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sexta-feira, 30 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 22 - Podemos nos alimentar de energia?


Enquanto carregamos em nossas mentes, as restrições da matéria, e continuamos a repetir padrões de comportamento, nos alimentaremos apenas daquilo que desperta os nossos instintos. A energia sempre estará contida no alimento, mas não estamos a buscar por ela, e sim pelas sensações que a matéria nos oferece na ingestão dele, como o sabor, o aroma, a forma.

Trazemos a crença de que o alimento que vemos e nos parece apetitoso é aquele que trará desequilíbrio do corpo, mas que fará bem à mente, ao lado emocional. Nos alimentamos para apaziguar-nos com as nossas emoções, que gritam por atenção, que despertam ações e comportamentos, e que nos deixam tristes, felizes, ansiosos, solitários... todas essas emoções ditam as nossas vidas, e também consequentemente ditam aquilo que nos alimentaremos.

Já temos nos alimentado de energia desde que nascemos, a questão é que saímos de um nível onde sabíamos nos alimentar da energia que não está contida no alimento, mas sim na experiencia da vida, e acabamos desaprendendo essa mágica, essa alquimia.

Enquanto bebês, nos alimentávamos de amor, do colo materno, de afeto, da energia do ambiente que vivíamos, da natureza, do contato com os animais. Perceba como uma criança sabe absorver a energia dos ambientes, ela procura pelo contato com a energia, ela procura pelas experiências, ela procura tocar, cheirar, observar, e as vezes traz o objeto de seu apreço à boca para que possa então sentir o sabor, pois está sendo atraída para aquela energia.

É intensamente sensível e se deixa levar pela energia de tudo o que se apresenta. Quando recebe um sorriso, reage como um espelho sorrindo também, e isso ocorre porque está sensível e atenta a tudo o que ocorre em sua volta, desde as mais ínfimas manifestações de energia. Ela se alimenta do sorriso que recebe de alguém, ela sente a sua energia e então devido ao seu estado de extrema sensibilidade, transborda essa energia para fora de seu próprio ser, exibindo também um sorriso para quem quiser receber.

Essa é a nossa natureza, e que vamos perdendo com o passar dos anos e das experiencias. Mas nascemos com todos os dons e a capacidade de nos alimentar de energia. Quando dizemos que nos alimentamos de energia, não carregamos julgamentos, impressões pré-formatadas em nossas mentes. Vivemos livres a experimentar e a sentir.

A mente está vazia de condenações, de escolhas, e seguimos apenas pela intuição, atraídos pela energia que se apresenta, e que despertará alguma emoção, alegria, satisfação. Estamos atentos em nosso meio a explorar. Veremos exemplos de baixa energética, veremos o sofrimento, veremos a dor e a escuridão, mas veremos também a luz, veremos a energia positiva a pulsar em algum canto, veremos um sorriso e palavras belas, veremos uma pequena manifestação de vida, de natureza, um animal. Saberemos direcionar o nosso olhar apenas àquilo que é belo e sentir a luz que nos atrai para estabelecer aquele contato, e esse contato é o nosso alimento energético.

Aprendemos desde que existimos, desde o ventre materno, como seres multidimensionais, a procurar estabelecer conexão com o que nos atrai energeticamente, sem mesmo poder ver com os olhos da matéria o que está no externo. Mas sentimos o canto maternal ou as palavras do pai, sentimos os ambientes onde somos inseridos mesmo sem podermos ver, sentimos e agimos conforme aquilo a que fomos expostos, direcionando também a nossa vontade.

Estamos ainda hoje nessa mesma experiência, a sentir, a promover momentos em que tomamos contato com aquilo que nos atrai e nos faz bem, que carrega a energia em nós para o lado positivo. Estamos sempre buscando esse contato. Mas a materialização da nossa sensibilidade na mente, quando a mente procura materializar o que sentimos em alguma forma já conhecida, muitas vezes nos perdemos nessa busca, pois a mente ainda não trabalha para a consciência e sim para repetir padrões e projetar imagens para nós de experiencias anteriores que nem sempre foram de luz e amor.

A mente guarda informações de experiencias boas e ruins. Quando sentimos que necessitamos de energia, a mente busca no histórico de experiencia os momentos em que nos sentimos reenergizados, e então nos mostra uma possibilidade de ação. Se em algum momento da vida fomos a uma casa de campo, e lá nos sentimos muito bem, estabelecemos contato com a natureza absorvendo sua energia pura e benéfica, então a informação que virá a nós é de que repetir essa experiencia nos trará essa mesma sensação.

Mas quando pegamos o carro e dirigimos até esse local, chegamos lá e nos deparamos com uma indústria, que foi construída nesse mesmo endereço, mas que não corresponde com a recordação trazida pela nossa mente. E então, o que faremos?

A única possibilidade de nos sentirmos bem é através de uma lembrança? De algo que passou?

O que passou de fato e a experiencia que vivemos foi única e apenas gerou a emoção que ficou armazenada porque estávamos em um estado receptivo, prontos a receber boas energias. Mas que podemos ter em qualquer lugar, sem necessidade de irmos até o campo para reviver essa mesma sensação.

A busca sempre será incessante enquanto acessarmos as informações e impressões registradas na mente, pois passaremos uma vida toda procurando reviver experiencias, repetindo padrões.

Um belo dia estávamos no parque. Reunidos com a família, nós marcamos um picnic. Estávamos todos reunidos em alegria. Era um dia lindo, de sol e poucas nuvens esparsas no céu. Levamos nosso cão para brincar conosco no amplo gramado e brincamos de bola. Todos muito felizes e reluzentes em alegria. Éramos adolescentes, na idade aproximada de catorze anos. Enfim, todo o cenário era belo e de alegria, mas carregávamos dentro de nós a insatisfação. Naquele dia tínhamos brigado com o nosso melhor amigo da escola, e tudo estava ruim. Nem mesmo esse belo dia com a família estava agradável, pois queríamos estar com aquele amigo que brigamos, para conversar e fazer as pazes. Permanecemos o dia todo afastados da experiencia familiar. Apenas observávamos todos felizes, o sol delicioso e o céu azul. Observávamos o cão a brincar no gramado e todos se divertindo, mas ainda assim estávamos inseridos em uma bolha energética de tristeza e preocupação, pensando em quando poderíamos nos livrar daquele momento em família para conversar com o amigo e acertar tudo.

Apesar da cena do parque ser bela e carregada de energias benéficas, não fomos capazes de nos conectar a elas, pois estávamos inseridos em um padrão mental de sofrimento. Portanto, ao recordarmos essa experiencia, não buscaremos repeti-la, ainda que estivesse carregada de boas energias no ambiente, mas não fomos capazes de senti-las.

