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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 6 - Como sentir a energia dos alimentos?


Chegamos ao ponto chave, o meio, o objetivo da busca. O sentir está relacionado a nossa capacidade sensorial, à sensibilidade. Mas também está relacionado com o estado de consciência onde o sentir se transforma em apenas intuir. E o que entendemos por sentir está ligado a sentidos físicos, e, portanto, podem ser suscetíveis ao estado da mente, que por vez está ligada à matriz planetária e às suas restrições.


Portanto, quando falamos sentir, dizemos não do sentir físico, mas sim do intuir. E esse intuir não se relaciona com o sentido do corpo, com a vontade de comer, mas sim mostra a direção, como uma bússola. É um direcionador energético, que leva você ao encontro daquilo que necessita para promover o perfeito equilíbrio de seu corpo físico, emocional e mental.


Sim, quando falamos que a energia que é indicada pela consciência trabalha o equilíbrio de todos esses corpos, é porque trará o complemento necessário para que todo um sistema possa viver em unidade, em harmonia. E não podemos separar o emocional, o físico e o mental, pois todos os três estão juntos na experiência da matéria que todos nós vivemos.


Essa experiência material é enredada de uma história repleta de aventuras, de experiências, que trazem, por fim, a caminhos certos e mais pedregosos, digamos assim, mas que levam sempre ao equilíbrio do corpo.


Mesmo quando trazemos para o nosso organismo substâncias e formas de energia que não trazem benefício, e sim que prejudicam o funcionamento de todo esse sistema, o corpo trabalha para que o reequilíbrio aconteça, e isso é manifestado na forma de dores, vômito, náuseas, e todos os sintomas indicativos de que algo está em processo de ajuste interno.


Sim é um ajuste, e esse ajuste se manifesta de forma dolorosa pois não é o perfeito equilíbrio em si, mas sim apenas um momento, um período de transformação, de mudança energética, onde é expelida a densidade, para permanecer apenas a luz e trazer o equilíbrio novamente ao sistema. Todo o corpo trabalha dessa forma, e então nos momentos em que está expelindo a densidade e trazendo o equilíbrio, é quando podemos intuir a energia dos alimentos, quando o corpo, ou seja, todo sistema, mostrará o que é necessário para que esse equilíbrio aconteça.


A forma com que expus o exemplo do desequilíbrio foi até intensa, mas ela também pode se manifestar de forma sutil, como apenas uma garganta seca. O que significa a sensação de garganta seca? Significa que necessita de lubrificação, de líquido, de água. Essa não é a vontade de tomar um suco de laranja, nem tampouco uma cerveja, mas sim é o instinto que mostra a você através da sua intuição, que necessita de líquido para que seja reequilibrado.


Então você sente vontade de ir ao banheiro. O que ocorre nesse momento? Ocorre que o sistema já absorveu os nutrientes, a energia do que foi ingerido, e deseja expelir o que não é necessário, a energia densa, que contém sim uma forma de energia, mas não é a energia necessária ao seu organismo. Afinal de contas, se fosse assim nós comeríamos as próprias fezes.


Então chega a curiosa reflexão de porque alguns animais se alimentam das próprias fezes. E então lembramos que eles não sabem que é julgado errado pela sociedade que as fezes não devem ser comidas. Ele simplesmente é levado pelo instinto animal, que não é a sua intuição, mas sim apenas um instinto que trabalha a nível físico, pelo olfato, onde é capaz de sentir o odor do resíduo de algum alimento que acabou não sendo processado pelo seu organismo, e foi expelido de forma que seja capaz de exalar o odor daquele alimento.


O animal, com o seu olfato apurado é capaz de sentir, com o seu sentido físico do olfato, o odor desse resquício de alimento, e então se alimenta dele. Ele não sabe que o seu organismo expeliu porque ele não necessita desse alimento para o seu organismo, pois ele não se alimentou guiado pela sua consciência, e sim pelo sentido físico, animal, apenas ligado ao corpo, mas que de qualquer forma também acaba por alimentar todo o seu próprio sistema assim como nós.


Se dermos a um animal um chocolate, ele se alimentará, mesmo sem saber que faz mal ao seu organismo e poderá adoecer. Ele é guiado pelo sentido físico do olfato, e não pela consciência. Não é capaz de direcionar os seus hábitos pela intuição. Essa é a diferença entre humanos e animais, a qual exploraremos mais adiante novamente em outro capítulo.


