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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

A carne tem vida?


A carne, assim como todos as formas de manifestação da vida, tem vida. Tem energia vital, mas que pode ser transformada quando provida ou desprovida de alma. Como um vegetal que após entrar em estado de decomposição se transforma em outra forma de energia. Assim, a carne tem vida enquanto parte do corpo físico, habitat provisório de uma alma, como também após a desconexão da alma.

A alimentação vegetariana é também algo que trabalha na obtenção da energia, através dos alimentos vegetais após a desconexão com o fio que os ligava ao processo de crescimento enquanto manifestados no planeta, e a crescer e expandir na mesma forma vegetal a qual vieram.

Mas ocorre que qualquer tipo de energia, mesmo a carne, quando proveniente de um ser que já não apresenta mais a centelha divina, que não têm alma, ainda assim tem vida.

A questão é se essa vida restante desse pedaço de energia é adequada ou suficiente para a alimentação.

Voltamos à questão dos animais, como os abutres, que se alimentam de carne já desprovida de vida, que já não mais é a mesma energia que habitava aquele pedaço de existência enquanto carregando uma alma, mas que ainda é energia, transformada através da mágica do processo de decomposição, que faz nascerem outras formas de vida e energia e que alimentam esse animal.

Outros animais se alimentam do animal recém morto ou mesmo matam o animal para se alimentarem. Nesse momento a energia contida nessa carne é diferente daquela que o abutre busca se alimentar, e também é diferente da energia que existia quando acompanhada de uma alma a habitar esse corpo.

Pois então, o homem, ao se alimentar de carne, assim como os animais, encontra a forma de conservar, busca os momentos certos para ingeri-la. Ingere a fatia de energia necessária ao seu organismo.

A questão energética ligada a carne é um assunto que deve ser explorado em suas múltiplas dimensões, pois é carregada de preconceito, traumas, opiniões e ideias arraigadas em personalidades que conservam o amor pela vida, e a transformam em uma forma diferenciada de se manifestar, que é o amor pelo ser que carregou aquele corpo, o amor por aquela alma. Assim ocorre o processo mental em alguns que se forçam a não ingerir essa energia, mas ainda vibram nela. Ou seja, ainda estão inseridos em uma realidade de dor e sofrimento, vibram como a carne, mas devido ao preconceito, se negam a ingeri-la, e por isso adoecem.

Mas então como trabalhar essa aceitação dentro de si mesmo? Como levar a energia da carne para dentro de um organismo? Porque quando em estado de purificação e leveza de alma, não se consegue alimentar-se de carne?

Sabemos que juntamente com todas as formas de vida há o registro de alma, as recordações e impressões que permanecem atreladas ao corpo. Esse corpo pode ser a manifestação de um vegetal como também de um animal, e mesmo do corpo do ser humano.

Esse corpo, quando do momento do seu desencarne, do processo de separação entre alma e corpo físico, e até mesmo dos momentos que viveu durante toda a última encarnação, ficam registrados nesta alma, e acoplados nesse corpo físico mesmo após o seu desencarne. Muito evoluído em consciência deve ser um ser que não deixa as impressões físicas do corpo registradas em sua alma, e que não fica acoplado ao corpo físico ainda depois do desencarne, dificultando o processo de desconexão.

O que um faz um homem permanecer conectado ao corpo físico pode ser desde as impressões recebidas durante a vida, uma doença que carregava, uma dor, ou mesmo o sofrimento do momento do desencarne, que ainda pode ser sentido mesmo após o desencarne, quando ainda permanece ligado a esse corpo, como também pode permanecer conectado ao corpo por não ter trabalhado as questões da consciência, a libertação da matéria, e a compreensão do processo de toda a vida.

A segunda questão, atrelada ao despertar da consciência e o desapego à matéria, é algo completamente relacionado aos seres que possuem consciência, e que então acabam por criar em suas mentes os processos obsessivos que os fazem carregar comportamentos e sofrimentos, a afirmar uma personalidade que decidiram manifestar. Mas a primeira questão, completamente animal e física, é apenas um reflexo do que foi sentido a nível físico, e não a nível de consciência, e que pode ocorrer com todos os seres, desde uma planta até mesmo em um animal, ou um copo com água, ou seja, pode ocorrer com todas as formas de energia.

Todo o sentimento que é projetado em direção ao que existe, e simplesmente por existir é matéria e é vida, fica registrado naquele pedaço de vida, e torna-se parte de sua história, a construir a sua realidade.

Sabemos que quando direcionamos o sentimento de gratidão e amor à nossa casa, ao nosso lar, ele prosperará. Quando direcionamos esse mesmo sentimento ao nosso alimento, aquele que foi retirado amorosamente do galho da árvore, aquela planta que foi cultivada com amor, e do momento de sua colheita foi recebida com gratidão e bem querer, estará carregada de energias vitais benéficas ao nosso organismo.

Como tratar então o processo de desencarne dos animais? Eles são criados para servirem de alimento, contra a sua natureza, sabendo que a sua natureza é diferente dos vegetais, que são criados para viverem em todos os ambientes e florescerem e frutificarem em abundância para suprir a vida, mas os animais vivem desprovidos de seu direito de ser natural. Permanecem por toda uma vida habitando regiões carregadas de sofrimento e dor, vivendo em locais sem receber amor, sem contato amoroso de sua espécie, sem a liberdade de ir e vir, de se locomoverem.

Dessa forma somos muito parecidos com os animais, pois um homem que supostamente fosse criado por toda uma vida para o objetivo de alimentar alguma sociedade, mesmo que desprovido do processo mental que o levará ao abismo antes mesmo do seu abate, ele não produzirá uma carne saudável, simplesmente por não ser permitido que viva a sua vida de forma natural.

Um homem que viva toda a sua vida como todos nós vivemos, com o seu trabalho, a sua família, e toda a sua rotina, e que ao final, na velhice, for abatido em silêncio, sem tomar conhecimento do que se trata aquele momento, se tiver recebido muito amor por toda uma vida, certamente produzirá uma carne saudável. Pois uma carne como essa é carregada de energia amorosa e de um ser que foi livre, viveu a sua natureza por toda a vida.

Mas então o que podemos dizer dos animais e da forma que a carne é produzida? Mesmo o nome “produzida” nos leva a reflexão de como transformamos um ser vivo livre, em um produto. Afinal, os seres vivos podem ser considerados como produtos?

A questão energética ligada à carne é muito delicada, pois trata de amor, trata de liberdade, trata de paz e equilíbrio, que todos nós buscamos, mas não é o que semeamos.

A carne, da forma que é produzida hoje, é carregada de energias densas e prejudiciais ao organismo. Carrega seus nutrientes apenas como um repositório de matéria, mas a energia que carrega é prejudicial ao nosso sistema como um todo.

Ocorre que alguns estão trabalhando em processos de equilíbrio em seu sistema corporal, e então vibram na mesma sintonia dessa energia. Carregam formas de pensar e de agir de uma sociedade antiga, que faz dos dias de hoje repetições de um passado que já se foi. De costumes e de pensamentos que não são mais alinhados com a Nova Era. Esses pensadores trazem o gosto pela carne, afinam com a energia do sofrimento pois eles mesmos sofrem nos seus dias atuais, e trilham a mesma busca deste animal, a busca pela liberdade de expressão e de ser o que é.

Como uma relação de simbiose, são atraídos para esse pequeno pedaço de energia que carrega tantas informações, as quais acabam por atrair em ressonância para uma completa união e regeneração das energias que estão em baixa quantidade para continuarem as suas rotinas. Mas essas rotinas são como a daquele ser que gerou a carne, carregadas de um registro de informações de quem busca pela própria liberdade e paz, pela própria integridade em ser o que é. A busca por encontrarem a si mesmos e se soltarem das grades às quais se prenderam.

O sentimento que faz com que sejamos atraídos à carne, é apenas uma relação de ressonância energética, como já foi explicado, e que ocorre dentro da regra geral de como nos alimentamos. Portanto não se trata de algo que é certo ou errado, mas apenas algo que é a perfeita ressonância daquele ser, que ainda nega o que é, nega a sua natureza e o seu propósito, segue inserido em uma malha de ilusão que é a sua própria vida, recheada de falsas impressões e enganos, e que serão percebidos na medida que começar a trabalhar o próprio despertar.

Por isso que os que despertam verdadeiramente para o Eu Sou, não se alimentam de carne. Não ressoam com essa energia, não trabalham mais nessa busca, se libertaram. Esses são os que não se alimentam, mas são desprovidos de preconceitos e julgamentos, não necessitam dessa energia e, portanto, não haverá exames clínicos que demonstrem faltas de vitaminas, mas sim sempre uma saúde perfeita de todo o sistema. Que pode deixar os médicos tradicionais completamente surpresos, parecendo um milagre, mas que é real, como a mágica da ressonância das energias.

