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sábado, 20 de fevereiro de 2021

Os Assuntos pendentes e As Conclusões - Osho


Hoje foi mais um dia como ontem, anteontem, como todos os dias anteriores...

Com seus desafios, enfrentamentos, dificuldades, assuntos pendentes...

Mas a diferença é que se você está centrado, com esse centramento consegue trazer conclusões. Conclusões de assuntos que estavam pairando no seu campo sem conseguir capturar.

As soluções estão sempre ao seu redor. Mas muitas vezes você não consegue acessá-las pela falta de centramento do seu ser.

Os dias são sempre de oscilações energéticas. Ora os chacras estão desalinhados, ora alinhados... mais desalinhados do que alinhados...

Mas nos poucos momentos que o centramento acontece, as conclusões vem junto: as soluções para assuntos que estavam pendentes.

Por isso a rotina nem sempre é uma ferramenta que funciona. Pois não se sabe como estará naquele momento. Algumas pessoas funcionam com regras impostas a si mesmas, com metas e objetivos para si, outras funcionam quando se permitem navegar no rio da vida, seguindo o fluxo, sem muito esforço na direção do que a mente traz como necessidade, mas sim a permitir que seja levado pelas vibrações que os circundam.

Permitir-se ser levado pelas vibrações é o que a vida oferece, não há nada além. E por isso ao resistir apenas gera sofrimento.

Tudo o que existe nada mais é do que vibrações. Nós vibramos, nosso meio vibra, as pessoas vibram, os pensamentos, sentimentos, objetos, elementos... tudo vibra...

Mestre é aquele que se torna capaz de manipular tudo de acordo com sua intenção consciente amorosa, e direciona para as melhores conclusões.

O homem é capaz disso. A mente consciente deixa de ser mente e se torna coração.

Quando se torna coração, se vibra na energia do amor, da plenitude de Deus.

E há algo mais poderoso que a força de Deus?

Quando você direciona a sua capacidade de vibrar, a serviço do coração, trará as melhores soluções. As conclusões se mostrarão facilmente, tudo fluirá.

O esforço na direção dos planos da mente não leva às realizações da alma, leva sim às realizações ilusórias da mente material que apenas confunde o ser humano em um ciclo infindável de repetições.

Quando se permitem fluir e vibrar no amor, quando entregam suas mentes a serviço da consciência, onde nada se almeja, nada existe como objetivo traçado na mente, mas sim se permite silenciar e sentir onde a vida o leva... ah aí sim você experimentará a verdadeira paz.

Não importa se você realiza o desejo de ser o diretor da empresa, ou concluir o curso que deseja, não importam os objetivos traçados. Importa apenas a caminhada.

As conclusões estão aí, pairando no inconsciente... E onde a mente acelerada material tenta interferir, apenas permanecem a dar voltas e voltas sem alcançar uma boa conclusão.

Quando se silenciam e entram em paz consigo mesmos, a mente descansa, e dá lugar à intuição. A intuição os leva a caminhos que não tinham sequer planejado, e os assuntos vão aos poucos se desembaraçando... tudo vai se resolvendo calmamente em um tempo inacreditável. Pois o tempo é quântico. Você pode ter levado horas para criar planos mentais para solucionar algo, mas quando desiste de todos eles silenciando para permitir que a vibração o leve, em poucos segundos tudo se resolve, e as conclusões são ainda mais impressionantes, além do que você seria capaz de imaginar.

O universo trabalha para convergir ideias similares, em algum momento elas irão se encontrar, isso é inevitável. As conclusões e soluções se dão quando esses encontros acontecem. Mas se as partes estão separadas, cada uma perdida em seus processos mentais, os problemas continuam existindo, as resoluções não chegam.

Muitas vezes é necessária uma intervenção, para unir pensamentos, identificar conexões, e costurar uma a uma para que juntas materializem uma linda peça única, resultado da união dos esforços.

Muitos tem esse dom, de costurar, de unir, de formar conexões em prol de algo. Mas isso só é possível quando esse indivíduo que promove as conexões está leve, sem se identificar com nenhum dos personagens em sua volta, sem perder-se em planos mentais, mas entregando-se totalmente e plenamente a serviço do Um.

O Um é nada mais que o amor de Deus. O amor de Deus está nas coisas, nas pessoas, nas conexões. O Um é o amor puro, que só é possível quando as conexões ocorrem sem entraves, onde todos estão a serviço de manifestar seu lado mais puro. E assim o elo mais puro de cada um vai somando a formar uma grande bolha energética de luz... onde as grandes realizações surgem... onde as grandes conclusões acontecem... onde as grandes soluções que unem pensamentos se materializam em planos incríveis, onde uma só mente seria incapaz de planejar.

A dimensão que pode ser alcançada pela união dos laços, é infinita, e as conquistas são inimagináveis... aí estão a força e o poder da humanidade: na união.

Mas a união necessita ser despretensiosa, onde cada um deixa de olhar as suas próprias necessidades para estar a serviço de algo maior que une a todos.

Os emaranhados se desfazem e uma grande malha cristalina e brilhante se cria... onde pulsam cada ser como focos de luz, como estrelas.

Imagine uma grande rede onde os fios são brilhantes ou obscuros. O trabalho é incessante para que os fios sejam sempre brilhantes. Mas para isso cada nó dessa rede, que representa um indivíduo, necessita estar puro, conectado com sua capacidade de manifestar a pureza de Deus, o amor sem pretensões, sem planos mentais, sem ambições. Assim tudo flui.

O jogo de vida é ilusão. A paz é obtida do soltar, do ato de entregar tudo o que a mente é capaz de criar. E permitir-se apenas fluir no rio da vida, que leva ao completo estado de união com o Divino, através do esvaziamento do ser, de se tornar o vazio.

Quando se torna o vazio, se torna leve, e flutua sobre o movimento do rio. Mas esse flutuar não gera sofrimento, pois quando a correnteza está mais forte e violenta, a pena com sua leveza sobe no ar com o sopro do vento, e continua a fluir em paz, até chegar o momento em que o vento se acalma e ela repousa novamente no rio a fluir calmamente.

Quando se busca através de metas e objetivos mentais firmar-se como ser material encarnado, tenta tornar-se forte impondo sua vontade mental sobre sua vida, você não é a pena, você é um pedaço de madeira flutuando no rio. A madeira sente as intempéries porque ela é dura e mais pesada. Ela sucumbe na correnteza do rio e na violenta velocidade das águas quando ficam mais agitadas, que jogam o madeira contra as pedras e ela vai se desgastando, se perdendo, ficando fraca até quebrar e se desmanchar no tempo, sem realizar nada.

A busca por realizar causa isso, o desgaste emocional, mental e físico.

Quando se permite ser a pena ao vento, se experimenta a verdadeira felicidade, em fluir na vontade de Deus.

Osho

Canal: Michele Martini - 19 de fevereiro de 2021.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

A maternidade e o sagrado feminino: Como tudo começou?


Sabemos dos desafios que fazem parte de um novo começo na vida.

Todas as vezes que tentamos iniciar algo novo, há o incerto que nos acompanha. E nessa jornada, só temos a certeza da incerteza, de que não é possível prever nada diante da imensidão e oportunidades que a vida oferece.

Lembremos de tempos de criança, onde despreocupadamente estávamos a caminhar, a brincar, fazer amigos e inimigos, viver intensamente de tal forma que a brincadeira muitas vezes se tornava séria, motivo de choro e lágrimas ou de riso e alegria.

A verdade é que, inseridos nesse corpo físico, estamos sujeitos às oscilações emocionais que a matéria impõe, atrelados à malha planetária e ao que a humanidade como um todo escolheu vivenciar para sua própria evolução.

Fácil era quando pensávamos ser difícil. Pois cada passo que damos na vida, torna a caminhada um pouco mais desafiadora. Mas podemos escolher se utilizaremos a sabedoria adquirida através dos anos para tornar o fardo mais leve, olhando tudo com tranquilidade e serenidade, ou se nos deixaremos mergulhar nos novos desafios impostos pela evolução com mais dor e sofrimento.

Se olharmos para trás, observaremos que existiram momentos de alegria, alternados por fases intensas de aprendizados desafiadores. Nossa vida foi toda preenchida de mortes e renascimentos, dores e sorrisos, doença e cura, separações e uniões.

Mas o mais importante em toda a nossa história é a sabedoria adquirida na caminhada. Pouco importa o enredo.

Costumo dizer que estamos inseridos em uma grande peça de teatro, onde existem  personagens, cada um vivendo da forma mais verdadeira possível o seu papel, e um enredo com história impressionante.

Será que somos capazes de nos colocar como personagens, mas conscientes de que é apenas um enredo, que nada disso é real?