Mas isso nos leva a perceber que um ser humano pode sentir a energia dos alimentos apenas se dá ouvido a sua consciência, a intuição que é trazida da sua suprema manifestação de alma. E deixa de lado o instinto animal que é o faro do cachorro, e que então nos torna iguais a ele.


Não é uma questão de julgamento, do que é considerado certo ou errado de se alimentar, mas sim de guiar a vida e fazer com que o nosso sistema do corpo trabalhe apenas para suprir a necessidade energética para que esse sistema permaneça em perfeito equilíbrio. E isso apenas pode ser obtido por nós mesmos, quando acessamos a consciência.


A energia do alimento é viva, ela emana vida e luz. Ela emana tudo o que é necessário para que possamos captar a sua existência, a sua energia. E então sabemos que os alimentos possuem vibração energética, e por isso, não seria possível captar essa vibração com o nosso aparelho respiratório, ou com os nossos olhos. E sim somos capazes de captar com a mudança energética sentida quando projetamos em estado de consciência a imagem desse alimento para nós.


O nosso corpo vibra em energia negativa, posicionada em pólo negativo daquilo que necessitamos. O alimento que contém a energia que estamos em falta, vibra na mesma energia que estamos no polo negativo, mas ela vibra no polo positivo, e dessa forma elas se atraem, da forma que um ímã se atrai a outro em polos opostos.


Vamos tomar como exemplo um corpo que necessita ingerir certa dose de vitamina C. Então sabemos que podemos obter essa energia de várias fontes. Mas o nosso paladar ou o nosso aparelho respiratório, ou os nossos olhos, não são capazes de captar a vitamina C nos alimentos, e sim apenas o confiar na intuição trazida pela mensagem da consciência.


Nesse momento, a nossa mente trabalha para a consciência, e não para a malha planetária de restrições, e ela traz de forma codificada a imagem em nossa tela mental do alimento que poderá trazer o suprimento de tal vitamina que necessitamos. Esse momento é algo supremo e digno daquele que aprendeu a conectar-se com a sua consciência, superando o preconceito e deixando-se levar pela confiança em si mesmo e na sua capacidade de receber tais informações.


Esse ser recebe em sua tela mental a imagem do alimento, e então vai em busca de tal alimento que suprirá sua necessidade. Ele não sabe que necessita de vitamina C, mas ele vê em sua tela mental a imagem de uma laranja. Não é a mente que mostra a laranja trazendo uma necessidade física ou ligada a restrições, apegos ou crenças, mas sim ela contribui apenas em mostrar, de forma codificada, o que pode ser recebido por você de forma a ingerir tal vitamina.


A mente sabe o que será entendível para você nesse momento. De que adiantaria ela mostrar uma fruta ou um alimento que você não conhece? Onde você encontraria e como saberia do que se trata? Ela necessita ser a parceira da consciência nesse trabalho de decodificação da mensagem. E então o corpo será suprido da energia que necessitava.


Pensamos então: seria necessário realizar exames nutricionais a cada intuição trazida da consciência? Dessa forma permaneceríamos as nossas vidas todas dentro de laboratórios a coletar materiais para exames. Se não aprendermos a ouvir a nossa consciência e a sentir a energia dos alimentos, estaremos a trazer lixo tóxico para dentro dos nossos sistemas energéticos o tempo todo, e que acabarão por ocasionar doenças físicas, que serão a limpeza do sistema ocorrendo de forma intensa, e então procuraremos os consultórios médicos a medicar-nos para resolver os problemas de saúde.


Então aprendamos a sentir o que é trazido através da consciência e a sentir a energia dos alimentos que não despertam o paladar, mas sim são trazidos através da intuição, e que promoverão o perfeito bem-estar do nosso sistema.


Michele Martini - 25 de dezembro de 2020.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 5 - Não estou conseguindo ouvir a consciência, o que me limita?


A consciência é medida pela capacidade do ser de apenas ser. Quando deixa de se identificar com algo irreal, que é criado pela mente, para apenas ser a sua verdadeira essência.