O que precisamos é de algo que ressoe com a nossa energia, que seja unido a nós em perfeito complemento de negativo com positivo na mesma faixa de vibração energética. E por isso a carne carregada de energia e registros de sofrimento, ânsia por libertação e dor, é sim ressonante com a busca de muitos de nós, que acabamos por vir a essa experiência a nos libertarmos de tantas restrições, que carregamos por tantas eras, e que serão também trabalhadas na energia do amor, perdão e gratidão. Lembrando e repetindo que sentimos muito, pedindo que nos perdoem, agradecendo, e declarando o nosso amor pela vida, pela experiência da forma que se apresenta. Sem julgamento ou pré concepções, pois viemos todos a nos libertar.

Estamos envolvidos em um mesmo padrão. A busca pela libertação dos animais é a mesma busca que a nossa, e então começamos a perceber que esse sentimento, essa ânsia pela libertação e ser o que é, acaba por alimentar uma grande malha planetária que sempre nos fará o chamado, a provocação, a nos mostrar o que nos incomoda, a nos incitar para que ocorra o desconforto com o que vivemos, com as nossas próprias vidas e o meio onde vivemos. Esses questionamentos todos são os chamados ao despertar de consciência, que é algo que transcenderá toda a prisão, toda a crueldade que fazemos conosco mesmos a nos impedirmos de mudar, de transcender, de deixar atrás velhos hábitos e costumes.

Quando transcendemos a personalidade e o que nos une a ela, seremos realmente livres. E a questão da carne será apenas o observar a vida como ela é, sem julgamento, e sabendo que dentro desse elo, desse sistema, cada um tem a sua missão, a sua função, a manter o equilíbrio e a despertar a consciência de tantos. Ela ainda fará parte da vida de tantos, que estão nesse processo de libertação.

A carne está para nos causar o sentimento de desconforto, daqueles que ao mesmo tempo amam, abatem. Esse ato é percebido dentro das relações, dentro da relação consigo mesmo, pois há sempre a busca pelo amor próprio, pela satisfação e felicidade, mas abatemos todas as possibilidades de manifestação dessa felicidade, nos dando espaço a desfrutar apenas de poucos momentos de alegria dentro de uma rotina de sofrimento que escolhemos a nós. Ainda necessitamos aprender a amar a nós mesmos, para que encerre a repetição de sofrimento interno, e o ato de masoquismo que a humanidade decidiu viver, por escolha própria.

A carne nos provoca, porque nos mostra o processo que ocorre dentro de nós, a transcender a personalidade e a dor, a nos incitar a soltar a nossa mania de nos punirmos e levarmos uma vida de sofrimento, quando podemos simplesmente dar um basta e sermos livres.


Michele Martini - 15 de janeiro de 2020.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Porque os animais se alimentam de carne?

A quantidade de energia que o corpo gera quando em trabalho, é diretamente proporcional à necessidade que o corpo terá por mais energia para repor esse movimento. Sabemos que o que é vida alimenta-se de troca energética, que é um maravilhoso processo circular de dar e receber.

Damos alimentos energéticos a diversas coisas, produzimos produtos, geramos energia em nossas palavras, movimentamos as nossas mãos para criar algo a beneficiar alguém, consertamos coisas, enviamos amor através de nossas mãos a afagar alguém carinhosamente. Assim como podemos enviar ódio e rancor de todas as formas e os transmitimos em energia manifestada em nossas ações.

Assim se dá o processo, a lei da natureza, que faz com que os animais se alimentem de carne. Essa alimentação é atraída para os seus corpos, pois assim eles vibram. Eles são animais, desprovidos de despertar de consciência como nós. E, portanto, carregam em si o instinto animal, do corpo, da matéria. O animal não tem compreensão do que está se alimentando, ele é atraído para o alimento pela energia que ele vibra e que desperta os seus instintos. Ele sabe o que deve comer devido aos sinais que recebe pelos órgãos receptores, o aparelho auditivo, os olhos, o aparelho olfativo, que fazem que sejam direcionados ao seu alimento.

Quando a caça em fuga está a movimentar-se na relva, o leopardo aciona a sua capacidade de ouvir, que é despertada pelo instinto de necessidade energética de seu corpo. Mas então perguntamos: porque eles são atraídos energeticamente, como um pólo negativo a um polo positivo a essa carne?

Assim como trouxemos nas páginas anteriores, o polo negativo do corpo, com baixa quantidade de energia, trabalha atraindo a energia similar em maior carga, para então trazer o equilíbrio desse sistema. E por isso, o animal, que vibra nessa energia de predador, que é movido pelo instinto de caça e, portanto, a algo que o direcionará a uma vibração similar a sua, estará indo em direção ao seu equilíbrio, para manter a harmonia do seu sistema.

Então sabemos que os animais se alimentam de carne e assim trazem equilíbrio ao sistema: Sim! Assim como também os seres humanos que vibram nessa energia também trazem equilíbrio ao seu sistema através da alimentação da carne, quando não estão preparados para trazer alimentos mais leves e de vibração mais sutil ao seu organismo.

Percebam que uma alimentação vegetariana forçada, traz mais malefícios que benefícios. Pois ela vai contra o que o próprio corpo está necessitando energeticamente, a promover o seu equilíbrio. Assim como se oferecer a um animal carnívoro um alimento vegetal e apenas isso, ele não irá sobreviver. Percebam que a questão da alimentação não é uma questão de escolha da mente, de julgamentos e imposições. Mas sim é algo trabalhado apenas na troca energética, no dar e receber.

O ser vivo que necessita de carga energética, acabou doando a sua energia a outras atividades, que também contribuem com a manutenção e equilíbrio de outros seres, do planeta e do meio onde vivem. E assim acabam necessitando dessa reposição através de uma fonte de carga positiva no mesmo estado de vibração. Pois apenas uma carga positiva no mesmo estado de vibração poderá trazer de fato o equilíbrio a esse sistema.

Podem haver pessoas que viverão toda uma encarnação sem a capacidade de modificar a sua forma de alimentação. Não trabalharam o despertar e a libertação da mente de certos padrões e crenças limitantes, que os mantém presos na ilusão de que devem ou não devem se alimentar de algo. Mas que aprenderam de uma fonte externa que isso é certo ou errado. Esse é um grande erro na sociedade, e naqueles que buscam viver uma vida saudável. Trabalham constantemente para desequilibrar o seu próprio sistema porque não buscaram a resposta dentro de si mesmos. Esqueceram-se de buscar o seu Guru interior, que é o único capaz de mostrar o que é bom ou ruim a esse complexo sistema de energia que é o seu corpo físico e os seus corpos sutis.

Os animais não são capazes de trabalhar o seu desprendimento de algo a que não estão presos. Eles são livres quando falamos em padrão mental. E por isso não são guiados pelas restrições existentes na malha planetária que afeta as suas mentes pensantes. Nos animais não funciona dessa forma. Mas tampouco funciona neles o complexo sistema de despertar de consciência, que faria com que eles buscassem formas de elevação para desprender-se desses padrões.

Percebem então porque para os animais não é necessário que seja trabalhada a consciência? Eles já são livres, eles são o que são. Eles são unos e plenas e belas representações de suas manifestações mais supremas do Eu Superior. Que podem se manifestar em si mesmos através de seus atos, a contribuir para o equilíbrio do sistema. São guiados pela força maior, pelo equilíbrio pleno de apenas ser, e nada mais.

Por isso se alimentam de carne, pois assim como existem as plantas e os herbívoros, existem os carnívoros, existem as aves e os peixes, todos a compor uma bela orquestra de magia e harmonia no meio ambiente. Eles são apenas o que são, e cumprem o seu papel dentro desse ecossistema que chamamos de Planeta Terra. São perfeitos em sua forma e atos, sem capacidade de serem guiados pela prisão mental de formas pensamento ou mesmo de buscarem pelo despertar que os fariam ascensionar. Eles não buscam nada, não julgam, não sabem. Apenas seguem os instintos do corpo físico.

Eles aceitam o que são, apenas animais que sentem fome, sede, sono, etc. Esses animais sentem através do instinto, e não da intuição. Que sabemos que são diferentes entre si. Apenas eles são guiados pela paz que vivem de apenas não buscarem nada, e viverem no momento presente cumprindo a sua missão.

Nós temos a capacidade de acessar a consciência, e também de trabalhar através da mente na criação de formas pensamento, que podem ser boas ou ruins para a nossa caminhada, e que aprendemos conforme o nosso nível de maturidade. Mas o fato é que estamos sempre em busca, sem aceitar apenas o que somos e o que acontece agora.

