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sexta-feira, 26 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 17 - Como aprender a dosar a quantidade de exercício?


Quando se aprende a sentir o próprio corpo, quando se aceita o estado pleno de desconexão com o que é matéria, e entende-se apenas como o vazio, estaremos abertos a receber a mensagem suprema, aquela que vem como um chamado.

Não há regras, não há necessidade de se ater a padrões, em formas pré-determinadas de viver, e tampouco de executar as atividades físicas. Há sim a necessidade de romper as crenças, esvaziar para então deixar-se ser preenchido pelo novo, pela forma especial de ser, que é perfeita para si mesmo.

Sem o esvaziamento, não será possível compreender ou saber a quantidade de exercícios para o corpo, ou também se há a necessidade de algum exercício.

Há aqueles que se comprometem com uma pratica, com uma rotina, e criam padrões mentais que os empurram a realizar tal atividade em certa frequência e padrão de repetição. Mas essas são apenas criações da mente a manter uma linearidade de ações. Todas são pré-determinadas pela mente. Por vezes pode-se pensar que ao preparar-se para praticar a atividade física recorrente semanal, estamos a seguir para algo que nos deixa livre. Mas a verdade é que estamos apenas a repetir um condicionamento criado por nós mesmos.

Todas as formas de trabalhar a regeneração energética do corpo conhecidas hoje, são baseadas em padrões pré-determinados. Mesmo aquelas ações corriqueiras como o horário e frequência para trabalhar ou dormir, ou comer. Seguimos os padrões criados por nós mesmos e vamos como uma grande onda a seguir a massa.

Esses padrões nos impedem de realizar quaisquer atividades seguindo apenas a intuição. Nos deixam centrados, com o olhar direcionado a apenas uma forma de fazer as coisas. Nos podam a liberdade. Nos mantém no controle, seguindo o fluxo da maioria.

Nós aceitamos esses padrões, e não somos vítimas de algo que nos foi imposto, pois contribuímos na manutenção de tais padrões e na criação deles. Não somos capazes de compreender que de acordo com as experiencias que vivemos, com o aprendizado especifico para cada caminhada nessa vida, há formas diferentes de movimentação.

Quando dirigimos, sabemos para onde vamos. Não sabemos se aquela é a melhor estrada, ou mesmo se devemos de fato ir até onde estamos indo. Estamos apenas seguindo padrões pré-determinados, lugares conhecidos, estradas que projetamos em nossas mentes e que de fato são as melhores alternativas. Mas lembrando que fazemos todo um planejamento antes de iniciar essa caminhada, ao tomarmos o controle do volante do veículo, vamos para onde a nossa mente projetou.

E se ao menos deixássemos a consciência nos levar? Por muitas vezes escolhemos um trajeto para seguir baseado no que já conhecemos, sabemos de acordo com todas as possibilidades que são possíveis de serem projetadas pela mente, que tal trajeto é melhor, por diversos motivos e justificativas que trazemos a nós mesmos.

Mas e se apenas deixássemos a consciência nos levar? Será que dirigiríamos em direção aquele local planejado e preparado pela mente?

Quando saímos todas as manhãs ou no horário que vamos ao trabalho, e decidíssemos deixar a consciência nos guiar, será que a consciência nos levaria ao trabalho? Para onde a nossa consciência quer nos levar? Onde ela está ressoando naquele momento? O que é bom para nós naquele momento?

Por muitas vezes seguimos adiante para o objetivo final da estrada, ao qual não gostaríamos de alcançar. Vamos contra a nossa própria consciência. Se despertamos com mal estar, ainda assim, com o uso de medicamentos, mantemos a nossa rotina. Se temos uma viagem planejada para um horário, mas surge um imprevisto, ou mesmo se não nos sentimos com vontade de viajar, se a nossa consciência nos chama para outra caminhada, nós ainda assim negamos o chamado, e vamos em direção aquele local onde a nossa mente nos projeta.

Assim ocorre com a frequência de atividades físicas. Realmente há necessidade de haver uma frequência? Vivemos em um modelo de organização de horários e compromissos, que nos mantem presos a um padrão, a uma forma de repetição. Nos comprometemos a estar um número de dias da semana especificamente em algum lugar para praticar a atividade física, ou mesmo em um horário especifico.