A única verdade é a que somos centelhas de uma Fonte de Amor imensa, chamada de Deus. Poucos de nós compreendem o que quero dizer aqui, poucos compreendem Deus. E por isso estão a buscar e se identificar com seus personagens, sem perceberem o que são verdadeiramente.

Passamos a vida buscando a nossa identidade, descobrindo o que somos, para que viemos a esse planeta... começamos a nossa breve história da encarnação presente como bebês, gerados da união de um homem e uma mulher, e não há outra forma disso acontecer.

O que pode mudar é o trajeto depois, se somos aceitos ou não pelos pais, se o sentimento no momento da concepção foi o puro amor, ou se foi a luxúria, a dor, o sofrimento, o ódio...enfim...

Tudo isso contribui para formar o que somos hoje. E não há porque ter pena ou arrependimento, como também não há melhor ou pior, certo ou errado. Chegamos a esse plano da forma que foi planejado para nós e por nós, para que se formatasse a experiência que nos faria evoluir como seres eternos e imortais.

Olhar a vida sob essa ótica, nos ajuda a lembrar que não somos o que parecemos ser: não somos esse corpo físico, ou os filhos de nossos pais, homem ou mulher, irmão de alguém, ou primo de outro alguém... tudo isso é provisório e passageiro.

Eu arriscaria dizer que essa vida toda é apenas um piscar de olhos no tempo de nossa alma. E pensamos que a vida é tão longa, não é?

Começamos refletindo sobre como tudo começou, para tentar compreender porque a busca se torna tão sofrida na nossa vida. Porque nos apegamos e desapegamos de pessoas e coisas, de situações, e até de personagens que criamos em nós mesmos.

Nos apegamos à imagem que criamos para nós. Nos olhamos no espelho e vemos um advogado, ou um engenheiro, uma dona de casa, esposa, filha, tia... etc.

Julgamos se o que vemos é bonito ou feio, certo ou errado. Nos identificamos e procurarmos aprimorar com o passar dos anos o que criamos em nossa mente, e que acabamos por materializar através de nossos corpos, expressões, forma de vestir e falar, gostos e desgostos...

Mas tudo isso não passa de uma criação de nossa mente. Não há mal em criarmos um personagem ilusório para trilharmos essa experiência, mas desde que não nos esqueçamos da nossa verdade, do que realmente somos: apenas centelhas de uma Fonte de Amor.

E para que a grande Fonte de Amor enviou ao planeta Terra uma centelha de si? Para experimentar e evoluir. Assim é feita toda a Criação. De centelhas de Amor de uma Fonte maior, que tudo abraça e acolhe, que manifesta a unidade e dissipa as diferenças. Onde não há bonito ou feio, grande ou pequeno, homem ou mulher, há apenas o amor, nada mais.

Para que viemos a essa experiência como centelhas dessa Fonte? Para que, enquanto inseridos em uma realidade de tantas ilusões criadas pela mente, possamos encontrar a verdade dentro de nós, e recordarmos de nossa essência de Amor.

Quando conseguirmos alcançar esse reencontro, o sofrimento encerrará por completo em nossas vidas. Pois ele é também uma criação de nossa mente, que anseia por necessidades ilusórias, que não atendidas causam dor e sofrimento.

Eu ousaria dizer também que, quando alcançado o estado de plenitude no reencontro com o puro Amor da Fonte da qual viemos, não sentiremos mais dor física, tristeza, alegria, paixão, pena, culpa, absolutamente nada. Pois todos esses são sentimentos humanos, criados por nós.

Então você lê isso e pensa: Mas o que há de bom em não sentir alegria?

O estado de contentamento do puro amor da Fonte, é a plenitude. Não há estados provisórios de euforia onde se identifica a alegria ou a tristeza. O sentimento é pleno, não muda, é sereno, uniforme e eterno. Está muito além da alegria e felicidade da forma que conhecemos.

Esse estado se assemelha à sensação que nosso filho tem quando é recebido no colo da mãe após estar sozinho. Há um relaxamento, uma paz alcançada que só é possível quando se é agraciado com o mais puro amor incondicional.

Começamos nossa vida buscando por esse amor. Choramos se não o recebemos. A experiência enquanto bebês causa sequelas se não recebemos esse puro amor. E sim, acontece de não recebermos esse amor muitas vezes, pois não é a Fonte que está nos abraçando e cuidado de nós em um corpo físico, e sim a representação disso através de nossos pais.

Nossos pais, assim como nós, vieram a esse plano aprender a encontrar essa conexão com o Amor. Todos estão aqui com esse objetivo, então é muito provável que não recebemos o puro Amor da Fonte através deles, que estão na mesma busca.

Tornar-se mãe ou pai, nos coloca mais próximos desse sentimento. Mas não de recebê-lo, e sim de doá-lo.

Mas como conseguiremos doar algo que não temos? Aí está a grande descoberta: nós temos sim! Mas não o descobrimos ainda.

Tornar-se pai ou mãe, nos coloca em conexão com esse puro amor de forma ainda mais intensa. E enquanto nos abrimos para ser um canal desse amor, e doá-lo a nosso filho, também estamos o recebendo. Nos tornamos canais do Amor da Fonte.

Pode ser que tenhamos iniciado nossas vidas sem ter a oportunidade de experimentar esse verdadeiro amor, porque nossos pais estão na busca, assim como nós. Pode ser que nossa mãe carregasse dores tão profundas, que a impediam de manifestar tal sentimento, assim como nosso pai. Mas quando nos tornamos pais, temos a oportunidade de nos conectar com essa verdade, que é a nossa essência.

Por isso há um grande choque de realidade, tanto para o homem quanto para a mulher, quando se tornam pais. Há um choque absurdo de verdades, o que achávamos que era verdade, se torna apenas uma parte de algo muito maior, ou até pode acontecer de nos darmos conta de que vivemos uma vida toda de ilusão e mentira criada pelas nossas mentes.

Por isso é tão desafiador.

Tomar contato com o sentimento do mais puro amor pode causar efeito catarse em nossos corpos, trazer estados depressivos, fuga, ou tristeza, porque ainda não estamos preparados para tal magnitude de Amor.

Tudo começou quando éramos bebês, e fomos recebidos e gerados de formas variadas nesse planeta, seguido de um nascimento traumático ou não, de uma vida toda de verdades criadas pela mente, que são todas inverdades, diante da descoberta do puro Amor.

Dessa forma fica um pouco mais fácil de compreender a vida. E sim, realmente ao descobrir esse Amor de pais, tudo é colocado em xeque, o casamento, as amizades, o propósito de vida, tudo! Pois somos confrontados sem proteções e sem ter onde nos esconder, em todas as ilusões que criamos e que formaram a base do que somos hoje.

Cruel? Sim! Mas ao mesmo tempo mágico! É realmente incrível que tenhamos a oportunidade de encontrarmos a nós mesmos, ainda que tenhamos trilhado uma vida toda de ilusões. A vida nos traz diversas oportunidades de regeneração, não é?

Começamos dessa forma a nossa jornada por profundas reflexões acerca da maternidade e do sagrado feminino.

Qual é a finalidade da separação entre feminino e masculino quando se está no estado de Puro Amor. Nesse estado não há diferenciação de sexos? Porque precisamos assumir o papel do homem ou da mulher?

Vivemos toda uma vida empurrados pelo instinto que divide o masculino do feminino. E enquanto pais vamos experimentar mais instintos, como o de proteção com a cria. Mas são todos instintos atrelados ao corpo físico, que é tão efêmero... A nossa verdade diante disso é muito maior, e tudo começa quando chegamos aqui... e termina quando nos encontramos com nossa verdade do puro Amor.

Nos tornar mães, coloca em xeque o feminino, o masculino, a divisão, o verdadeiro amor, nossas profissões, nossos papéis assumidos por toda uma vida. E mal temos tempo de refletir sobre tudo isso. Vamos apenas vivendo e batalhando para oferecer ao nosso filho o maior conforto possível.

É hora de refletirmos sobre o que somos, e trazer para nós a verdade, viver essa verdade sem medo, sem medo de agradar ou não, sem medo de não sermos mais aceitos como éramos. Pois é fato! Realmente deixamos de ser quem éramos, personagens criados por ilusões da matéria.

Quando tomamos contato com o verdadeiro amor, a pureza da Fonte, tudo se renova, tudo se refaz, mas ao mesmo tempo tudo se desintegra para construir algo novo.

Abracemos esse novo! E lembremos como tudo começou para nos dar a oportunidade de refletir sobre a liberdade que temos de guiar a nossa vida pelo que nos tornamos agora, e não pelo que criamos até hoje de forma ilusória.

A vida nos dá inúmeras oportunidades de regeneração. Abracemos essa! E vamos em frente sem medo, pois a energia que vibra em nosso entorno quando vivemos a verdade do Amor da Fonte, é abundante e divina, é eterna e próspera, abre todos os caminhos para nosso sucesso e realizações.


