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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 10 - Como absorver energia dos alimentos cozidos? É possível?


Podemos dizer que certas formas de preparo da alimentação, transformam a energia. Mas o que é necessário observar é que assim deve ser. A energia que é transformada tem o seu propósito, assim como a energia que está íntegra, que é proveniente do alimento que ainda está conectado à terra.

Desde o momento da colheita do vegetal, da desconexão do seu “cordão umbilical” com a terra, ele passa por uma transformação. Gradativamente a energia é transformada, e sabemos que o final dessa transformação é o retorno à terra, quando ele se decompõe a formar adubo aos outros alimentos. Ele pode então se transformar em alimento para outras plantas, para seres que vivem na terra, como as minhocas e os insetos, mas nunca deixa de ser energia.

Como se alimentar de algo é uma resposta que deve vir de cada um. Como sabemos que a energia de um alimento se transforma, sabemos também que a necessidade do organismo, dos corpos, do sistema corporal de cada ser humano, é única. Então como poderíamos afirmar que um alimento deve ser ingerido cozido ou cru para cada ser humano?

É fato que a energia primordial da planta na sua integridade está contida ali apenas do momento de sua colheita, e gradativamente vai se transformando em formas diferentes de energia.

Percebam que nada é prejudicial, quando ressoa com a carga negativa de energia do organismo naquela mesma vibração, para que seja complementada com o alimento cozido ou não.

Aos alimentos cozidos em água, há uma grande troca energética com o líquido, e que também se transforma, quando originalmente era água pura e passa apresentar outras propriedades, passa a ser outra forma de energia. Assim se dão os chás, sucos, e os caldos, sopas.

O que é importante lembrar é que todas as partes do alimento apresentam formas diferenciadas de energia, e que por muitas vezes são descartadas.

Sabendo que a energia contida no alimento pode ser absorvida de todas as suas partes, inclusive da casca, da semente, da água onde é cozido, começamos a perceber o quanto descartamos formas de energia que poderíamos também ingerir.

Essas formas de energia que são descartadas podem ser absorvidas pelo organismo, mas também podem ser devolvidas à terra, a formar alimento para outras plantas. Todo o ciclo é de troca energética, e, portanto, nada é perdido, tudo é regenerado e transformado.

A prática que trazemos de gerações, de descartar a água de algum legume que foi cozido, ou mesmo a sua casca e sementes, é apenas algo que pode ser aprimorado de acordo com o que o nosso corpo atrair para si. Mas para isso necessitamos nos livrar novamente dos padrões repetidos há tanto tempo, as crenças, as formas de preparo que aprendemos que são certas e erradas.

Enquanto não nos libertarmos dos padrões, não poderemos trazer novas formas de nos alimentar, não daremos voz ao novo que está intrínseco em nós, mas que é impedido de se manifestar porque insistimos em repetir aquilo que vimos, que aprendemos de nossos pais, de nossas antigas gerações.

Estamos aqui para trazer o novo. A energia trazida dos alimentos promove o complemento para cada sistema corporal, e, portanto, deve ser sentido a nível de alma, deixar que seja atraído em ressonância e então recebido como uma ideia completamente nova a ser decodificada pela mente para nos trazer novas formas de se alimentar.

O alimento cozido contém energia de forma transformada, que não é a mesma do alimento in natura, mas sim contém uma nova forma de energia a completar o que é necessário ao nosso sistema. Mas o que precisamos nos atentar é que cozinhamos os alimentos porque aprendemos que deve ser feito dessa forma, e não o fazemos porque é essa energia transformada que o nosso organismo necessita.

Da mesma forma aprendemos que devemos nos alimentar de certos tipos de alimentos em horários predeterminados, mas isso não é verdade. Porque não podemos nos alimentar do que comeríamos no jantar, no café da manhã? E vice-versa? Porque repetimos esse padrão? O nosso corpo e a nossa mente já foram condicionados a viver dessa forma. Mas por muitas vezes apenas uma fruta seria necessária a completar a energia do nosso corpo para o horário do almoço. E poderíamos nos alimentar de um belo banquete ao acordar. Dessa forma estamos repetindo padrões, crenças, formas de viver em uma sociedade que teve a mente condicionada a um padrão, a uma regra. Isso é certo, isso é errado. E, portanto, o primeiro passo é quebrar essas crenças e padrões. Permitindo ser diferente, fazer diferente, experimentar o novo.

Ao nos abrirmos a novas possibilidades, também estamos trabalhando para a transformação planetária, da forma com que todos ditam as regras e seguem padrões. É aquele que decidiu seguir a sua própria caminhada e descoberta de si mesmo, da sua própria identidade, sem se permitir ser programado ou condicionado com o que foi predeterminado a ele.

Reflitamos em nós mesmos o que nos faz repetir esses padrões. O que faz com que sigamos essa grande massa? Questionamos a nós mesmos quando observarmos que estamos novamente repetindo um padrão, e busquemos encontrar a nossa forma de viver. A nossa forma de se alimentar e de preparar os alimentos de acordo com a nossa intuição, com o que o nosso corpo pede naquele momento.

Nos libertemos da crença de certo e errado, e então poderemos trazer uma forma mais livre de viver a vida, mais saudável e leve, mais unida com o Eu Sou.


Michele Martini - 22 de janeiro de 2021

Fonte: www.pazetransformacao.com.br