Esse mesmo comportamento move as nossas vidas repetidamente. Buscamos momentos que de certa forma recordamos que trouxeram boas energias. Mas na verdade a boa energia estava contida dentro de nós mesmos. Pois já não éramos como o bebê livre de julgamento e impressões, o bebê era capaz de viver cada momento, sentir e aproveitar a energia que está contida no momento presente, pois não era um prisioneiro da mente.

Nós vivemos apenas onde a nossa mente decide estar. Se direcionamos a nossa mente ao momento presente, poderemos observar, sentir, experienciar tudo o que se apresenta. Mas da mesma forma projetamos a mente a uma recordação que nem sempre nos trará boas energias. E assim deixamos de viver o aqui e agora.

Já nos alimentamos de energia, mas nem sempre a energia é boa para nós. Pois repetidamente fechamos os olhos à beleza que se coloca diante de nós para acessar as recordações da mente, os padrões que já deveriam ter sido dissolvidos, e os sentimentos que vem junto com eles.

Então, para iniciar um bom trabalho de manipular as energias, necessitamos nos tornar mestre de nós mesmos. Esse é o primeiro passo. Aprendermos a dominar as emoções, a observar e permitir que se dissolvam para que possamos incorporar o aqui e agora.

Nos alimentamos das energias que quisermos, necessita apenas escolhermos de qual prato nos servir nesse belo buffet de magia da vida.


Michele Martini - 30 de abril de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 23 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 21 - A vida pode ser vivida sem o alimento físico?



Na medida que vamos evoluindo em vários aspectos emocionais, nos desprendendo das restrições que nos fazem repetir ações, nos sutilizando energeticamente, mudamos a nossa vibração.

Podemos dizer que um dia fomos mais grosseiros, mas não grosseiros na personalidade, mas sim grosseiros em tudo, desde a concepção de nossos corpos até o nosso campo vibracional, que ressoava com aquilo que também tinha certa densidade.

Se olharmos para toda a trajetória de descoberta e a bela arte que executamos em esculpir o nosso Ser Verdadeiro, para que tomasse forma, perceberemos que ressoávamos com energias mais densas, praticávamos atividades que hoje não mais ressoamos, convivíamos com pessoas e ambientes que hoje não conseguimos mais.

À primeira vista, essa mudança toda pode passar a impressão de que nos tornamos mais sensíveis, mais frágeis, e é isso mesmo. Vamos nos sutilizando, o nosso corpo já não carrega uma densidade tão grande, e nos tornamos cada vez mais cristalinos.

O humano que habitará o planeta na Nova Era, é o que possui corpo cristalino, pois a energia que ressoará no ambiente já não tornará o ambiente habitável para aquele que carrega a densidade, a vibração será mais elevada, e os corpos também vibrarão nessa sintonia. Isso é o que ouvimos dizer como a separação do joio e do trigo, na parábola tão conhecida. Que significa apenas que toda a densidade em nós mesmos será gradativamente transmutada e dará espaço a corpos cristalinos.

Quando falamos em corpos cristalinos, pode passar a impressão que teremos corpos com aspecto de cristal, transparentes ou translúcidos. Mas não se trata disso na interpretação literal, mas sim teremos de fato corpos transparentes e translúcidos para os olhos densos atuais da matéria.

Sabemos que nesse mesmo local onde estamos agora, habitam várias dimensões, desde as mais densas como as mais sutis. E como ainda carregamos corpos densos, programações mentais e restrições do registro akhashico, sintonizamos hora com as dimensões mais sutis, hora com as mais densas. E vivemos em uma verdadeira montanha russa de emoções e mudança de comportamento. Temos dificuldade em permanecer estáveis e em paz. Pois estamos o tempo todo em contato com as energias densas e sutis das outras dimensões.

Quando nos tornamos cristalinos, passamos a estar invisíveis às dimensões mais densas, elas não podem nos ver e também não podem nos atingir, nos prejudicar. Não viveremos mais em uma montanha russa de emoções, e sim sempre sintonizados do nosso nível (cristal), para cima, buscando novas oportunidades de elevação e sutilização.

Mas para chegar nesse estágio, ocorre o processo gradativo de transformação planetária e que repercute em toda a humanidade a nível individual. Vivemos dentro de nossas experiências a experimentar um pouco dessa energia sutil e são trazidas a nós oportunidades de cura das restrições, que nos mantém presos a essa densidade que ainda carregamos.

Podemos recordar e observar como exemplo algumas pessoas que, quando iniciam qualquer tipo de trabalho espiritual, seja se afiliando a um grupo espiritual, ou mesmo praticando meditação, buscando de qualquer forma a sua elevação e sutilização, primeiramente passará a observar mudanças de comportamento das pessoas em sua volta diante da sua própria mudança. Os hábitos que carregava, não mais carrega, mas as pessoas de seu convívio, acostumadas com aquela antiga personalidade restritiva, cobram pelo retorno de tal personagem, que simplesmente deixa de existir.

Assim as transformações na vida começam a ocorrer, e o primeiro choque são as separações, os afastamentos, pois pode acabar percebendo que não mais ressoa com a energia do marido ou esposa, ou mesmo de sua família, seu grupo de amigos ou seu trabalho. Os ajustes vão ocorrendo gradativamente na medida que o despertar vai tomando lugar dentro de nós e nos sutilizando.

Tudo irá se ajustando, e a energia que cada um carrega atrairá novas experiências na companhia daqueles que carregam energia similar. E assim as experiencias evolutivas continuam.

Esse primeiro passo é apenas uma pequena ponta de um grande iceberg que ainda se mostrará. Começamos a mudar a nossa energia, e gradativamente virão as mudanças também na forma de se alimentar, de se vestir, de se cuidar.

Conforme o corpo sutiliza, e são removidas as restrições que ainda nos mantinham em um estado, ou de dependência a algo material, ou mesmo de ressonância ilusória alimentada pelo trauma ou restrição, não sentiremos mais vontade de nos alimentar daquilo que ressoa com a densidade. Assumimos que somos mais sutis, admitimos para nos mesmos que mudamos e simplesmente aceitamos o que chega a nós.

Procuramos em primeiro momento manter os hábitos, as formas de se alimentar e se comportar, justamente pelo medo da mudança. Não acreditamos que tal mudança possa ter ocorrido, e por isso o processo se dá de forma gradual.