O que sustenta esse padrão é a mente. Se 10 alunos se matriculam em uma aula de yoga por exemplo, todas as manhãs as 8:00am, então todos criaram a forma pensamento coletiva compartilhada entre 10 pessoas, de que devem estar nesse local e nesse horário nessa frequência de dias da semana. Dessa forma acabam se podando e impedindo a consciência de se manifestar. Assumem um compromisso não com eles mesmos, mas sim com um padrão mental que eles mesmos criaram e trabalham para manter.

Quando há o despertar, percebem que não deviam mais estar ali, mas ainda, acostumados a viver de forma padronizada, buscam outra oportunidade de se prender a algum outro grupo ou padrão. Assumem outros compromissos. Onde está a liberdade e o espaço para que a consciência possa se manifestar?

Onde está a luz interior brilhando e mostrando o caminho como uma lanterna a guia-lo? Todos buscam o chamado da luz interior, mas todos impedem-na de se manifestar porque trabalham arduamente para criarem padrões mentais que impedem a sua atuação. A luz quer brilhar, e até brilha, mas é impedida de mostrar o caminho, a estrada da melhor alternativa para aquele momento especifico, que por vezes pode não ser o que a mente planejou, pois, a consciência trabalha de forma livre e desprendida da matéria, de compromissos criados pela mente e que seguem padrões.

A frequência é o que poda a consciência. A mente cria padrões a impedi-lo de seguir o chamado da consciência, a sentir de forma sutil o próprio corpo, e se deixar levar para aquilo que vibra da forma mais perfeita na sintonia daquele momento. Tudo o que fazemos na vida, todas as atividades, devem ser recebidas como oportunidades de sermos o amor, de manifestarmos a nossa luz. E quando contrariados em nossa essência, ou mesmo condicionados e iludidos, somos impedidos de sermos livres.

A quantidade de exercício para cada um é aquilo que o coração mostrar, é aquilo que podemos sentir, que somos chamados e atraídos magneticamente, como um ímã. Somos levados levemente ao que devemos realizar, em todos os momentos. E apenas o aprendizado aqui é confiar, confiar nesse chamado, nessa atração magnética que nos puxa àquilo que devemos realizar naquele momento.

Quando desprendidos dos padrões, dos traumas, medos, e vínculos que criamos mentalmente e nos fazem repetir ações baseadas na grande matriz planetária, e aos nossos registros emocionais negativos do akashico, estaremos prontos a nos deixar levar pela consciência em todos os nossos atos. Por isso a busca pelo perdão, gratidão, amor e desprendimento de tudo aquilo que nos restringe, é essencial para que possamos levar uma vida com liberdade para que a consciência direcione a nossa caminhada.

Vamos aos poucos nos desvinculando das programações, dos padrões, dos traumas, que nos impedem de confiar na consciência. E que nos impedem de ouvir a consciência, pois ofuscam esse chamado, a mostrar diante de nós apenas aquilo que parece mais confortável para aquele que esteve sempre seguindo o mesmo padrão de repetição. Gradativamente, na medida que nos libertamos e nos desvinculamos dos condicionamentos mentais, damos mais voz a consciência e construímos uma relação de confiança com essa voz que clama por atenção dentro de nós, e que muitas vezes não aceitamos ouvir.

Que esse chamado fale mais alto que todos os nossos medos, as nossas inseguranças e traumas. Que sejamos livres!


Michele Martini - 26 de março de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 19 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 16 - Fazer esforço físico perde ou ganha energia? Devemos fazer atividades físicas?


Ao praticar atividade física, não estamos movimentando apenas o corpo, mas sim trabalhando a mente. O mais importante exercício é o da mente nessa atividade, e é ele que mantém a atividade acontecendo, se desenvolvendo, e que também faz com que busquemos por essa atividade.

Atividade em si, desapegada da mente, não teria propósito, visto que sabemos que uma pessoa em estado de meditação, quando conecta com a consciência e silencia a mente, não é beneficiada pela atividade física, pois não atua no corpo, e sim na mente que naquele momento não comanda a vida.

O comando enviado pelo coração, que pulsa em batimentos acelerados durante a prática de atividade física, é algo que acalma a mente. A mente recebe a mensagem de que está tudo certo, tudo funcionando na mais perfeita capacidade física, e então relaxa. Pois então a atividade física é nada mais do que um consolo para a mente, do que uma forma de mantê-la estável, mas não inativa.

Damos algo para a mente observar, focamos naquilo que estamos fazendo, e então ela passa a estabilizar.

O benefício da atividade física para todo o sistema está justamente na estabilidade da mente, que permite que o corpo seja livre, que entremos em conexão com a consciência.

