, e assim a vida se torna bela, leve e divertida, quando deixa de ser moldado e guiado pelas emoções, mas está conectado em sua consciência apenas a observá-las, a entender como elas se processam, a direcioná-las para o vazio na medida que vão apresentando as falhas, as fraquezas.

Enfim, o que você come deve ser ditado pelas suas emoções? E o que você pratica como atividade física, ou mesmo o fato de querer ou não praticar uma atividade física, deve também ser ditado pelas suas emoções? Afinal, quem comanda a sua vida? É você ou as suas emoções?

O aprendizado em se auto observar, sem medo e sem julgamento, apenas olhar de um nível externo o que ocorre consigo mesmo, como as vontades são despertadas em sua mente e em seguida o direcionam para uma ação, fará com que você comece a compreender o que é um impulso do instinto animal, o que é uma manifestação de suas emoções, e o que é realmente recebido a nível de consciência, de alma, desprendida de padrões e regras.

Tudo o que você acredita ser como certo ou errado, é apenas uma manifestação do ego. Tudo que você acredita como regra, ou “tem que ser”, é apenas a mente criando padrões ou os repetindo como um vício. Somos viciados nesses padrões, eles movimentam todas as nossas ações. Salvo aqueles que se libertaram através do despertar de consciência.

A escolha da atividade física que é boa para mim ou para você, nasce no coração. Hoje pode ser bom meditar, amanhã pode ser bom jogar uma partida de futebol, e ontem pode ter sido uma delícia estar em uma pista de corrida em um parque. Afinal, porque deve haver apenas uma atividade física para cada pessoa? Ou algumas atividades físicas? O importante é caminhar em direção da ação com o coração a guiar o seu caminho, e não o medo ou o condicionamento mental.

Há sim aqueles que não farão absolutamente nenhum exercício físico, nem mesmo meditação, pois estão em estado depressivo e de desanimo diante da vida. Isso é ótimo! Esse desanimo e depressão é o chamado para despertar! É o desconforto com essa vida cheia de regras e imposições, e naturalmente haverá o desanimo em fazer qualquer coisa, mesmo comer, ou dormir, ou correr, ou trabalhar, dependendo de cada um. Mas haverá sim o momento do desanimo, da depressão, de quando se pensa em desistir da vida, dessa experiencia, para então começar de novo em uma nova oportunidade, ou mesmo aqueles que não compreendem o ciclo reencarnacional, buscam o suicídio como uma fuga dessa prisão mental e condicionamentos que toda uma sociedade vive.

Esse indivíduo desperta para o que é verdade, e a verdade à primeira vista é esmagadora, pois descortina diante do olhar o fato de que nada que acreditamos era real, nada preenche o coração em luz, nada trará a plenitude e felicidade, pois são apenas ações isoladas e que sustentam um padrão em massa de repetição de atos. Esse despertar é esmagador, pois destrói todas as crenças e esperanças. Pois as crenças e esperanças foram todas criadas pela mente com base no que se pensava ser a verdade da vida, mas que era uma ilusão.

Esse despertar acaba trazendo a sensação de que tudo está perdido, não se ajusta em nada, não se sente parte de nada, pois na realidade não somos parte de nada que acreditamos ser, não somos parte de um grupo de meditação, ou de um time de futebol, ou mesmo de uma turma de escola. Não somos parte de criações mentais que seguem padrões. Tudo o que foi verdade para nós deixa de ser, e nos sentimos perdidos, deslocados nesse mundo de experiencias.

Enfim, essa é a fase daquele indivíduo que não tem vontade de praticar nenhum exercício, ou mesmo de sair de casa, ou de ir para casa, é como alguém que acabou de nascer, mas está na fase adulta, não sabe mais nada sobre a vida. Tudo o que acreditava deixa de ser verdade, e precisa iniciar todo um novo processo de construção de informações a respeito de tudo. Esse é o estado de esvaziamento completo.

A busca é por se encaixar em algo, se sentir parte, e enfim nesse estado algumas pessoas acabam se deixando levar pela opinião de outras pessoas a respeito do que deveriam fazer, das atividades que deveriam executar na vida, para se encaixarem novamente em uma sociedade padronizada. Mas enfim esse indivíduo já não desperta o brilho no olhar diante de todas essas novas experiencias. A depressão continua presente.

Esse sentimento é amenizado apenas quando se aceita que o velho se foi, e se abandonam as tentativas de preencher-se novamente com mais um pouco do velho para se sentir parte de algo. E então, a partir dessa renúncia, deixa que o novo tome espaço de si, comece a despertar para a sua própria verdade, escute a sua consciência que sempre gritou aos ouvidos mostrando o caminho, soprando o que é bom para nós, para cada um, e nunca aceitamos ouvir.

Esse silenciar, a partir do esvaziamento completo, mostrará o que gostamos de fazer, começamos a conhecer um novo individuo: Nós!

Somos apresentados gradativamente a esse ser que sempre fez parte de nós e era mascarado pelas impressões de uma sociedade que impedia que ele se mostrasse. Começamos a sentir, a ouvir a nós mesmos, e então o exercício será fazer apenas o que gostamos de fazer. Apenas o que a nossa consciência direciona, as atividades que sintonizam com a nossa verdade no momento presente.

Começamos a descobrir tudo o que é bom para nós, desde uma atividade, até um trabalho, ou um relacionamento, tudo começa a se abrir e brilhar diante de nossos olhos, e iniciamos uma nova fase em nossas vidas em direção ao nosso propósito.


Michele Martini - 02 de abril de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 26 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 17 - Como aprender a dosar a quantidade de exercício?


Quando se aprende a sentir o próprio corpo, quando se aceita o estado pleno de desconexão com o que é matéria, e entende-se apenas como o vazio, estaremos abertos a receber a mensagem suprema, aquela que vem como um chamado.

Não há regras, não há necessidade de se ater a padrões, em formas pré-determinadas de viver, e tampouco de executar as atividades físicas. Há sim a necessidade de romper as crenças, esvaziar para então deixar-se ser preenchido pelo novo, pela forma especial de ser, que é perfeita para si mesmo.

Sem o esvaziamento, não será possível compreender ou saber a quantidade de exercícios para o corpo, ou também se há a necessidade de algum exercício.