Na medida que o corpo sutiliza, ficamos mais frágeis diante daquilo que é denso. E alguns alimentos pesados, bebidas, cigarro, passam a fazer mal ao corpo, que não ressoa mais com essas energias. Na medida que formos descobrindo, vamos retirando tudo o que não nos agrada, que não nos faz bem.

Começamos a sentir a energia poderosa de uma fruta, ao beber um suco recém preparado, sentimos instantaneamente a elevação energética que causa em nós, apreciamos o estado de paz e sutilização, a sensibilidade começa a aumentar e aprendemos a apreciar o lado bom dessa experiência.

Mas ainda vivemos em um mundo onde há restrições e densidades, e inevitavelmente tomaremos contato com essas energias a partir de ambientes e de outras pessoas. Sentiremos de forma mais intensa a densidade nos outros, e aos poucos vamos aprendendo a nos fortalecer, a nos cuidar, para que a energia em nós permaneça sempre elevada a não nos fragilizar diante dessas experiencias.

Percebemos que passamos a necessitar do contato com as energias mais sutis para termos uma reserva energética a viver essas experiencias mais densas. E então vamos ajustando o nosso modo de viver, que pode incorporar uma ida ao parque diária, um banho de ervas, um chá, ou um momento de conexão com os elementos da natureza, conosco mesmos, para enfim trazer essa carga de energia a suportar toda a experiencia diária.

Descobriremos o que nos mantém em equilíbrio, através das experiencias, pois cada um trabalha as energias de forma diferente, e vamos aprendendo a nos observar a descobrir o que é bom para nós.

Aprendemos a recusar aquele Happy Hour após um dia carregado de densidade na rotina do trabalho, para que tenhamos um tempo só para nós, de recolhimento e paz, aprendemos a escolher o que queremos viver e que sabemos que fará bem a nós de acordo com o nosso estado de sensibilidade.

Assim, alguns alimentos já não farão parte do nosso cardápio, vamos gradativamente selecionando apenas o que nos faz sentirmos bem. Também estendendo isso à forma de se vestir e de se cuidar. Alguns cosméticos que são produzidos com ingredientes de origem animal, ou mesmo que foram produzidos em mãos de sofrimento, daquele que não colocou ali o amor e a gratidão, serão sentidos por nós, passaremos a selecionar o que usamos até mesmo em produtos que compramos para os cuidados pessoais.

O contato diário que estabelecemos com formas sutis de energia, nos momentos de reposição energética, do contato com a natureza, nos banhos de ervas, chás, alimentos frescos, meditação, praticas espirituais, vão nos preenchendo e nutrindo, e perceberemos que o alimento físico cada vez mais se tornará algo apenas para ser degustado como prazer, mas sem a necessidade de ingeri-lo para repor a energia corporal.

Ao olhar uma fruta, ao tocá-la e senti-la, poderemos receber a sua energia, sem a necessidade de a ingerirmos. E esse é um estado muito avançado do corpo cristalino, que entra em um novo nível de experiencia energética.

Portanto, não há a real necessidade de ingestão do alimento físico, mas apenas para o ser que alcançou o estado de mestria com todas as energias em sua volta e o seu próprio corpo. Que domina completamente as suas emoções, e que inclusive não apresenta mais emoções. Esse estado é alcançado apenas por aquele que desprendeu-se completamente de quaisquer restrições e já vibra em um nível energético de corpo cristal, e não mais tem contato com padrões de sofrimento individuais e coletivos. Ao alcançar esse nível, alimentar-se se torna uma opção, um passatempo agradável em uma conversa com amigos, ou com a família. Mas não se torna mais necessário a sobrevivência do corpo.

Permanecer nesse estado de paz e equilíbrio, de mestria, o tempo todo, é realmente desafiador, e por isso os elementos da natureza estão para nos auxiliar, nos trazendo através dos alimentos, das ervas, da cachoeira e do mar, do fogo, do vento e da terra, tudo que necessitamos energeticamente para suprir as nossas necessidades energéticas, e que deixa o processo mais suave, sem cobranças e mais leve. Sabemos que os elementos estão aqui para nós, e isso nos conforta, seguimos a nossa caminhada, cada vez mais sensíveis e trabalhando para curar todas as restrições e quebrando os padrões mentais, e enquanto isso sabemos que estamos providos de tudo o que necessitamos através da natureza.


Michele Martini - 23 de abril de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 16 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 20 - Qual o estado natural do corpo?


Para inovar, procure não tentar se encaixar em moldes já existentes, tanto profissionais, pessoais, ou em qualquer área de sua vida. A sua consciência é infinitamente capaz de trazer tudo aquilo que sua mente seria incapaz de vislumbrar. Portanto, para encontrar o seu propósito, para deixar que o caminho se abra, simplesmente deixe de buscar, deixe de tentar encontrar nomes ou de se encaixar em moldes pré-existentes. Você é livre e capaz de criar o que ainda não existe, não se feche dentro desses moldes, isso apenas o afasta do seu estado de plenitude.

Esses moldes são o que o mantém preso em padrões do que observa no externo, você procura sempre se encaixar naquilo que já existe, procura respostas e não descansa enquanto não consegue se ajustar dentro de um padrão já conhecido.

Pensa que ao conseguir se encaixar, já sabe o rumo que vai seguir na vida. E sabendo, acaba relaxando, deixa de se ocupar nessa busca por se ajustar em algo, por fazer parte. Mas tudo isso parte da não aceitação do que você é, e essa sabedoria ilusória o fecha para a sua verdadeira natureza, a natureza do seu corpo e da sua verdade.​

O saber pode ser uma ilusão. Afinal quem disse que o saber pode ser resumido nessa palavra? Enquanto colocarmos a sabedoria presa dentro de uma palavra, estaremos impedidos de olhar para as simples manifestações do acaso, da rotina, do errado, do feio, do velho e do novo, de tudo aquilo que não se encaixa nessa palavra. Então para realmente ser capaz de criar, apenas precisamos soltar, desaprender tudo o que aprendemos a respeito de como as coisas devem ser, como a vida deve seguir, do certo e do errado, da sabedoria e ignorância...

As maiores ideias e as maiores transformações da humanidade, surgiram daqueles que até o momento, eram considerados loucos ou ignorantes, mas que traziam a conexão com o estado de consciência que os abria à criatividade, e então eram livres.

Não eram cobrados e tampouco procuravam sustentar uma imagem de sabedoria ou algum posto alcançado, eles simplesmente eram o nada. Mas sendo o nada somos capazes de nos conectar ao todo.

Isso parte da compreensão de que o nosso corpo, o nosso campo energético, é limitado enquanto unidade, enquanto personalidade individual, mas que é infinito quando se permite ser apenas o vazio.