Sabemos que o pensamento, a mente acelerada que quer estar em diversos lugares e situações simultaneamente, nos faz perder energia. Podemos observar com um simples exercício. Procure praticar a atividade física de costume com a mente livre de pensamentos e estável, e concentre-se apenas no exercício que está executando, note como o exercício se torna mais fácil, mais leve de ser executado. Mas quando pratica a mesma atividade com a mente acelerada, pensando em situações que não são as que vivencia naquele momento, situações quaisquer que não sejam a própria atividade física, perderemos energia, nos desgastaremos para executar a mesma atividade, além do comum, pois estamos trabalhando com a mente desconectada do corpo.

A mente divaga e passeia, enquanto o corpo trabalha. Isso nos faz perder energia de forma desnecessária.

O importante não é a prática da atividade física, mas o exercício de manter a mente estável. Aquele que pratica o exercício físico com a mente dispersa, e não focada no exercício, perde totalmente o benefício do mesmo, acaba se cansando, se lesionando, perdendo energia.

Quando trabalhamos com a mente em paz, estável, e focamos apenas no exercício, permitimos que a energia seja trabalhada como um ciclo. O nosso corpo se torna um canal de entrada e saída de energia, gera energia, mas também recebe, regenera. Dessa forma sim, o exercício é positivo.

Quando praticamos um exercício físico do qual não gostamos, ou mesmo em um ambiente que não nos sentimos à vontade, teremos maior dificuldade em conectar no momento presente. Praticamos a atividade, mas a mente está longe a divagar. Essa prática é completamente uma perda de energia desnecessária e mais prejudicial do que se não praticasse nenhuma atividade, ou mesmo se substituísse por uma simples meditação em um ambiente agradável, onde sinta-se à vontade de estar ali, no momento presente, sem as fugas da mente para outros locais.

Somos seres multidimensionais, temos a capacidade de nos projetar para onde quisermos, para onde a nossa mente nos levar. E por isso, podemos estar em vários locais simultaneamente. Quando estamos no parque, mas a mente está no trabalho, estamos nos projetando naquele ambiente e lá direcionaremos a nossa energia. Então, mesmo ainda no parque, que supostamente seria um ambiente agradável, podemos nos exercitar de forma a perder energia, e não a trabalhar na renegeração e equilíbrio dessa energia dentro de nós.

Dessa forma, ao praticarmos uma  atividade física, podemos nos tornar transformadores de energia, criadores e regeneradores da mesma, ou podemos nos tornar perdedores de energia, quando não estamos no aqui e agora, focados na atividade.

O foco na atividade é apenas o início, ele é o desvio da mente para que não divague, para que relaxe e permaneça estável, mesmo que ainda trabalhando, mas o objetivo final é o silenciar completo da mente. E por isso a meditação é uma forma de trabalhar esse objetivo, da mesma forma que o exercício físico.

O único benéfico do exercício físico é permitir que o corpo receba e envie energia, mas sem perdê-la, apenas a transformando, regenerando a energia dentro de nós mesmos mesmo que permaneça sempre dentro de nós. Não se trata de perder e ganhar, da energia sair de nós e entrar, mas se trata de uma transformação interna, de uma renovação energética interior. Essa renovação energética é o real benefício do exercício físico, mas o que precisamos lembrar é que essa renovação pode ser feita de várias formas e não somente com a prática de um esporte ou de uma caminhada. Podemos trabalhar essa renovação quando temos completo controle sobre as nossas emoções e sobre a nossa mente, sem a necessidade de nos movermos de onde estamos.

Em estado de meditação, podemos movimentar as energias, podemos ser meditativos conscientes o tempo todo, durante a execução de todas as atividades diárias, como o trabalho, cozinhar, se alimentar... esse estado meditativo torna possível renovarmos a energia o tempo todo. E enfim não é necessário reservarmos um tempo para algum exercício para trabalharmos isso.

A rotina do ser humano é ir até o trabalho, doar a sua energia, perdê-la, e depois repô-la com o alimento ou uma atividade leve. Isso apenas acontece porque a maioria de nós ainda não é capaz de controlar as emoções e a mente, não é capaz de trabalhar todas as experiências em estado meditativo, para promover a renovação energética o tempo todo.