O primeiro contato com o que chamamos de consciência é quando dizemos: “Estou com a consciência pesada...” ou “Isso faz bem para a minha consciência! ”.

Afinal de contas, o que seria essa consciência, e porque ela pode estar pesada ou podemos fazer bem a ela? Passemos a perceber o estado natural da consciência, que é quando apenas vivemos a vida, sem preocupações, sem pesares, sem tristezas e arrependimentos. O estado de paz da consciência é apenas o estado de pás de nós conosco mesmos, quando dizemos sim à nossa essência e dizemos não à mente.

A mente divaga, cria ilusões, cria formas de pensamentos destrutivas ou até mesmo formas de pensamento que apenas nos tiram do nosso centro de equilíbrio, e que nos faz deixar de viver o aqui e agora. Essa mente é direcionada por um combustível que existe em abundância na Terra: o ego.

O ego é o que nos identifica com a nossa personalidade. Mas afinal o que é a personalidade? Porque precisamos ter uma personalidade? A consciência tem personalidade? E a mente?

A consciência é o estado de conexão com o Divino, que é sim pincelado pela nossa personalidade, pois é através dessa personalidade que trazemos as recordações das experiências.

Se um dia maltratamos alguém e aprendemos que isso causa sofrimento, então recordamos, personalidade recorda dessa experiência. E então a consciência trabalha com essa atuação da personalidade, até que isso seja elevado em sabedoria de alma. Quando eleva-se em sabedoria de alma, isso fará parte de sua sabedoria inata, aquela que você traz e não sabe de onde veio. Mas que parece que sempre foi verdade para você, que você sempre soube, mas não sabe como.

Esse é o estado de consciência plena que traz a sabedoria da alma, e não através de recordações da matéria do Eu Personalidade.

Esse estado de consciência plena pode ser alcançado aqui e agora inclusive com as experiências vividas nessa vida. Mas para isso é necessário deixar de se identificar com o ego, com o Eu Personalidade, e passar a se entregar à consciência, ao nada.

Deixamos de querer, de saber, de ter, de planejar, de não gostar, e nos entregamos apenas ao viver. Esse estado de desprendimento é o que fará com que possamos transcender todas as nossas limitações e restrições, e então passamos a guiar as nossas vidas pelo instinto natural de nossa essência, de nossa alma.

Sabemos que podemos escolher diferentes direções na vida, umas que levam ao nosso verdadeiro propósito, e outras que nos desviam dele. Esses desvios não são exatamente errados, e por isso digo a palavra desvios e não a palavra errado. São apenas desvios da rota principal, mas que são necessários à evolução e preparação do Ser para tomar a estrada final em direção ao propósito de alma.

Com isso, quando pensamos em alimentação e no sentir das energias que nos envolvem tanto em experiências quanto na forma de se alimentar, percebemos que diversas vezes tomamos os caminhos desviados da rota principal. Recordamos de tantas vezes que nos alimentamos de algo e em seguida percebemos que isso não foi bem recebido pelo organismo, que reclamou de várias formas, e quantas foram as vezes também que tomamos caminhos desviados em relacionamentos, escolhas profissionais, lugares para viver, estudos, aprendizado espiritual... enfim. Todos os caminhos desviados foram válidos, pois eram necessários para que adquiríssemos sabedoria na caminhada da rota principal.

Como poderíamos elaborar uma bela receita com os ingredientes que nunca experimentamos e nunca saboreamos? Como podemos elaborar um belo prato de nossa vida sem ao menos ter conhecimento de todos os recursos que podem vir a compor essa bela obra? É importante que, assim como um bom Chef de cozinha, saibamos criar com base em nossas experiências. Que possamos então trazer a palavra “experiências” para a prática, que possamos de fato experimentar, no sentido direto da palavra, todos os sabores e aromas que a vida pode nos oferecer, e então possamos selecionar aqueles que farão a composição do belo perfume da nossa vida.

Enfim misturamos tudo com a alquimia da consciência. Todas essas experiências nos levam cada vez mais próximos de nossa consciência e então aprendemos a ouvi-la. É através da experimentação que saberemos o que está ressoando com nossa energia ou não. É através da liberdade de viver a vida que poderemos trazer sabedoria a construir o nosso futuro, e então ser plenamente a consciência viva e plena atuando em nossos corpos e em nossa vida. Quando somos de fato o que somos: é o encontro com o Eu Sou.