Se sentimos vontade de algo, imediatamente avaliamos se isso é certo ou errado. Se isso será um bom ou mau ato, e as consequências que podem ser geradas pelo agir ou não agir. E esse estado da mente é sim a prisão às formas-pensamento do planeta, que movimentam toda uma sociedade prisioneira e buscando a sua libertação para o contato com a sua consciência.

Mas e se deixássemos de lado o que é certo ou errado. E se abandonássemos o planejamento ou a busca pela libertação ou ascensão. A busca por emagrecer ou ser saudável, por comer certo ou errado, por beber ou não beber. E apenas vivêssemos? Seríamos mais felizes? Certamente que sim, mas apenas quando livres das formas pensamento que criamos e que mantém nossos vícios, as necessidades que nos fazem agir por impulso um chamado do instinto, e não da consciência.

Nós precisamos primeiramente nos libertar do julgamento, e nos tornarmos como os animais. Nos liberando e soltando de todo o preconceito que criamos nas nossas próprias vidas e que nos impedem de ser livres. Dessa forma diluímos aquilo que nos distancia do nosso despertar e da conexão com a consciência. Julgamos que um tipo de alimentação é certo ou errado, e então seguimos aquele caminho reto, pré-determinado por alguém, e esse alguém nada mais é do que uma sociedade que existe movida por uma grande massa de um pensamento que foi trazido através do medo e da imposição, e muitas vezes até como trauma de experiências passadas, como as guerras.

Essas experiências trazem lembranças que despertam formas de agir e viver dentro de determinados padrões.

Aprendemos na bíblia que a carne e o vinho eram consumidas em abundância, e que dessa forma foi trazida a libertação do sacrifício da carne através do Mestre Jesus, que comparou o ato com o seu próprio despertar livre do corpo e despertando para o eterno, e que foi mal compreendido. E que hoje muitas igrejas celebram com belos churrascos dos cordeiros do nosso mundo de hoje.

Estamos à beira de um paraíso, mas o que nos prende a repetir atos do passado são as crenças que trazemos e repetimos sem passar pela consciência. Sem refletir sobre os atos e então perceber a diferença entre ser livre e ser prisioneiro de um costume repetido de gerações.

Estamos a observar como a vida é perfeita, estudamos nas escolas como tudo é composto pelo mais belo equilíbrio, mas enfim, mesmo sabendo como a natureza é perfeita na criação das plantas, herbívoros, e predadores carnívoros, ainda estamos a criar animais presos em jaulas a nos alimentar, criando milhares e centenas de seres em locais fechados apenas para trazer a satisfação de repetir um padrão que vem de milênios, e que estamos presos através das formas pensamento.

Esse ato é o completo exemplo de desequilíbrio ambiental. Pois impedimos que exista o ato do nascer da planta, e então da alimentação do herbívoro e posteriormente da chegada do predador. Esse ato de criarmos animais herbívoros aos milhares, causa os danos ambientais que observamos no planeta, e os quais trabalhamos para reduzir. Mas que apenas serão reduzidos com uma mudança completa de formas de pensar de toda uma sociedade que apenas repete ações de seus parentes antigos de tantas eras.

O alimentar-se de carne, enquanto um animal carnívoro, é apenas um ato de receber energia que está em nível negativado, de uma outra fonte de mesma energia com nível positivo, e então a fusão ocorre. O equilíbrio se dá. Esse é o equilíbrio do ecossistema e que mantém a vida, tanto do planeta, quanto do corpo daqueles que participaram nesse processo.

O ato de alimentar-se de forma preconceituosa ou a repetir padrões trazidos de traumas do passado, de crenças, são apenas atos de desequilíbrio contra o próprio corpo, que não está trabalhando em sua normalidade e equilíbrio, e se ajusta para receber uma energia a suprir a vida, mas que ditará as regras na mente, criando um estado de dependência.

Essa dependência não se dá apenas em relação ao alimento animal, mas sim de todos os tipos de alimentos. Tudo o que é trazido ao corpo movido por formas pensamento, trabalha provisoriamente a suprir a energia em partes, deixando falhas, buracos, no campo vibracional, e nos corpos sutis desse ser, que então irá curando gradativamente na medida que for se libertando de suas formas de pensar e direcionando o seu ato de alimentar-se para um chamado da sua consciência.

Assim se dá o processo de alimentação. Que não pode ser forçosamente vegetariana ou carnívora, mas sim que deve sempre compor o equilíbrio do sistema. Equilíbrio esse que apenas será alcançado quando a mente estiver liberta de padrões e crenças trazidas de tantas eras a repetir comportamentos e despertar instintos em relação à alimentação e comportamentos.

Esses instintos são naturais dos seres que não acessam a própria consciência, e que estão a cumprir o seu papel na manutenção da vida no planeta em equilíbrio.

É da natureza do carnívoro necessitar da energia da carne. Ele está em plena saúde e seguindo o seu propósito, não há nada errado nisso. Ele apenas existe, ele é, e basta.

Mas ao ser humano é dada a capacidade de sentir, de guiar a sua vida e os seus instintos, dominando-os através da intuição, que mostrará o que seu corpo necessita em forma de energia e não manifestada em algo físico. O desafio está em alcançar essa capacidade de comunicação, que sim, é da natureza do homem, e sua forma de viver naturalmente seguindo seu propósito nesta existência.

O que o limita e o impede de alcançar esse estado de conexão? Apenas padrões, preconceitos, julgamentos, desde o autojulgamento até o medo de ser julgado, todos aspectos ligados a forma-pensamento da humanidade que cria crenças a ditar a sua vida.


Michele Martini - 08 de janeiro de 2021

Fonte: www.pazetransformacao.com.br


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Como saber que um alimento é bom ou ruim para mim?


Vou contar uma história: Era uma vez um ancião muito antigo, que morava em uma aldeia, um  vilarejo. Ele era o maioral dentro daquela comunidade, trazia toda a sabedoria necessária para que todos vivessem em paz e harmonia. Essa era uma prática muito comum em pequenos vilarejos e também pequenas aldeias. Os anciãos eram os médicos, eram os sábios e algumas vezes também eram a lei.

Pois então esse ancião trabalhava para o seu próprio equilíbrio, pois enfim ele deveria sempre estar centrado no aqui e agora para conseguir levar a palavra de sabedoria a quem viesse buscar.

Um dia, chegado o momento da ceia, ele está sentado em uma mesa farta de alimentos, que é oferecido a ele como agradecimento por todas as palavras de sabedoria que leva as pessoas, ele vive de oferendas tanto em moeda quando em objetos e alimentos que o sustentam. Essa mesa foi posta para ele, preparada com todos os recursos disponíveis em ervas e temperos, para dar mais sabor aos alimentos e também tornar mais especial.

Mas enfim ele senta nessa mesa farta e observa toda essa quantidade de alimento, e por um momento sente que não deve se alimentar. Ele não está com fome, pois superou o instinto de seus sentidos primários do corpo, portanto não é levado pelo impulso do olfato ou mesmo do que os olhos podem ver na beleza dos alimentos que foram colocados especialmente para ele. Ele então se levanta e se afasta da mesa, sabendo que a sua consciência o diz para não se alimentar.

Ele se afasta e se retira em um espaço onde pode ficar sozinho. Decide silenciar e permanecer em paz, pois é para isso que a sua consciência o atrai. Entra em profundo estado meditativo e então é colocado diante de sua tela mental uma cena: dentro do vazio da consciência, foi capaz de receber essa visão, que o mostrou um animal sendo perseguido. Esse animal procurava alimento e, portanto, havia saído da sua área segura, e então resolve ir se alimentar em áreas mais distantes para saciar a sua fome.

O animal vai até as áreas mais distantes e se farta de alimento. Então, satisfeito, mas ainda com o corpo pesado e cansado devido ao processo metabólico digestivo, acaba por permanecer ali por mais uns instantes. Não percebe que ali era o habitat de um predador. Que então o ataca em seu momento de deleite após a refeição. E acaba por virar a refeição de seu predador.

Esse animal, movido pelo instinto físico, pelo faro, atraído para áreas longínquas, acabou por se arriscar, pois não é capaz de ouvir a voz de sua consciência. Então acaba por arriscar a sua vida, e sucumbe nas garras do predador.

Então o sábio ancião reflete sobre a cena, sabendo que o animal não é capaz de alimentar-se pela intuição. Ele sabe qual alimento o faz bem, e assim foi em direção a esse alimento, não errou em encontrar algo que realmente supriria as necessidades do seu corpo em equilíbrio, mas não foi capaz de salvar-se das garras do predador.