Há aqueles que se comprometem com uma pratica, com uma rotina, e criam padrões mentais que os empurram a realizar tal atividade em certa frequência e padrão de repetição. Mas essas são apenas criações da mente a manter uma linearidade de ações. Todas são pré-determinadas pela mente. Por vezes pode-se pensar que ao preparar-se para praticar a atividade física recorrente semanal, estamos a seguir para algo que nos deixa livre. Mas a verdade é que estamos apenas a repetir um condicionamento criado por nós mesmos.

Todas as formas de trabalhar a regeneração energética do corpo conhecidas hoje, são baseadas em padrões pré-determinados. Mesmo aquelas ações corriqueiras como o horário e frequência para trabalhar ou dormir, ou comer. Seguimos os padrões criados por nós mesmos e vamos como uma grande onda a seguir a massa.

Esses padrões nos impedem de realizar quaisquer atividades seguindo apenas a intuição. Nos deixam centrados, com o olhar direcionado a apenas uma forma de fazer as coisas. Nos podam a liberdade. Nos mantém no controle, seguindo o fluxo da maioria.

Nós aceitamos esses padrões, e não somos vítimas de algo que nos foi imposto, pois contribuímos na manutenção de tais padrões e na criação deles. Não somos capazes de compreender que de acordo com as experiencias que vivemos, com o aprendizado especifico para cada caminhada nessa vida, há formas diferentes de movimentação.

Quando dirigimos, sabemos para onde vamos. Não sabemos se aquela é a melhor estrada, ou mesmo se devemos de fato ir até onde estamos indo. Estamos apenas seguindo padrões pré-determinados, lugares conhecidos, estradas que projetamos em nossas mentes e que de fato são as melhores alternativas. Mas lembrando que fazemos todo um planejamento antes de iniciar essa caminhada, ao tomarmos o controle do volante do veículo, vamos para onde a nossa mente projetou.

E se ao menos deixássemos a consciência nos levar? Por muitas vezes escolhemos um trajeto para seguir baseado no que já conhecemos, sabemos de acordo com todas as possibilidades que são possíveis de serem projetadas pela mente, que tal trajeto é melhor, por diversos motivos e justificativas que trazemos a nós mesmos.

Mas e se apenas deixássemos a consciência nos levar? Será que dirigiríamos em direção aquele local planejado e preparado pela mente?

Quando saímos todas as manhãs ou no horário que vamos ao trabalho, e decidíssemos deixar a consciência nos guiar, será que a consciência nos levaria ao trabalho? Para onde a nossa consciência quer nos levar? Onde ela está ressoando naquele momento? O que é bom para nós naquele momento?

Por muitas vezes seguimos adiante para o objetivo final da estrada, ao qual não gostaríamos de alcançar. Vamos contra a nossa própria consciência. Se despertamos com mal estar, ainda assim, com o uso de medicamentos, mantemos a nossa rotina. Se temos uma viagem planejada para um horário, mas surge um imprevisto, ou mesmo se não nos sentimos com vontade de viajar, se a nossa consciência nos chama para outra caminhada, nós ainda assim negamos o chamado, e vamos em direção aquele local onde a nossa mente nos projeta.

Assim ocorre com a frequência de atividades físicas. Realmente há necessidade de haver uma frequência? Vivemos em um modelo de organização de horários e compromissos, que nos mantem presos a um padrão, a uma forma de repetição. Nos comprometemos a estar um número de dias da semana especificamente em algum lugar para praticar a atividade física, ou mesmo em um horário especifico.

O que sustenta esse padrão é a mente. Se 10 alunos se matriculam em uma aula de yoga por exemplo, todas as manhãs as 8:00am, então todos criaram a forma pensamento coletiva compartilhada entre 10 pessoas, de que devem estar nesse local e nesse horário nessa frequência de dias da semana. Dessa forma acabam se podando e impedindo a consciência de se manifestar. Assumem um compromisso não com eles mesmos, mas sim com um padrão mental que eles mesmos criaram e trabalham para manter.

Quando há o despertar, percebem que não deviam mais estar ali, mas ainda, acostumados a viver de forma padronizada, buscam outra oportunidade de se prender a algum outro grupo ou padrão. Assumem outros compromissos. Onde está a liberdade e o espaço para que a consciência possa se manifestar?

Onde está a luz interior brilhando e mostrando o caminho como uma lanterna a guia-lo? Todos buscam o chamado da luz interior, mas todos impedem-na de se manifestar porque trabalham arduamente para criarem padrões mentais que impedem a sua atuação. A luz quer brilhar, e até brilha, mas é impedida de mostrar o caminho, a estrada da melhor alternativa para aquele momento especifico, que por vezes pode não ser o que a mente planejou, pois, a consciência trabalha de forma livre e desprendida da matéria, de compromissos criados pela mente e que seguem padrões.

A frequência é o que poda a consciência. A mente cria padrões a impedi-lo de seguir o chamado da consciência, a sentir de forma sutil o próprio corpo, e se deixar levar para aquilo que vibra da forma mais perfeita na sintonia daquele momento. Tudo o que fazemos na vida, todas as atividades, devem ser recebidas como oportunidades de sermos o amor, de manifestarmos a nossa luz. E quando contrariados em nossa essência, ou mesmo condicionados e iludidos, somos impedidos de sermos livres.

A quantidade de exercício para cada um é aquilo que o coração mostrar, é aquilo que podemos sentir, que somos chamados e atraídos magneticamente, como um ímã. Somos levados levemente ao que devemos realizar, em todos os momentos. E apenas o aprendizado aqui é confiar, confiar nesse chamado, nessa atração magnética que nos puxa àquilo que devemos realizar naquele momento.

Quando desprendidos dos padrões, dos traumas, medos, e vínculos que criamos mentalmente e nos fazem repetir ações baseadas na grande matriz planetária, e aos nossos registros emocionais negativos do akashico, estaremos prontos a nos deixar levar pela consciência em todos os nossos atos. Por isso a busca pelo perdão, gratidão, amor e desprendimento de tudo aquilo que nos restringe, é essencial para que possamos levar uma vida com liberdade para que a consciência direcione a nossa caminhada.