Michele Martini - 21 de outubro de 2020

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 12 - Precisamos deixar de comer carne?


O precisar de algo ou deixar de fazer algo é, por si só, algo arrebatador da consciência. Tudo o que é trazido como uma busca, nos tira da busca. O “precisar” de algo é um condicionamento da mente a se manifestar, e que impede a consciência de ser ativa em nossas vidas.

Deixar de comer carne é algo que acontecerá naturalmente a todo aquele que segue a caminhada da sutilização de seus corpos. Alguns alimentos já não são mais necessários a certos organismos, mas isso ainda não é compreendido pela medicina e a ciência, que padroniza a todos em um molde único, em um modelo de alimentação ideal.

O ato de carregar a cobrança de parar de comer carne, e o fato de saber que o afastamento em relação a esse alimento virá de forma natural na medida que a alma ascensiona, acaba trazendo certos pensamentos preconceituosos e é o que cria essa necessidade, o precisar.

A carne é parte de nós, como somos parte da carne. E assim ela vive em nós, ela é ativa, está o tempo todo a se transformar, a sofrer modificações, na medida que limpamos as nossas restrições. Dentre as restrições que trazemos estão as crenças. Daquele que acredita que se alimentar de carne é algo inaceitável para o caminho da ascensão. Mas essa crença carregada se torna o obstáculo à sua libertação.

Toda transformação que ocorre no corpo, deve ser recebida e acolhida de forma gradativa, e compreender que as mudanças de hábitos e comportamentos são apenas uma consequência da nova vibração, mas que devem vir de forma leve, a transformar o ser sem necessidade de sofrimento, sem brutalidade, castigo ou punição.

O ato de impedir a si mesmo de levar por mais algum tempo certos comportamentos e formas de se alimentar, impedindo bruscamente o que chega como necessidade do corpo, é um ato de brutalidade contra si mesmo, contra o corpo que, sutilizando gradativamente, está o tempo todo a se transformar em uma nova forma de energia, e, portanto, atrairá novas energias. Mas tudo ocorre de forma natural e leve.

Despertamos o olhar amoroso diante da vida, deixamos de carregar o sentimento de culpa que nos impede de ser o que a nossa essência irradia, e com isso, nos libertamos de antigos comportamentos e alimentos que impediam a nossa caminhada, deixando-nos a vibrar em nível mais denso por muito e muito tempo.

Quando o sentimento despertado no coração é o de total desprendimento de julgamento ou de crenças, a si mesmo ou a outros que se alimentam de carne ou não. Quando esse sentimento se esvai dissolvido no amor, começa a sutilizar a nossa própria carne, que então deixa de sofrer com o nosso próprio julgamento.

O espelho de nós mesmos são as nossas emoções. O julgamento e as crenças que carregamos, são as nossas próprias raízes a serem purificadas. Então aquele que se revolta, que julga e que culpa os costumes de outros na forma de viver, de se alimentar, ou mesmo de amar, é doente de alma. Carrega as dores e o sofrimento que vê refletido diante de si e que condena. Mas não é capaz de identificar essa doença dentro de si mesmo.

Essa doença, é a mais grave e difícil de ser dissolvida, pois é alimentada pelo ego. Pois então aquele que desperta para o amor, começa a caminhada para a cura. Aquele que condena, e não é capaz de ver diante de si o seu espelho, ainda não perdoou a si mesmo pelos próprios atos, e trata a si com a mesma brutalidade no olhar com que vê o que se apresenta diante de seus olhos.

Quando o sentimento despertado no coração ao ver um sacrifício animal é de ira, de revolta, esse é apenas o reflexo da nossa ira, da nossa violência interior. O sentimento de revolta para com aqueles que cometem os atos de crueldade diante de nossos olhos, é apenas a revolta que carregamos dentro de nós mesmos, e que necessita ser exposta, ser aceita e compreendida, para então iniciarmos o processo de cura.

Aqueles, portanto, que não se alimentam de carne porque se revoltam diante de atos de crueldade contra os animais no momento do abate, ou mesmo na forma com que vivem nos criadouros, carregam as dores que veem diante de si dentro de seu próprio coração. Enganam-se ao pensar que se identificam com a vítima, com o animal que morre, mas sim, se identificam com aquele que mata, com aquele que comete a violência. Pois afinal é esse matador que é colocado diante de si e que causa desconforto, que causa repulsa e ódio.

Esse sentimento quando identificado, deve ser observado dentro de si. É quando o olhar deve se voltar para dentro e os olhos se fecharem para as distrações mundanas, para as razões e justificativas da mente. Todo sentimento desperto dentro de si de não aceitação do que é visto, é o que não aceitamos ver dentro de nós. Isso é uma regra geral. Assim funcionam os nossos sentimentos.

Mas muitas vezes não aceitamos esse olhar interior, e passamos uma vida toda levantando a bandeira do vegetarianismo apenas porque encontramos um movimento que nos afirma mais ainda que estamos na nossa razão. Em nenhum momento passamos de observador externo para interno, e procuramos descobrir a raiz doente dentro de nós mesmos, que nos impede de irradiar amor ao que vemos, irradiando ódio e revolta.

A paz, quando alcançada dentro do ser, fará com que naturalmente se afaste da alimentação carnívora, mas antes disso terá de vir a aceitação e o amor pela vida. E quando dizemos vida, dizemos também daqueles que se apresentam como os matadores, os cruéis personagens que viera a cumprir os papéis daqueles que cometem as crueldades que necessitávamos observar com os nossos olhos para então estarmos obrigatoriamente olhando ao que nos impede de amar.

Afinal, não é da natureza humana impedir o irradiar do amor por qualquer que seja o ser. Mesmo que esteja apenas incorporado em um papel de crueldade, esse personagem é uma máscara vestida para nos trazer o aprendizado, e a oportunidade de olharmos para aquilo que negamos.

Dessa forma, o impulso inicial é de ira, e posteriormente de fuga, de afastamento de tudo o que pode despertar esse sentimento, pois ainda não sabemos lidar com ele. Paramos de nos alimentar de carne porque não aceitamos irradiar amor a todo esse sistema, e condenamos em nós mesmos essa atitude, a de levar uma vida carnívora.

O que digo não é que se alimentar de carne é certo ou errado, mas sim que é apenas todo um enredo criado pela mente, capaz de nos manter presos nesse dilema, nessa briga e busca por respostas e nos afastar da nossa verdadeira busca, a nossa purificação e cura das restrições de nossa alma. Essas são apenas distrações do ego, que alimenta a malha planetária de sofrimento a repetir e repetir diversas vezes a nós que algo é certo ou errado, que pode ou não pode, que precisamos ou não precisamos fazer algo. Mas que na verdade são apenas ilusões, distrações da matéria, alimentadas por nossos medos. O medo de olhar para dentro de nós mesmos.

O medo de olhar a realidade que vive em nós, nos afasta do desprendimento da busca. Estamos sempre a buscar por respostas, a criar novas perguntas, a julgar, a condenar, a criar regras, buscar explicações de tudo o que ocorre diante de nós. Quando na verdade o caminho seria apenas o de soltar, o de deixar ir, de libertar todo esse processo mental que nos mantém tão ocupados.

O fato de trazermos o questionamento a respeito da alimentação carnívora, é apenas uma jogada da mente a levantar mais um dilema que não pode ser respondido da forma que foi questionado, mas que deve ser descoberto por cada um, dentro da sua capacidade e possibilidade de aceitação de si mesmo, e das informações que são colocadas diante de si.

A vida é um livro aberto, uma maravilhosa enciclopédia de conhecimento, que a todo tempo nos mostra as oportunidades de cura e de elevação. Mas nós buscamos apenas a elevação, nos recusamos a olhar para as oportunidades de cura, fechamos os olhos a ela e pulamos um salto grande em direção a elevação. E então a vida novamente volta a repetir as experiências, a nos mostrar a oportunidade de cura que foi pulada, mas que é necessária para que a elevação seja alcançada.

Essa elevação virá de forma gradativa, e nunca quando buscada. Pois quando buscada está apenas a significar que é uma nova tentativa de pular alguma cura que se apresenta. E, portanto, a busca é inútil, pois ela nos afasta do objetivo final.

O buscador pergunta se precisa deixar de comer carne para se elevar. Mas a verdadeira pergunta deveria ser: Devo deixar de me alimentar para viver?

Afinal de contas, quando a palavra carne é trazida, há o julgamento, e seria necessário compreender a profundidade do porque traz exatamente esse alimento. Afinal de contas é necessário se alimentar para viver? Sim, é necessário se alimentar de energia, daquela energia que o seu corpo recebe de forma mais leve e equilibrada, respeitando o seu momento, o aqui e agora, liberto de julgamentos e imposições. Amando a si mesmo, a tudo e a todos. Assim você se alimenta de energia, seja da forma que ela se apresentar, mas apenas aceitando que é simplesmente uma forma de energia.