O predador, é o instinto animalesco, que faz parte do corpo físico, e da experiência material, mas não é quem deve ditar as regras dentro da nossa casa, que é o nosso corpo. Quem dita as regras é a consciência, ciente de que o corpo e os instintos trazidos por ele são apenas parte dessa experiência, mas a consciência é eterna e pode se manifestar em várias formas de vida, e que nesse momento se manifesta no corpo a habitar esse planeta. O animal não era capaz de ouvir a sua consciência, mas sim de ouvir o instinto do corpo físico.

O sábio, alcançando o seu estado de equilíbrio, capaz de ouvir a voz de sua consciência, sabe que ao negar o alimento sobre a mesa, estava seguindo o chamado de sua alma na direção correta, independente dos instintos do corpo. Ele então compreendeu que aquele alimento o faria mal, poderia adoecer o seu corpo ou mesmo matá-lo. Enfim, ele compreendeu que o chamado da consciência sempre nos levará em direção ao alimento que nos fará bem, ou mesmo a não se alimentar, deixando de alimentar-se, mas preservando o perfeito equilíbrio do conjunto todo que compreende os corpos sutis e o físico, que estão a manifestar a nossa consciência.

Dessa forma, compreendemos que não há alimento bom ou ruim, que possa ser colocado nesses adjetivos para toda a humanidade, mas sim que cada um, ouvindo a voz de sua consciência em cada momento, poderá trazer para dentro do seu organismo apenas o que fará bem. E que as circunstâncias que envolvem o ato de alimentar-se de algo não estão restritas apenas a substância contida no alimento, mas sim na experiência daquele momento. Por isso, o mais importante é estar ancorado no aqui e agora.

Você pode se alimentar de algo que foi preparado de uma forma que o faria mal, mas se em uma segunda experiência se alimentar desse mesmo alimento preparado de forma diferente, pode o fazer bem.

Em um dia você está sendo intuído que deve repousar, mas acaba por forçar-se a sair com os amigos, e então manifesta uma doença que indica que foi exposto a atividades desnecessárias em um momento em que deveria estar em repouso. Assim é quando ouvimos a intuição, impedindo que as experiências da matéria ditem o nosso caminho, mas sendo apenas o que somos, sem preconceito e sem julgamento, ou mesmo sem buscar por explicações, mas confiando que o que chega a nós através da consciência é sempre o melhor caminho.

Alimentar-se de forma saudável não é apenas algo relacionado ao alimento em si, mas na experiência de alimentar-se. E para que uma experiência nos faça bem e não mal, necessitamos nos desvincular de crenças e padrões que trazemos enraizados na mente. Devemos assumir a nossa presença Eu Sou em nós, permitindo que direcione as nossas vidas em direção a união com essa que é a nossa verdade, dissolvendo cada vez mais aquilo que pensamos ser e que nada mais é do que uma personalidade criada a partir de tais crenças e do meio onde vivemos.

Não é necessário seguir padrões ou regras, ou mesmo aquilo que aprendemos ser como certo ou errado dentro da sociedade onde vivemos. Se deixamos uma mesa farta e damos as costas a ela porque sabemos que não devemos nos alimentar naquele momento, essa atitude pode ser julgada como falta de gratidão pelo alimento que foi ali colocado, julgamento que é trazido por crenças religiosas impostas pela sociedade. Mas que são apenas crenças e julgamentos, que não podemos deixar que nos carreguem para um grande padrão de forma pensamento planetário onde todas as pessoas são levadas como uma grande onda para as mesmas ações e erros.

Podemos ser aqueles que decidiram andar em direção oposta a grande onda, e então terão a possibilidade de desvincular-se da personalidade construída por aquilo que acreditavam ser, mas que era feita apenas de crenças limitantes. Dessa forma permanecemos livres e sabemos o que faz bem ou mal a nós, de acordo com a voz de nossa consciência.

Michele Martini - 01 de janeiro de 2021
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Como sentir a energia dos alimentos?


Chegamos ao ponto chave, o meio, o objetivo da busca. O sentir está relacionado a nossa capacidade sensorial, à sensibilidade. Mas também está relacionado com o estado de consciência onde o sentir se transforma em apenas intuir. E o que entendemos por sentir está ligado a sentidos físicos, e, portanto, podem ser suscetíveis ao estado da mente, que por vez está ligada à matriz planetária e às suas restrições.


Portanto, quando falamos sentir, dizemos não do sentir físico, mas sim do intuir. E esse intuir não se relaciona com o sentido do corpo, com a vontade de comer, mas sim mostra a direção, como uma bússola. É um direcionador energético, que leva você ao encontro daquilo que necessita para promover o perfeito equilíbrio de seu corpo físico, emocional e mental.


Sim, quando falamos que a energia que é indicada pela consciência trabalha o equilíbrio de todos esses corpos, é porque trará o complemento necessário para que todo um sistema possa viver em unidade, em harmonia. E não podemos separar o emocional, o físico e o mental, pois todos os três estão juntos na experiência da matéria que todos nós vivemos.


Essa experiência material é enredada de uma história repleta de aventuras, de experiências, que trazem, por fim, a caminhos certos e mais pedregosos, digamos assim, mas que levam sempre ao equilíbrio do corpo.


Mesmo quando trazemos para o nosso organismo substâncias e formas de energia que não trazem benefício, e sim que prejudicam o funcionamento de todo esse sistema, o corpo trabalha para que o reequilíbrio aconteça, e isso é manifestado na forma de dores, vômito, náuseas, e todos os sintomas indicativos de que algo está em processo de ajuste interno.


Sim é um ajuste, e esse ajuste se manifesta de forma dolorosa pois não é o perfeito equilíbrio em si, mas sim apenas um momento, um período de transformação, de mudança energética, onde é expelida a densidade, para permanecer apenas a luz e trazer o equilíbrio novamente ao sistema. Todo o corpo trabalha dessa forma, e então nos momentos em que está expelindo a densidade e trazendo o equilíbrio, é quando podemos intuir a energia dos alimentos, quando o corpo, ou seja, todo sistema, mostrará o que é necessário para que esse equilíbrio aconteça.


A forma com que expus o exemplo do desequilíbrio foi até intensa, mas ela também pode se manifestar de forma sutil, como apenas uma garganta seca. O que significa a sensação de garganta seca? Significa que necessita de lubrificação, de líquido, de água. Essa não é a vontade de tomar um suco de laranja, nem tampouco uma cerveja, mas sim é o instinto que mostra a você através da sua intuição, que necessita de líquido para que seja reequilibrado.


Então você sente vontade de ir ao banheiro. O que ocorre nesse momento? Ocorre que o sistema já absorveu os nutrientes, a energia do que foi ingerido, e deseja expelir o que não é necessário, a energia densa, que contém sim uma forma de energia, mas não é a energia necessária ao seu organismo. Afinal de contas, se fosse assim nós comeríamos as próprias fezes.


Então chega a curiosa reflexão de porque alguns animais se alimentam das próprias fezes. E então lembramos que eles não sabem que é julgado errado pela sociedade que as fezes não devem ser comidas. Ele simplesmente é levado pelo instinto animal, que não é a sua intuição, mas sim apenas um instinto que trabalha a nível físico, pelo olfato, onde é capaz de sentir o odor do resíduo de algum alimento que acabou não sendo processado pelo seu organismo, e foi expelido de forma que seja capaz de exalar o odor daquele alimento.


O animal, com o seu olfato apurado é capaz de sentir, com o seu sentido físico do olfato, o odor desse resquício de alimento, e então se alimenta dele. Ele não sabe que o seu organismo expeliu porque ele não necessita desse alimento para o seu organismo, pois ele não se alimentou guiado pela sua consciência, e sim pelo sentido físico, animal, apenas ligado ao corpo, mas que de qualquer forma também acaba por alimentar todo o seu próprio sistema assim como nós.


Se dermos a um animal um chocolate, ele se alimentará, mesmo sem saber que faz mal ao seu organismo e poderá adoecer. Ele é guiado pelo sentido físico do olfato, e não pela consciência. Não é capaz de direcionar os seus hábitos pela intuição. Essa é a diferença entre humanos e animais, a qual exploraremos mais adiante novamente em outro capítulo.


Mas isso nos leva a perceber que um ser humano pode sentir a energia dos alimentos apenas se dá ouvido a sua consciência, a intuição que é trazida da sua suprema manifestação de alma. E deixa de lado o instinto animal que é o faro do cachorro, e que então nos torna iguais a ele.