O vazio só é alcançado por aquele que tomou contato com o “ser alguém” e que buscou incessantemente manter-se nessa posição, ou mesmo sustentar uma estrada de crescimento nessa direção limitada da mente e da personalidade. E que então conclui que essa caminhada não levaria a local algum, pois se tratou apenas de uma história de muitos anos dando voltas em torno de si mesmo, se observando e atraindo espelhos ao seu redor, que eram apenas a sua forma limitada de observar a experiência da vida.

Esse indivíduo não era capaz de observar a imensidão e o infinito, pois olhava apenas para si mesmo, vislumbrava apenas o que sua mente poderia alcançar. Mas com as experiências da vida passa a compreender que a tentativa em ser mais, em sair do lugar para expandir na vida material, era apenas uma prisão.

Ele então se liberta e deixa de buscar, compreende que o estado da mente vazia, dá lugar à abertura de consciência, e que ela é infinita.

A experiência de conexão com o corpo físico, nos faz compreender, em primeiro lugar, que para compreendê-lo e conectar com ele verdadeiramente, é necessária a desconexão com tudo o que acreditava ser. Com todas as impressões e informações que trazia a respeito do próprio corpo. E que sustentava uma forma padronizada de percepção a respeito de si mesmo.

Isso parte de um comportamento que é possível observar com facilidade, no simples exemplo de nos olharmos no espelho e nos acharmos gordos ou magros, bonitos ou feios, tudo dentro de um padrão criado por nós mesmos.

Como poderemos compreender e sentir a nossa própria essência que dará voz ao nosso corpo, se carregamos informações que o rotulam de adjetivos bons ou ruins? Não permitimos a liberdade de expressão do nosso corpo, simplesmente porque carregamos impressões, opiniões, crenças, a respeito dele mesmo e do que vemos do lado de fora.

Atrairemos ao nosso olhar tudo o que nos causará desconforto. Veremos uma bela modelo ou um belo rapaz magro em uma revista, e automaticamente registramos a informação de que não somos aquilo, e não vemos isso com amor e aceitação, mas sim em tom de julgamento.

Esse mesmo tipo de pensamento nos leva a assumirmos dietas e práticas para ajustar, moldar o nosso corpo, àquilo que julgamos ser certo ou errado. Afinal o que nos move em direção a emagrecer ou mesmo a estar com o peso que almejamos, é o julgamento que direcionamos ao nosso próprio corpo.

E ao praticar tal ato, ao fazer a dieta, ao praticar o exercício físico com esse objetivo, estamos o tempo todo afirmando que o nosso corpo não é amado, que ele não é aceito assim como é, que ele não é como gostaríamos ou como desejamos.

Deixamos de nos desejar, de nos amar, de nos apreciar. Vivemos em um ciclo de comparação. Assim, o que atrai as imagens desconfortáveis de corpos esbeltos diante de nós, é a nossa própria mente que necessita ser provocada, ser levada até o último estágio de insatisfação consigo mesmo, para que então se canse de lutar contra o que realmente somos, e passemos a nos amar.

Para dar voz ao nosso corpo, à nossa verdade, primeiramente devemos abandonar o preconceito e o julgamento e a cobrança conosco, e que é direcionada ao nosso corpo.

Podemos simplesmente deixar isso de lado e permitir que ele respire, que seja o que ele é, sem pressão, sem cobranças. E então, sendo ouvido e já podendo se manifestar, ele começará a caminhar em direção ao equilíbrio. E o estado de equilíbrio do corpo é a completa saúde, o bem-estar, independente da imagem que projetará no espelho, mas simplesmente o que ele é em seu interior, um sistema em perfeito funcionamento.

O nosso corpo necessita ser aceito, ser amado, para então tomar o espaço que necessita no nosso Eu. Afinal ele é parte de nós e a perfeita conexão se dará apenas quando o aceitarmos como parte.

Nada funciona de forma isolada, a nossa mente é capaz de projetar e criar várias ilusões, as quais permanecemos presos, e que sufocam o nosso corpo com todos os tipos de formas-pensamento que criamos e direcionamos a ele.

A liberdade e o estado de paz, de pacificação com o corpo, virá com o cessar do julgamento. E é quando daremos oportunidade para que ele simplesmente faça parte de nós.

O estado natural do corpo é ser parte de nós, e quando digo nós, digo o todo, todo o nosso campo vibracional. Ele é parte do sistema e quer ser integrado.

Abandonando o julgamento, deixando de lado as comparações, e aceitando o nosso corpo como uma simples manifestação de tudo o que ocorre em nosso campo vibracional, emocional, energético, permitiremos que ele vá cada vez mais tomando o espaço que lhe é devido. Entregamos todo o controle, começamos a perceber que não somos capazes de controlar um pedaço isolado de nosso sistema, mas que devemos integrar os pedaços que isolamos e separamos do todo para que absorva toda a verdade do que vibramos e possa apenas ser a sua manifestação.

Temos impedido o nosso corpo de ser o seu estado natural. Queremos que ele faça parte de um padrão que a nossa mente criou e aceita como bonito, certo e saudável. Dessa forma o aprisionamos, o sufocamos em cobranças e controles. A partir do momento que compreendermos essa relação dele com todo o sistema que é a nossa essência, percebemos que de nada adianta querer moldá-lo, e sim trabalhar no equilíbrio e saúde energética do sistema todo para que o corpo seja apenas um reflexo de tudo isso. Veremos beleza no corpo enquanto estivermos em paz conosco mesmos e em união ao que é apenas a manifestação da nossa verdade. A união com o todo que compreende toda a nossa existência em vários níveis de manifestação energética, em várias dimensões, acabará refletindo no corpo fisco, que resplandecerá sempre luz e saúde, beleza e paz.


sexta-feira, 9 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 19 - Estamos plenos em consciência quando praticamos atividades físicas?


A plenitude é o estado natural da alma, desprovido de todas as ligações que a restringe. Para se obter o estado de plenitude, deve-se trabalhar o desprendimento das emoções, das reações do ego. Essas reações podem ser compreendidas como vários comportamentos, e nem sempre serem associados ao ego, mas a verdade é que o ego sustenta toda e qualquer emoção.

Apenas a atividade física não promoverá o estado de plenitude, mas é um exercício de reprogramação mental que fará com que acostume com uma nova forma de viver, uma nova forma de sentir, e vá saboreando um lado novo da vida, onde as emoções não impedem de desfrutar o momento presente.

