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sexta-feira, 16 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 20 - Qual o estado natural do corpo?


Para inovar, procure não tentar se encaixar em moldes já existentes, tanto profissionais, pessoais, ou em qualquer área de sua vida. A sua consciência é infinitamente capaz de trazer tudo aquilo que sua mente seria incapaz de vislumbrar. Portanto, para encontrar o seu propósito, para deixar que o caminho se abra, simplesmente deixe de buscar, deixe de tentar encontrar nomes ou de se encaixar em moldes pré-existentes. Você é livre e capaz de criar o que ainda não existe, não se feche dentro desses moldes, isso apenas o afasta do seu estado de plenitude.

Esses moldes são o que o mantém preso em padrões do que observa no externo, você procura sempre se encaixar naquilo que já existe, procura respostas e não descansa enquanto não consegue se ajustar dentro de um padrão já conhecido.

Pensa que ao conseguir se encaixar, já sabe o rumo que vai seguir na vida. E sabendo, acaba relaxando, deixa de se ocupar nessa busca por se ajustar em algo, por fazer parte. Mas tudo isso parte da não aceitação do que você é, e essa sabedoria ilusória o fecha para a sua verdadeira natureza, a natureza do seu corpo e da sua verdade.​

O saber pode ser uma ilusão. Afinal quem disse que o saber pode ser resumido nessa palavra? Enquanto colocarmos a sabedoria presa dentro de uma palavra, estaremos impedidos de olhar para as simples manifestações do acaso, da rotina, do errado, do feio, do velho e do novo, de tudo aquilo que não se encaixa nessa palavra. Então para realmente ser capaz de criar, apenas precisamos soltar, desaprender tudo o que aprendemos a respeito de como as coisas devem ser, como a vida deve seguir, do certo e do errado, da sabedoria e ignorância...

As maiores ideias e as maiores transformações da humanidade, surgiram daqueles que até o momento, eram considerados loucos ou ignorantes, mas que traziam a conexão com o estado de consciência que os abria à criatividade, e então eram livres.

Não eram cobrados e tampouco procuravam sustentar uma imagem de sabedoria ou algum posto alcançado, eles simplesmente eram o nada. Mas sendo o nada somos capazes de nos conectar ao todo.

Isso parte da compreensão de que o nosso corpo, o nosso campo energético, é limitado enquanto unidade, enquanto personalidade individual, mas que é infinito quando se permite ser apenas o vazio.

O vazio só é alcançado por aquele que tomou contato com o “ser alguém” e que buscou incessantemente manter-se nessa posição, ou mesmo sustentar uma estrada de crescimento nessa direção limitada da mente e da personalidade. E que então conclui que essa caminhada não levaria a local algum, pois se tratou apenas de uma história de muitos anos dando voltas em torno de si mesmo, se observando e atraindo espelhos ao seu redor, que eram apenas a sua forma limitada de observar a experiência da vida.

Esse indivíduo não era capaz de observar a imensidão e o infinito, pois olhava apenas para si mesmo, vislumbrava apenas o que sua mente poderia alcançar. Mas com as experiências da vida passa a compreender que a tentativa em ser mais, em sair do lugar para expandir na vida material, era apenas uma prisão.

Ele então se liberta e deixa de buscar, compreende que o estado da mente vazia, dá lugar à abertura de consciência, e que ela é infinita.

A experiência de conexão com o corpo físico, nos faz compreender, em primeiro lugar, que para compreendê-lo e conectar com ele verdadeiramente, é necessária a desconexão com tudo o que acreditava ser. Com todas as impressões e informações que trazia a respeito do próprio corpo. E que sustentava uma forma padronizada de percepção a respeito de si mesmo.

Isso parte de um comportamento que é possível observar com facilidade, no simples exemplo de nos olharmos no espelho e nos acharmos gordos ou magros, bonitos ou feios, tudo dentro de um padrão criado por nós mesmos.

Como poderemos compreender e sentir a nossa própria essência que dará voz ao nosso corpo, se carregamos informações que o rotulam de adjetivos bons ou ruins? Não permitimos a liberdade de expressão do nosso corpo, simplesmente porque carregamos impressões, opiniões, crenças, a respeito dele mesmo e do que vemos do lado de fora.