Não é uma questão de julgamento, do que é considerado certo ou errado de se alimentar, mas sim de guiar a vida e fazer com que o nosso sistema do corpo trabalhe apenas para suprir a necessidade energética para que esse sistema permaneça em perfeito equilíbrio. E isso apenas pode ser obtido por nós mesmos, quando acessamos a consciência.


A energia do alimento é viva, ela emana vida e luz. Ela emana tudo o que é necessário para que possamos captar a sua existência, a sua energia. E então sabemos que os alimentos possuem vibração energética, e por isso, não seria possível captar essa vibração com o nosso aparelho respiratório, ou com os nossos olhos. E sim somos capazes de captar com a mudança energética sentida quando projetamos em estado de consciência a imagem desse alimento para nós.


O nosso corpo vibra em energia negativa, posicionada em pólo negativo daquilo que necessitamos. O alimento que contém a energia que estamos em falta, vibra na mesma energia que estamos no polo negativo, mas ela vibra no polo positivo, e dessa forma elas se atraem, da forma que um ímã se atrai a outro em polos opostos.


Vamos tomar como exemplo um corpo que necessita ingerir certa dose de vitamina C. Então sabemos que podemos obter essa energia de várias fontes. Mas o nosso paladar ou o nosso aparelho respiratório, ou os nossos olhos, não são capazes de captar a vitamina C nos alimentos, e sim apenas o confiar na intuição trazida pela mensagem da consciência.


Nesse momento, a nossa mente trabalha para a consciência, e não para a malha planetária de restrições, e ela traz de forma codificada a imagem em nossa tela mental do alimento que poderá trazer o suprimento de tal vitamina que necessitamos. Esse momento é algo supremo e digno daquele que aprendeu a conectar-se com a sua consciência, superando o preconceito e deixando-se levar pela confiança em si mesmo e na sua capacidade de receber tais informações.


Esse ser recebe em sua tela mental a imagem do alimento, e então vai em busca de tal alimento que suprirá sua necessidade. Ele não sabe que necessita de vitamina C, mas ele vê em sua tela mental a imagem de uma laranja. Não é a mente que mostra a laranja trazendo uma necessidade física ou ligada a restrições, apegos ou crenças, mas sim ela contribui apenas em mostrar, de forma codificada, o que pode ser recebido por você de forma a ingerir tal vitamina.


A mente sabe o que será entendível para você nesse momento. De que adiantaria ela mostrar uma fruta ou um alimento que você não conhece? Onde você encontraria e como saberia do que se trata? Ela necessita ser a parceira da consciência nesse trabalho de decodificação da mensagem. E então o corpo será suprido da energia que necessitava.


Pensamos então: seria necessário realizar exames nutricionais a cada intuição trazida da consciência? Dessa forma permaneceríamos as nossas vidas todas dentro de laboratórios a coletar materiais para exames. Se não aprendermos a ouvir a nossa consciência e a sentir a energia dos alimentos, estaremos a trazer lixo tóxico para dentro dos nossos sistemas energéticos o tempo todo, e que acabarão por ocasionar doenças físicas, que serão a limpeza do sistema ocorrendo de forma intensa, e então procuraremos os consultórios médicos a medicar-nos para resolver os problemas de saúde.


Então aprendamos a sentir o que é trazido através da consciência e a sentir a energia dos alimentos que não despertam o paladar, mas sim são trazidos através da intuição, e que promoverão o perfeito bem-estar do nosso sistema.


Michele Martini - 25 de dezembro de 2020.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Não estou conseguindo ouvir a consciência, o que me limita?


A consciência é medida pela capacidade do ser de apenas ser. Quando deixa de se identificar com algo irreal, que é criado pela mente, para apenas ser a sua verdadeira essência.

O primeiro contato com o que chamamos de consciência é quando dizemos: “Estou com a consciência pesada...” ou “Isso faz bem para a minha consciência! ”.

Afinal de contas, o que seria essa consciência, e porque ela pode estar pesada ou podemos fazer bem a ela? Passemos a perceber o estado natural da consciência, que é quando apenas vivemos a vida, sem preocupações, sem pesares, sem tristezas e arrependimentos. O estado de paz da consciência é apenas o estado de pás de nós conosco mesmos, quando dizemos sim à nossa essência e dizemos não à mente.

A mente divaga, cria ilusões, cria formas de pensamentos destrutivas ou até mesmo formas de pensamento que apenas nos tiram do nosso centro de equilíbrio, e que nos faz deixar de viver o aqui e agora. Essa mente é direcionada por um combustível que existe em abundância na Terra: o ego.

O ego é o que nos identifica com a nossa personalidade. Mas afinal o que é a personalidade? Porque precisamos ter uma personalidade? A consciência tem personalidade? E a mente?

A consciência é o estado de conexão com o Divino, que é sim pincelado pela nossa personalidade, pois é através dessa personalidade que trazemos as recordações das experiências.

Se um dia maltratamos alguém e aprendemos que isso causa sofrimento, então recordamos, personalidade recorda dessa experiência. E então a consciência trabalha com essa atuação da personalidade, até que isso seja elevado em sabedoria de alma. Quando eleva-se em sabedoria de alma, isso fará parte de sua sabedoria inata, aquela que você traz e não sabe de onde veio. Mas que parece que sempre foi verdade para você, que você sempre soube, mas não sabe como.

Esse é o estado de consciência plena que traz a sabedoria da alma, e não através de recordações da matéria do Eu Personalidade.

Esse estado de consciência plena pode ser alcançado aqui e agora inclusive com as experiências vividas nessa vida. Mas para isso é necessário deixar de se identificar com o ego, com o Eu Personalidade, e passar a se entregar à consciência, ao nada.

Deixamos de querer, de saber, de ter, de planejar, de não gostar, e nos entregamos apenas ao viver. Esse estado de desprendimento é o que fará com que possamos transcender todas as nossas limitações e restrições, e então passamos a guiar as nossas vidas pelo instinto natural de nossa essência, de nossa alma.

Sabemos que podemos escolher diferentes direções na vida, umas que levam ao nosso verdadeiro propósito, e outras que nos desviam dele. Esses desvios não são exatamente errados, e por isso digo a palavra desvios e não a palavra errado. São apenas desvios da rota principal, mas que são necessários à evolução e preparação do Ser para tomar a estrada final em direção ao propósito de alma.

Com isso, quando pensamos em alimentação e no sentir das energias que nos envolvem tanto em experiências quanto na forma de se alimentar, percebemos que diversas vezes tomamos os caminhos desviados da rota principal. Recordamos de tantas vezes que nos alimentamos de algo e em seguida percebemos que isso não foi bem recebido pelo organismo, que reclamou de várias formas, e quantas foram as vezes também que tomamos caminhos desviados em relacionamentos, escolhas profissionais, lugares para viver, estudos, aprendizado espiritual... enfim. Todos os caminhos desviados foram válidos, pois eram necessários para que adquiríssemos sabedoria na caminhada da rota principal.

Como poderíamos elaborar uma bela receita com os ingredientes que nunca experimentamos e nunca saboreamos? Como podemos elaborar um belo prato de nossa vida sem ao menos ter conhecimento de todos os recursos que podem vir a compor essa bela obra? É importante que, assim como um bom Chef de cozinha, saibamos criar com base em nossas experiências. Que possamos então trazer a palavra “experiências” para a prática, que possamos de fato experimentar, no sentido direto da palavra, todos os sabores e aromas que a vida pode nos oferecer, e então possamos selecionar aqueles que farão a composição do belo perfume da nossa vida.

Enfim misturamos tudo com a alquimia da consciência. Todas essas experiências nos levam cada vez mais próximos de nossa consciência e então aprendemos a ouvi-la. É através da experimentação que saberemos o que está ressoando com nossa energia ou não. É através da liberdade de viver a vida que poderemos trazer sabedoria a construir o nosso futuro, e então ser plenamente a consciência viva e plena atuando em nossos corpos e em nossa vida. Quando somos de fato o que somos: é o encontro com o Eu Sou.

Por isso, deixemos de lado o preconceito em tomar os desvios do caminho reto da iluminação, e vamos largar no caminho o julgamento por termos errado. Pois já disse que não há erro, e sim apenas os desvios necessários para que a obra se torne mais bela.

O agarrar do julgamento a si mesmo, é o que impede que a consciência se manifeste. Carregamos esse sentimento de repulsa onde condenamos a nós mesmos, e então deixamos de apreciar a experiência como se apresenta, deixamos de olhar para os ingredientes, os aromas experimentados pela vida, para compor a nossa grande obra. O julgamento nos bloqueia e nos impede de ouvir a voz da consciência, e de manifestarmos a nossa consciência em nossas atitudes e nas nossas vidas.