Por isso, deixemos de lado o preconceito em tomar os desvios do caminho reto da iluminação, e vamos largar no caminho o julgamento por termos errado. Pois já disse que não há erro, e sim apenas os desvios necessários para que a obra se torne mais bela.

O agarrar do julgamento a si mesmo, é o que impede que a consciência se manifeste. Carregamos esse sentimento de repulsa onde condenamos a nós mesmos, e então deixamos de apreciar a experiência como se apresenta, deixamos de olhar para os ingredientes, os aromas experimentados pela vida, para compor a nossa grande obra. O julgamento nos bloqueia e nos impede de ouvir a voz da consciência, e de manifestarmos a nossa consciência em nossas atitudes e nas nossas vidas.

Deixemos de lado a palavra “erro” e substituamos por “desvio”. Mas um desvio belo e carregado de experiências, rico de informações para que possamos ser os sábios de nós mesmos e manifestar a consciência no aqui e agora.

Michele Martini - 18 de dezembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 4 - Como levar a vida mais saudável?


Estar presente, essa é a fórmula para ser meditativo todo o tempo. E estando meditativo, estamos unos com tudo à nossa volta e com o nosso corpo. Deixamos que a intuição dirija as nossas vidas sempre no sentido de levar mais equilíbrio para a nossa rotina.

Sendo assim, trabalhamos vários aspectos em paralelo, que trarão esse estado meditativo. Não se trata apenas de parar por alguns instantes para meditar, mas sim de tornar-se a meditação cem por cento do tempo, estando presente no aqui e agora da forma mais bela que esse agora poderia se manifestar.

Assim nos desvinculamos dos padrões de sofrimento, deixamos de conectar com os registros de dor da malha planetária e que nós mesmos trouxemos como recordações do passado. É a fórmula para nos desconectarmos com o que nos fazia sofrer.

Estando em estado meditativo todo o tempo, passamos a observar tudo o que ocorre envolvido na sua própria beleza, deixamos de ver o sofrimento e também não há mais certo e errado. Tudo é certo e da forma mais perfeita assim como é apresentado, sem modificar absolutamente nada. Deixamos de tentar mudar tudo em nossa volta e simplesmente aceitamos o fluxo natural da vida. Estamos a buscar o estado búdico, o estado de não ser.

Trocamos a personalidade, que julga, que condena, que está insatisfeita ou satisfeita com algo, pelo estado de paz e plenitude, que pode ser conquistado aos poucos.

Sabemos que a energia na qual a Terra existe, ligada aos registros cósmicos de tudo o que já ocorreu na história desse planeta e às formas pensamento de toda a humanidade, é um verdadeiro desafio àquele que busca a sua própria iluminação. Mas a iluminação e ascensão se dará por aquele que transcende todos esses aspectos registrados na malha planetária que se manifestam em si mesmo, mas que assim podem ser transformados em amor e sabedoria plena.

Esse estado de deixar acontecer, de aceitar as sombras internas, que são expostas pela influência do próprio planeta e das energias que carrega, faz com que possamos tomar conhecimento daquilo que está impedindo que levemos uma vida saudável. Afinal de contas o que seria uma vida saudável? Saudável é viver de acordo com o nosso estado pleno de conexão com as necessidades da alma, que de fato não tem necessidades, não tem vontades, ela simplesmente é.

Sendo assim, conscientes de que simplesmente somos, nos deixamos levar pelas experiências da vida, da forma que se apresentam. Deixamos de ter vontades ou não vontades. Simplesmente deixamos fluir as energias em nós e em nossa volta, atentos ao que chega como sinal intuitivo para atender as necessidades daquele momento de forma leve e instintiva.

Podemos comparar esse estado ao que Buda alcançou, mas que foi mostrado como o final do processo. Ele alcançou o estado búdico e não mais ouvia as vontades do ego, não culpava e julgava, não mais gostava ou deixava de gostar, ele só via beleza, só via perfeição, pois assim tudo é. Assim a vida se manifesta, pura e simples, mas a personalidade a torna complexa e desafiadora, cheia de obstáculos à nossa própria ascensão e paz.