Quando alcançado esse estado, tudo o que fazemos, todas as atividades que praticamos, sejam elas de trabalho ou lazer, serão exatamente iguais em termos energéticos. Em todas elas estaremos em estado de paz e equilíbrio, a trabalhar a constante renovação energética em nossos corpos. Mas para isso é necessário nos desvincularmos das emoções, dos padrões, das formas de pensamento antigas, da autopunição, e de todos os comportamentos compulsivos. Enfim, é necessário trabalharmos o desvincular da mente para então silenciá-la, e permitir que vivamos de forma íntegra com a nossa consciência.

A atividade física é necessária para alguns, os exercícios condicionam a mente a estar apenas focada em uma atividade, o que é positivo, é o ato de doutriná-la, para que um dia seja capaz de sair de cena, de silenciar e estabilizar, não atuando mais nas nossas vidas, e dando lugar à conexão com a consciência.


Michele Martini - 19 de março de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br


sexta-feira, 12 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 15 - Como superar a gula?


Ao contrário do que se pensa, a gula é um estado da mente que diz “Eu posso". Contrariando a fraqueza e a fragilidade, o estado de se deixar impor por regras e formas corretas de se alimentar. É um estado de rebeldia e busca por independência emocional.

Assim como todos os estados de dependência, para que consiga se desvincular, a princípio se trabalha a vinculação a algo mais leve, que permanecerá como algo provisório a auxiliar na completa liberação.

Em busca da independência emocional, alguns passam a depender dos alimentos, tornam-se escravos e diante deles não são capazes de controlar as suas emoções, se colocam fragilizados, após um período do dia de luta, de busca, é chegado o momento em que são recebidos nos braços amorosos e acalentador da comida, onde deixam todo o seu medo. Pois isso eles podem, está no controle de cada um, e então é a válvula de escape para uma vida onde não conseguem se impor e desvincular emocionalmente de situações que os prendem, que não permitem que sejam eles mesmos.

Esse estado emocional de vinculação pela vida, é apresentado em relações amorosas ou de trabalho, ou mesmo de uma rotina de vida que não é satisfatória para nós. Olhamos a nossa vida sob um patamar externo, e vemos apenas um personagem que cumpre ordens, regras, determinações, para sobreviver. Enfim, o momento da comida se torna libertador, prazeroso, pois é livre de regras, podemos nos alimentar do que quisermos, e vemos nesse ato de se alimentar, um momento de relaxamento.

Afinal, alimentar-se não deveria ser o único momento de relaxamento e de prazer na vida, mas sim o todo, o completo.

Para viver de forma equilibrada, devemos buscar esse estado de prazer o tempo todo, em todas as nossas atividades. E aí surge a gula. Pois alimentar-se é a única forma que algumas pessoas encontram de sentir esse prazer pela vida, essa alegria. E transformam todos os momentos de sua vida em atos de se alimentar. Levam o alimento como válvula de escape a fazer parte de todos os momentos diários. E enfim acabam se tornando dependentes disso, que passa a ser como um vício, uma droga, que faz com que sinta que está sendo feliz, mas que na verdade é uma ilusão.

Então vêm as dietas milagrosas, que fazem com que deixemos de nos alimentar por prazer, mas sim apenas para suprir a energia do corpo físico, e nos tornamos depressivos. Desesperadamente passamos fome, choramos, deixamos sair toda a emoção que estava guardada e que estava projetada no alimento. Tudo passa a não ser mais satisfatório. Nos vemos estressados e impacientes diante da família, do trabalho e em todos os ambientes que frequentamos, nada mais nos faz feliz. Pois a verdade é que o que o fazia feliz era o alimento, e ele mascarava a experiência que não queríamos viver.

Éramos infelizes em nossas rotinas, e o alimento fazia com que esquecêssemos disso, como uma droga.

Então, como trabalhar o desapego do alimento, como lidar com a gula, para que não entremos em profunda depressão e desgosto pela vida?

Sabemos que enquanto sementes frágeis de luz, não somos ainda capazes de nos desvincular totalmente de todas as formas de dependência emocional. Substituímos relacionamentos, trabalhos, casas, carros, substituímos até mesmo vícios. E portanto, vamos galgando degrau por degrau, de uma escada de iluminação e limpeza daquilo que nos prende à matéria.

Essa escada se tornará mais iluminada na medida que formos soltando todos esses apegos. Mas para alcançar mais um degrau, nos libertamos de um apego, agregando outro mais leve, e então vamos encontrando forças em nós mesmos para um dia nos libertarmos de tudo que nos prende à matéria.