Deixemos de lado a palavra “erro” e substituamos por “desvio”. Mas um desvio belo e carregado de experiências, rico de informações para que possamos ser os sábios de nós mesmos e manifestar a consciência no aqui e agora.

Michele Martini - 18 de dezembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Como levar a vida mais saudável?


Estar presente, essa é a fórmula para ser meditativo todo o tempo. E estando meditativo, estamos unos com tudo à nossa volta e com o nosso corpo. Deixamos que a intuição dirija as nossas vidas sempre no sentido de levar mais equilíbrio para a nossa rotina.

Sendo assim, trabalhamos vários aspectos em paralelo, que trarão esse estado meditativo. Não se trata apenas de parar por alguns instantes para meditar, mas sim de tornar-se a meditação cem por cento do tempo, estando presente no aqui e agora da forma mais bela que esse agora poderia se manifestar.

Assim nos desvinculamos dos padrões de sofrimento, deixamos de conectar com os registros de dor da malha planetária e que nós mesmos trouxemos como recordações do passado. É a fórmula para nos desconectarmos com o que nos fazia sofrer.

Estando em estado meditativo todo o tempo, passamos a observar tudo o que ocorre envolvido na sua própria beleza, deixamos de ver o sofrimento e também não há mais certo e errado. Tudo é certo e da forma mais perfeita assim como é apresentado, sem modificar absolutamente nada. Deixamos de tentar mudar tudo em nossa volta e simplesmente aceitamos o fluxo natural da vida. Estamos a buscar o estado búdico, o estado de não ser.

Trocamos a personalidade, que julga, que condena, que está insatisfeita ou satisfeita com algo, pelo estado de paz e plenitude, que pode ser conquistado aos poucos.

Sabemos que a energia na qual a Terra existe, ligada aos registros cósmicos de tudo o que já ocorreu na história desse planeta e às formas pensamento de toda a humanidade, é um verdadeiro desafio àquele que busca a sua própria iluminação. Mas a iluminação e ascensão se dará por aquele que transcende todos esses aspectos registrados na malha planetária que se manifestam em si mesmo, mas que assim podem ser transformados em amor e sabedoria plena.

Esse estado de deixar acontecer, de aceitar as sombras internas, que são expostas pela influência do próprio planeta e das energias que carrega, faz com que possamos tomar conhecimento daquilo que está impedindo que levemos uma vida saudável. Afinal de contas o que seria uma vida saudável? Saudável é viver de acordo com o nosso estado pleno de conexão com as necessidades da alma, que de fato não tem necessidades, não tem vontades, ela simplesmente é.

Sendo assim, conscientes de que simplesmente somos, nos deixamos levar pelas experiências da vida, da forma que se apresentam. Deixamos de ter vontades ou não vontades. Simplesmente deixamos fluir as energias em nós e em nossa volta, atentos ao que chega como sinal intuitivo para atender as necessidades daquele momento de forma leve e instintiva.

Podemos comparar esse estado ao que Buda alcançou, mas que foi mostrado como o final do processo. Ele alcançou o estado búdico e não mais ouvia as vontades do ego, não culpava e julgava, não mais gostava ou deixava de gostar, ele só via beleza, só via perfeição, pois assim tudo é. Assim a vida se manifesta, pura e simples, mas a personalidade a torna complexa e desafiadora, cheia de obstáculos à nossa própria ascensão e paz.

Então estamos inseridos nesse meio onde o tempo todo somos testados a expor os pontos pequenos que nos conectam à matriz de sofrimento, pois sim, nós também contribuímos para construí-la, e criamos um fio de conexão que nos une a ela. Mas esse fio é ativo apenas porque ele dá e recebe a mesma energia, ele dá sofrimento e recebe sofrimento, e assim se faz a conexão de simbiose. Mas então quando deixamos o estado meditativo ser presente em nossas vidas, deixamos de enviar a energia de sofrimento, e então a simbiose deixa de existir, e o fio se rompe.

Esse é o processo que limpa, transmuta, aspectos negativos e restrições que impedem de ouvirmos o chamado de nossa alma, as vozes de nossa consciência, que nos diz tudo o que devemos fazer para guiar a nossa vida de forma saudável.

Todos os impulsos que nos levam a escolher uma atividade física para a saúde do corpo, ou mesmo a alimentar-se de algo, podem vir através do instinto natural do próprio corpo, que diz a sua necessidade, ou pode vir da mente que resgata tal necessidade de alguma experiência que se foi, e que deixou recordações em nosso inconsciente.

Isso ocorre por exemplo com aquele que em uma certa fase da vida praticou algum tipo de esporte, mas que ficou a recordação de um tempo de alegria e paz, quando na época da juventude, onde se era livre e não haviam na mente as preocupações que existem hoje. Essa recordação permaneceu de forma positiva, e então essa certa atividade física é vista como algo bom, algo satisfatório. E então a mente o leva agora, no momento presente, a querer praticar tal atividade. Mas ocorre que muitas vezes quando inicia percebe que não era isso o que necessitava, percebe que já não tem mais o preparo físico necessário a se dedicar em tal atividade, e então registra no aqui e agora um sentimento de incapacidade, de derrota.

Isso ocorre porque não foi ouvida a necessidade do corpo, e sim a necessidade trazida por um registro da mente, que nega o momento presente e tenta o tempo todo trazer uma recordação do passado para o agora, para então transformar o aqui e agora. Mas o que precisa ser entendido, assim como na alimentação e tudo o que está relacionado ao estado de saúde do corpo, é que o momento do aqui e agora é único, e o momento de amanhã será único também, e não uma repetição do que se foi.

O hábito de trazer antigas praticas, manias, recordações, do passado para o presente e tentar projetá-las no futuro, é algo que apenas atrasará o nosso processo evolutivo, a nossa transformação e estrada de aprendizado. Pois o futuro não está escrito em algo que ocorreu no passado a se repetir. E sim o futuro é completamente e absolutamente novo. Por isso de nada adianta planejar e projetar no futuro algo que vem da mente, e sim o estado de felicidade, a forma de viver saudável, está em deixar que o futuro se dê de forma natural e equilibrada, a se mostrar como o desabrochar de uma flor.

O estado de aceitação do aqui e agora e a compreensão de que o futuro desabrochará naturalmente na medida que os aprendizados forem se completando e se transformando em sabedoria, fará com que vivamos em equilíbrio uma vida saudável.

A vida saudável é aquela que podemos viver sem preocupações, sem recordações e sem projeções. Vivemos apenas o hoje, em estado meditativo, observando, aceitando, aprendendo, e aglutinando as experiências em sabedoria em nosso registro cósmico, pois apenas isso fará com que desabroche o próximo minuto de forma completamente nova e surpreendente, deixando de ser apenas uma repetição de algo que já foi.

O estado consciente do momento presente é a abertura ao novo.

Michele Martini - 11 de dezembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Onde encontrar energia para usar no dia a dia?


Muitos aspectos que carregamos em nossa vida nos impedem de absorver e de encontrar a fonte da energia. Pois mantemos por muito tempo aquilo que consideramos como não aceitável e errado, que julgamos dessa forma, e que impedimos de se manifestar. Tudo está relacionado a guardar energia escura dentro de nós.

Portanto, será difícil manter a energia elevada quando buscamos a fonte de reparação externa mas mantemos dentro de nós a escuridão impedida de sair e de ser transformada.

É necessário olhar para a podridão, pois com o tempo nós a escondemos, criamos a falsa ilusão de que é uma podridão, mas na verdade apenas é algo humano, é apenas a experiência humana e nada mais. Mas nós condenamos, acusamos, culpamos, e por isso escondemos. Então chega o momento que, depois de tantas experiências, estamos prontos a abrir esse calabouço e deixar sair a podridão.

Ao primeiro contato temos medo, não nos aproximamos, não perguntamos, não falamos, mas com cuidado vamos chegando mais perto e tomando contato, até descobrirmos que aquilo nos causa profunda dor. E então tomamos contato com essa dor novamente, aquela que não queríamos mais sentir e por isso a deixamos trancada. Pois nos causava dor, a pior das dores insuportáveis de se aguentar. Mas é necessária coragem para entrar na dor e então senti-la até o escuro do calabouço, e descobrir o motivo pelo qual a prendemos lá naquele local onde ficava distante de nós mesmos. Mas que um dia retornaria, em doses pequenas até que pudéssemos enfim tomar contato profundo novamente com aquilo que ficou esquecido, mas que acabou crescendo sem percebermos, pois, se não olhamos para o que nos faz sofrer o abandonamos, e o abandono causa consequências. Ninguém quer ser abandonado. Mas ao abandonar fizemos com que aquilo continuasse a existir de uma forma velada, mas que crescia.

