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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 2 - Como saber qual energia eu preciso?



Lembre-se por um momento de uma experiência que trouxe felicidade. Você pode se lembrar de quando conseguiu o seu emprego ou mesmo quando passou no vestibular, mas analisando profundamente esse sentimento, perceba que primeiramente você criou a expectativa, e colocou nela um prêmio, que se desse certo você ficaria feliz, esse estado de felicidade é a energia a qual você se alimentou.

Tudo inicia pela expectativa que é colocada em algo. Se você se hospeda em um hotel cinco estrelas, obviamente que ao escolher essa categoria alimentou a expectativa de encontrar um serviço espetacular. Mas pense que essa foi apenas uma criação da sua mente. Você pode chegar no hotel e se deparar com um funcionário que não teve uma boa noite e então acaba por dar a você um olhar de desprezo ao invés de um sorriso cordial. Nesse instante você se recorda da escolha que fez por um hotel cinco estrelas, e acaba por perceber que a energia se esvai. Você chega no hotel feliz, cheio de expectativa, e então depara-se com isso, que é capaz de fazer com que a sua energia seja reduzida. Mas o que reduziu a sua energia, deixando-o triste, ou arrependido, ou revoltado, não foi a experiência e sim apenas a expectativa que você colocou nela.

Quando você se alimenta de algo em estado de felicidade, e nesse estado de felicidade equilibrada sente o impulso por consumir algo, esse algo elevará a sua energia. O deixará mais feliz e eufórico. E por isso eleva a energia de forma instantânea. Mas diferente de tudo isso é a energia que o corpo necessita para viver de forma saudável e equilibrada. O corpo é diferente da mente, e a mente necessita de algo para elevar sua energia, para deixa-lo eufórico e feliz, mas o corpo necessita de algo na medida perfeita para saciar a necessidade, e nada mais. O corpo não fica eufórico, não tem vontades, não escolhe o cardápio, ele escolhe apenas a energia perfeita que necessita para manter o perfeito funcionamento de todo o seu sistema.

Precisamos primeiramente entender que a mente e o corpo são coisas separadas. E por isso, quando agimos direcionados pela mente a trazer algo para o corpo, precisamos ter consciência de que isso não é uma vontade do corpo, e sim da mente. Pode trazer sim uma elevação de energia instantânea, devido à necessidade criada pela mente e expectativa sobre aquilo, mas não surtirá o mesmo resultado no corpo, pois o corpo não pensa, o corpo é apenas um sistema que funciona para viver nesse plano, e necessita dos suprimentos necessários básicos e nada mais, para viver de forma equilibrada.

Pois bem, precisamos então escolher como queremos levar as nossas vidas: baseando-se na satisfação da mente, ou do corpo? São dois caminhos diferentes? Vocês perguntam. Sim são caminhos diferentes quando você escolhe caminhar separado do seu corpo por essa experiência, quando você não aprendeu ainda que o corpo é parte de você, e zela por ele.

Você pode trazer para dentro do seu sistema corporal todo tipo de alimento, você pode beber e comer à vontade, pode até fumar seguindo a vontade da mente. Mas ciente de que essas vontades são da mente, e não do corpo. Sabemos que tudo o que é trazido ao corpo e que ele não necessita, ou que o prejudica, trará consequências.

Mas então onde está a causa de todo esse desequilíbrio? Porque a mente tem que caminhar separada do corpo? Porque eles não podem caminhar juntos?

Sim, eles podem caminhar juntos, e esse é o estado de equilíbrio do ser. Vocês podem dizer: Ah, mas eu adoro aquela macarronada, ou aquele doce! Mas sei que meu corpo não necessita dele, mas fico feliz me alimentando disso.

Agora eu que lhe pergunto: Se o corpo é seu, como pode você ter necessidade de algo que o corpo não tem? Seria isso uma forma de mostrar a você que está vivendo a sua vida em desequilíbrio entre corpo e mente? Afinal, a sua mente não comanda o seu corpo? O seu corpo não comanda a sua mente? Os dois não podem ser amigos? Caminharem juntos?