Enfim, simplesmente soltar a gula, deixar de comer nos momentos da vida em que somos infelizes, não trará a nossa felicidade, e sim fará com que nos afundemos em profundidade em um estado grave de depressão, que fará perdermos o gosto pela vida, e inclusive poderá trazer pensamentos suicidas, por isso esse processo é trabalhado com antidepressivos pelos médicos, para que esse desapego não gere graves consequências.

Mas enfim, nos tornamos dependentes do medicamento, em substituição ao alimento. Mas a verdadeira causa da compulsão e da dependência está na nossa própria vida, e ainda precisamos vivê-la. O médico, o terapeuta, não poderá substituir a nossa vida por outra, até porque o que nos faz infeliz não é especificamente o nosso trabalho, rotina, família, mas sim qualquer forma de trabalho, rotina ou família que experimentarmos despertará o mesmo sentimento.

O que necessitamos resgatar é o amor pela vida, o amor por tudo que é da forma que se apresenta, sem necessidade de quaisquer modificações ou ajustes. A vida se torna perfeita aos nossos olhos, e passamos a desfrutá-la. Esse é o objetivo da cura e é o que sentiremos quando soltarmos os vícios.

Para trabalhar de forma gradativa e permitir que alcancemos mais um degrau em direção a viver plenamente feliz no aqui e agora, soltemos etapa por etapa do nosso apego.

Sabemos que tudo o que faz parte de nossa vida, ou quase tudo, nos faz infeliz, e buscamos para isso a válvula de escape do alimento. Então passemos a observar nossas ações. Em quais momentos despertamos a vontade de comer, aquela vontade compulsiva que já conhecemos, de nos alimentar de algo apenas na busca de nos equilibrar, de tornar nosso dia mais feliz?

Escolhemos apenas um momento, um aspecto. Por exemplo: se todos os dias após sair do trabalho sentimos vontade de beber uma cerveja, ou comer um doce, busquemos o sentimento que nos faz buscar por esse alimento. Esse sentimento é algo equilibrado? Tivemos um dia feliz e recompensador? Estamos felizes? Ou é apenas uma válvula de escape para algo que decidimos não olhar? Para uma rotina da qual não queremos nos desvincular e que não somos felizes?

Se todos os dias após passar por alguma experiência rotineira, despertamos a vontade de nos alimentar de forma a acalentar nossos corações, a trazer um pouco de felicidade àquele momento, nesse instante, o alimento não é apenas um alimento, mas ele se torna o nosso terapeuta, o nosso vício. Nos alimentamos para suprir a necessidade do sistema corporal, e não a acalentar as nossas emoções.

Tudo o que fazemos em busca de acalentar as nossas emoções é o suporte que sustenta a máscara que colocamos em nós mesmos, e nos impede de ver a nossa vida como ela é. Colocamos naquilo a expectativa de receber em troca um pouco de felicidade, de satisfação, e então acabamos nos alimentando de forma exagerada, apenas para sustentar a máscara.

Então, vamos trabalhar para tirar gradativamente essa máscara, mas em partes. E para que o processo não seja doloroso a trazer depressão, trabalhemos primeiramente substituindo esse momento de alegria por outra atividade. A alegria que buscávamos comendo o doce após um dia estafante de trabalho, ou uma briga com o namorado, vamos substituir por algo que seja mais leve, e que não prejudique todo o sistema corporal. Comecemos a praticar uma atividade física, façamos um passeio no parque, comecemos a ler um livro, a praticar meditação, a orar, a frequentar um local de paz onde possamos acalentar o nosso coração com atividades leves, como um templo de nosso gosto. Onde podemos simplesmente viver uma experiência que nos faça feliz, e que substitua o momento de compulsão. Mas sabemos que é provisória, pois o nosso objetivo é desapegar de todos os recursos que nos impedem de olhar para a nossa própria vida e aceitá-la como ela é.

Gradativamente vamos nos liberando até mesmo das ações que trouxemos para substituir a gula, mas estaremos mais fortes, e alcançamos mais um degrau na nossa busca.

Dessa forma, fazemos a nossa própria cura com amor, olhamos o nosso corpo e as nossas emoções com carinho e compreensão. Damos o tempo que é necessário a nos adaptarmos, a nos ajustarmos a uma nova forma de viver, mas que em um primeiro olhar parece ser impossível de alcançar, mas que é possível àquele que trabalha de forma a unir amor em suas ações. Amor por si mesmo, sem cobrar-se além do que é capaz. Vamos ajustando a rotina, a vida, até que tudo se encontra em perfeito equilíbrio.