Tocamos a dor, deixamos que ela nos diga o que a aflige e então estendemos amor e perdão. Nos unimos a esse personagem que não mais devia existir, mas que ficou abandonado pois foi incompreendido. Estendemos o nosso amor e compreensão e então passamos a entender a causa do sofrimento que carregávamos por tanto tempo, mas que poderia ter sido diluído em amor e afeto, em compreensão e perdão.

O sofrimento existe porque é incompreendido. Ele não tem voz, ele só sente, só sofre, ele se manifesta como dor, como uma consequência, mas que é inconsciente da causa. E a causa é trazida pela conversa com esse lado esquecido, e pela compreensão a mostrar os fatos como são e o amor por trás de tudo o que ocorre durante as nossas experiências. O amor e a chave, o perdão a rota de fuga do sofrimento, que encontrará o caminho da felicidade através de toda a carga que carregávamos e que era escondida de nós mesmos.

A dor será dissolvida apenas pelo amor, e, portanto, os atos de perdão são necessários à alma que busca pela própria liberdade e paz.

A vida é completa apenas quando se decide olhar para tudo o que nos causa temor, e então curar. Enquanto permanecermos fechando os olhos com medo de olhar para o que tememos e nos causa dor e sofrimento, estaremos permitindo que isso cresça longe dos nossos olhos, e do nosso controle. Mas ele nunca deixará de existir. Ele apenas mudará e deixará de nos causar dor quando o transformarmos em amor e sabedoria, através do perdão.

Então como podemos perdoar a energia escura dentro de nós se decidimos fingir para nós mesmos que ela não existe? Se a condenamos e julgamos? Se temos medo de nos aproximar com receio de nos machucar? Precisamos transcender essa etapa, trabalhando com a energia do perdão, que é muito poderosa e transforma a energia densa em luz.

O primeiro passo para aprendermos a absorver e encontrar a fonte de energia que nos manterá saudáveis e felizes, nosso corpo satisfeito, é fazer a limpeza interna, retirar toda a energia escura a transformando em energia de luz. Afinal, enquanto continuarmos a permitir essa energia escura crescer dentro de nós, não haverá energia de alimentos de luz suficiente para suprir o nosso corpo, que continuará a manifestar doença e sofrimento, devido a fonte interna de densidade que estávamos a alimentar, a permitir que crescesse devido à nossa indiferença e não aceitação.

Vamos trabalhar para que a energia densa interna seja transformada, e então possamos iniciar uma jornada de pureza e luz, onde seremos apenas a energia boa manifestada e reluzindo em nossos corpos, como fontes de luz e energia que alimentará a nós mesmos e tudo em nossa volta, como um ciclo positivo de energia.

Apenas através do perdão, será possível transformar. O amor, a aceitação e a compreensão são as fórmulas que dissolverão a dor, pois o que a mantém ativa é apenas o fato de negarmos o perdão e a caridade a ela. Afinal, nos julgamos tão sábios e bondosos com os outros, aprendemos a perdoar e a aceitar, mas enfim escondemos dentro de nossas cavernas interiores aspectos que negamos e não aceitamos.

Necessitamos nessa nova jornada aprender a perdoar e a amar tudo o que corresponde a nós, tudo o que faz parte de nossa existência. Aprenderemos a amar o nosso corpo, a nos apaziguar com ele, e também a aceitar todos os aspectos que fazem parte de nós e estão sim a causar sofrimento para o corpo.

As doenças que trazemos como reflexo de experiências de vidas passadas, e nos impedem de desfrutar de uma vida saudável e abundante, podem ser curadas através desse novo olhar de perdão. Para isso, devemos nos atentar ao momento que se manifestarem, e então as aceitarmos, entrarmos definitivamente dentro dessa doença, dessa dor, ou dessa restrição, e nos colocarmos à disposição para ouvir, ver, aceitar tudo o que vier.

Perceberemos que muitos aspectos que estão presos nessas manifestações de sofrimento, estão relacionados a comportamentos que temos hoje, e que nos impedem de florescer. São as pequenas pétalas que foram impedidas de desabrochar, mas que, uma a uma, vamos trabalhar para a sua libertação, e que venham compor o florescer da linda flor que é a nossa consciência plena manifestada nessa vida.

Iniciamos um trabalho, assim, com o HO’OPONOPONO, que será nosso companheiro nessa caminhada até o final desse trabalho, que repetiremos diariamente até que se dissolvam todas as restrições que impedem que a pétala se abra. Essa prática será trazida para que possamos gravar em nós uma nova programação, aquela que afirmará que somos sim capazes de olhar para tudo o que nos impede de sermos felizes e aceitarmos e perdoarmos.

Trabalharemos a prática de identificar as energias benéficas para o nosso corpo, juntamente com o dissolver e transformar das energias densas em luz dentro de nós, através do perdão.

HO’OPONOPONO

Divino Criador, Pai, Mãe, Filho, todos em Um.
Se eu, minha família, meus parentes e antepassados, ofendemos sua família, parentes e antepassados, em pensamentos, fatos ou ações, desde o início de nossa criação até o presente, nós pedimos o seu perdão.
Deixe que isso se limpe, purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura luz, e assim é.
Para limpar o meu subconsciente de toda carga emocional
armazenada nele, digo uma e outra vez, durante o meu dia, as palavras chave do HO’OPONOPONO:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Declaro-me em paz com todas as pessoas da Terra e com quem tenho dívidas pendentes.
Por esse instante e em seu tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Eu libero todos aqueles de quem eu acredito estar recebendo danos e maus tratos, porque simplesmente me devolvem o que fiz a eles antes, em alguma vida passada:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Ainda que me seja difícil perdoar alguém, sou eu que pede perdão a esse alguém agora. Por esse instante, em todo o tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Por esse espaço sagrado que habito dia a dia e com o qual não me sinto confortável:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Pelas difíceis relações às quais só guardo lembranças ruins:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Por tudo o que não me agrada na minha vida presente, na minha vida passada, no meu trabalho e o que está ao meu redor, Divindade, limpa em mim o que está contribuindo para minha escassez:
Sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Se meu corpo físico experimenta ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor, pronuncio e penso: “Minhas memórias, eu te amo”.
Estou agradecido pela oportunidade de libertar vocês e a mim.
Sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Neste momento, afirmo que te amo.
Penso na minha saúde emocional e na de todos os meus seres amados. Te amo.
Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo, reconheço as minhas memórias aqui neste momento:
Sinto muito, eu te amo.
Minha contribuição para a cura da Terra:
Amada Mãe Terra, que é quem Eu Sou: Se eu, a minha família, os meus parentes e antepassados te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações, desde o início da nossa criação até o presente, eu peço o teu perdão.
Deixa que isso se limpe e purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas.
Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é.
Para concluir, digo que essa oração é minha porta, minha contribuição à tua saúde emocional, que é a mesma que a minha.
Então esteja bem e, na medida em que vai se curando, eu te digo que:
Eu sinto muito pelas memórias de dor que compartilho com você.
Te peço perdão por unir meu caminho ao seu para a cura, te agradeço por estar aqui em mim.
Eu te amo por ser quem você é.

Michele Martini - 04 de dezembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Como saber qual energia eu preciso?



Lembre-se por um momento de uma experiência que trouxe felicidade. Você pode se lembrar de quando conseguiu o seu emprego ou mesmo quando passou no vestibular, mas analisando profundamente esse sentimento, perceba que primeiramente você criou a expectativa, e colocou nela um prêmio, que se desse certo você ficaria feliz, esse estado de felicidade é a energia a qual você se alimentou.

Tudo inicia pela expectativa que é colocada em algo. Se você se hospeda em um hotel cinco estrelas, obviamente que ao escolher essa categoria alimentou a expectativa de encontrar um serviço espetacular. Mas pense que essa foi apenas uma criação da sua mente. Você pode chegar no hotel e se deparar com um funcionário que não teve uma boa noite e então acaba por dar a você um olhar de desprezo ao invés de um sorriso cordial. Nesse instante você se recorda da escolha que fez por um hotel cinco estrelas, e acaba por perceber que a energia se esvai. Você chega no hotel feliz, cheio de expectativa, e então depara-se com isso, que é capaz de fazer com que a sua energia seja reduzida. Mas o que reduziu a sua energia, deixando-o triste, ou arrependido, ou revoltado, não foi a experiência e sim apenas a expectativa que você colocou nela.