Vamos então trabalhar para apaziguar essa relação. Pois afinal você tem aí uma união por toda a vida. Você não pode descartar o seu corpo quando se enjoar dele, e tampouco ele não pode descartar a sua mente, vocês terão que conviver juntos por toda a vida, sem causar sofrimento um ao outro. Pois afinal, enquanto estiverem caminhando para lados divergentes, sempre um fará o outro sofrer.

Ah! Eu adorei comer esse doce! Mas em seguida o corpo mostra aquela desagradável sensação de que não devia ter comido isso. Ou seja, para atender aos desejos da mente, o corpo sofre. Mas então quando o corpo sente necessidade de um alimento que o saciará energeticamente, mas não é assim tão gostoso para a mente, então a mente sofre em ter que ingerir algo que não é de seu agrado. Mas onde está a união para sempre até que a morte os separe, meus irmãos? Vocês estão juntos, corpo e mente, até o final da vida da matéria. Vamos apaziguar essa relação.

Primeiramente vamos trabalhar na mente, os motivos que a levam a querer algo diferente do corpo, onde foi que se perdeu essa conexão, essa comunicação. Vamos restaurar a comunicação entre eles e para isso vamos mais fundo na mente para entender porque ela não consegue ouvir o corpo e sentir com o corpo.

Sabemos que a vida na matéria é repleta de tentações, e ainda que toda uma sociedade foi formada com base nas restrições da malha energética planetária, que manifesta os sete pecados capitais. Portanto, todos os impulsos da mente são direcionados por essas restrições, e enquanto essa ligação estiver ativa, não será possível a comunicação com a consciência.

Ah sim, a consciência! Essa sim consegue perfeita conexão não só com o corpo, mas também com todas as formas de energia da matéria, com os elementos e os elementais, com toda manifestação de vida animal e vegetal, tudo. Aprendamos então nesse primeiro passo a conectar com a consciência, e transcender o estado mental que está ligado à malha planetária. Vamos trabalhar a abertura da consciência, através da meditação, do silenciar da mente transcendendo todos os impulsos que são colocados diante de si.

Colocamos uma música suave. Ah sim! Porque uma música suave contribuirá para manter a mente ocupada. Vamos enganá-la por um momento, para que possamos trabalhar sem a interferência dela.

Direcione a sua mente à música. Permaneça aí, nada mais o atrapalhará, você ficará concentrado na música e atento a todos os acordes. Chegará um momento que a mente se deixará levar e então você começa a tomar contato com a sua consciência. Essa prática deve ser feita diariamente, até que a conexão esteja estabelecida. Compreenda que é algo que leva algum tempo, pois você permaneceu toda uma vida conectado aos impulsos da mente, e não é feliz com isso, certo? Portanto, insista, não desista. Faça ao menos três vezes ao dia paradas como essa de apenas cinco minutos, onde fará sempre nova tentativa.

Se não conseguir, não desista, haverá os outros próximos cinco minutos. E então chegará o momento que você não mais perceberá que o tempo passou, deixou-se levar pelo vazio da consciência. Esse estado de união com a consciência, é o que chamamos de Ser Consciente. Pois quando você está ligado na mente, é levado pelos impulsos do ego, das restrições da malha planetária, mas quando você se conecta com a consciência, o próprio nome já diz: você está consciente. Consciente do que ocorre em sua volta, e também com seu corpo!

Ah sim, chegamos no ponto onde queríamos chegar, nesse estado de Ser Consciente, você tem consciência que você tem um corpo! Motivos para comemorar! Você descobre que tem um corpo, está consciente da existência dele, e então sim, pode senti-lo!

Não sentirá apenas a dor, a doença, o desconforto, mas sentirá também a voz do corpo. O que ele lhe diz? Percorra cada pedaço dele, observe, sinta. Deixe que ele se comunique contigo e então o acolha como parte de si. Essa prática levará a uma proximidade cada vez maior com o seu corpo, e que permitirá que possa ouvi-lo, senti-lo. Ele lhe dirá o que precisa sempre e então através da sua consciência, acessará a sabedoria cósmica que trará o alimento, a erva, o elemento, a energia necessária para suprir tal necessidade.