Assim nos libertamos da gula e acolhemos a nossa vida em amor.


Michele Martini - 12 de março de 2021.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

segunda-feira, 8 de março de 2021

Centramento em tempos difíceis – Mestre Jesus

 

Leia ao som de:

Sabemos das dores que enfrentam nesse momento. A fase atual é de limpeza e purificação.

Ficariam admirados se fossem capazes de perceber a beleza de todo o processo de limpeza da Terra. Ainda que através de dor e sofrimento, lembrem-se que a escolha por vibrar em energia de dor é sempre de cada um, filhos.

Todos vocês são agraciados e amados pela luz de Amor do Deus Pai. Nunca deixaram de ser amparados e acolhidos em amor por Ele.

O distanciamento da energia amorosa do Criador se dá pelo medo da soltura do ego. Estão identificados a um aspecto humano que não diz sobre quem são, meus filhos. O processo de purificação nada mais é do que a retomada com sua fonte cristalina de luz e amor.

A negação de tal aspecto divino em vocês traz o sofrimento, meus filhos. Mas apenas ao se identificarem com manifestações inferiores de seus seres.

Lembrem-se da sua luz. Lembrem-se de sua verdade. Não há o que temer, filhos. Ainda que inseridos em condições ambientais de medo e preocupação, vocês têm toda a capacidade de resplandecerem a sua luz.

Não falo aqui sobre o quanto a humanidade que sofre poderia se beneficiar de sua luz, pois isso é inegável. Mas falo sim do seu compromisso consigo mesmo em manifestar sua verdade e sua pureza, sua perfeição.

Não há nada mais importante em suas vidas, filhos do que a retomada de sua capacidade de brilhar, de reluzir seus dons, e transbordar amor por onde caminharem.

Sim, o planeta necessita de todo esse transbordamento amoroso de cada um de vocês. Mas desde que seja o real sentimento nascido do interior, meus filhos. Portanto, qualquer esforço inspirado no auxílio aos outros, tirará o foco da sua reconexão com seu interior. Não há necessidade de quaisquer movimentos ou busca por respostas. Há apenas a necessidade de centramento e silêncio interior.

Sua luz resplandece, ainda que timidamente dentro de cada um de vocês, mas nunca deixou de brilhar e irradiar em seu interior. Basta permitir através do silêncio da mente e das indagações e inquietações da vida, que ela se expanda para que trabalhe em seus corpos que estão infelizmente afetados pelo inconsciente coletivo.

Não digo aqui que vocês são vítimas do inconsciente coletivo, e que ele seria algo além do seu campo. Pois a verdade é que vocês mesmos, filhos, são quem alimentam tal inconsciente, com pensamentos negativos, preocupações, inquietações, insatisfações... todas as formas de se afastarem de seu centro de paz e amor.

Não, não há normalidade em eventualmente saírem de seu centro e se desequilibrarem a manifestar preocupações e irritações. Não podemos enganar a vocês dizendo que isso seria considerado normal a seres tão elevados e puros como vocês.

Vocês saem de seu centro de equilíbrio, mas têm a total capacidade de retomada de sua luz em segundos. São totalmente capazes de estabelecerem a reconexão com sua pureza e sua verdade rapidamente, meus filhos. Mas infelizmente acabam se identificando com tais inferioridades humanas, justificando a si mesmos que todos estão vivenciando tais situações. Não há justificativas, meus filhos, para prejudicarem sua conexão com sua pureza e seu estado mais elevado de Ser.

A responsabilização consigo mesmos é o primeiro passo para a retomada da sua verdade e levarem a vida com felicidade e leveza. Ainda que inseridos em ambientes inferiores.

Lembrem-se que falamos de tempos difíceis, e que o centramento outrora alcançado seria essencial para enfrentarem quaisquer tempestades. Basta que se mantenham firmes em sua verdade e paz interior.

Qualquer desvio traz consequências, filhos, e o retorno ao seu estado de pureza será uma estrada difícil.

Permaneçam centrados em seu coração. Silenciem e lembrem-se de questionarem a si mesmos qual seria a atitude de Deus-Pai-Amor diante das dificuldades que se apresentam a vocês. O Pai amoroso sempre atenderá ao seu chamado invocando a luz da sabedoria no direcionamento de suas vidas.

Estejam em Paz e unidos ao Pai.

Jesus

Canal: Michele Martini - 08/03/2021
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

O Verdadeiro Significado Do Amor – Mestra Rowena

 


sexta-feira, 5 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 14 - Como saber que um alimento me fará mal?