Quando você se alimenta de algo em estado de felicidade, e nesse estado de felicidade equilibrada sente o impulso por consumir algo, esse algo elevará a sua energia. O deixará mais feliz e eufórico. E por isso eleva a energia de forma instantânea. Mas diferente de tudo isso é a energia que o corpo necessita para viver de forma saudável e equilibrada. O corpo é diferente da mente, e a mente necessita de algo para elevar sua energia, para deixa-lo eufórico e feliz, mas o corpo necessita de algo na medida perfeita para saciar a necessidade, e nada mais. O corpo não fica eufórico, não tem vontades, não escolhe o cardápio, ele escolhe apenas a energia perfeita que necessita para manter o perfeito funcionamento de todo o seu sistema.

Precisamos primeiramente entender que a mente e o corpo são coisas separadas. E por isso, quando agimos direcionados pela mente a trazer algo para o corpo, precisamos ter consciência de que isso não é uma vontade do corpo, e sim da mente. Pode trazer sim uma elevação de energia instantânea, devido à necessidade criada pela mente e expectativa sobre aquilo, mas não surtirá o mesmo resultado no corpo, pois o corpo não pensa, o corpo é apenas um sistema que funciona para viver nesse plano, e necessita dos suprimentos necessários básicos e nada mais, para viver de forma equilibrada.

Pois bem, precisamos então escolher como queremos levar as nossas vidas: baseando-se na satisfação da mente, ou do corpo? São dois caminhos diferentes? Vocês perguntam. Sim são caminhos diferentes quando você escolhe caminhar separado do seu corpo por essa experiência, quando você não aprendeu ainda que o corpo é parte de você, e zela por ele.

Você pode trazer para dentro do seu sistema corporal todo tipo de alimento, você pode beber e comer à vontade, pode até fumar seguindo a vontade da mente. Mas ciente de que essas vontades são da mente, e não do corpo. Sabemos que tudo o que é trazido ao corpo e que ele não necessita, ou que o prejudica, trará consequências.

Mas então onde está a causa de todo esse desequilíbrio? Porque a mente tem que caminhar separada do corpo? Porque eles não podem caminhar juntos?

Sim, eles podem caminhar juntos, e esse é o estado de equilíbrio do ser. Vocês podem dizer: Ah, mas eu adoro aquela macarronada, ou aquele doce! Mas sei que meu corpo não necessita dele, mas fico feliz me alimentando disso.

Agora eu que lhe pergunto: Se o corpo é seu, como pode você ter necessidade de algo que o corpo não tem? Seria isso uma forma de mostrar a você que está vivendo a sua vida em desequilíbrio entre corpo e mente? Afinal, a sua mente não comanda o seu corpo? O seu corpo não comanda a sua mente? Os dois não podem ser amigos? Caminharem juntos?

Vamos então trabalhar para apaziguar essa relação. Pois afinal você tem aí uma união por toda a vida. Você não pode descartar o seu corpo quando se enjoar dele, e tampouco ele não pode descartar a sua mente, vocês terão que conviver juntos por toda a vida, sem causar sofrimento um ao outro. Pois afinal, enquanto estiverem caminhando para lados divergentes, sempre um fará o outro sofrer.

Ah! Eu adorei comer esse doce! Mas em seguida o corpo mostra aquela desagradável sensação de que não devia ter comido isso. Ou seja, para atender aos desejos da mente, o corpo sofre. Mas então quando o corpo sente necessidade de um alimento que o saciará energeticamente, mas não é assim tão gostoso para a mente, então a mente sofre em ter que ingerir algo que não é de seu agrado. Mas onde está a união para sempre até que a morte os separe, meus irmãos? Vocês estão juntos, corpo e mente, até o final da vida da matéria. Vamos apaziguar essa relação.

Primeiramente vamos trabalhar na mente, os motivos que a levam a querer algo diferente do corpo, onde foi que se perdeu essa conexão, essa comunicação. Vamos restaurar a comunicação entre eles e para isso vamos mais fundo na mente para entender porque ela não consegue ouvir o corpo e sentir com o corpo.

Sabemos que a vida na matéria é repleta de tentações, e ainda que toda uma sociedade foi formada com base nas restrições da malha energética planetária, que manifesta os sete pecados capitais. Portanto, todos os impulsos da mente são direcionados por essas restrições, e enquanto essa ligação estiver ativa, não será possível a comunicação com a consciência.

Ah sim, a consciência! Essa sim consegue perfeita conexão não só com o corpo, mas também com todas as formas de energia da matéria, com os elementos e os elementais, com toda manifestação de vida animal e vegetal, tudo. Aprendamos então nesse primeiro passo a conectar com a consciência, e transcender o estado mental que está ligado à malha planetária. Vamos trabalhar a abertura da consciência, através da meditação, do silenciar da mente transcendendo todos os impulsos que são colocados diante de si.

Colocamos uma música suave. Ah sim! Porque uma música suave contribuirá para manter a mente ocupada. Vamos enganá-la por um momento, para que possamos trabalhar sem a interferência dela.

Direcione a sua mente à música. Permaneça aí, nada mais o atrapalhará, você ficará concentrado na música e atento a todos os acordes. Chegará um momento que a mente se deixará levar e então você começa a tomar contato com a sua consciência. Essa prática deve ser feita diariamente, até que a conexão esteja estabelecida. Compreenda que é algo que leva algum tempo, pois você permaneceu toda uma vida conectado aos impulsos da mente, e não é feliz com isso, certo? Portanto, insista, não desista. Faça ao menos três vezes ao dia paradas como essa de apenas cinco minutos, onde fará sempre nova tentativa.

Se não conseguir, não desista, haverá os outros próximos cinco minutos. E então chegará o momento que você não mais perceberá que o tempo passou, deixou-se levar pelo vazio da consciência. Esse estado de união com a consciência, é o que chamamos de Ser Consciente. Pois quando você está ligado na mente, é levado pelos impulsos do ego, das restrições da malha planetária, mas quando você se conecta com a consciência, o próprio nome já diz: você está consciente. Consciente do que ocorre em sua volta, e também com seu corpo!

Ah sim, chegamos no ponto onde queríamos chegar, nesse estado de Ser Consciente, você tem consciência que você tem um corpo! Motivos para comemorar! Você descobre que tem um corpo, está consciente da existência dele, e então sim, pode senti-lo!

Não sentirá apenas a dor, a doença, o desconforto, mas sentirá também a voz do corpo. O que ele lhe diz? Percorra cada pedaço dele, observe, sinta. Deixe que ele se comunique contigo e então o acolha como parte de si. Essa prática levará a uma proximidade cada vez maior com o seu corpo, e que permitirá que possa ouvi-lo, senti-lo. Ele lhe dirá o que precisa sempre e então através da sua consciência, acessará a sabedoria cósmica que trará o alimento, a erva, o elemento, a energia necessária para suprir tal necessidade.

Pois o corpo não sabe dizer: Eu quero abacate! Ele sabe apenas intuí-lo de que necessita de tal tipo de energia, e então será um trabalho em equipe. Ele o intui de tal energia, e você em estado de consciência plena terá condições de decifrar essa informação, transformando em algo palpável, e então você sentirá que deve comer um abacate. Mas não porque a sua mente ligada a matriz planetária criou uma recompensa para comer o abacate, como: Vou ser feliz após comer o abacate! Eu posso comer o que quiser, sou livre! Então que seja um abacate! Ou mesmo: Eu estou com vontade de comer abacate e com isso saciarei minha gula, pois ele é delicioso!

Não! Não! Dessa vez você sentirá algo diferente, apenas a experiência poderá lhe mostrar, mas a vontade do abacate chega como um sopro, você lembra-se do abacate e então é como se sentisse a energia desse alimento, ele se mostra na sua tela mental e você sabe que deve comê-lo. Mas não está salivando de vontade de um abacate, e sim está em paz, calmo e consciente de que deve comê-lo porque seu corpo necessita dele. Você não sente o impulso da fome, pois esse impulso é ligado a matéria, e o que você sente é a intuição trazida pela consciência, que não refletirá em nenhuma vontade física, e sim apenas em um sopro de intuição. Da mesma forma que você recebe uma intuição de algo que não é relacionado a um alimento, você recebe a intuição do alimento, sem despertar nenhuma vontade física, nenhum impulso da carne.

Nesse estado de consciência plena do corpo, você terá a experiência de sentir o seu corpo agradecer no mesmo instante em que ingerir o alimento. Você sente o corpo ser recarregado de energia, você se sente leve ao comer o abacate, você se sente em paz. Não é como se estivesse comendo para matar a fome, mas sim irá parecer que você comeu e não comeu, pois permanece em paz, sem se sentir cheio após uma refeição, ou mesmo sem o desejo por aquele alimento. Você apenas tem a experiência de uma alimentação em paz e equilíbrio. Essa é a sua primeira vitória!

Michele Martini - 27 de novembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br