Para que se possa sentir, experimentar todos os benefícios de uma atividade física, deve-se trabalhar a compreensão e a aceitação de tudo o que ocorre em nossa vida. Nas primeiras tentativas, pode haver certa dificuldade em se soltar completamente esse entregar ao momento presente, permitindo que a mente seja povoada de pensamentos e preocupações sobre a rotina, sobre as atividades corriqueiras como o que fará após sair da academia, ou mesmo as contas para pagar no final do mês e assuntos de relacionamento no trabalho.

A mente pode ser invadida por pensamentos que, ao menor sinal de que tomem alguma proporção e espaço em seu momento de viver o aqui e agora, devem ser apenas aceitos, não recusados e tampouco esmiuçados para chegar a uma solução do problema. Mas sim devem apenas ser aceitos e pronto. Há aqueles que ensinam o meditador a esmiuçar o problema, permitir que a mente divague, vá a fundo, até que chegue sozinho à conclusão de que não houve nenhum beneficio em perder tanto tempo nesses pensamentos, e então acostume-se com essa ideia de que é realmente uma perda de tempo divagar em pensamentos. Mas enfim logo virão outros, e assim condicionamos a nossa mente a esmiuçar e divagar sobre um problema, quando o estado de paz e plenitude é alcançado apenas da compreensão e aceitação que o problema está ali, e pronto, então que seja deixado como está e que ele siga o caminho dele. Mas que não se vincule ao seu momento presente.

A busca por explicações é que faz a mente se aprofundar em pensamentos, é apenas o ego dentro de seu instinto de defesa. Pode parecer uma atitude inocente a de pensar e buscar a solução e explicação de algo, mas esse simples ato representa dentro de seu campo energético, que você simplesmente não aceita esse fato, e então procura entendê-lo. Isso mostra que ainda está preso na Matrix 3D de formas-pensamento e que controla grande parte da humanidade.

Apenas será possível desfrutar de um exercício para o corpo e alma, quando compreender e aceitar tudo como é, quando aprender a olhar para cada pensamento chegando e simplesmente agradecer, abençoar e deixar ir. Esse ato, juntamente com o exercício físico que requer sua atenção para o aqui e agora, fará com que vá criando nova programação em sua mente, e nessa programação você aprende a focar na atividade que está executando no momento e aceitar tudo o que vier para você com a sábia compreensão daquele que já deixou de lutar contra a Matrix.

Sabemos que tudo o que nos ativa o instinto de defesa, de sede de mudança, é parte do que não aceitamos. E assim ocorre com todos os atos em nossas vidas. Desde um simples recado do corpo que um dia pede por repouso, manifestando uma dor ou um desconforto, e então o problema imediatamente é resolvido com um analgésico para garantir que a rotina de atividades do dia não seja interrompida, até o alimento que nos atrai com seu aroma e então recusamos de saboreá-lo porque carregamos uma grande bagagem de preconceitos e crenças limitantes a respeito daquele alimento.

Então nos perguntamos como será possível vivermos em estado pleno de consciência durante alguma atividade em nossas vidas? Ainda que com a atividade física possamos por alguns momentos nos desvincular dessa luta contra o que não aceitamos a nível mental, essa soltura de pensamento se estende apenas por alguns minutos, e logo assume novamente um pensamento na mente que trabalhará mais uma vez a soltá-lo e aceitá-lo.

Enfim esse processo pode se tornar infinito, pois enquanto vivemos as experiências, milhares de situações virão de encontro ou contra o que achamos certo ou errado. Milhares também despertarão em nós diversos sentimentos como o de culpa, medo, raiva, ciúme ou inveja. Alguns despertarão sonhos, avareza, cobiça... e assim continua a interminável vivência de experiências e que podem ou não ser conectadas em nosso aqui e agora.

Quaisquer situações que são colocadas a nós durante o dia, podem ou não despertar as nossas emoções, mas necessitamos trabalhar apenas a aceitação. Independentemente de quais forem as situações, o desprendimento desse vicio em viver em sofrimento é obtido apenas quando aceitamos. As provas serão muitas, e a cada momento em nível mais avançado. Os exercícios físicos, as atividades de lazer, e mesmo a meditação, virão a complementar o tratamento de soltura desses comportamentos repetidos, pois nos mostrarão o benefício de viver apenas o aqui e agora, e o estado de consciência plena que pode ser alcançado nesses momentos.

Na medida que formos trabalhando a aceitação de tudo que é colocado a nós durante as nossas experiencias diárias, iremos mais e mais alcançar o estado de plenitude de consciência durante os momentos de lazer, esses momentos vão cada vez mais se tornando longos, até que toda a nossa vida possa ser o estado pleno de consciência ativa.

Mas para se alcançar esse estado, e para nos desvincularmos de quaisquer julgamentos ou opiniões a respeito de tudo o que ocorre em nossa volta, é necessário derrubar uma crença que temos carregado, de que quando discordamos de algo, quando não somos gratos, Deus castiga, ou mesmo o estado um pouco mais evoluído desse pensamento traduzido pelo mensageiro Jesus, que foi de que devemos amar a Deus e então diante dessa nova interpretação, devemos ser gratos por tudo o que ocorre em nossas vidas, pois são bênçãos Divinas. E então mesmo que inconscientemente nos culpamos apenas pelo sentir um desconforto diante de algo que é colocado diante de nós.

Se é colocado para nós um alimento o qual não sentimos vontade de comer, logo acionamos no inconsciente a lembrança dessa mensagem que nos faz sentir culpados por não querer esse alimento, e a auto cobrança de sermos gratos até pelo que não queremos.

Mas tudo isso foi mal compreendido. O que não ficou claro para nós é que apenas o que vem de Deus é sim uma bênção Divina. Mas o que vem da mente condicionada e direcionada pelo ego, são apenas criações mentais limitantes e que nos impedem de sentir e de receber a bênção divina. Essa é a verdade. Portanto, qualquer tipo de julgamento, busca por respostas e explicações a respeito do que é colocado diante de nossas vidas, é apenas um exemplo de nós questionando a nós mesmos. A nossa mente entra em conflito porque a própria mente foi que criou aquela necessidade, e então ela recusa. A mente em padrão coletivo nos traz a experiencia, e ela mesma recusa a experiencia e se culpa por recusar, e busca explicações por não querer aceitar. É a mente travando uma guerra contra ela mesma. E onde está Deus nessa salada toda? Onde está a bênção divina?