Pois o corpo não sabe dizer: Eu quero abacate! Ele sabe apenas intuí-lo de que necessita de tal tipo de energia, e então será um trabalho em equipe. Ele o intui de tal energia, e você em estado de consciência plena terá condições de decifrar essa informação, transformando em algo palpável, e então você sentirá que deve comer um abacate. Mas não porque a sua mente ligada a matriz planetária criou uma recompensa para comer o abacate, como: Vou ser feliz após comer o abacate! Eu posso comer o que quiser, sou livre! Então que seja um abacate! Ou mesmo: Eu estou com vontade de comer abacate e com isso saciarei minha gula, pois ele é delicioso!

Não! Não! Dessa vez você sentirá algo diferente, apenas a experiência poderá lhe mostrar, mas a vontade do abacate chega como um sopro, você lembra-se do abacate e então é como se sentisse a energia desse alimento, ele se mostra na sua tela mental e você sabe que deve comê-lo. Mas não está salivando de vontade de um abacate, e sim está em paz, calmo e consciente de que deve comê-lo porque seu corpo necessita dele. Você não sente o impulso da fome, pois esse impulso é ligado a matéria, e o que você sente é a intuição trazida pela consciência, que não refletirá em nenhuma vontade física, e sim apenas em um sopro de intuição. Da mesma forma que você recebe uma intuição de algo que não é relacionado a um alimento, você recebe a intuição do alimento, sem despertar nenhuma vontade física, nenhum impulso da carne.

Nesse estado de consciência plena do corpo, você terá a experiência de sentir o seu corpo agradecer no mesmo instante em que ingerir o alimento. Você sente o corpo ser recarregado de energia, você se sente leve ao comer o abacate, você se sente em paz. Não é como se estivesse comendo para matar a fome, mas sim irá parecer que você comeu e não comeu, pois permanece em paz, sem se sentir cheio após uma refeição, ou mesmo sem o desejo por aquele alimento. Você apenas tem a experiência de uma alimentação em paz e equilíbrio. Essa é a sua primeira vitória!

Michele Martini - 27 de novembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 1 - Introdução


Espera-se que trabalhando com as energias possamos ser plenamente felizes, que essa sabedoria possa nos trazer a abundância, a realização de todos os nossos sonhos. Mas primeiramente necessitamos aprender a trabalhar com as energias que circulam dentro de nós. Precisamos compreender o que é energia, e como ela trabalha em nós e em todas as formas de vida. A partir dessa compreensão, poderemos enfim manipular as energias em nós mesmos para não nos mantermos escravos de padrões e crenças limitantes que nos levam a pensar que a forma de nos alimentarmos é certa ou errada.

São muitos padrões e crenças trazidos  há milhares de anos e criados pela mente, que sustentamos porque não nos colocamos à disposição de quebrar paradigmas, de contradizer o que nos é dito, de negar as afirmações que vem a nós, enfim, de tomarmos para nós a liberdade de pensamento, de ser e de existir.

Esses padrões nos levam a pensar que tais tipos de alimentos são bons ou ruins ao nosso organismo, carregamos o medo da mudança, o medo da contestação de algo que já é afirmado por tantos especialistas, médicos, nutricionistas, mas que infelizmente não despertaram para o estado de consciência plena para encontrarem as suas próprias respostas, estão apenas cumprindo os papéis daqueles que repetem os padrões que foram criados por vários antes deles, mas não o contestam. Levam adiante o conhecimento de forma distorcida, que não condiz com as verdades da sua alma.

O que foi verdade para um padrão de consciência limitado de séculos atrás, não pode ser verdade para esse milênio, onde temos a consciência expandida, a intuição aguçada, e estamos mais próximos do encontro com as nossas próprias verdades. Nessa nova era aprendemos a contestar muitas criações mentais que levavam a sociedade a viver dentro de determinadas regras e padrões, e que já não fazem mais sentido diante da leveza que estamos entrando através do ato de deixar as bagagens pesadas da humanidade para trás.
Entramos em uma Nova Era, mas apenas alguns estão realmente dispostos a habitá-la. Essa Nova Era é marcada de transformações intensas na forma de pensar, agir, viver, se relacionar, trabalhar, e também de se alimentar.