Não precisamos deixar de comer nada para viver, precisamos abandonar o pensamento de que precisamos de algo. Mas sem imposição. Afinal de contas até o ato de precisar abandonar o pensamento já é uma brutalidade contra si mesmo. Então permita apenas que o ato de precisar seja dissolvido no amor.


Michele Martini - 19 de fevereiro de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 11 - A Brevidade da Vida - Qual a melhor fonte de energia para o nosso corpo?


De tantas paixões e momentos são feitos uma vida? Sabemos o quão profundo é o tempo de uma vida? O quão longo e arrebatador?

Uma vida não se resume ao que os olhos podem ver, mas sim uma longa caminhada de aprendizados e erros, para então trazer a sabedoria nascida da humildade e da caridade, do amor despertado no coração a dissolver e transcender todos os resquícios do que faz com que o espírito se identifique com a carne, com a matéria.

A vida é breve, se olhada a nível de matéria, e nessa caminhada se apresentam diversas formas de apego, de oportunidades para que aquele ser se identifique com essa brevidade. Mas que sabemos, é apenas algo breve e que logo passará.

O que carregamos além dessas fronteiras da matéria? Energia transformada em sabedoria, que transcende qualquer experiência material. E essa energia é o que fará nascer o ser iluminado, é o alimento de todo o sistema da vida eterna, que sustenta todos os corpos em equilíbrio e paz.

O apego à matéria, às paixões, portanto, nos distancia do obter da mais pura energia que alimentará o nosso sistema. Nos envolvemos em um ciclo que apenas nos mostra matéria em suas manifestações de satisfação, recompensas, e sofrimento. Mas não percebemos que é apenas um ciclo, repetitivo. Hora estamos sendo recompensados, hora estamos em sofrimento e busca de nova recompensa.

A energia que é obtida das formas mais puras a sustentar o equilíbrio do sistema, não é proveniente dessas manifestações de matéria, e não é obtida por aquele que ainda está inserido no ciclo.

Esse ciclo turva a visão do buscador pela sua libertação e paz, ele permite que sejam absorvidas apenas pequenas doses de energia, e então esse processo de absorver e perder energia se torna mais um ciclo. Não se trata de receber e doar energia de forma saudável e sustentando um ciclo de trocas energéticas benéficas e a sustentar o equilíbrio, mas sim de receber e perder.

Isso faz com que o nosso sistema de corpos sutis e físicos, assim como todos os corpos pertencentes a todas as formas de vida manifestadas no planeta permaneçam em desequilíbrio. E a menos que despertemos para essa realidade, continuaremos a alimentar esse ciclo de receber e perder energia, que acaba por desequilibrar todo um sistema de vida do planeta.

Perdemos energia através do nosso desequilíbrio emocional, através da nossa busca incessante por recompensa dentro do nível da matéria, a sustentar a nossa recompensa assim que recebida, e tudo isso nos faz perder energia. Mas a energia perdida nesse processo não é direcionada para sustentar a vida, a manter um ciclo saudável de luz e evolução para todos os seres, e sim acabamos por perder energia a queimando, a destruindo, de forma escura.

Transformamos a energia de luz que vibra em nós, em algo denso, escuro, e que apenas perde a sua força. Não é direcionado a algo perene e vivo, e sim é direcionado a algo criado pela mente, pela prisão mental que vivemos. E dessa forma dissolvemos a energia em nada, a fazemos perder a força, e encerramos o ciclo de dar e receber dessa manifestação de luz.

A energia, quando direcionada a algo benéfico, sem atrelar o sentimento de busca por um retorno material, se torna leve, e continua a crescer e se multiplicar em cada passagem. Quando direcionamos a nossa energia, os nossos esforços a algo que fazemos com amor, sem que façamos isso apenas visando a recompensa, fazemos com que essa energia se expanda, brilhe, se multiplique, e continue viva e fluindo.

O fluxo natural da energia fará com que nos tornemos infinitos, canais por onde a energia flui no processo de entrada e saída. Quando passa por nós, a transformamos de forma a torná-la ainda mais poderosa e damos mais força para que seja direcionada a algo benéfico.

Por exemplo, quando nos alimentamos, recebemos a energia do alimento e manipulamos essa energia dentro de nós, do momento da passagem dela por nós, e a direcionamos a algo. esse direcionamento pode ser desde a nossa atividade diária de trabalho, de onde ganhamos o nosso sustento, ou algum sentimento, como ódio ou amor, criamos o sentimento de gratidão ou reclamação, revolta, e portanto, da mesma forma que podemos ser apenas canais por onde essa energia passa e é transformada em algo maior e mais brilhante, podemos também apagar essa luz.

Recebemos um alimento no nosso organismo, um fruto, e esse fruto nos doa a sua energia. Nós então vamos até a horta e plantamos várias sementes. Dessas sementes germinarão mais frutos. A fruta solitária, madura, retirada da árvore, não seria capaz de criar uma horta e plantar todas as suas sementes de forma perfeita. Mas nós somos. Portanto dessa forma transformamos a energia contida naquele fruto, e multiplicamos a criar mais energia.

Essa é a forma mais clara que podemos compreender como podemos absorver a energia dos alimentos. A energia pode ser benéfica, ou podemos a apagar e dissolver em criações mentais do ego.

Quando recebemos o fruto no nosso organismo, e então temos a energia do nosso corpo reabastecida, podemos direcionar a energia a algo bom ou ruim. Podemos, assim que comemos o fruto, falar mal de uma pessoa, direcionar sentimentos de ódio a ela, reclamar do nosso trabalho e da nossa casa, reclamar da nossa vida. Podemos também reclamar do fruto, reclamar do alimento que recebemos. Podemos utilizar dessa energia reabastecida e do bem estar que estamos sentindo, para nos fortalecer a brigar com as pessoas, a criar discussões, e então essa energia terá servido a nos tornar mais fortes, mas utilizamos essa força para algo que nos coloca novamente no nível de baixa energia, e não tivemos a oportunidade de multiplicar essa luz recebida e direcioná-la a algo que a manteria acesa e fluindo no bem.

Quando nos utilizamos do alimento, dos recursos energéticos que recebemos, para nos fortalecer a nos manter no ciclo vicioso de busca e perda de recompensas da matéria, estaremos também a utilizar a energia de forma a apagá-la, a impedir o seu fluxo natural. Interrompemos o fluxo da energia. E dessa forma vamos gradativamente trabalhando para destruir as nossas vidas e o planeta onde vivemos.

Tudo se trata de doar e receber permitindo o fluir das energias a serem multiplicadas em algo que vem do coração, a algo feito com amor.

Quando recebemos a energia a nos reabastecer, e em seguida vamos ao nosso trabalho realizar atividades onde buscamos apenas a recompensa material, sem a verdadeira busca através do coração, estamos interrompendo o fluxo da energia recebida, e vamos alimentando o ciclo de perdas e recompensas da matéria.

Esse ciclo faz com que as sementes sejam plantadas não a multiplicar a vida, mas sim a recompensar em números na conta bancária. Esse ciclo faz com que trabalhemos nas alterações genéticas dos alimentos não a trazer mais vida e mais nutrientes e energia a todo o sistema, mas sim a recompensar em números na conta bancária novamente. E assim continua o ciclo de perdas e recompensas da matéria. Onde são feitas alterações significativas no planeta apenas a gerar mais lucros, e que apenas criam recompensas breves aos que trabalham dessa forma, mas que inevitavelmente logo trarão perdas grandes e quase irreparáveis, que demorarão muito tempo a trazer mais energia para aquele local. Dessa forma, hora é o momento da recompensa, mas hora será da perda, de tudo aquilo que não é feito através do coração.

A busca pela recompensa sempre trará perda, pois são os opostos. Assim como a energia de um alimento em específico quando em baixa, atrai a mesma energia em alta, e os polos negativo e positivo se atraem a se completar e trazer o reequilíbrio, assim também se dá no sistema de recompensas e perdas da matéria. Então haverá sempre a certeza de que onde existe a busca por recompensa, logo haverá a perda, e o ciclo será infinito.

Não se trata de buscar a melhor fonte de energia, mas sim de trabalhar para manter a energia sempre mais intensa e viva. Olhemos através dos véus desse ciclo, que temos repetido há tanto tempo, e busquemos o despertar do amor, a libertação desse sistema de perdas e recompensas, e substituamos por dar e receber, pelo fluir natural da vida, da energia que movimenta o planeta e traz a liberdade, paz e completude. Busquemos através dos menores gestos, atitudes impensadas na mente, inovadoras, transformadoras, a modificar esses padrões. Façamos diferente!