O alimento que existe, é uma bênção divina, o copo com água também, nós também. Tudo o que existe é belo e divino, sem exceção. Pois tudo faz parte de um belo sistema de vida e que sim é divino. Mas quem cria a informação de que tal alimento deve ser colocado em nosso prato em um momento especifico somos nós mesmos. E esse alimento pode vir trazido por uma necessidade do sistema energético a repor o que necessitamos, como pode vir a suprir uma falta emocional, e então tudo isso que atraímos, sendo ou não para nosso benefício, é apenas trabalho de nós mesmos para nós. O Divino está em tudo o que existe, e ele está no estado de plenitude que podemos alcançar quando nos desvinculamos desse jogo de interpretações.

Quando algo inesperado ocorre em nossas vidas para o bem, perguntamos porque, queremos explicações. Quando ocorre para o mal, fazemos os mesmos questionamentos. Afinal, tudo ocorre de forma perfeita a nos levar para o estado de plenitude. Mesmo que por meios inimagináveis, mas somos atraídos para a união, para a unificação com o Divino através de todas as nossas experiências. E o momento em que paramos para questionar e buscar entender o porquê de tais experiências, faz com que fechemos o canal de comunicação com o Divino, com que impeçamos a nós mesmos de entrar no estado de plenitude.

Plenitude de consciência é aceitação. Sem aceitação esse estado não é alcançado.

Se observarmos que após praticar exercícios físicos por vários dias, por meses ou anos, já começamos a alcançar o estado de paz e equilíbrio durante esses momentos, alcançamos o estado de vazio e de aceitação, ainda assim questionamos a nós mesmos mesmo que de forma inconsciente, mas observamos nosso estado de paz e custamos a acreditar que chegamos a tal ponto. Essa ainda é a mente trabalhando em sentido contrário a simples libertação do pensamento, pois está acostumada a viver em um padrão, a sentir, a ver os momentos de plenitude serem interrompidos por pensamentos, a permanecer sempre inquieta, mas esses são os momentos para simplesmente soltar, para reafirmar que não há necessidade de compreender, que simplesmente esse é o estado natural da vida e que não necessita de explicações do que é verdade, do que é real, do que é da natureza da alma.

O estado de aceitação da paz é alcançado quando se deixa de lutar contra a própria felicidade, quando se permite ser feliz e pronto. Quando se solta as armas e se entrega para o estado pleno de consciência que pode ser experimentado sim durante as atividades físicas, e que é apenas um exercício para nos aproximar e nos reafirmar que isso é possível, que esse estado de plenitude é possível de ser alcançado, e que faz parte de nossa natureza.

Trabalharemos então para estender esse estado para todas as nossas atividades, para as nossas vidas, e então não haverá necessidade de reservar um momento especifico para essa conexão, pois a nossa vida será a manifestação da plenitude em todos os momentos. Isso tudo parte da compreensão de que plenitude = aceitação.]


Michele Martini - 09 de abril de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 2 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 18 - Qual atividade é boa para mim?

 


Apenas fazendo o que querem, as pessoas têm a liberdade de viver a sua experiência.

Apenas fazendo o que querem, contra tudo e contra todos, contra as regras, as imposições da sociedade, as limitações, as obrigações, os horários, os padrões, apenas fazendo absolutamente o que querem e sem julgamento se isso é certo ou errado, desde o autojulgamento até o julgamento dos outros, mesmo o julgamento criado a partir de si mesmo, porque acredita que o que queria fazer é errado, apenas quando as pessoas se libertarem do julgamento e de fato fizerem o que querem, é que elas poderão seguir o seu propósito, o seu aprendizado verdadeiro.

Estamos todos em uma trilha de aprendizado, e muitas vezes permanecemos por muito tempo afastados desse objetivo, porque simplesmente não fazemos o que queremos.

Sejamos livres e libertos, para seguir o que nós sentimos que devemos fazer, apenas o que queremos, e então poderemos experimentar a dor do erro, do erro pela caminhada de sofrimento. Pois apenas dessa forma, sendo aceita e trilhada, é que poderá nos trazer a sabedoria da forma que deveria ser.

Permanecemos por anos e por vezes por uma vida toda, afastadas das experiências que viemos experimentar, por medo, por julgamento, porque julgamos serem erradas algumas das nossas atitudes, algumas das nossas vontades, por não serem aceitas pela sociedade, por nós, por tudo aquilo que vemos na televisão, ou que recebemos dos nossos pais, aceitamos apenas o que é aceito pelos outros, pelas regras, pela etiqueta social.

Então nos libertemos e vamos fazer apenas o que temos vontade. E apenas experimentando a vida dessa maneira, é que poderemos de fato evoluir e iniciar a nossa jornada, aquela que viemos viver como objetivo final da nossa vida. Seremos guiados sempre para o nosso propósito, para o objetivo da nossa encarnação, apenas quando vivermos aquilo que verdadeiramente temos vontade, sem julgamento, sem condenações.

Tememos errar, tememos cometer atos inaceitáveis, tememos a falta, tememos a perda, mas é por isso que nos afastamos das experiências as quais viemos experimentar. Afastamo-nos e, portanto, perdemos muitas vezes vidas e vidas nessa mesma busca. Então fechemos esse ciclo, de repetições, de medo, do julgamento, da angústia, e vamos nos libertar, vamos fazer apenas o que temos vontade, e nos jogarmos na experiência da vida, ver o que vem, se vier uma queda, se vier um sofrimento, então esse sofrimento é o que nos trará sabedoria e o conhecimento necessário para nos libertarmos da repetição de sofrimento em nossa vida.

Às vezes é necessário nos libertarmos, nos deixarmos seguir pelo caminho que julgamos ser errado, para que então possamos trazer o aprendizado que nos trará a felicidade plena em um momento muito próximo.

A atividade que é boa para você, para mim, para nós, é simplesmente aquela que conversa com o nosso coração, aquela que traz a nossa verdade, que expressa as nossas vontades.

Observando de maneira intensa essa leve experiência de entender o que é bom para você, perceba porque muitas vezes vai ao trabalho de terno e gravata quando o dia está tão quente e agradável para estar com roupas leves e frescas. Você realmente é obrigado a seguir o que a etiqueta social lhe impõe. A etiqueta social está o observando, cuidando dos seus passos? Ah sim, ela se manifesta através dos olhares, pensamentos e comentários daqueles que ainda são controlados por essa forma de pensamento. Mas enfim, ainda assim você se sujeita a ser controlado?

Se o seu médico lhe indica uma atividade física especifica da qual você não gosta, ainda assim você irá fazer? Se o seu marido ou esposa pratica uma atividade física, você obrigatoriamente necessita se ajustar à sua vontade para seguir o padrão, para agradar, para estar com aquela pessoa?