Vivemos para nos alimentar com o que é oferecido a nós, com o que vemos a disposição nos restaurantes ou supermercados, aceitamos o que é colocado a nós sem contestar, nos deixamos levar pela gula, pelo medo da mudança. Criamos padrões mentais que nos tornaram dependentes de certos tipos de alimentos, que se tornaram rituais, prisões, que não percebemos, mas nos dão a falsa impressão de sermos livres.

Ao se alimentar de um chocolate, de um doce cheio de calorias e açúcar, que é visto como o objeto de sedução alimentar, pensamos que estar afirmando a nossa liberdade: Eu posso!
A ilusão do poder é afirmada pelo ego, e também pelo medo de transformar a própria vida, que não percebe que o instinto que leva o corpo a querer aquilo não é com o objetivo de recarregar energeticamente o organismo ou o campo vibracional, mas sim é apenas o ego buscando por algo que afirmará para você a falsa informação de que pode, de que é livre e faz o que quer.

A falsa ilusão é afirmada por nós mesmos, que aceitamos nos manter dentro desses padrões, que negamos a nossa própria liberdade, mas a verdadeira liberdade, e não aquela criada pelo ego. Essa liberdade real fará com que você não se sinta mais escravo do alimento, que não se alimente para manter aparências, ou mesmo para saciar um impulso da mente que faz com que desperte o instinto feroz de comer, comer e comer.

Esse instinto é comparado ao próprio animal, que quando está com fome ataca a sua presa de forma feroz, e se alimenta para saciar a sua vontade, e depois sente-se poderoso por ter feito o que tinha vontade. Todas essas são criações da mente, são prisões mentais, que fazem com que o ser humano busque o alimento para saciar a vontade, e não para recarregar a energia do seu organismo.

Precisamos aprender a trabalhar a sensibilidade, a sentir a energia dos alimentos, a ter gratidão pela vida, pela energia contida ali, e então saberemos identificar quando é o ego pedindo por um alimento ou quando é o corpo que necessita recarregar a energia.

A energia que mantém o corpo humano vivo, é obtida de várias fontes, são trocas energéticas que podem vir através da alimentação, do contato com elementos que trazem essa energia, sem necessidade de se alimentar dela, ou mesmo de um belo banho de Sol. Todas as formas de vida estão carregadas de energia, que servirão para a manutenção da vida.

Assim como a planta se move para se posicionar em direção ao Sol,  assim como ela deixa passar a água em excesso do vaso para o prato, nós também podemos viver apenas com o necessário para alimentar a energia do nosso corpo, captando do Sol a energia que ele oferece, absorvendo da água a energia para o nosso corpo, e, assim como a planta retira da terra o alimento para viver, podemos retirar das formas de vida através da alimentação, o necessário para a manutenção da energia do nosso corpo, de forma saudável e sensível, assim como é a nossa natureza.

Vamos aprender a sentir as energias, dos alimentos e de todos os elementos que contém vida. E também a sentir quando não há energia, e dessa forma saberemos identificar através de nossa própria consciência, o que é bom para o nosso organismo.

Não precisaremos realizar exames para detectar doenças ou falta de vitaminas para o corpo, não precisaremos tomar suplementação alimentar, não precisaremos de acompanhamento médico. Precisaremos apenas aprender a ser a nossa própria medicina, a sentir e encontrar nos alimentos a energia que precisamos na medida perfeita para nós mesmos, que se aplica somente a nós e mais a ninguém, pois somos únicos.

Convido os leitores a acompanharem a partir de hoje a série "A Energia dos Alimentos"   que é composta de um total de 25 capítulos trazendo reflexões acerca da alimentação e da energia que nutre nosso corpo. Todas as sextas-feiras você encontrará um novo capítulo em nosso site! Bom apetite!

Michele Martini - 20 de novembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br