Vamos aos poucos nos desvinculando das programações, dos padrões, dos traumas, que nos impedem de confiar na consciência. E que nos impedem de ouvir a consciência, pois ofuscam esse chamado, a mostrar diante de nós apenas aquilo que parece mais confortável para aquele que esteve sempre seguindo o mesmo padrão de repetição. Gradativamente, na medida que nos libertamos e nos desvinculamos dos condicionamentos mentais, damos mais voz a consciência e construímos uma relação de confiança com essa voz que clama por atenção dentro de nós, e que muitas vezes não aceitamos ouvir.

Que esse chamado fale mais alto que todos os nossos medos, as nossas inseguranças e traumas. Que sejamos livres!


Michele Martini - 26 de março de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 19 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 16 - Fazer esforço físico perde ou ganha energia? Devemos fazer atividades físicas?


Ao praticar atividade física, não estamos movimentando apenas o corpo, mas sim trabalhando a mente. O mais importante exercício é o da mente nessa atividade, e é ele que mantém a atividade acontecendo, se desenvolvendo, e que também faz com que busquemos por essa atividade.

Atividade em si, desapegada da mente, não teria propósito, visto que sabemos que uma pessoa em estado de meditação, quando conecta com a consciência e silencia a mente, não é beneficiada pela atividade física, pois não atua no corpo, e sim na mente que naquele momento não comanda a vida.

O comando enviado pelo coração, que pulsa em batimentos acelerados durante a prática de atividade física, é algo que acalma a mente. A mente recebe a mensagem de que está tudo certo, tudo funcionando na mais perfeita capacidade física, e então relaxa. Pois então a atividade física é nada mais do que um consolo para a mente, do que uma forma de mantê-la estável, mas não inativa.

Damos algo para a mente observar, focamos naquilo que estamos fazendo, e então ela passa a estabilizar.

O benefício da atividade física para todo o sistema está justamente na estabilidade da mente, que permite que o corpo seja livre, que entremos em conexão com a consciência.

Sabemos que o pensamento, a mente acelerada que quer estar em diversos lugares e situações simultaneamente, nos faz perder energia. Podemos observar com um simples exercício. Procure praticar a atividade física de costume com a mente livre de pensamentos e estável, e concentre-se apenas no exercício que está executando, note como o exercício se torna mais fácil, mais leve de ser executado. Mas quando pratica a mesma atividade com a mente acelerada, pensando em situações que não são as que vivencia naquele momento, situações quaisquer que não sejam a própria atividade física, perderemos energia, nos desgastaremos para executar a mesma atividade, além do comum, pois estamos trabalhando com a mente desconectada do corpo.

A mente divaga e passeia, enquanto o corpo trabalha. Isso nos faz perder energia de forma desnecessária.

O importante não é a prática da atividade física, mas o exercício de manter a mente estável. Aquele que pratica o exercício físico com a mente dispersa, e não focada no exercício, perde totalmente o benefício do mesmo, acaba se cansando, se lesionando, perdendo energia.

Quando trabalhamos com a mente em paz, estável, e focamos apenas no exercício, permitimos que a energia seja trabalhada como um ciclo. O nosso corpo se torna um canal de entrada e saída de energia, gera energia, mas também recebe, regenera. Dessa forma sim, o exercício é positivo.

Quando praticamos um exercício físico do qual não gostamos, ou mesmo em um ambiente que não nos sentimos à vontade, teremos maior dificuldade em conectar no momento presente. Praticamos a atividade, mas a mente está longe a divagar. Essa prática é completamente uma perda de energia desnecessária e mais prejudicial do que se não praticasse nenhuma atividade, ou mesmo se substituísse por uma simples meditação em um ambiente agradável, onde sinta-se à vontade de estar ali, no momento presente, sem as fugas da mente para outros locais.

Somos seres multidimensionais, temos a capacidade de nos projetar para onde quisermos, para onde a nossa mente nos levar. E por isso, podemos estar em vários locais simultaneamente. Quando estamos no parque, mas a mente está no trabalho, estamos nos projetando naquele ambiente e lá direcionaremos a nossa energia. Então, mesmo ainda no parque, que supostamente seria um ambiente agradável, podemos nos exercitar de forma a perder energia, e não a trabalhar na renegeração e equilíbrio dessa energia dentro de nós.

Dessa forma, ao praticarmos uma  atividade física, podemos nos tornar transformadores de energia, criadores e regeneradores da mesma, ou podemos nos tornar perdedores de energia, quando não estamos no aqui e agora, focados na atividade.

O foco na atividade é apenas o início, ele é o desvio da mente para que não divague, para que relaxe e permaneça estável, mesmo que ainda trabalhando, mas o objetivo final é o silenciar completo da mente. E por isso a meditação é uma forma de trabalhar esse objetivo, da mesma forma que o exercício físico.

O único benéfico do exercício físico é permitir que o corpo receba e envie energia, mas sem perdê-la, apenas a transformando, regenerando a energia dentro de nós mesmos mesmo que permaneça sempre dentro de nós. Não se trata de perder e ganhar, da energia sair de nós e entrar, mas se trata de uma transformação interna, de uma renovação energética interior. Essa renovação energética é o real benefício do exercício físico, mas o que precisamos lembrar é que essa renovação pode ser feita de várias formas e não somente com a prática de um esporte ou de uma caminhada. Podemos trabalhar essa renovação quando temos completo controle sobre as nossas emoções e sobre a nossa mente, sem a necessidade de nos movermos de onde estamos.

Em estado de meditação, podemos movimentar as energias, podemos ser meditativos conscientes o tempo todo, durante a execução de todas as atividades diárias, como o trabalho, cozinhar, se alimentar... esse estado meditativo torna possível renovarmos a energia o tempo todo. E enfim não é necessário reservarmos um tempo para algum exercício para trabalharmos isso.

A rotina do ser humano é ir até o trabalho, doar a sua energia, perdê-la, e depois repô-la com o alimento ou uma atividade leve. Isso apenas acontece porque a maioria de nós ainda não é capaz de controlar as emoções e a mente, não é capaz de trabalhar todas as experiências em estado meditativo, para promover a renovação energética o tempo todo.

Quando alcançado esse estado, tudo o que fazemos, todas as atividades que praticamos, sejam elas de trabalho ou lazer, serão exatamente iguais em termos energéticos. Em todas elas estaremos em estado de paz e equilíbrio, a trabalhar a constante renovação energética em nossos corpos. Mas para isso é necessário nos desvincularmos das emoções, dos padrões, das formas de pensamento antigas, da autopunição, e de todos os comportamentos compulsivos. Enfim, é necessário trabalharmos o desvincular da mente para então silenciá-la, e permitir que vivamos de forma íntegra com a nossa consciência.