Libere-se primeiramente do sentimento inferior que aprisiona e acelera as emoções. As emoções ligadas às experiências materiais, aceleram as ações. Você em depressão pode sentir vontade de comer um balde de chocolate, ou mesmo de permanecer em jejum, sintonizando com o vitimismo.

Traga ao seu coração o motivo pelo qual quer se alimentar. Busque as suas emoções. Você está em pleno equilíbrio consigo mesmo, capaz de sentir de fato o que chega através da intuição? Ou está buscando apenas saciar uma sensação física do corpo?

As emoções controlam a sua vida? E ditam as regras da sua alimentação?

Enquanto não aprendemos a trabalhar o controle das emoções, não seremos capazes de saber o que nos fará mal, ou mesmo qual é o alimento que precisamos naquele momento.

Muitas vezes nos deixamos levar pelo instinto animal, desperta em nós uma sensação de desconforto físico, dor, que relacionamos com o ato de se alimentar. E então buscamos um alimento que sacie e alivie essa sensação. Sabemos que o fato de permanecermos por muito tempo envolvidos em situações onde apenas estamos doando energia, abaixa a nossa vibração, e faz com que desperte em nós a vontade desesperada por energia para que possamos a repor em nosso sistema.

Mas ao passarmos do ponto em que a baixa de energia se torna algo a causar desconforto físico, já não somos capazes de conectar com a informação que chega através da intuição, e sim apenas com a sensação física, com a dor, com a fome e fraqueza.

Podemos observar situações nas quais passamos horas além do usual, sem nos alimentarmos, e então nos envolvemos em atividades onde doamos a nossa energia. Dessa forma, doando energia, e não a repondo, começamos a sentir os sintomas físicos, como a dor da fome, dores de cabeça e no aparelho gastro intestinal. Dessa forma, buscamos de forma desesperada suprir essa baixa energética com qualquer tipo de alimento que se apresente, nos deixamos levar pelo instinto que apenas busca saciar o corpo. Nos desconectamos da consciência, e deixamos de ouvi-la ao buscarmos algo para nos alimentar.

Sabemos que quando estamos há muitas horas sem nos alimentar, e em baixa energética, e então o primeiro alimento que ingerimos for algo “pesado”, isso causará consequências no organismo. Aparentemente trará a sensação de saciedade, mas essa sensação é apenas um recurso da mente, que sabe que um alimento foi ingerido e então para de enviar informações ao corpo de dor e fome. Mas então a consequência chega em breve, quando o alimento entra em contato com o aparelho gastrointestinal, que está frágil e em baixa-energética.

A sensação no estômago passa a ser de desconforto, e o corpo passa a querer expulsar esse alimento. Então aquele indivíduo que passa muitas horas sem se alimentar, e apenas perde energia sem a repor, deve sentir as necessidades do corpo em equilíbrio, e desconectar-se do chamado da mente que clama por alimento de forma desesperada, pois o corpo nesse momento está desconectado da mente, a mente passa a não ser mais o canal decodificador da mensagem da consciência, e passa apenas a gritar desesperadamente por um alimento, de forma descontrolada e desequilibrada, completamente conectada à necessidade da matéria.

Dessa forma é compreensível que quando estamos adoecidos ou fracos, nos alimentemos de sucos ou caldos, de alimentos leves, que são aceitos pelo organismo sem causar um choque. O tratamento brusco com o próprio aparelho corpóreo que habitamos, é a falta de amor, é a conexão com a matéria e não com a consciência, é apenas a busca pelo saciar da mente, sem ouvir o chamado sutil do coração, é a falta da conexão com o sagrado feminino.

O sentimento de amor, que nutrimos pelo nosso corpo, está ligado à energia suprema do yin, que é a manifestação do lado feminino da energia de Deus, mas que está muito além dessa simples explicação. A força movimentadora de energia, que promove a ação é a yang, energia masculina, que faz com que você, ao sentir a baixa energética que desperta a fome, vá em busca de alimento de forma desesperada, e tome atitude para resolver a situação.

Yang é a energia do movimento, da ação, da atitude, que faz com que desperte em você o ato de resolver o problema, é a energia movimentadora da vida, e da conclusão. Portanto, quando o organismo está em baixa energética, e você busca repor essa energia de forma imediata, está acionando a energia yang, que lhe dará o impulso para resolver o seu problema.