Michele Martini - 29 de janeiro de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 10 - Como absorver energia dos alimentos cozidos? É possível?


Podemos dizer que certas formas de preparo da alimentação, transformam a energia. Mas o que é necessário observar é que assim deve ser. A energia que é transformada tem o seu propósito, assim como a energia que está íntegra, que é proveniente do alimento que ainda está conectado à terra.

Desde o momento da colheita do vegetal, da desconexão do seu “cordão umbilical” com a terra, ele passa por uma transformação. Gradativamente a energia é transformada, e sabemos que o final dessa transformação é o retorno à terra, quando ele se decompõe a formar adubo aos outros alimentos. Ele pode então se transformar em alimento para outras plantas, para seres que vivem na terra, como as minhocas e os insetos, mas nunca deixa de ser energia.

Como se alimentar de algo é uma resposta que deve vir de cada um. Como sabemos que a energia de um alimento se transforma, sabemos também que a necessidade do organismo, dos corpos, do sistema corporal de cada ser humano, é única. Então como poderíamos afirmar que um alimento deve ser ingerido cozido ou cru para cada ser humano?

É fato que a energia primordial da planta na sua integridade está contida ali apenas do momento de sua colheita, e gradativamente vai se transformando em formas diferentes de energia.

Percebam que nada é prejudicial, quando ressoa com a carga negativa de energia do organismo naquela mesma vibração, para que seja complementada com o alimento cozido ou não.

Aos alimentos cozidos em água, há uma grande troca energética com o líquido, e que também se transforma, quando originalmente era água pura e passa apresentar outras propriedades, passa a ser outra forma de energia. Assim se dão os chás, sucos, e os caldos, sopas.

O que é importante lembrar é que todas as partes do alimento apresentam formas diferenciadas de energia, e que por muitas vezes são descartadas.

Sabendo que a energia contida no alimento pode ser absorvida de todas as suas partes, inclusive da casca, da semente, da água onde é cozido, começamos a perceber o quanto descartamos formas de energia que poderíamos também ingerir.

Essas formas de energia que são descartadas podem ser absorvidas pelo organismo, mas também podem ser devolvidas à terra, a formar alimento para outras plantas. Todo o ciclo é de troca energética, e, portanto, nada é perdido, tudo é regenerado e transformado.

A prática que trazemos de gerações, de descartar a água de algum legume que foi cozido, ou mesmo a sua casca e sementes, é apenas algo que pode ser aprimorado de acordo com o que o nosso corpo atrair para si. Mas para isso necessitamos nos livrar novamente dos padrões repetidos há tanto tempo, as crenças, as formas de preparo que aprendemos que são certas e erradas.

Enquanto não nos libertarmos dos padrões, não poderemos trazer novas formas de nos alimentar, não daremos voz ao novo que está intrínseco em nós, mas que é impedido de se manifestar porque insistimos em repetir aquilo que vimos, que aprendemos de nossos pais, de nossas antigas gerações.

Estamos aqui para trazer o novo. A energia trazida dos alimentos promove o complemento para cada sistema corporal, e, portanto, deve ser sentido a nível de alma, deixar que seja atraído em ressonância e então recebido como uma ideia completamente nova a ser decodificada pela mente para nos trazer novas formas de se alimentar.

O alimento cozido contém energia de forma transformada, que não é a mesma do alimento in natura, mas sim contém uma nova forma de energia a completar o que é necessário ao nosso sistema. Mas o que precisamos nos atentar é que cozinhamos os alimentos porque aprendemos que deve ser feito dessa forma, e não o fazemos porque é essa energia transformada que o nosso organismo necessita.

Da mesma forma aprendemos que devemos nos alimentar de certos tipos de alimentos em horários predeterminados, mas isso não é verdade. Porque não podemos nos alimentar do que comeríamos no jantar, no café da manhã? E vice-versa? Porque repetimos esse padrão? O nosso corpo e a nossa mente já foram condicionados a viver dessa forma. Mas por muitas vezes apenas uma fruta seria necessária a completar a energia do nosso corpo para o horário do almoço. E poderíamos nos alimentar de um belo banquete ao acordar. Dessa forma estamos repetindo padrões, crenças, formas de viver em uma sociedade que teve a mente condicionada a um padrão, a uma regra. Isso é certo, isso é errado. E, portanto, o primeiro passo é quebrar essas crenças e padrões. Permitindo ser diferente, fazer diferente, experimentar o novo.

Ao nos abrirmos a novas possibilidades, também estamos trabalhando para a transformação planetária, da forma com que todos ditam as regras e seguem padrões. É aquele que decidiu seguir a sua própria caminhada e descoberta de si mesmo, da sua própria identidade, sem se permitir ser programado ou condicionado com o que foi predeterminado a ele.

Reflitamos em nós mesmos o que nos faz repetir esses padrões. O que faz com que sigamos essa grande massa? Questionamos a nós mesmos quando observarmos que estamos novamente repetindo um padrão, e busquemos encontrar a nossa forma de viver. A nossa forma de se alimentar e de preparar os alimentos de acordo com a nossa intuição, com o que o nosso corpo pede naquele momento.

Nos libertemos da crença de certo e errado, e então poderemos trazer uma forma mais livre de viver a vida, mais saudável e leve, mais unida com o Eu Sou.


Michele Martini - 22 de janeiro de 2021

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 9 - A carne tem vida?


A carne, assim como todos as formas de manifestação da vida, tem vida. Tem energia vital, mas que pode ser transformada quando provida ou desprovida de alma. Como um vegetal que após entrar em estado de decomposição se transforma em outra forma de energia. Assim, a carne tem vida enquanto parte do corpo físico, habitat provisório de uma alma, como também após a desconexão da alma.

A alimentação vegetariana é também algo que trabalha na obtenção da energia, através dos alimentos vegetais após a desconexão com o fio que os ligava ao processo de crescimento enquanto manifestados no planeta, e a crescer e expandir na mesma forma vegetal a qual vieram.

Mas ocorre que qualquer tipo de energia, mesmo a carne, quando proveniente de um ser que já não apresenta mais a centelha divina, que não têm alma, ainda assim tem vida.

A questão é se essa vida restante desse pedaço de energia é adequada ou suficiente para a alimentação.

Voltamos à questão dos animais, como os abutres, que se alimentam de carne já desprovida de vida, que já não mais é a mesma energia que habitava aquele pedaço de existência enquanto carregando uma alma, mas que ainda é energia, transformada através da mágica do processo de decomposição, que faz nascerem outras formas de vida e energia e que alimentam esse animal.

Outros animais se alimentam do animal recém morto ou mesmo matam o animal para se alimentarem. Nesse momento a energia contida nessa carne é diferente daquela que o abutre busca se alimentar, e também é diferente da energia que existia quando acompanhada de uma alma a habitar esse corpo.

Pois então, o homem, ao se alimentar de carne, assim como os animais, encontra a forma de conservar, busca os momentos certos para ingeri-la. Ingere a fatia de energia necessária ao seu organismo.

A questão energética ligada a carne é um assunto que deve ser explorado em suas múltiplas dimensões, pois é carregada de preconceito, traumas, opiniões e ideias arraigadas em personalidades que conservam o amor pela vida, e a transformam em uma forma diferenciada de se manifestar, que é o amor pelo ser que carregou aquele corpo, o amor por aquela alma. Assim ocorre o processo mental em alguns que se forçam a não ingerir essa energia, mas ainda vibram nela. Ou seja, ainda estão inseridos em uma realidade de dor e sofrimento, vibram como a carne, mas devido ao preconceito, se negam a ingeri-la, e por isso adoecem.

Mas então como trabalhar essa aceitação dentro de si mesmo? Como levar a energia da carne para dentro de um organismo? Porque quando em estado de purificação e leveza de alma, não se consegue alimentar-se de carne?

Sabemos que juntamente com todas as formas de vida há o registro de alma, as recordações e impressões que permanecem atreladas ao corpo. Esse corpo pode ser a manifestação de um vegetal como também de um animal, e mesmo do corpo do ser humano.

Esse corpo, quando do momento do seu desencarne, do processo de separação entre alma e corpo físico, e até mesmo dos momentos que viveu durante toda a última encarnação, ficam registrados nesta alma, e acoplados nesse corpo físico mesmo após o seu desencarne. Muito evoluído em consciência deve ser um ser que não deixa as impressões físicas do corpo registradas em sua alma, e que não fica acoplado ao corpo físico ainda depois do desencarne, dificultando o processo de desconexão.

O que um faz um homem permanecer conectado ao corpo físico pode ser desde as impressões recebidas durante a vida, uma doença que carregava, uma dor, ou mesmo o sofrimento do momento do desencarne, que ainda pode ser sentido mesmo após o desencarne, quando ainda permanece ligado a esse corpo, como também pode permanecer conectado ao corpo por não ter trabalhado as questões da consciência, a libertação da matéria, e a compreensão do processo de toda a vida.

