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sexta-feira, 23 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 21 - A vida pode ser vivida sem o alimento físico?



Na medida que vamos evoluindo em vários aspectos emocionais, nos desprendendo das restrições que nos fazem repetir ações, nos sutilizando energeticamente, mudamos a nossa vibração.

Podemos dizer que um dia fomos mais grosseiros, mas não grosseiros na personalidade, mas sim grosseiros em tudo, desde a concepção de nossos corpos até o nosso campo vibracional, que ressoava com aquilo que também tinha certa densidade.

Se olharmos para toda a trajetória de descoberta e a bela arte que executamos em esculpir o nosso Ser Verdadeiro, para que tomasse forma, perceberemos que ressoávamos com energias mais densas, praticávamos atividades que hoje não mais ressoamos, convivíamos com pessoas e ambientes que hoje não conseguimos mais.

À primeira vista, essa mudança toda pode passar a impressão de que nos tornamos mais sensíveis, mais frágeis, e é isso mesmo. Vamos nos sutilizando, o nosso corpo já não carrega uma densidade tão grande, e nos tornamos cada vez mais cristalinos.

O humano que habitará o planeta na Nova Era, é o que possui corpo cristalino, pois a energia que ressoará no ambiente já não tornará o ambiente habitável para aquele que carrega a densidade, a vibração será mais elevada, e os corpos também vibrarão nessa sintonia. Isso é o que ouvimos dizer como a separação do joio e do trigo, na parábola tão conhecida. Que significa apenas que toda a densidade em nós mesmos será gradativamente transmutada e dará espaço a corpos cristalinos.

Quando falamos em corpos cristalinos, pode passar a impressão que teremos corpos com aspecto de cristal, transparentes ou translúcidos. Mas não se trata disso na interpretação literal, mas sim teremos de fato corpos transparentes e translúcidos para os olhos densos atuais da matéria.

Sabemos que nesse mesmo local onde estamos agora, habitam várias dimensões, desde as mais densas como as mais sutis. E como ainda carregamos corpos densos, programações mentais e restrições do registro akhashico, sintonizamos hora com as dimensões mais sutis, hora com as mais densas. E vivemos em uma verdadeira montanha russa de emoções e mudança de comportamento. Temos dificuldade em permanecer estáveis e em paz. Pois estamos o tempo todo em contato com as energias densas e sutis das outras dimensões.

Quando nos tornamos cristalinos, passamos a estar invisíveis às dimensões mais densas, elas não podem nos ver e também não podem nos atingir, nos prejudicar. Não viveremos mais em uma montanha russa de emoções, e sim sempre sintonizados do nosso nível (cristal), para cima, buscando novas oportunidades de elevação e sutilização.

Mas para chegar nesse estágio, ocorre o processo gradativo de transformação planetária e que repercute em toda a humanidade a nível individual. Vivemos dentro de nossas experiências a experimentar um pouco dessa energia sutil e são trazidas a nós oportunidades de cura das restrições, que nos mantém presos a essa densidade que ainda carregamos.

Podemos recordar e observar como exemplo algumas pessoas que, quando iniciam qualquer tipo de trabalho espiritual, seja se afiliando a um grupo espiritual, ou mesmo praticando meditação, buscando de qualquer forma a sua elevação e sutilização, primeiramente passará a observar mudanças de comportamento das pessoas em sua volta diante da sua própria mudança. Os hábitos que carregava, não mais carrega, mas as pessoas de seu convívio, acostumadas com aquela antiga personalidade restritiva, cobram pelo retorno de tal personagem, que simplesmente deixa de existir.

Assim as transformações na vida começam a ocorrer, e o primeiro choque são as separações, os afastamentos, pois pode acabar percebendo que não mais ressoa com a energia do marido ou esposa, ou mesmo de sua família, seu grupo de amigos ou seu trabalho. Os ajustes vão ocorrendo gradativamente na medida que o despertar vai tomando lugar dentro de nós e nos sutilizando.

Tudo irá se ajustando, e a energia que cada um carrega atrairá novas experiências na companhia daqueles que carregam energia similar. E assim as experiencias evolutivas continuam.

Esse primeiro passo é apenas uma pequena ponta de um grande iceberg que ainda se mostrará. Começamos a mudar a nossa energia, e gradativamente virão as mudanças também na forma de se alimentar, de se vestir, de se cuidar.

Conforme o corpo sutiliza, e são removidas as restrições que ainda nos mantinham em um estado, ou de dependência a algo material, ou mesmo de ressonância ilusória alimentada pelo trauma ou restrição, não sentiremos mais vontade de nos alimentar daquilo que ressoa com a densidade. Assumimos que somos mais sutis, admitimos para nos mesmos que mudamos e simplesmente aceitamos o que chega a nós.