Lembre-se que você, nessa caminhada, busca pela autonomia em relação aos seus próprios sentimentos, a controlá-los, e assim a vida se torna bela, leve e divertida, quando deixa de ser moldado e guiado pelas emoções, mas está conectado em sua consciência apenas a observá-las, a entender como elas se processam, a direcioná-las para o vazio na medida que vão apresentando as falhas, as fraquezas.

Enfim, o que você come deve ser ditado pelas suas emoções? E o que você pratica como atividade física, ou mesmo o fato de querer ou não praticar uma atividade física, deve também ser ditado pelas suas emoções? Afinal, quem comanda a sua vida? É você ou as suas emoções?

O aprendizado em se auto observar, sem medo e sem julgamento, apenas olhar de um nível externo o que ocorre consigo mesmo, como as vontades são despertadas em sua mente e em seguida o direcionam para uma ação, fará com que você comece a compreender o que é um impulso do instinto animal, o que é uma manifestação de suas emoções, e o que é realmente recebido a nível de consciência, de alma, desprendida de padrões e regras.

Tudo o que você acredita ser como certo ou errado, é apenas uma manifestação do ego. Tudo que você acredita como regra, ou “tem que ser”, é apenas a mente criando padrões ou os repetindo como um vício. Somos viciados nesses padrões, eles movimentam todas as nossas ações. Salvo aqueles que se libertaram através do despertar de consciência.

A escolha da atividade física que é boa para mim ou para você, nasce no coração. Hoje pode ser bom meditar, amanhã pode ser bom jogar uma partida de futebol, e ontem pode ter sido uma delícia estar em uma pista de corrida em um parque. Afinal, porque deve haver apenas uma atividade física para cada pessoa? Ou algumas atividades físicas? O importante é caminhar em direção da ação com o coração a guiar o seu caminho, e não o medo ou o condicionamento mental.

Há sim aqueles que não farão absolutamente nenhum exercício físico, nem mesmo meditação, pois estão em estado depressivo e de desanimo diante da vida. Isso é ótimo! Esse desanimo e depressão é o chamado para despertar! É o desconforto com essa vida cheia de regras e imposições, e naturalmente haverá o desanimo em fazer qualquer coisa, mesmo comer, ou dormir, ou correr, ou trabalhar, dependendo de cada um. Mas haverá sim o momento do desanimo, da depressão, de quando se pensa em desistir da vida, dessa experiencia, para então começar de novo em uma nova oportunidade, ou mesmo aqueles que não compreendem o ciclo reencarnacional, buscam o suicídio como uma fuga dessa prisão mental e condicionamentos que toda uma sociedade vive.

Esse indivíduo desperta para o que é verdade, e a verdade à primeira vista é esmagadora, pois descortina diante do olhar o fato de que nada que acreditamos era real, nada preenche o coração em luz, nada trará a plenitude e felicidade, pois são apenas ações isoladas e que sustentam um padrão em massa de repetição de atos. Esse despertar é esmagador, pois destrói todas as crenças e esperanças. Pois as crenças e esperanças foram todas criadas pela mente com base no que se pensava ser a verdade da vida, mas que era uma ilusão.

Esse despertar acaba trazendo a sensação de que tudo está perdido, não se ajusta em nada, não se sente parte de nada, pois na realidade não somos parte de nada que acreditamos ser, não somos parte de um grupo de meditação, ou de um time de futebol, ou mesmo de uma turma de escola. Não somos parte de criações mentais que seguem padrões. Tudo o que foi verdade para nós deixa de ser, e nos sentimos perdidos, deslocados nesse mundo de experiencias.

Enfim, essa é a fase daquele indivíduo que não tem vontade de praticar nenhum exercício, ou mesmo de sair de casa, ou de ir para casa, é como alguém que acabou de nascer, mas está na fase adulta, não sabe mais nada sobre a vida. Tudo o que acreditava deixa de ser verdade, e precisa iniciar todo um novo processo de construção de informações a respeito de tudo. Esse é o estado de esvaziamento completo.

A busca é por se encaixar em algo, se sentir parte, e enfim nesse estado algumas pessoas acabam se deixando levar pela opinião de outras pessoas a respeito do que deveriam fazer, das atividades que deveriam executar na vida, para se encaixarem novamente em uma sociedade padronizada. Mas enfim esse indivíduo já não desperta o brilho no olhar diante de todas essas novas experiencias. A depressão continua presente.

Esse sentimento é amenizado apenas quando se aceita que o velho se foi, e se abandonam as tentativas de preencher-se novamente com mais um pouco do velho para se sentir parte de algo. E então, a partir dessa renúncia, deixa que o novo tome espaço de si, comece a despertar para a sua própria verdade, escute a sua consciência que sempre gritou aos ouvidos mostrando o caminho, soprando o que é bom para nós, para cada um, e nunca aceitamos ouvir.

Esse silenciar, a partir do esvaziamento completo, mostrará o que gostamos de fazer, começamos a conhecer um novo individuo: Nós!

Somos apresentados gradativamente a esse ser que sempre fez parte de nós e era mascarado pelas impressões de uma sociedade que impedia que ele se mostrasse. Começamos a sentir, a ouvir a nós mesmos, e então o exercício será fazer apenas o que gostamos de fazer. Apenas o que a nossa consciência direciona, as atividades que sintonizam com a nossa verdade no momento presente.

Começamos a descobrir tudo o que é bom para nós, desde uma atividade, até um trabalho, ou um relacionamento, tudo começa a se abrir e brilhar diante de nossos olhos, e iniciamos uma nova fase em nossas vidas em direção ao nosso propósito.


Michele Martini - 02 de abril de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 26 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 17 - Como aprender a dosar a quantidade de exercício?


Quando se aprende a sentir o próprio corpo, quando se aceita o estado pleno de desconexão com o que é matéria, e entende-se apenas como o vazio, estaremos abertos a receber a mensagem suprema, aquela que vem como um chamado.

Não há regras, não há necessidade de se ater a padrões, em formas pré-determinadas de viver, e tampouco de executar as atividades físicas. Há sim a necessidade de romper as crenças, esvaziar para então deixar-se ser preenchido pelo novo, pela forma especial de ser, que é perfeita para si mesmo.

Sem o esvaziamento, não será possível compreender ou saber a quantidade de exercícios para o corpo, ou também se há a necessidade de algum exercício.

Há aqueles que se comprometem com uma pratica, com uma rotina, e criam padrões mentais que os empurram a realizar tal atividade em certa frequência e padrão de repetição. Mas essas são apenas criações da mente a manter uma linearidade de ações. Todas são pré-determinadas pela mente. Por vezes pode-se pensar que ao preparar-se para praticar a atividade física recorrente semanal, estamos a seguir para algo que nos deixa livre. Mas a verdade é que estamos apenas a repetir um condicionamento criado por nós mesmos.