A segunda questão, atrelada ao despertar da consciência e o desapego à matéria, é algo completamente relacionado aos seres que possuem consciência, e que então acabam por criar em suas mentes os processos obsessivos que os fazem carregar comportamentos e sofrimentos, a afirmar uma personalidade que decidiram manifestar. Mas a primeira questão, completamente animal e física, é apenas um reflexo do que foi sentido a nível físico, e não a nível de consciência, e que pode ocorrer com todos os seres, desde uma planta até mesmo em um animal, ou um copo com água, ou seja, pode ocorrer com todas as formas de energia.

Todo o sentimento que é projetado em direção ao que existe, e simplesmente por existir é matéria e é vida, fica registrado naquele pedaço de vida, e torna-se parte de sua história, a construir a sua realidade.

Sabemos que quando direcionamos o sentimento de gratidão e amor à nossa casa, ao nosso lar, ele prosperará. Quando direcionamos esse mesmo sentimento ao nosso alimento, aquele que foi retirado amorosamente do galho da árvore, aquela planta que foi cultivada com amor, e do momento de sua colheita foi recebida com gratidão e bem querer, estará carregada de energias vitais benéficas ao nosso organismo.

Como tratar então o processo de desencarne dos animais? Eles são criados para servirem de alimento, contra a sua natureza, sabendo que a sua natureza é diferente dos vegetais, que são criados para viverem em todos os ambientes e florescerem e frutificarem em abundância para suprir a vida, mas os animais vivem desprovidos de seu direito de ser natural. Permanecem por toda uma vida habitando regiões carregadas de sofrimento e dor, vivendo em locais sem receber amor, sem contato amoroso de sua espécie, sem a liberdade de ir e vir, de se locomoverem.

Dessa forma somos muito parecidos com os animais, pois um homem que supostamente fosse criado por toda uma vida para o objetivo de alimentar alguma sociedade, mesmo que desprovido do processo mental que o levará ao abismo antes mesmo do seu abate, ele não produzirá uma carne saudável, simplesmente por não ser permitido que viva a sua vida de forma natural.

Um homem que viva toda a sua vida como todos nós vivemos, com o seu trabalho, a sua família, e toda a sua rotina, e que ao final, na velhice, for abatido em silêncio, sem tomar conhecimento do que se trata aquele momento, se tiver recebido muito amor por toda uma vida, certamente produzirá uma carne saudável. Pois uma carne como essa é carregada de energia amorosa e de um ser que foi livre, viveu a sua natureza por toda a vida.

Mas então o que podemos dizer dos animais e da forma que a carne é produzida? Mesmo o nome “produzida” nos leva a reflexão de como transformamos um ser vivo livre, em um produto. Afinal, os seres vivos podem ser considerados como produtos?

A questão energética ligada à carne é muito delicada, pois trata de amor, trata de liberdade, trata de paz e equilíbrio, que todos nós buscamos, mas não é o que semeamos.

A carne, da forma que é produzida hoje, é carregada de energias densas e prejudiciais ao organismo. Carrega seus nutrientes apenas como um repositório de matéria, mas a energia que carrega é prejudicial ao nosso sistema como um todo.

Ocorre que alguns estão trabalhando em processos de equilíbrio em seu sistema corporal, e então vibram na mesma sintonia dessa energia. Carregam formas de pensar e de agir de uma sociedade antiga, que faz dos dias de hoje repetições de um passado que já se foi. De costumes e de pensamentos que não são mais alinhados com a Nova Era. Esses pensadores trazem o gosto pela carne, afinam com a energia do sofrimento pois eles mesmos sofrem nos seus dias atuais, e trilham a mesma busca deste animal, a busca pela liberdade de expressão e de ser o que é.

Como uma relação de simbiose, são atraídos para esse pequeno pedaço de energia que carrega tantas informações, as quais acabam por atrair em ressonância para uma completa união e regeneração das energias que estão em baixa quantidade para continuarem as suas rotinas. Mas essas rotinas são como a daquele ser que gerou a carne, carregadas de um registro de informações de quem busca pela própria liberdade e paz, pela própria integridade em ser o que é. A busca por encontrarem a si mesmos e se soltarem das grades às quais se prenderam.

O sentimento que faz com que sejamos atraídos à carne, é apenas uma relação de ressonância energética, como já foi explicado, e que ocorre dentro da regra geral de como nos alimentamos. Portanto não se trata de algo que é certo ou errado, mas apenas algo que é a perfeita ressonância daquele ser, que ainda nega o que é, nega a sua natureza e o seu propósito, segue inserido em uma malha de ilusão que é a sua própria vida, recheada de falsas impressões e enganos, e que serão percebidos na medida que começar a trabalhar o próprio despertar.

Por isso que os que despertam verdadeiramente para o Eu Sou, não se alimentam de carne. Não ressoam com essa energia, não trabalham mais nessa busca, se libertaram. Esses são os que não se alimentam, mas são desprovidos de preconceitos e julgamentos, não necessitam dessa energia e, portanto, não haverá exames clínicos que demonstrem faltas de vitaminas, mas sim sempre uma saúde perfeita de todo o sistema. Que pode deixar os médicos tradicionais completamente surpresos, parecendo um milagre, mas que é real, como a mágica da ressonância das energias.

O que precisamos é de algo que ressoe com a nossa energia, que seja unido a nós em perfeito complemento de negativo com positivo na mesma faixa de vibração energética. E por isso a carne carregada de energia e registros de sofrimento, ânsia por libertação e dor, é sim ressonante com a busca de muitos de nós, que acabamos por vir a essa experiência a nos libertarmos de tantas restrições, que carregamos por tantas eras, e que serão também trabalhadas na energia do amor, perdão e gratidão. Lembrando e repetindo que sentimos muito, pedindo que nos perdoem, agradecendo, e declarando o nosso amor pela vida, pela experiência da forma que se apresenta. Sem julgamento ou pré concepções, pois viemos todos a nos libertar.

Estamos envolvidos em um mesmo padrão. A busca pela libertação dos animais é a mesma busca que a nossa, e então começamos a perceber que esse sentimento, essa ânsia pela libertação e ser o que é, acaba por alimentar uma grande malha planetária que sempre nos fará o chamado, a provocação, a nos mostrar o que nos incomoda, a nos incitar para que ocorra o desconforto com o que vivemos, com as nossas próprias vidas e o meio onde vivemos. Esses questionamentos todos são os chamados ao despertar de consciência, que é algo que transcenderá toda a prisão, toda a crueldade que fazemos conosco mesmos a nos impedirmos de mudar, de transcender, de deixar atrás velhos hábitos e costumes.

Quando transcendemos a personalidade e o que nos une a ela, seremos realmente livres. E a questão da carne será apenas o observar a vida como ela é, sem julgamento, e sabendo que dentro desse elo, desse sistema, cada um tem a sua missão, a sua função, a manter o equilíbrio e a despertar a consciência de tantos. Ela ainda fará parte da vida de tantos, que estão nesse processo de libertação.

A carne está para nos causar o sentimento de desconforto, daqueles que ao mesmo tempo amam, abatem. Esse ato é percebido dentro das relações, dentro da relação consigo mesmo, pois há sempre a busca pelo amor próprio, pela satisfação e felicidade, mas abatemos todas as possibilidades de manifestação dessa felicidade, nos dando espaço a desfrutar apenas de poucos momentos de alegria dentro de uma rotina de sofrimento que escolhemos a nós. Ainda necessitamos aprender a amar a nós mesmos, para que encerre a repetição de sofrimento interno, e o ato de masoquismo que a humanidade decidiu viver, por escolha própria.

A carne nos provoca, porque nos mostra o processo que ocorre dentro de nós, a transcender a personalidade e a dor, a nos incitar a soltar a nossa mania de nos punirmos e levarmos uma vida de sofrimento, quando podemos simplesmente dar um basta e sermos livres.


Michele Martini - 15 de janeiro de 2020.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 8 - Porque os animais se alimentam de carne?

A quantidade de energia que o corpo gera quando em trabalho, é diretamente proporcional à necessidade que o corpo terá por mais energia para repor esse movimento. Sabemos que o que é vida alimenta-se de troca energética, que é um maravilhoso processo circular de dar e receber.

Damos alimentos energéticos a diversas coisas, produzimos produtos, geramos energia em nossas palavras, movimentamos as nossas mãos para criar algo a beneficiar alguém, consertamos coisas, enviamos amor através de nossas mãos a afagar alguém carinhosamente. Assim como podemos enviar ódio e rancor de todas as formas e os transmitimos em energia manifestada em nossas ações.