Então estamos inseridos nesse meio onde o tempo todo somos testados a expor os pontos pequenos que nos conectam à matriz de sofrimento, pois sim, nós também contribuímos para construí-la, e criamos um fio de conexão que nos une a ela. Mas esse fio é ativo apenas porque ele dá e recebe a mesma energia, ele dá sofrimento e recebe sofrimento, e assim se faz a conexão de simbiose. Mas então quando deixamos o estado meditativo ser presente em nossas vidas, deixamos de enviar a energia de sofrimento, e então a simbiose deixa de existir, e o fio se rompe.

Esse é o processo que limpa, transmuta, aspectos negativos e restrições que impedem de ouvirmos o chamado de nossa alma, as vozes de nossa consciência, que nos diz tudo o que devemos fazer para guiar a nossa vida de forma saudável.

Todos os impulsos que nos levam a escolher uma atividade física para a saúde do corpo, ou mesmo a alimentar-se de algo, podem vir através do instinto natural do próprio corpo, que diz a sua necessidade, ou pode vir da mente que resgata tal necessidade de alguma experiência que se foi, e que deixou recordações em nosso inconsciente.

Isso ocorre por exemplo com aquele que em uma certa fase da vida praticou algum tipo de esporte, mas que ficou a recordação de um tempo de alegria e paz, quando na época da juventude, onde se era livre e não haviam na mente as preocupações que existem hoje. Essa recordação permaneceu de forma positiva, e então essa certa atividade física é vista como algo bom, algo satisfatório. E então a mente o leva agora, no momento presente, a querer praticar tal atividade. Mas ocorre que muitas vezes quando inicia percebe que não era isso o que necessitava, percebe que já não tem mais o preparo físico necessário a se dedicar em tal atividade, e então registra no aqui e agora um sentimento de incapacidade, de derrota.

Isso ocorre porque não foi ouvida a necessidade do corpo, e sim a necessidade trazida por um registro da mente, que nega o momento presente e tenta o tempo todo trazer uma recordação do passado para o agora, para então transformar o aqui e agora. Mas o que precisa ser entendido, assim como na alimentação e tudo o que está relacionado ao estado de saúde do corpo, é que o momento do aqui e agora é único, e o momento de amanhã será único também, e não uma repetição do que se foi.

O hábito de trazer antigas praticas, manias, recordações, do passado para o presente e tentar projetá-las no futuro, é algo que apenas atrasará o nosso processo evolutivo, a nossa transformação e estrada de aprendizado. Pois o futuro não está escrito em algo que ocorreu no passado a se repetir. E sim o futuro é completamente e absolutamente novo. Por isso de nada adianta planejar e projetar no futuro algo que vem da mente, e sim o estado de felicidade, a forma de viver saudável, está em deixar que o futuro se dê de forma natural e equilibrada, a se mostrar como o desabrochar de uma flor.

O estado de aceitação do aqui e agora e a compreensão de que o futuro desabrochará naturalmente na medida que os aprendizados forem se completando e se transformando em sabedoria, fará com que vivamos em equilíbrio uma vida saudável.

A vida saudável é aquela que podemos viver sem preocupações, sem recordações e sem projeções. Vivemos apenas o hoje, em estado meditativo, observando, aceitando, aprendendo, e aglutinando as experiências em sabedoria em nosso registro cósmico, pois apenas isso fará com que desabroche o próximo minuto de forma completamente nova e surpreendente, deixando de ser apenas uma repetição de algo que já foi.

O estado consciente do momento presente é a abertura ao novo.

Michele Martini - 11 de dezembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 3 - Onde encontrar energia para usar no dia a dia?


Muitos aspectos que carregamos em nossa vida nos impedem de absorver e de encontrar a fonte da energia. Pois mantemos por muito tempo aquilo que consideramos como não aceitável e errado, que julgamos dessa forma, e que impedimos de se manifestar. Tudo está relacionado a guardar energia escura dentro de nós.

Portanto, será difícil manter a energia elevada quando buscamos a fonte de reparação externa mas mantemos dentro de nós a escuridão impedida de sair e de ser transformada.

É necessário olhar para a podridão, pois com o tempo nós a escondemos, criamos a falsa ilusão de que é uma podridão, mas na verdade apenas é algo humano, é apenas a experiência humana e nada mais. Mas nós condenamos, acusamos, culpamos, e por isso escondemos. Então chega o momento que, depois de tantas experiências, estamos prontos a abrir esse calabouço e deixar sair a podridão.