Todas as formas de trabalhar a regeneração energética do corpo conhecidas hoje, são baseadas em padrões pré-determinados. Mesmo aquelas ações corriqueiras como o horário e frequência para trabalhar ou dormir, ou comer. Seguimos os padrões criados por nós mesmos e vamos como uma grande onda a seguir a massa.

Esses padrões nos impedem de realizar quaisquer atividades seguindo apenas a intuição. Nos deixam centrados, com o olhar direcionado a apenas uma forma de fazer as coisas. Nos podam a liberdade. Nos mantém no controle, seguindo o fluxo da maioria.

Nós aceitamos esses padrões, e não somos vítimas de algo que nos foi imposto, pois contribuímos na manutenção de tais padrões e na criação deles. Não somos capazes de compreender que de acordo com as experiencias que vivemos, com o aprendizado especifico para cada caminhada nessa vida, há formas diferentes de movimentação.

Quando dirigimos, sabemos para onde vamos. Não sabemos se aquela é a melhor estrada, ou mesmo se devemos de fato ir até onde estamos indo. Estamos apenas seguindo padrões pré-determinados, lugares conhecidos, estradas que projetamos em nossas mentes e que de fato são as melhores alternativas. Mas lembrando que fazemos todo um planejamento antes de iniciar essa caminhada, ao tomarmos o controle do volante do veículo, vamos para onde a nossa mente projetou.

E se ao menos deixássemos a consciência nos levar? Por muitas vezes escolhemos um trajeto para seguir baseado no que já conhecemos, sabemos de acordo com todas as possibilidades que são possíveis de serem projetadas pela mente, que tal trajeto é melhor, por diversos motivos e justificativas que trazemos a nós mesmos.

Mas e se apenas deixássemos a consciência nos levar? Será que dirigiríamos em direção aquele local planejado e preparado pela mente?

Quando saímos todas as manhãs ou no horário que vamos ao trabalho, e decidíssemos deixar a consciência nos guiar, será que a consciência nos levaria ao trabalho? Para onde a nossa consciência quer nos levar? Onde ela está ressoando naquele momento? O que é bom para nós naquele momento?

Por muitas vezes seguimos adiante para o objetivo final da estrada, ao qual não gostaríamos de alcançar. Vamos contra a nossa própria consciência. Se despertamos com mal estar, ainda assim, com o uso de medicamentos, mantemos a nossa rotina. Se temos uma viagem planejada para um horário, mas surge um imprevisto, ou mesmo se não nos sentimos com vontade de viajar, se a nossa consciência nos chama para outra caminhada, nós ainda assim negamos o chamado, e vamos em direção aquele local onde a nossa mente nos projeta.

Assim ocorre com a frequência de atividades físicas. Realmente há necessidade de haver uma frequência? Vivemos em um modelo de organização de horários e compromissos, que nos mantem presos a um padrão, a uma forma de repetição. Nos comprometemos a estar um número de dias da semana especificamente em algum lugar para praticar a atividade física, ou mesmo em um horário especifico.

O que sustenta esse padrão é a mente. Se 10 alunos se matriculam em uma aula de yoga por exemplo, todas as manhãs as 8:00am, então todos criaram a forma pensamento coletiva compartilhada entre 10 pessoas, de que devem estar nesse local e nesse horário nessa frequência de dias da semana. Dessa forma acabam se podando e impedindo a consciência de se manifestar. Assumem um compromisso não com eles mesmos, mas sim com um padrão mental que eles mesmos criaram e trabalham para manter.

Quando há o despertar, percebem que não deviam mais estar ali, mas ainda, acostumados a viver de forma padronizada, buscam outra oportunidade de se prender a algum outro grupo ou padrão. Assumem outros compromissos. Onde está a liberdade e o espaço para que a consciência possa se manifestar?

Onde está a luz interior brilhando e mostrando o caminho como uma lanterna a guia-lo? Todos buscam o chamado da luz interior, mas todos impedem-na de se manifestar porque trabalham arduamente para criarem padrões mentais que impedem a sua atuação. A luz quer brilhar, e até brilha, mas é impedida de mostrar o caminho, a estrada da melhor alternativa para aquele momento especifico, que por vezes pode não ser o que a mente planejou, pois, a consciência trabalha de forma livre e desprendida da matéria, de compromissos criados pela mente e que seguem padrões.

A frequência é o que poda a consciência. A mente cria padrões a impedi-lo de seguir o chamado da consciência, a sentir de forma sutil o próprio corpo, e se deixar levar para aquilo que vibra da forma mais perfeita na sintonia daquele momento. Tudo o que fazemos na vida, todas as atividades, devem ser recebidas como oportunidades de sermos o amor, de manifestarmos a nossa luz. E quando contrariados em nossa essência, ou mesmo condicionados e iludidos, somos impedidos de sermos livres.

A quantidade de exercício para cada um é aquilo que o coração mostrar, é aquilo que podemos sentir, que somos chamados e atraídos magneticamente, como um ímã. Somos levados levemente ao que devemos realizar, em todos os momentos. E apenas o aprendizado aqui é confiar, confiar nesse chamado, nessa atração magnética que nos puxa àquilo que devemos realizar naquele momento.

Quando desprendidos dos padrões, dos traumas, medos, e vínculos que criamos mentalmente e nos fazem repetir ações baseadas na grande matriz planetária, e aos nossos registros emocionais negativos do akashico, estaremos prontos a nos deixar levar pela consciência em todos os nossos atos. Por isso a busca pelo perdão, gratidão, amor e desprendimento de tudo aquilo que nos restringe, é essencial para que possamos levar uma vida com liberdade para que a consciência direcione a nossa caminhada.

Vamos aos poucos nos desvinculando das programações, dos padrões, dos traumas, que nos impedem de confiar na consciência. E que nos impedem de ouvir a consciência, pois ofuscam esse chamado, a mostrar diante de nós apenas aquilo que parece mais confortável para aquele que esteve sempre seguindo o mesmo padrão de repetição. Gradativamente, na medida que nos libertamos e nos desvinculamos dos condicionamentos mentais, damos mais voz a consciência e construímos uma relação de confiança com essa voz que clama por atenção dentro de nós, e que muitas vezes não aceitamos ouvir.

Que esse chamado fale mais alto que todos os nossos medos, as nossas inseguranças e traumas. Que sejamos livres!


Michele Martini - 26 de março de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br