Assim se dá o processo, a lei da natureza, que faz com que os animais se alimentem de carne. Essa alimentação é atraída para os seus corpos, pois assim eles vibram. Eles são animais, desprovidos de despertar de consciência como nós. E, portanto, carregam em si o instinto animal, do corpo, da matéria. O animal não tem compreensão do que está se alimentando, ele é atraído para o alimento pela energia que ele vibra e que desperta os seus instintos. Ele sabe o que deve comer devido aos sinais que recebe pelos órgãos receptores, o aparelho auditivo, os olhos, o aparelho olfativo, que fazem que sejam direcionados ao seu alimento.

Quando a caça em fuga está a movimentar-se na relva, o leopardo aciona a sua capacidade de ouvir, que é despertada pelo instinto de necessidade energética de seu corpo. Mas então perguntamos: porque eles são atraídos energeticamente, como um pólo negativo a um polo positivo a essa carne?

Assim como trouxemos nas páginas anteriores, o polo negativo do corpo, com baixa quantidade de energia, trabalha atraindo a energia similar em maior carga, para então trazer o equilíbrio desse sistema. E por isso, o animal, que vibra nessa energia de predador, que é movido pelo instinto de caça e, portanto, a algo que o direcionará a uma vibração similar a sua, estará indo em direção ao seu equilíbrio, para manter a harmonia do seu sistema.

Então sabemos que os animais se alimentam de carne e assim trazem equilíbrio ao sistema: Sim! Assim como também os seres humanos que vibram nessa energia também trazem equilíbrio ao seu sistema através da alimentação da carne, quando não estão preparados para trazer alimentos mais leves e de vibração mais sutil ao seu organismo.

Percebam que uma alimentação vegetariana forçada, traz mais malefícios que benefícios. Pois ela vai contra o que o próprio corpo está necessitando energeticamente, a promover o seu equilíbrio. Assim como se oferecer a um animal carnívoro um alimento vegetal e apenas isso, ele não irá sobreviver. Percebam que a questão da alimentação não é uma questão de escolha da mente, de julgamentos e imposições. Mas sim é algo trabalhado apenas na troca energética, no dar e receber.

O ser vivo que necessita de carga energética, acabou doando a sua energia a outras atividades, que também contribuem com a manutenção e equilíbrio de outros seres, do planeta e do meio onde vivem. E assim acabam necessitando dessa reposição através de uma fonte de carga positiva no mesmo estado de vibração. Pois apenas uma carga positiva no mesmo estado de vibração poderá trazer de fato o equilíbrio a esse sistema.

Podem haver pessoas que viverão toda uma encarnação sem a capacidade de modificar a sua forma de alimentação. Não trabalharam o despertar e a libertação da mente de certos padrões e crenças limitantes, que os mantém presos na ilusão de que devem ou não devem se alimentar de algo. Mas que aprenderam de uma fonte externa que isso é certo ou errado. Esse é um grande erro na sociedade, e naqueles que buscam viver uma vida saudável. Trabalham constantemente para desequilibrar o seu próprio sistema porque não buscaram a resposta dentro de si mesmos. Esqueceram-se de buscar o seu Guru interior, que é o único capaz de mostrar o que é bom ou ruim a esse complexo sistema de energia que é o seu corpo físico e os seus corpos sutis.

Os animais não são capazes de trabalhar o seu desprendimento de algo a que não estão presos. Eles são livres quando falamos em padrão mental. E por isso não são guiados pelas restrições existentes na malha planetária que afeta as suas mentes pensantes. Nos animais não funciona dessa forma. Mas tampouco funciona neles o complexo sistema de despertar de consciência, que faria com que eles buscassem formas de elevação para desprender-se desses padrões.

Percebem então porque para os animais não é necessário que seja trabalhada a consciência? Eles já são livres, eles são o que são. Eles são unos e plenas e belas representações de suas manifestações mais supremas do Eu Superior. Que podem se manifestar em si mesmos através de seus atos, a contribuir para o equilíbrio do sistema. São guiados pela força maior, pelo equilíbrio pleno de apenas ser, e nada mais.

Por isso se alimentam de carne, pois assim como existem as plantas e os herbívoros, existem os carnívoros, existem as aves e os peixes, todos a compor uma bela orquestra de magia e harmonia no meio ambiente. Eles são apenas o que são, e cumprem o seu papel dentro desse ecossistema que chamamos de Planeta Terra. São perfeitos em sua forma e atos, sem capacidade de serem guiados pela prisão mental de formas pensamento ou mesmo de buscarem pelo despertar que os fariam ascensionar. Eles não buscam nada, não julgam, não sabem. Apenas seguem os instintos do corpo físico.

Eles aceitam o que são, apenas animais que sentem fome, sede, sono, etc. Esses animais sentem através do instinto, e não da intuição. Que sabemos que são diferentes entre si. Apenas eles são guiados pela paz que vivem de apenas não buscarem nada, e viverem no momento presente cumprindo a sua missão.

Nós temos a capacidade de acessar a consciência, e também de trabalhar através da mente na criação de formas pensamento, que podem ser boas ou ruins para a nossa caminhada, e que aprendemos conforme o nosso nível de maturidade. Mas o fato é que estamos sempre em busca, sem aceitar apenas o que somos e o que acontece agora.

Se sentimos vontade de algo, imediatamente avaliamos se isso é certo ou errado. Se isso será um bom ou mau ato, e as consequências que podem ser geradas pelo agir ou não agir. E esse estado da mente é sim a prisão às formas-pensamento do planeta, que movimentam toda uma sociedade prisioneira e buscando a sua libertação para o contato com a sua consciência.

Mas e se deixássemos de lado o que é certo ou errado. E se abandonássemos o planejamento ou a busca pela libertação ou ascensão. A busca por emagrecer ou ser saudável, por comer certo ou errado, por beber ou não beber. E apenas vivêssemos? Seríamos mais felizes? Certamente que sim, mas apenas quando livres das formas pensamento que criamos e que mantém nossos vícios, as necessidades que nos fazem agir por impulso um chamado do instinto, e não da consciência.

Nós precisamos primeiramente nos libertar do julgamento, e nos tornarmos como os animais. Nos liberando e soltando de todo o preconceito que criamos nas nossas próprias vidas e que nos impedem de ser livres. Dessa forma diluímos aquilo que nos distancia do nosso despertar e da conexão com a consciência. Julgamos que um tipo de alimentação é certo ou errado, e então seguimos aquele caminho reto, pré-determinado por alguém, e esse alguém nada mais é do que uma sociedade que existe movida por uma grande massa de um pensamento que foi trazido através do medo e da imposição, e muitas vezes até como trauma de experiências passadas, como as guerras.

Essas experiências trazem lembranças que despertam formas de agir e viver dentro de determinados padrões.

Aprendemos na bíblia que a carne e o vinho eram consumidas em abundância, e que dessa forma foi trazida a libertação do sacrifício da carne através do Mestre Jesus, que comparou o ato com o seu próprio despertar livre do corpo e despertando para o eterno, e que foi mal compreendido. E que hoje muitas igrejas celebram com belos churrascos dos cordeiros do nosso mundo de hoje.

Estamos à beira de um paraíso, mas o que nos prende a repetir atos do passado são as crenças que trazemos e repetimos sem passar pela consciência. Sem refletir sobre os atos e então perceber a diferença entre ser livre e ser prisioneiro de um costume repetido de gerações.

Estamos a observar como a vida é perfeita, estudamos nas escolas como tudo é composto pelo mais belo equilíbrio, mas enfim, mesmo sabendo como a natureza é perfeita na criação das plantas, herbívoros, e predadores carnívoros, ainda estamos a criar animais presos em jaulas a nos alimentar, criando milhares e centenas de seres em locais fechados apenas para trazer a satisfação de repetir um padrão que vem de milênios, e que estamos presos através das formas pensamento.

Esse ato é o completo exemplo de desequilíbrio ambiental. Pois impedimos que exista o ato do nascer da planta, e então da alimentação do herbívoro e posteriormente da chegada do predador. Esse ato de criarmos animais herbívoros aos milhares, causa os danos ambientais que observamos no planeta, e os quais trabalhamos para reduzir. Mas que apenas serão reduzidos com uma mudança completa de formas de pensar de toda uma sociedade que apenas repete ações de seus parentes antigos de tantas eras.

O alimentar-se de carne, enquanto um animal carnívoro, é apenas um ato de receber energia que está em nível negativado, de uma outra fonte de mesma energia com nível positivo, e então a fusão ocorre. O equilíbrio se dá. Esse é o equilíbrio do ecossistema e que mantém a vida, tanto do planeta, quanto do corpo daqueles que participaram nesse processo.

O ato de alimentar-se de forma preconceituosa ou a repetir padrões trazidos de traumas do passado, de crenças, são apenas atos de desequilíbrio contra o próprio corpo, que não está trabalhando em sua normalidade e equilíbrio, e se ajusta para receber uma energia a suprir a vida, mas que ditará as regras na mente, criando um estado de dependência.