Ao primeiro contato temos medo, não nos aproximamos, não perguntamos, não falamos, mas com cuidado vamos chegando mais perto e tomando contato, até descobrirmos que aquilo nos causa profunda dor. E então tomamos contato com essa dor novamente, aquela que não queríamos mais sentir e por isso a deixamos trancada. Pois nos causava dor, a pior das dores insuportáveis de se aguentar. Mas é necessária coragem para entrar na dor e então senti-la até o escuro do calabouço, e descobrir o motivo pelo qual a prendemos lá naquele local onde ficava distante de nós mesmos. Mas que um dia retornaria, em doses pequenas até que pudéssemos enfim tomar contato profundo novamente com aquilo que ficou esquecido, mas que acabou crescendo sem percebermos, pois, se não olhamos para o que nos faz sofrer o abandonamos, e o abandono causa consequências. Ninguém quer ser abandonado. Mas ao abandonar fizemos com que aquilo continuasse a existir de uma forma velada, mas que crescia.

Tocamos a dor, deixamos que ela nos diga o que a aflige e então estendemos amor e perdão. Nos unimos a esse personagem que não mais devia existir, mas que ficou abandonado pois foi incompreendido. Estendemos o nosso amor e compreensão e então passamos a entender a causa do sofrimento que carregávamos por tanto tempo, mas que poderia ter sido diluído em amor e afeto, em compreensão e perdão.

O sofrimento existe porque é incompreendido. Ele não tem voz, ele só sente, só sofre, ele se manifesta como dor, como uma consequência, mas que é inconsciente da causa. E a causa é trazida pela conversa com esse lado esquecido, e pela compreensão a mostrar os fatos como são e o amor por trás de tudo o que ocorre durante as nossas experiências. O amor e a chave, o perdão a rota de fuga do sofrimento, que encontrará o caminho da felicidade através de toda a carga que carregávamos e que era escondida de nós mesmos.

A dor será dissolvida apenas pelo amor, e, portanto, os atos de perdão são necessários à alma que busca pela própria liberdade e paz.

A vida é completa apenas quando se decide olhar para tudo o que nos causa temor, e então curar. Enquanto permanecermos fechando os olhos com medo de olhar para o que tememos e nos causa dor e sofrimento, estaremos permitindo que isso cresça longe dos nossos olhos, e do nosso controle. Mas ele nunca deixará de existir. Ele apenas mudará e deixará de nos causar dor quando o transformarmos em amor e sabedoria, através do perdão.

Então como podemos perdoar a energia escura dentro de nós se decidimos fingir para nós mesmos que ela não existe? Se a condenamos e julgamos? Se temos medo de nos aproximar com receio de nos machucar? Precisamos transcender essa etapa, trabalhando com a energia do perdão, que é muito poderosa e transforma a energia densa em luz.

O primeiro passo para aprendermos a absorver e encontrar a fonte de energia que nos manterá saudáveis e felizes, nosso corpo satisfeito, é fazer a limpeza interna, retirar toda a energia escura a transformando em energia de luz. Afinal, enquanto continuarmos a permitir essa energia escura crescer dentro de nós, não haverá energia de alimentos de luz suficiente para suprir o nosso corpo, que continuará a manifestar doença e sofrimento, devido a fonte interna de densidade que estávamos a alimentar, a permitir que crescesse devido à nossa indiferença e não aceitação.

Vamos trabalhar para que a energia densa interna seja transformada, e então possamos iniciar uma jornada de pureza e luz, onde seremos apenas a energia boa manifestada e reluzindo em nossos corpos, como fontes de luz e energia que alimentará a nós mesmos e tudo em nossa volta, como um ciclo positivo de energia.

Apenas através do perdão, será possível transformar. O amor, a aceitação e a compreensão são as fórmulas que dissolverão a dor, pois o que a mantém ativa é apenas o fato de negarmos o perdão e a caridade a ela. Afinal, nos julgamos tão sábios e bondosos com os outros, aprendemos a perdoar e a aceitar, mas enfim escondemos dentro de nossas cavernas interiores aspectos que negamos e não aceitamos.