A atividade física é necessária para alguns, os exercícios condicionam a mente a estar apenas focada em uma atividade, o que é positivo, é o ato de doutriná-la, para que um dia seja capaz de sair de cena, de silenciar e estabilizar, não atuando mais nas nossas vidas, e dando lugar à conexão com a consciência.


Michele Martini - 19 de março de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br


sexta-feira, 12 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 15 - Como superar a gula?


Ao contrário do que se pensa, a gula é um estado da mente que diz “Eu posso". Contrariando a fraqueza e a fragilidade, o estado de se deixar impor por regras e formas corretas de se alimentar. É um estado de rebeldia e busca por independência emocional.

Assim como todos os estados de dependência, para que consiga se desvincular, a princípio se trabalha a vinculação a algo mais leve, que permanecerá como algo provisório a auxiliar na completa liberação.

Em busca da independência emocional, alguns passam a depender dos alimentos, tornam-se escravos e diante deles não são capazes de controlar as suas emoções, se colocam fragilizados, após um período do dia de luta, de busca, é chegado o momento em que são recebidos nos braços amorosos e acalentador da comida, onde deixam todo o seu medo. Pois isso eles podem, está no controle de cada um, e então é a válvula de escape para uma vida onde não conseguem se impor e desvincular emocionalmente de situações que os prendem, que não permitem que sejam eles mesmos.

Esse estado emocional de vinculação pela vida, é apresentado em relações amorosas ou de trabalho, ou mesmo de uma rotina de vida que não é satisfatória para nós. Olhamos a nossa vida sob um patamar externo, e vemos apenas um personagem que cumpre ordens, regras, determinações, para sobreviver. Enfim, o momento da comida se torna libertador, prazeroso, pois é livre de regras, podemos nos alimentar do que quisermos, e vemos nesse ato de se alimentar, um momento de relaxamento.

Afinal, alimentar-se não deveria ser o único momento de relaxamento e de prazer na vida, mas sim o todo, o completo.

Para viver de forma equilibrada, devemos buscar esse estado de prazer o tempo todo, em todas as nossas atividades. E aí surge a gula. Pois alimentar-se é a única forma que algumas pessoas encontram de sentir esse prazer pela vida, essa alegria. E transformam todos os momentos de sua vida em atos de se alimentar. Levam o alimento como válvula de escape a fazer parte de todos os momentos diários. E enfim acabam se tornando dependentes disso, que passa a ser como um vício, uma droga, que faz com que sinta que está sendo feliz, mas que na verdade é uma ilusão.

Então vêm as dietas milagrosas, que fazem com que deixemos de nos alimentar por prazer, mas sim apenas para suprir a energia do corpo físico, e nos tornamos depressivos. Desesperadamente passamos fome, choramos, deixamos sair toda a emoção que estava guardada e que estava projetada no alimento. Tudo passa a não ser mais satisfatório. Nos vemos estressados e impacientes diante da família, do trabalho e em todos os ambientes que frequentamos, nada mais nos faz feliz. Pois a verdade é que o que o fazia feliz era o alimento, e ele mascarava a experiência que não queríamos viver.

Éramos infelizes em nossas rotinas, e o alimento fazia com que esquecêssemos disso, como uma droga.

Então, como trabalhar o desapego do alimento, como lidar com a gula, para que não entremos em profunda depressão e desgosto pela vida?

Sabemos que enquanto sementes frágeis de luz, não somos ainda capazes de nos desvincular totalmente de todas as formas de dependência emocional. Substituímos relacionamentos, trabalhos, casas, carros, substituímos até mesmo vícios. E portanto, vamos galgando degrau por degrau, de uma escada de iluminação e limpeza daquilo que nos prende à matéria.

Essa escada se tornará mais iluminada na medida que formos soltando todos esses apegos. Mas para alcançar mais um degrau, nos libertamos de um apego, agregando outro mais leve, e então vamos encontrando forças em nós mesmos para um dia nos libertarmos de tudo que nos prende à matéria.

Enfim, simplesmente soltar a gula, deixar de comer nos momentos da vida em que somos infelizes, não trará a nossa felicidade, e sim fará com que nos afundemos em profundidade em um estado grave de depressão, que fará perdermos o gosto pela vida, e inclusive poderá trazer pensamentos suicidas, por isso esse processo é trabalhado com antidepressivos pelos médicos, para que esse desapego não gere graves consequências.

Mas enfim, nos tornamos dependentes do medicamento, em substituição ao alimento. Mas a verdadeira causa da compulsão e da dependência está na nossa própria vida, e ainda precisamos vivê-la. O médico, o terapeuta, não poderá substituir a nossa vida por outra, até porque o que nos faz infeliz não é especificamente o nosso trabalho, rotina, família, mas sim qualquer forma de trabalho, rotina ou família que experimentarmos despertará o mesmo sentimento.

O que necessitamos resgatar é o amor pela vida, o amor por tudo que é da forma que se apresenta, sem necessidade de quaisquer modificações ou ajustes. A vida se torna perfeita aos nossos olhos, e passamos a desfrutá-la. Esse é o objetivo da cura e é o que sentiremos quando soltarmos os vícios.

Para trabalhar de forma gradativa e permitir que alcancemos mais um degrau em direção a viver plenamente feliz no aqui e agora, soltemos etapa por etapa do nosso apego.

Sabemos que tudo o que faz parte de nossa vida, ou quase tudo, nos faz infeliz, e buscamos para isso a válvula de escape do alimento. Então passemos a observar nossas ações. Em quais momentos despertamos a vontade de comer, aquela vontade compulsiva que já conhecemos, de nos alimentar de algo apenas na busca de nos equilibrar, de tornar nosso dia mais feliz?

Escolhemos apenas um momento, um aspecto. Por exemplo: se todos os dias após sair do trabalho sentimos vontade de beber uma cerveja, ou comer um doce, busquemos o sentimento que nos faz buscar por esse alimento. Esse sentimento é algo equilibrado? Tivemos um dia feliz e recompensador? Estamos felizes? Ou é apenas uma válvula de escape para algo que decidimos não olhar? Para uma rotina da qual não queremos nos desvincular e que não somos felizes?