Procuramos em primeiro momento manter os hábitos, as formas de se alimentar e se comportar, justamente pelo medo da mudança. Não acreditamos que tal mudança possa ter ocorrido, e por isso o processo se dá de forma gradual.

Na medida que o corpo sutiliza, ficamos mais frágeis diante daquilo que é denso. E alguns alimentos pesados, bebidas, cigarro, passam a fazer mal ao corpo, que não ressoa mais com essas energias. Na medida que formos descobrindo, vamos retirando tudo o que não nos agrada, que não nos faz bem.

Começamos a sentir a energia poderosa de uma fruta, ao beber um suco recém preparado, sentimos instantaneamente a elevação energética que causa em nós, apreciamos o estado de paz e sutilização, a sensibilidade começa a aumentar e aprendemos a apreciar o lado bom dessa experiência.

Mas ainda vivemos em um mundo onde há restrições e densidades, e inevitavelmente tomaremos contato com essas energias a partir de ambientes e de outras pessoas. Sentiremos de forma mais intensa a densidade nos outros, e aos poucos vamos aprendendo a nos fortalecer, a nos cuidar, para que a energia em nós permaneça sempre elevada a não nos fragilizar diante dessas experiencias.

Percebemos que passamos a necessitar do contato com as energias mais sutis para termos uma reserva energética a viver essas experiencias mais densas. E então vamos ajustando o nosso modo de viver, que pode incorporar uma ida ao parque diária, um banho de ervas, um chá, ou um momento de conexão com os elementos da natureza, conosco mesmos, para enfim trazer essa carga de energia a suportar toda a experiencia diária.

Descobriremos o que nos mantém em equilíbrio, através das experiencias, pois cada um trabalha as energias de forma diferente, e vamos aprendendo a nos observar a descobrir o que é bom para nós.

Aprendemos a recusar aquele Happy Hour após um dia carregado de densidade na rotina do trabalho, para que tenhamos um tempo só para nós, de recolhimento e paz, aprendemos a escolher o que queremos viver e que sabemos que fará bem a nós de acordo com o nosso estado de sensibilidade.

Assim, alguns alimentos já não farão parte do nosso cardápio, vamos gradativamente selecionando apenas o que nos faz sentirmos bem. Também estendendo isso à forma de se vestir e de se cuidar. Alguns cosméticos que são produzidos com ingredientes de origem animal, ou mesmo que foram produzidos em mãos de sofrimento, daquele que não colocou ali o amor e a gratidão, serão sentidos por nós, passaremos a selecionar o que usamos até mesmo em produtos que compramos para os cuidados pessoais.

O contato diário que estabelecemos com formas sutis de energia, nos momentos de reposição energética, do contato com a natureza, nos banhos de ervas, chás, alimentos frescos, meditação, praticas espirituais, vão nos preenchendo e nutrindo, e perceberemos que o alimento físico cada vez mais se tornará algo apenas para ser degustado como prazer, mas sem a necessidade de ingeri-lo para repor a energia corporal.

Ao olhar uma fruta, ao tocá-la e senti-la, poderemos receber a sua energia, sem a necessidade de a ingerirmos. E esse é um estado muito avançado do corpo cristalino, que entra em um novo nível de experiencia energética.

Portanto, não há a real necessidade de ingestão do alimento físico, mas apenas para o ser que alcançou o estado de mestria com todas as energias em sua volta e o seu próprio corpo. Que domina completamente as suas emoções, e que inclusive não apresenta mais emoções. Esse estado é alcançado apenas por aquele que desprendeu-se completamente de quaisquer restrições e já vibra em um nível energético de corpo cristal, e não mais tem contato com padrões de sofrimento individuais e coletivos. Ao alcançar esse nível, alimentar-se se torna uma opção, um passatempo agradável em uma conversa com amigos, ou com a família. Mas não se torna mais necessário a sobrevivência do corpo.

Permanecer nesse estado de paz e equilíbrio, de mestria, o tempo todo, é realmente desafiador, e por isso os elementos da natureza estão para nos auxiliar, nos trazendo através dos alimentos, das ervas, da cachoeira e do mar, do fogo, do vento e da terra, tudo que necessitamos energeticamente para suprir as nossas necessidades energéticas, e que deixa o processo mais suave, sem cobranças e mais leve. Sabemos que os elementos estão aqui para nós, e isso nos conforta, seguimos a nossa caminhada, cada vez mais sensíveis e trabalhando para curar todas as restrições e quebrando os padrões mentais, e enquanto isso sabemos que estamos providos de tudo o que necessitamos através da natureza.


Michele Martini - 23 de abril de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br