Necessitamos nessa nova jornada aprender a perdoar e a amar tudo o que corresponde a nós, tudo o que faz parte de nossa existência. Aprenderemos a amar o nosso corpo, a nos apaziguar com ele, e também a aceitar todos os aspectos que fazem parte de nós e estão sim a causar sofrimento para o corpo.

As doenças que trazemos como reflexo de experiências de vidas passadas, e nos impedem de desfrutar de uma vida saudável e abundante, podem ser curadas através desse novo olhar de perdão. Para isso, devemos nos atentar ao momento que se manifestarem, e então as aceitarmos, entrarmos definitivamente dentro dessa doença, dessa dor, ou dessa restrição, e nos colocarmos à disposição para ouvir, ver, aceitar tudo o que vier.

Perceberemos que muitos aspectos que estão presos nessas manifestações de sofrimento, estão relacionados a comportamentos que temos hoje, e que nos impedem de florescer. São as pequenas pétalas que foram impedidas de desabrochar, mas que, uma a uma, vamos trabalhar para a sua libertação, e que venham compor o florescer da linda flor que é a nossa consciência plena manifestada nessa vida.

Iniciamos um trabalho, assim, com o HO’OPONOPONO, que será nosso companheiro nessa caminhada até o final desse trabalho, que repetiremos diariamente até que se dissolvam todas as restrições que impedem que a pétala se abra. Essa prática será trazida para que possamos gravar em nós uma nova programação, aquela que afirmará que somos sim capazes de olhar para tudo o que nos impede de sermos felizes e aceitarmos e perdoarmos.

Trabalharemos a prática de identificar as energias benéficas para o nosso corpo, juntamente com o dissolver e transformar das energias densas em luz dentro de nós, através do perdão.

HO’OPONOPONO

Divino Criador, Pai, Mãe, Filho, todos em Um.
Se eu, minha família, meus parentes e antepassados, ofendemos sua família, parentes e antepassados, em pensamentos, fatos ou ações, desde o início de nossa criação até o presente, nós pedimos o seu perdão.
Deixe que isso se limpe, purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura luz, e assim é.
Para limpar o meu subconsciente de toda carga emocional
armazenada nele, digo uma e outra vez, durante o meu dia, as palavras chave do HO’OPONOPONO:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Declaro-me em paz com todas as pessoas da Terra e com quem tenho dívidas pendentes.
Por esse instante e em seu tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Eu libero todos aqueles de quem eu acredito estar recebendo danos e maus tratos, porque simplesmente me devolvem o que fiz a eles antes, em alguma vida passada:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Ainda que me seja difícil perdoar alguém, sou eu que pede perdão a esse alguém agora. Por esse instante, em todo o tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Por esse espaço sagrado que habito dia a dia e com o qual não me sinto confortável:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Pelas difíceis relações às quais só guardo lembranças ruins:
Eu sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Por tudo o que não me agrada na minha vida presente, na minha vida passada, no meu trabalho e o que está ao meu redor, Divindade, limpa em mim o que está contribuindo para minha escassez:
Sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Se meu corpo físico experimenta ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor, pronuncio e penso: “Minhas memórias, eu te amo”.
Estou agradecido pela oportunidade de libertar vocês e a mim.
Sinto muito
Me perdoe
Eu te amo
Sou grato
Neste momento, afirmo que te amo.
Penso na minha saúde emocional e na de todos os meus seres amados. Te amo.
Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo, reconheço as minhas memórias aqui neste momento:
Sinto muito, eu te amo.
Minha contribuição para a cura da Terra:
Amada Mãe Terra, que é quem Eu Sou: Se eu, a minha família, os meus parentes e antepassados te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações, desde o início da nossa criação até o presente, eu peço o teu perdão.
Deixa que isso se limpe e purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas.
Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é.
Para concluir, digo que essa oração é minha porta, minha contribuição à tua saúde emocional, que é a mesma que a minha.
Então esteja bem e, na medida em que vai se curando, eu te digo que:
Eu sinto muito pelas memórias de dor que compartilho com você.
Te peço perdão por unir meu caminho ao seu para a cura, te agradeço por estar aqui em mim.
Eu te amo por ser quem você é.

Michele Martini - 04 de dezembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br