Se todos os dias após passar por alguma experiência rotineira, despertamos a vontade de nos alimentar de forma a acalentar nossos corações, a trazer um pouco de felicidade àquele momento, nesse instante, o alimento não é apenas um alimento, mas ele se torna o nosso terapeuta, o nosso vício. Nos alimentamos para suprir a necessidade do sistema corporal, e não a acalentar as nossas emoções.

Tudo o que fazemos em busca de acalentar as nossas emoções é o suporte que sustenta a máscara que colocamos em nós mesmos, e nos impede de ver a nossa vida como ela é. Colocamos naquilo a expectativa de receber em troca um pouco de felicidade, de satisfação, e então acabamos nos alimentando de forma exagerada, apenas para sustentar a máscara.

Então, vamos trabalhar para tirar gradativamente essa máscara, mas em partes. E para que o processo não seja doloroso a trazer depressão, trabalhemos primeiramente substituindo esse momento de alegria por outra atividade. A alegria que buscávamos comendo o doce após um dia estafante de trabalho, ou uma briga com o namorado, vamos substituir por algo que seja mais leve, e que não prejudique todo o sistema corporal. Comecemos a praticar uma atividade física, façamos um passeio no parque, comecemos a ler um livro, a praticar meditação, a orar, a frequentar um local de paz onde possamos acalentar o nosso coração com atividades leves, como um templo de nosso gosto. Onde podemos simplesmente viver uma experiência que nos faça feliz, e que substitua o momento de compulsão. Mas sabemos que é provisória, pois o nosso objetivo é desapegar de todos os recursos que nos impedem de olhar para a nossa própria vida e aceitá-la como ela é.

Gradativamente vamos nos liberando até mesmo das ações que trouxemos para substituir a gula, mas estaremos mais fortes, e alcançamos mais um degrau na nossa busca.

Dessa forma, fazemos a nossa própria cura com amor, olhamos o nosso corpo e as nossas emoções com carinho e compreensão. Damos o tempo que é necessário a nos adaptarmos, a nos ajustarmos a uma nova forma de viver, mas que em um primeiro olhar parece ser impossível de alcançar, mas que é possível àquele que trabalha de forma a unir amor em suas ações. Amor por si mesmo, sem cobrar-se além do que é capaz. Vamos ajustando a rotina, a vida, até que tudo se encontra em perfeito equilíbrio.

Assim nos libertamos da gula e acolhemos a nossa vida em amor.


Michele Martini - 12 de março de 2021.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

segunda-feira, 8 de março de 2021

Centramento em tempos difíceis – Mestre Jesus

 

Leia ao som de:

Sabemos das dores que enfrentam nesse momento. A fase atual é de limpeza e purificação.

Ficariam admirados se fossem capazes de perceber a beleza de todo o processo de limpeza da Terra. Ainda que através de dor e sofrimento, lembrem-se que a escolha por vibrar em energia de dor é sempre de cada um, filhos.

Todos vocês são agraciados e amados pela luz de Amor do Deus Pai. Nunca deixaram de ser amparados e acolhidos em amor por Ele.

O distanciamento da energia amorosa do Criador se dá pelo medo da soltura do ego. Estão identificados a um aspecto humano que não diz sobre quem são, meus filhos. O processo de purificação nada mais é do que a retomada com sua fonte cristalina de luz e amor.

A negação de tal aspecto divino em vocês traz o sofrimento, meus filhos. Mas apenas ao se identificarem com manifestações inferiores de seus seres.

Lembrem-se da sua luz. Lembrem-se de sua verdade. Não há o que temer, filhos. Ainda que inseridos em condições ambientais de medo e preocupação, vocês têm toda a capacidade de resplandecerem a sua luz.

Não falo aqui sobre o quanto a humanidade que sofre poderia se beneficiar de sua luz, pois isso é inegável. Mas falo sim do seu compromisso consigo mesmo em manifestar sua verdade e sua pureza, sua perfeição.

Não há nada mais importante em suas vidas, filhos do que a retomada de sua capacidade de brilhar, de reluzir seus dons, e transbordar amor por onde caminharem.

Sim, o planeta necessita de todo esse transbordamento amoroso de cada um de vocês. Mas desde que seja o real sentimento nascido do interior, meus filhos. Portanto, qualquer esforço inspirado no auxílio aos outros, tirará o foco da sua reconexão com seu interior. Não há necessidade de quaisquer movimentos ou busca por respostas. Há apenas a necessidade de centramento e silêncio interior.

Sua luz resplandece, ainda que timidamente dentro de cada um de vocês, mas nunca deixou de brilhar e irradiar em seu interior. Basta permitir através do silêncio da mente e das indagações e inquietações da vida, que ela se expanda para que trabalhe em seus corpos que estão infelizmente afetados pelo inconsciente coletivo.

Não digo aqui que vocês são vítimas do inconsciente coletivo, e que ele seria algo além do seu campo. Pois a verdade é que vocês mesmos, filhos, são quem alimentam tal inconsciente, com pensamentos negativos, preocupações, inquietações, insatisfações... todas as formas de se afastarem de seu centro de paz e amor.

Não, não há normalidade em eventualmente saírem de seu centro e se desequilibrarem a manifestar preocupações e irritações. Não podemos enganar a vocês dizendo que isso seria considerado normal a seres tão elevados e puros como vocês.

Vocês saem de seu centro de equilíbrio, mas têm a total capacidade de retomada de sua luz em segundos. São totalmente capazes de estabelecerem a reconexão com sua pureza e sua verdade rapidamente, meus filhos. Mas infelizmente acabam se identificando com tais inferioridades humanas, justificando a si mesmos que todos estão vivenciando tais situações. Não há justificativas, meus filhos, para prejudicarem sua conexão com sua pureza e seu estado mais elevado de Ser.

A responsabilização consigo mesmos é o primeiro passo para a retomada da sua verdade e levarem a vida com felicidade e leveza. Ainda que inseridos em ambientes inferiores.

Lembrem-se que falamos de tempos difíceis, e que o centramento outrora alcançado seria essencial para enfrentarem quaisquer tempestades. Basta que se mantenham firmes em sua verdade e paz interior.