Essa dependência não se dá apenas em relação ao alimento animal, mas sim de todos os tipos de alimentos. Tudo o que é trazido ao corpo movido por formas pensamento, trabalha provisoriamente a suprir a energia em partes, deixando falhas, buracos, no campo vibracional, e nos corpos sutis desse ser, que então irá curando gradativamente na medida que for se libertando de suas formas de pensar e direcionando o seu ato de alimentar-se para um chamado da sua consciência.

Assim se dá o processo de alimentação. Que não pode ser forçosamente vegetariana ou carnívora, mas sim que deve sempre compor o equilíbrio do sistema. Equilíbrio esse que apenas será alcançado quando a mente estiver liberta de padrões e crenças trazidas de tantas eras a repetir comportamentos e despertar instintos em relação à alimentação e comportamentos.

Esses instintos são naturais dos seres que não acessam a própria consciência, e que estão a cumprir o seu papel na manutenção da vida no planeta em equilíbrio.

É da natureza do carnívoro necessitar da energia da carne. Ele está em plena saúde e seguindo o seu propósito, não há nada errado nisso. Ele apenas existe, ele é, e basta.

Mas ao ser humano é dada a capacidade de sentir, de guiar a sua vida e os seus instintos, dominando-os através da intuição, que mostrará o que seu corpo necessita em forma de energia e não manifestada em algo físico. O desafio está em alcançar essa capacidade de comunicação, que sim, é da natureza do homem, e sua forma de viver naturalmente seguindo seu propósito nesta existência.

O que o limita e o impede de alcançar esse estado de conexão? Apenas padrões, preconceitos, julgamentos, desde o autojulgamento até o medo de ser julgado, todos aspectos ligados a forma-pensamento da humanidade que cria crenças a ditar a sua vida.


Michele Martini - 08 de janeiro de 2021

Fonte: www.pazetransformacao.com.br


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 7 - Como saber que um alimento é bom ou ruim para mim?


Vou contar uma história: Era uma vez um ancião muito antigo, que morava em uma aldeia, um  vilarejo. Ele era o maioral dentro daquela comunidade, trazia toda a sabedoria necessária para que todos vivessem em paz e harmonia. Essa era uma prática muito comum em pequenos vilarejos e também pequenas aldeias. Os anciãos eram os médicos, eram os sábios e algumas vezes também eram a lei.

Pois então esse ancião trabalhava para o seu próprio equilíbrio, pois enfim ele deveria sempre estar centrado no aqui e agora para conseguir levar a palavra de sabedoria a quem viesse buscar.

Um dia, chegado o momento da ceia, ele está sentado em uma mesa farta de alimentos, que é oferecido a ele como agradecimento por todas as palavras de sabedoria que leva as pessoas, ele vive de oferendas tanto em moeda quando em objetos e alimentos que o sustentam. Essa mesa foi posta para ele, preparada com todos os recursos disponíveis em ervas e temperos, para dar mais sabor aos alimentos e também tornar mais especial.

Mas enfim ele senta nessa mesa farta e observa toda essa quantidade de alimento, e por um momento sente que não deve se alimentar. Ele não está com fome, pois superou o instinto de seus sentidos primários do corpo, portanto não é levado pelo impulso do olfato ou mesmo do que os olhos podem ver na beleza dos alimentos que foram colocados especialmente para ele. Ele então se levanta e se afasta da mesa, sabendo que a sua consciência o diz para não se alimentar.

Ele se afasta e se retira em um espaço onde pode ficar sozinho. Decide silenciar e permanecer em paz, pois é para isso que a sua consciência o atrai. Entra em profundo estado meditativo e então é colocado diante de sua tela mental uma cena: dentro do vazio da consciência, foi capaz de receber essa visão, que o mostrou um animal sendo perseguido. Esse animal procurava alimento e, portanto, havia saído da sua área segura, e então resolve ir se alimentar em áreas mais distantes para saciar a sua fome.

O animal vai até as áreas mais distantes e se farta de alimento. Então, satisfeito, mas ainda com o corpo pesado e cansado devido ao processo metabólico digestivo, acaba por permanecer ali por mais uns instantes. Não percebe que ali era o habitat de um predador. Que então o ataca em seu momento de deleite após a refeição. E acaba por virar a refeição de seu predador.

Esse animal, movido pelo instinto físico, pelo faro, atraído para áreas longínquas, acabou por se arriscar, pois não é capaz de ouvir a voz de sua consciência. Então acaba por arriscar a sua vida, e sucumbe nas garras do predador.

Então o sábio ancião reflete sobre a cena, sabendo que o animal não é capaz de alimentar-se pela intuição. Ele sabe qual alimento o faz bem, e assim foi em direção a esse alimento, não errou em encontrar algo que realmente supriria as necessidades do seu corpo em equilíbrio, mas não foi capaz de salvar-se das garras do predador.

O predador, é o instinto animalesco, que faz parte do corpo físico, e da experiência material, mas não é quem deve ditar as regras dentro da nossa casa, que é o nosso corpo. Quem dita as regras é a consciência, ciente de que o corpo e os instintos trazidos por ele são apenas parte dessa experiência, mas a consciência é eterna e pode se manifestar em várias formas de vida, e que nesse momento se manifesta no corpo a habitar esse planeta. O animal não era capaz de ouvir a sua consciência, mas sim de ouvir o instinto do corpo físico.

O sábio, alcançando o seu estado de equilíbrio, capaz de ouvir a voz de sua consciência, sabe que ao negar o alimento sobre a mesa, estava seguindo o chamado de sua alma na direção correta, independente dos instintos do corpo. Ele então compreendeu que aquele alimento o faria mal, poderia adoecer o seu corpo ou mesmo matá-lo. Enfim, ele compreendeu que o chamado da consciência sempre nos levará em direção ao alimento que nos fará bem, ou mesmo a não se alimentar, deixando de alimentar-se, mas preservando o perfeito equilíbrio do conjunto todo que compreende os corpos sutis e o físico, que estão a manifestar a nossa consciência.

Dessa forma, compreendemos que não há alimento bom ou ruim, que possa ser colocado nesses adjetivos para toda a humanidade, mas sim que cada um, ouvindo a voz de sua consciência em cada momento, poderá trazer para dentro do seu organismo apenas o que fará bem. E que as circunstâncias que envolvem o ato de alimentar-se de algo não estão restritas apenas a substância contida no alimento, mas sim na experiência daquele momento. Por isso, o mais importante é estar ancorado no aqui e agora.

Você pode se alimentar de algo que foi preparado de uma forma que o faria mal, mas se em uma segunda experiência se alimentar desse mesmo alimento preparado de forma diferente, pode o fazer bem.

Em um dia você está sendo intuído que deve repousar, mas acaba por forçar-se a sair com os amigos, e então manifesta uma doença que indica que foi exposto a atividades desnecessárias em um momento em que deveria estar em repouso. Assim é quando ouvimos a intuição, impedindo que as experiências da matéria ditem o nosso caminho, mas sendo apenas o que somos, sem preconceito e sem julgamento, ou mesmo sem buscar por explicações, mas confiando que o que chega a nós através da consciência é sempre o melhor caminho.

Alimentar-se de forma saudável não é apenas algo relacionado ao alimento em si, mas na experiência de alimentar-se. E para que uma experiência nos faça bem e não mal, necessitamos nos desvincular de crenças e padrões que trazemos enraizados na mente. Devemos assumir a nossa presença Eu Sou em nós, permitindo que direcione as nossas vidas em direção a união com essa que é a nossa verdade, dissolvendo cada vez mais aquilo que pensamos ser e que nada mais é do que uma personalidade criada a partir de tais crenças e do meio onde vivemos.

Não é necessário seguir padrões ou regras, ou mesmo aquilo que aprendemos ser como certo ou errado dentro da sociedade onde vivemos. Se deixamos uma mesa farta e damos as costas a ela porque sabemos que não devemos nos alimentar naquele momento, essa atitude pode ser julgada como falta de gratidão pelo alimento que foi ali colocado, julgamento que é trazido por crenças religiosas impostas pela sociedade. Mas que são apenas crenças e julgamentos, que não podemos deixar que nos carreguem para um grande padrão de forma pensamento planetário onde todas as pessoas são levadas como uma grande onda para as mesmas ações e erros.

Podemos ser aqueles que decidiram andar em direção oposta a grande onda, e então terão a possibilidade de desvincular-se da personalidade construída por aquilo que acreditavam ser, mas que era feita apenas de crenças limitantes. Dessa forma permanecemos livres e sabemos o que faz bem ou mal a nós, de acordo com a voz de nossa consciência.

Michele Martini - 01 de janeiro de 2021
Fonte: www.pazetransformacao.com.br