Atrairemos ao nosso olhar tudo o que nos causará desconforto. Veremos uma bela modelo ou um belo rapaz magro em uma revista, e automaticamente registramos a informação de que não somos aquilo, e não vemos isso com amor e aceitação, mas sim em tom de julgamento.

Esse mesmo tipo de pensamento nos leva a assumirmos dietas e práticas para ajustar, moldar o nosso corpo, àquilo que julgamos ser certo ou errado. Afinal o que nos move em direção a emagrecer ou mesmo a estar com o peso que almejamos, é o julgamento que direcionamos ao nosso próprio corpo.

E ao praticar tal ato, ao fazer a dieta, ao praticar o exercício físico com esse objetivo, estamos o tempo todo afirmando que o nosso corpo não é amado, que ele não é aceito assim como é, que ele não é como gostaríamos ou como desejamos.

Deixamos de nos desejar, de nos amar, de nos apreciar. Vivemos em um ciclo de comparação. Assim, o que atrai as imagens desconfortáveis de corpos esbeltos diante de nós, é a nossa própria mente que necessita ser provocada, ser levada até o último estágio de insatisfação consigo mesmo, para que então se canse de lutar contra o que realmente somos, e passemos a nos amar.

Para dar voz ao nosso corpo, à nossa verdade, primeiramente devemos abandonar o preconceito e o julgamento e a cobrança conosco, e que é direcionada ao nosso corpo.

Podemos simplesmente deixar isso de lado e permitir que ele respire, que seja o que ele é, sem pressão, sem cobranças. E então, sendo ouvido e já podendo se manifestar, ele começará a caminhar em direção ao equilíbrio. E o estado de equilíbrio do corpo é a completa saúde, o bem-estar, independente da imagem que projetará no espelho, mas simplesmente o que ele é em seu interior, um sistema em perfeito funcionamento.

O nosso corpo necessita ser aceito, ser amado, para então tomar o espaço que necessita no nosso Eu. Afinal ele é parte de nós e a perfeita conexão se dará apenas quando o aceitarmos como parte.

Nada funciona de forma isolada, a nossa mente é capaz de projetar e criar várias ilusões, as quais permanecemos presos, e que sufocam o nosso corpo com todos os tipos de formas-pensamento que criamos e direcionamos a ele.

A liberdade e o estado de paz, de pacificação com o corpo, virá com o cessar do julgamento. E é quando daremos oportunidade para que ele simplesmente faça parte de nós.

O estado natural do corpo é ser parte de nós, e quando digo nós, digo o todo, todo o nosso campo vibracional. Ele é parte do sistema e quer ser integrado.

Abandonando o julgamento, deixando de lado as comparações, e aceitando o nosso corpo como uma simples manifestação de tudo o que ocorre em nosso campo vibracional, emocional, energético, permitiremos que ele vá cada vez mais tomando o espaço que lhe é devido. Entregamos todo o controle, começamos a perceber que não somos capazes de controlar um pedaço isolado de nosso sistema, mas que devemos integrar os pedaços que isolamos e separamos do todo para que absorva toda a verdade do que vibramos e possa apenas ser a sua manifestação.

Temos impedido o nosso corpo de ser o seu estado natural. Queremos que ele faça parte de um padrão que a nossa mente criou e aceita como bonito, certo e saudável. Dessa forma o aprisionamos, o sufocamos em cobranças e controles. A partir do momento que compreendermos essa relação dele com todo o sistema que é a nossa essência, percebemos que de nada adianta querer moldá-lo, e sim trabalhar no equilíbrio e saúde energética do sistema todo para que o corpo seja apenas um reflexo de tudo isso. Veremos beleza no corpo enquanto estivermos em paz conosco mesmos e em união ao que é apenas a manifestação da nossa verdade. A união com o todo que compreende toda a nossa existência em vários níveis de manifestação energética, em várias dimensões, acabará refletindo no corpo fisco, que resplandecerá sempre luz e saúde, beleza e paz.