Qualquer desvio traz consequências, filhos, e o retorno ao seu estado de pureza será uma estrada difícil.

Permaneçam centrados em seu coração. Silenciem e lembrem-se de questionarem a si mesmos qual seria a atitude de Deus-Pai-Amor diante das dificuldades que se apresentam a vocês. O Pai amoroso sempre atenderá ao seu chamado invocando a luz da sabedoria no direcionamento de suas vidas.

Estejam em Paz e unidos ao Pai.

Jesus

Canal: Michele Martini - 08/03/2021
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

O Verdadeiro Significado Do Amor – Mestra Rowena

 


sexta-feira, 5 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 14 - Como saber que um alimento me fará mal?


Libere-se primeiramente do sentimento inferior que aprisiona e acelera as emoções. As emoções ligadas às experiências materiais, aceleram as ações. Você em depressão pode sentir vontade de comer um balde de chocolate, ou mesmo de permanecer em jejum, sintonizando com o vitimismo.

Traga ao seu coração o motivo pelo qual quer se alimentar. Busque as suas emoções. Você está em pleno equilíbrio consigo mesmo, capaz de sentir de fato o que chega através da intuição? Ou está buscando apenas saciar uma sensação física do corpo?

As emoções controlam a sua vida? E ditam as regras da sua alimentação?

Enquanto não aprendemos a trabalhar o controle das emoções, não seremos capazes de saber o que nos fará mal, ou mesmo qual é o alimento que precisamos naquele momento.

Muitas vezes nos deixamos levar pelo instinto animal, desperta em nós uma sensação de desconforto físico, dor, que relacionamos com o ato de se alimentar. E então buscamos um alimento que sacie e alivie essa sensação. Sabemos que o fato de permanecermos por muito tempo envolvidos em situações onde apenas estamos doando energia, abaixa a nossa vibração, e faz com que desperte em nós a vontade desesperada por energia para que possamos a repor em nosso sistema.

Mas ao passarmos do ponto em que a baixa de energia se torna algo a causar desconforto físico, já não somos capazes de conectar com a informação que chega através da intuição, e sim apenas com a sensação física, com a dor, com a fome e fraqueza.

Podemos observar situações nas quais passamos horas além do usual, sem nos alimentarmos, e então nos envolvemos em atividades onde doamos a nossa energia. Dessa forma, doando energia, e não a repondo, começamos a sentir os sintomas físicos, como a dor da fome, dores de cabeça e no aparelho gastro intestinal. Dessa forma, buscamos de forma desesperada suprir essa baixa energética com qualquer tipo de alimento que se apresente, nos deixamos levar pelo instinto que apenas busca saciar o corpo. Nos desconectamos da consciência, e deixamos de ouvi-la ao buscarmos algo para nos alimentar.

Sabemos que quando estamos há muitas horas sem nos alimentar, e em baixa energética, e então o primeiro alimento que ingerimos for algo “pesado”, isso causará consequências no organismo. Aparentemente trará a sensação de saciedade, mas essa sensação é apenas um recurso da mente, que sabe que um alimento foi ingerido e então para de enviar informações ao corpo de dor e fome. Mas então a consequência chega em breve, quando o alimento entra em contato com o aparelho gastrointestinal, que está frágil e em baixa-energética.

A sensação no estômago passa a ser de desconforto, e o corpo passa a querer expulsar esse alimento. Então aquele indivíduo que passa muitas horas sem se alimentar, e apenas perde energia sem a repor, deve sentir as necessidades do corpo em equilíbrio, e desconectar-se do chamado da mente que clama por alimento de forma desesperada, pois o corpo nesse momento está desconectado da mente, a mente passa a não ser mais o canal decodificador da mensagem da consciência, e passa apenas a gritar desesperadamente por um alimento, de forma descontrolada e desequilibrada, completamente conectada à necessidade da matéria.

Dessa forma é compreensível que quando estamos adoecidos ou fracos, nos alimentemos de sucos ou caldos, de alimentos leves, que são aceitos pelo organismo sem causar um choque. O tratamento brusco com o próprio aparelho corpóreo que habitamos, é a falta de amor, é a conexão com a matéria e não com a consciência, é apenas a busca pelo saciar da mente, sem ouvir o chamado sutil do coração, é a falta da conexão com o sagrado feminino.

O sentimento de amor, que nutrimos pelo nosso corpo, está ligado à energia suprema do yin, que é a manifestação do lado feminino da energia de Deus, mas que está muito além dessa simples explicação. A força movimentadora de energia, que promove a ação é a yang, energia masculina, que faz com que você, ao sentir a baixa energética que desperta a fome, vá em busca de alimento de forma desesperada, e tome atitude para resolver a situação.

Yang é a energia do movimento, da ação, da atitude, que faz com que desperte em você o ato de resolver o problema, é a energia movimentadora da vida, e da conclusão. Portanto, quando o organismo está em baixa energética, e você busca repor essa energia de forma imediata, está acionando a energia yang, que lhe dará o impulso para resolver o seu problema.

Mas o foco apenas em um lado dessa energia faz com que tome atitudes desequilibradas, a resolver apenas uma parte do problema, e às vezes criar outros problemas, pelo fato de não ter olhado para o lado yin da situação, por não ter acionado a energia complementar feminina nessa experiência, e que pode trazer uma solução rápida, mas provisória, e que pode acarretar futuras consequências.

Ao acionar a energia Yin e Yang em todas as situações na nossa vida, antes de agir, ao tomar decisões, estamos trabalhando sempre para o equilíbrio do sistema. Pois estamos também em equilíbrio. Se acionássemos apenas a energia yin na situação exposta em relação à alimentação, estaríamos a amar o nosso corpo, a cuidar e acolhê-lo, a olhar com amor, a buscar o alimento que seria mais perfeito para cuidar com amor de todo o sistema, mas não teríamos a força movimentadora para ir em busca desse alimento, para tomar a atitude e resolver a situação.

Dessa forma, ambas as energias necessitam estar em equilíbrio. Lembrando que a primeira energia que será despertada ao sentirmos fome, ou ao estarmos em uma situação de extrema baixa energética, é a energia yang, pois conectamos imediatamente ao instinto animal, ao chamado do corpo físico para saciar essa necessidade física. Se nos deixarmos levar pelas ações geradas desta conexão, sem buscarmos o equilíbrio antes de agir, estaremos a trazer desequilíbrio ao sistema. Pois a energia yin nos faria conectar com o sistema todo, e despertar a consciência para o aviso de que tal alimento seria muito agressivo ao nosso organismo fragilizado, e que precisamos olhar com mais calma e mais amor para a situação antes de agir.