Mas o foco apenas em um lado dessa energia faz com que tome atitudes desequilibradas, a resolver apenas uma parte do problema, e às vezes criar outros problemas, pelo fato de não ter olhado para o lado yin da situação, por não ter acionado a energia complementar feminina nessa experiência, e que pode trazer uma solução rápida, mas provisória, e que pode acarretar futuras consequências.

Ao acionar a energia Yin e Yang em todas as situações na nossa vida, antes de agir, ao tomar decisões, estamos trabalhando sempre para o equilíbrio do sistema. Pois estamos também em equilíbrio. Se acionássemos apenas a energia yin na situação exposta em relação à alimentação, estaríamos a amar o nosso corpo, a cuidar e acolhê-lo, a olhar com amor, a buscar o alimento que seria mais perfeito para cuidar com amor de todo o sistema, mas não teríamos a força movimentadora para ir em busca desse alimento, para tomar a atitude e resolver a situação.

Dessa forma, ambas as energias necessitam estar em equilíbrio. Lembrando que a primeira energia que será despertada ao sentirmos fome, ou ao estarmos em uma situação de extrema baixa energética, é a energia yang, pois conectamos imediatamente ao instinto animal, ao chamado do corpo físico para saciar essa necessidade física. Se nos deixarmos levar pelas ações geradas desta conexão, sem buscarmos o equilíbrio antes de agir, estaremos a trazer desequilíbrio ao sistema. Pois a energia yin nos faria conectar com o sistema todo, e despertar a consciência para o aviso de que tal alimento seria muito agressivo ao nosso organismo fragilizado, e que precisamos olhar com mais calma e mais amor para a situação antes de agir.

Esse sentimento amoroso da energia yin, é o complemento da ação. É o que faz com que busquemos um alimento leve ao invés de um alimento pesado, quando o nosso organismo não seria capaz de processar algo muito pesado em uma situação de baixa-energética extrema.

A energia yin fará com que sejamos capazes de trazer através da intuição alguma receita de ervas, chás, plantas, e todos os recursos que necessitamos para repor gradativamente a energia, sem brutalidade, trazendo o despertar do amor, o acalentar amoroso perante o nosso corpo.

A energia yang é necessária para que ocorra a ação, e as ervas, chás e plantas leves não permaneçam apenas na ideia, e a nível de consciência, mas que se transformem em ação. A energia yang fará com que encontremos força, ainda que fragilizados em falta energética, mas ainda assim sejamos fortes a buscar o alimento.

A energia que nos faz levantar todas as manhãs no despertar é yang, e a que faz com que levantemos de forma leve e calma, lembrando que podemos ficar tontos a levantar de forma rápida, é yin.

Assim também funciona todo o sistema de alimentação. Saberemos o que nos faz bem e o que nos faz mal, quando olharmos primeiramente à necessidade do nosso corpo, e desconectarmos por um momento da necessidade de suprir o físico. É quando passamos a equilibrar e permitir que as informações cheguem gradativamente à consciência, nos afastando da energia da dor, do sofrimento, e buscando compreensão e aceitação, calma e equilíbrio para lidar com as situações.

Isso faz com que possamos abrir o olhar da consciência para o que nos faz bem ou mal. Pois deixamos de agir por impulso ou por instinto, e passamos a agir em prol da mensagem da consciência, e do amor por todo o nosso sistema de corpos. Trabalhamos para a manutenção do equilíbrio do todo, e não apenas para satisfazer uma necessidade do corpo.

Dessa forma nunca nos alimentaremos de algo que nos faz mal, sempre seremos guiados com amor àquilo que dará o toque suave necessário a repor a energia que precisamos, gradativamente e com cuidado. Como uma mãe amorosa cuida de seus filhos. Aprendemos a cuidar de nós mesmos, quando trabalhamos essas duas energias de forma equilibrada e as deixamos agir para a manutenção da nossa energia sempre juntas.

O trabalho isolado de cada uma delas não nos traria o reequilíbrio, mas sim uma falsa sensação de equilíbrio e reposição energética, que acaba por satisfazer a necessidade da mente, mas acaba por trazer mais desequilíbrio a todo o sistema, nos colocando em contato com alimentos que nos farão mal.

Portanto, o silenciar da mente, a calma e a paz interior diante das sensações de baixa energética, é o primeiro passo para que sejamos guiados através das energias yin e yang àquilo que fará a reposição da energia de todo o sistema de forma equilibrada e que nos faz bem.


Michele Martini - 05 de março de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br