Esse sentimento amoroso da energia yin, é o complemento da ação. É o que faz com que busquemos um alimento leve ao invés de um alimento pesado, quando o nosso organismo não seria capaz de processar algo muito pesado em uma situação de baixa-energética extrema.

A energia yin fará com que sejamos capazes de trazer através da intuição alguma receita de ervas, chás, plantas, e todos os recursos que necessitamos para repor gradativamente a energia, sem brutalidade, trazendo o despertar do amor, o acalentar amoroso perante o nosso corpo.

A energia yang é necessária para que ocorra a ação, e as ervas, chás e plantas leves não permaneçam apenas na ideia, e a nível de consciência, mas que se transformem em ação. A energia yang fará com que encontremos força, ainda que fragilizados em falta energética, mas ainda assim sejamos fortes a buscar o alimento.

A energia que nos faz levantar todas as manhãs no despertar é yang, e a que faz com que levantemos de forma leve e calma, lembrando que podemos ficar tontos a levantar de forma rápida, é yin.

Assim também funciona todo o sistema de alimentação. Saberemos o que nos faz bem e o que nos faz mal, quando olharmos primeiramente à necessidade do nosso corpo, e desconectarmos por um momento da necessidade de suprir o físico. É quando passamos a equilibrar e permitir que as informações cheguem gradativamente à consciência, nos afastando da energia da dor, do sofrimento, e buscando compreensão e aceitação, calma e equilíbrio para lidar com as situações.

Isso faz com que possamos abrir o olhar da consciência para o que nos faz bem ou mal. Pois deixamos de agir por impulso ou por instinto, e passamos a agir em prol da mensagem da consciência, e do amor por todo o nosso sistema de corpos. Trabalhamos para a manutenção do equilíbrio do todo, e não apenas para satisfazer uma necessidade do corpo.

Dessa forma nunca nos alimentaremos de algo que nos faz mal, sempre seremos guiados com amor àquilo que dará o toque suave necessário a repor a energia que precisamos, gradativamente e com cuidado. Como uma mãe amorosa cuida de seus filhos. Aprendemos a cuidar de nós mesmos, quando trabalhamos essas duas energias de forma equilibrada e as deixamos agir para a manutenção da nossa energia sempre juntas.

O trabalho isolado de cada uma delas não nos traria o reequilíbrio, mas sim uma falsa sensação de equilíbrio e reposição energética, que acaba por satisfazer a necessidade da mente, mas acaba por trazer mais desequilíbrio a todo o sistema, nos colocando em contato com alimentos que nos farão mal.

Portanto, o silenciar da mente, a calma e a paz interior diante das sensações de baixa energética, é o primeiro passo para que sejamos guiados através das energias yin e yang àquilo que fará a reposição da energia de todo o sistema de forma equilibrada e que nos faz bem.


Michele Martini - 05 de março de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sábado, 27 de fevereiro de 2021

A Maternidade e o Sagrado Feminino - Independência e liberdade



A independência é relativa quando se tem como parâmetro o processo de retomada da sua essência para a Ascensão.

É verdade que isolados e independentes, somos mais centrados em nossa verdade, silenciando em nós mesmos. Mas porquê então é que vivemos em sociedade?

A vida na Terra é preparada para oferecer as condições perfeitas para a ascensão de todos os seres, para a elevação através das experiências e da convivência em sociedade.

Então nos perguntamos porquê viver em sociedade muitas vezes nos coloca em desequilíbrio, e encontramos momentos de paz e centramento quando isolados e sozinhos?

A independência precisa ser interpretada da forma correta quando se fala em ascensão, pois as relações são essenciais para a elevação dos seres ao estado pleno de Amor Divino.

Quando falamos de independência necessária para que se dê o processo de purificação, falamos do não apego, mas preservando a consciência de que vivemos em sociedade e precisamos uns dos outros para a nossa evolução.

A independência acaba quando nos tornamos pais? Podemos falar da independência relacionada à liberdade, que também é relativa e mal interpretada, pois muitos pais relatam perder a liberdade após o nascimento dos filhos.

Cada ser humano se manifesta da maneira que aprendeu durante toda a vida, da maneira que foi moldado a se manifestar, e isso forma a sua personalidade. A vida em algum momento acaba por se estabilizar em um estado de paz e organização, onde moldamos tudo à nossa volta para atender às nossas necessidades.

Mas o que muitas vezes não somos capazes de perceber, é que podemos moldar uma vida toda para acariciar nosso ego, e impedir-nos de evoluir. Nos colocamos em uma zona confortável, preparamos o ambiente e a vida para não nos aborrecermos, para não sermos enfrentados nos pontos específicos que necesitamos evoluir. Nos acomodamos.

E o que o fato de nos tornar pais interfere nisso? Em absolutamente tudo! Começando por você ser obrigado a aceitar que não tem controle sobre a sua vida ou sobre a vida do seu próprio filho, pois ele é um indivíduo único.

Todas as fórmulas que nos ensinaram não funcionam, ou até pode acontecer de algumas delas funcionarem em partes, mas a verdade é que estamos diante de um ser humano único, e não há fórmula para criar seres humanos, pois somos muito diferentes entre nós.

A liberação do controle e da preocupação, gradativamente, nos levará novamente ao nosso centro de equilíbrio, quando atingirmos o estado de paz e aceitação de que nada está em nossas mãos, somos meros instrumentos de Amor para manifestarmos a vontade o Pai até no papel de tutores de uma criança que acaba de chegar a esse planeta.

Nos colocando nessa posição de compreensão, torna-se mais fácil relaxar diante dos desafios. Percebemos que a independência se trata também do desapego e da entrega completa ao fluxo da vida.

A independência está relacionada ao desapego do que éramos, do controle e da necessidade de transformarmos os nossos filhos em miniaturas de nós mesmos, ou do que gostaríamos de ter sido na vida e não conseguimos. Essa é a verdade.

A liberdade de ir e vir continua, quando nos entregamos ao fluxo, à vontade do Amor, que mostra a nós através da intuição o caminho a tomar. Quando nos centramos em nós mesmos, somos livres.

São necessários momentos de interiorização, solitude e centramento. Para sermos bons instrumentos do Amor, se faz necessário silenciarmos as vozes da mente, que trazem à tona os nossos medos, preocupações, e a necessidade constante de moldarmos a vida dos nossos filhos e a rotina da família dentro do que consideramos perfeito e correto.

Dentro da perfeição Divina, não há certo ou errado. E por isso se faz tão necessário o silenciar, para que possamos ouvir a voz da consciência, clamando por cessarmos os processos mentais e esvaziarmos o interior.

Quando nos tornamos vazios, nos colocamos dispostos como um vaso a receber uma flor, a receber um perfume, a receber vida e pureza. Mas também podemos preencher esse vazio com manifestações do ego insaciável, que constantemente tenta trazer nossos traumas e dores para as novas relações do presente.

Temos a tendência de trazer nossos medos de infância para a educação dos nossos filhos, de repetir os erros, de construir mais uma geração dentro dos costumes daquilo que fomos criados.

É natural que um bebê em uma família estará aberto a receber o que for mostrado e ensinado, mas quando trazido de forma impositiva e até mesmo resgatando antigas “tradições” familiares, trazemos junto o desequilíbrio e os problemas envolvidos naquelas escolhas, impedimos esse novo ser de manifestar a sua verdade, independentemente do meio em que é colocado.

Qual seria a forma de construirmos um ser humano independente, assim como gostaríamos de ser?

Permitindo que se manifeste em suas características naturais, livre!

Os moldes que nos colocamos como sociedade, nos impedem de evoluir. Os que se destacam são os que rompem os padrões, inovam, trazem novos olhares para o antigo, transformam. São os inquietos, os insatisfeitos, os inspirados.

Independência vem de berço, onde permitimos que nossos filhos manifestem quem são desde o princípio, sem impor sobre eles nossas crenças, dores e medos.

É difícil? Sim! Pois a maioria de nossos medos e restrições não somos capazes de perceber, e nos tornamos apenas repetidores de padrões. Acabamos repetindo comportamentos de nossas mães para com nossos esposos, ou vice-versa, acabamos repetindo comportamentos que nossos pais tiveram conosco, com nossos próprios filhos.

Para que possamos perceber essas repetições, se faz necessária a meditação, com o objetivo de purificação de todas as informações gravadas em nosso inconsciente, limpando gradativamente através do silenciar da mente, tudo o que fomos programados.

Quando permitimos que nossos filhos sejam livres, tornamos não apenas a nós mesmos independentes, mas eles também. Quando impomos a eles nossas crenças, medos e desequilíbrios, fazemos com que sejam dependentes de toda nossa história familiar. Se gostaríamos de ser livres, então um bom começo é trabalhar na libertação desses padrões em nós, para não repetirmos o sofrimento de gerações para nossos filhos.

Todos precisamos de independência… de nos libertarmos dessa dependência familiar que apenas arrasta sofrimento por tantas vidas quando repetimos padrões e sofrimentos geração pós geração.

Mas quando falamos da interdependência, abrimos o leque da consciência e o coração abraça o novo. A compreensão de que todos somos Um nesse planeta, nos coloca em uma condição nova, que não foi antes experimentada por nossos pais, mas que é necessária para os habitantes do mundo a partir de agora.

Ideias acerca da interdependência são trazidas por respeitáveis estudiosos há muitos anos. mas a compreensão sobre esse tema ainda é muito pequena porque passamos gerações atrás de gerações repetindo padrões de apegos familiares.

Quando percebemos que nossas ações repercutem até mesmo em um outro ser humano habitante do lado oposto do planeta, em uma simples flor plantada do outro lado extremo desse plano, começamos a compreender o significado do abrangente conceito da interdependência. Quando criamos nossos filhos com essa consciência, de que suas ações e pensamentos estão totalmente relacionados a todos os acontecimentos do planeta, então estamos trabalhando para formar um humano consciente, alinhado ao que a Nova Terra está para construir a partir de agora.

A compreensão de que somos seres interdependentes, nos afasta do apego, da repetição de padrões, pois nos faz questionar absolutamente tudo que nos é ensinado, sob um novo olhar, trazendo responsabilidade por nossas ações sob o ponto de vista de amor ao próximo.

O fato é que não fomos criados independentes, fomos criados a partir de crenças limitantes, e levamos toda uma vida para nos livrarmos delas. Quando despertamos para a verdade da existência, percebemos a quantidade de “lixo” que carregamos em nossa mente, em nossas memórias e em nossa vida. Isso nos torna escravos de um sistema imposto a nós e que a partir de certo momento passou a ser auto-imposto.

É escolha nossa se iremos passar adiante essa forma de controle e limitação da expansão da consciência para nossos filhos, ou se iremos criá-los livres.

Seremos independentes quando nos limparmos de todas essas informações gravadas em nós, que nos impede de sermos livres e manifestarmos nossa pureza interior.

Ao nos tornarmos pais, nos percebemos em uma condição de passividade muito grande, pois somos praticamente obrigados a aceitar que não temos o controle das coisas.

O sofrimento e a ideia de dependência vêm da tentativa de controle, de continuarmos a viver nossas vidas como repetidores de padrões que nos colocam em uma zona de conforto, onde nossas mentes se acalmam ao saber que estamos seguros, pois esse caminho já é conhecido e trilhado por nós.

Nos perdemos em meio a opiniões trazidas pelos familiares acerca da educação de nossos filhos, o que muitas vezes acontece por nós mesmos, que levamos de forma inconsciente a forma de eduçação imposta pela herança familiar para nossos filhos.

A independência vem de berço, de criarmos seres independentes, e não dependentes de uma teia familiar que repete padrões e escolhas há gerações. Mesmo que de forma inconsciente, observe se não vem repetindo comportamentos ou manifestando os mesmos medos de seus pais… Os filhos são livres, merecem começar uma vida de forma independente, sem estarem amarrados a restrições de tantas gerações.

A vida se torna mais leve quando soltamos tudo isso. É uma oportunidade para liberarmos o que estamos há tempo carregando, e criarmos nossos filhos de uma forma única, leve, livre e em paz.

Michele Martini - outubro de 2020

Fonte: www.pazetransformacao.com.br