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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 11 - A Brevidade da Vida - Qual a melhor fonte de energia para o nosso corpo?


De tantas paixões e momentos são feitos uma vida? Sabemos o quão profundo é o tempo de uma vida? O quão longo e arrebatador?

Uma vida não se resume ao que os olhos podem ver, mas sim uma longa caminhada de aprendizados e erros, para então trazer a sabedoria nascida da humildade e da caridade, do amor despertado no coração a dissolver e transcender todos os resquícios do que faz com que o espírito se identifique com a carne, com a matéria.

A vida é breve, se olhada a nível de matéria, e nessa caminhada se apresentam diversas formas de apego, de oportunidades para que aquele ser se identifique com essa brevidade. Mas que sabemos, é apenas algo breve e que logo passará.

O que carregamos além dessas fronteiras da matéria? Energia transformada em sabedoria, que transcende qualquer experiência material. E essa energia é o que fará nascer o ser iluminado, é o alimento de todo o sistema da vida eterna, que sustenta todos os corpos em equilíbrio e paz.

O apego à matéria, às paixões, portanto, nos distancia do obter da mais pura energia que alimentará o nosso sistema. Nos envolvemos em um ciclo que apenas nos mostra matéria em suas manifestações de satisfação, recompensas, e sofrimento. Mas não percebemos que é apenas um ciclo, repetitivo. Hora estamos sendo recompensados, hora estamos em sofrimento e busca de nova recompensa.

A energia que é obtida das formas mais puras a sustentar o equilíbrio do sistema, não é proveniente dessas manifestações de matéria, e não é obtida por aquele que ainda está inserido no ciclo.

Esse ciclo turva a visão do buscador pela sua libertação e paz, ele permite que sejam absorvidas apenas pequenas doses de energia, e então esse processo de absorver e perder energia se torna mais um ciclo. Não se trata de receber e doar energia de forma saudável e sustentando um ciclo de trocas energéticas benéficas e a sustentar o equilíbrio, mas sim de receber e perder.

Isso faz com que o nosso sistema de corpos sutis e físicos, assim como todos os corpos pertencentes a todas as formas de vida manifestadas no planeta permaneçam em desequilíbrio. E a menos que despertemos para essa realidade, continuaremos a alimentar esse ciclo de receber e perder energia, que acaba por desequilibrar todo um sistema de vida do planeta.

Perdemos energia através do nosso desequilíbrio emocional, através da nossa busca incessante por recompensa dentro do nível da matéria, a sustentar a nossa recompensa assim que recebida, e tudo isso nos faz perder energia. Mas a energia perdida nesse processo não é direcionada para sustentar a vida, a manter um ciclo saudável de luz e evolução para todos os seres, e sim acabamos por perder energia a queimando, a destruindo, de forma escura.

Transformamos a energia de luz que vibra em nós, em algo denso, escuro, e que apenas perde a sua força. Não é direcionado a algo perene e vivo, e sim é direcionado a algo criado pela mente, pela prisão mental que vivemos. E dessa forma dissolvemos a energia em nada, a fazemos perder a força, e encerramos o ciclo de dar e receber dessa manifestação de luz.

A energia, quando direcionada a algo benéfico, sem atrelar o sentimento de busca por um retorno material, se torna leve, e continua a crescer e se multiplicar em cada passagem. Quando direcionamos a nossa energia, os nossos esforços a algo que fazemos com amor, sem que façamos isso apenas visando a recompensa, fazemos com que essa energia se expanda, brilhe, se multiplique, e continue viva e fluindo.

O fluxo natural da energia fará com que nos tornemos infinitos, canais por onde a energia flui no processo de entrada e saída. Quando passa por nós, a transformamos de forma a torná-la ainda mais poderosa e damos mais força para que seja direcionada a algo benéfico.

Por exemplo, quando nos alimentamos, recebemos a energia do alimento e manipulamos essa energia dentro de nós, do momento da passagem dela por nós, e a direcionamos a algo. esse direcionamento pode ser desde a nossa atividade diária de trabalho, de onde ganhamos o nosso sustento, ou algum sentimento, como ódio ou amor, criamos o sentimento de gratidão ou reclamação, revolta, e portanto, da mesma forma que podemos ser apenas canais por onde essa energia passa e é transformada em algo maior e mais brilhante, podemos também apagar essa luz.

Recebemos um alimento no nosso organismo, um fruto, e esse fruto nos doa a sua energia. Nós então vamos até a horta e plantamos várias sementes. Dessas sementes germinarão mais frutos. A fruta solitária, madura, retirada da árvore, não seria capaz de criar uma horta e plantar todas as suas sementes de forma perfeita. Mas nós somos. Portanto dessa forma transformamos a energia contida naquele fruto, e multiplicamos a criar mais energia.

Essa é a forma mais clara que podemos compreender como podemos absorver a energia dos alimentos. A energia pode ser benéfica, ou podemos a apagar e dissolver em criações mentais do ego.

Quando recebemos o fruto no nosso organismo, e então temos a energia do nosso corpo reabastecida, podemos direcionar a energia a algo bom ou ruim. Podemos, assim que comemos o fruto, falar mal de uma pessoa, direcionar sentimentos de ódio a ela, reclamar do nosso trabalho e da nossa casa, reclamar da nossa vida. Podemos também reclamar do fruto, reclamar do alimento que recebemos. Podemos utilizar dessa energia reabastecida e do bem estar que estamos sentindo, para nos fortalecer a brigar com as pessoas, a criar discussões, e então essa energia terá servido a nos tornar mais fortes, mas utilizamos essa força para algo que nos coloca novamente no nível de baixa energia, e não tivemos a oportunidade de multiplicar essa luz recebida e direcioná-la a algo que a manteria acesa e fluindo no bem.

Quando nos utilizamos do alimento, dos recursos energéticos que recebemos, para nos fortalecer a nos manter no ciclo vicioso de busca e perda de recompensas da matéria, estaremos também a utilizar a energia de forma a apagá-la, a impedir o seu fluxo natural. Interrompemos o fluxo da energia. E dessa forma vamos gradativamente trabalhando para destruir as nossas vidas e o planeta onde vivemos.

Tudo se trata de doar e receber permitindo o fluir das energias a serem multiplicadas em algo que vem do coração, a algo feito com amor.

Quando recebemos a energia a nos reabastecer, e em seguida vamos ao nosso trabalho realizar atividades onde buscamos apenas a recompensa material, sem a verdadeira busca através do coração, estamos interrompendo o fluxo da energia recebida, e vamos alimentando o ciclo de perdas e recompensas da matéria.

Esse ciclo faz com que as sementes sejam plantadas não a multiplicar a vida, mas sim a recompensar em números na conta bancária. Esse ciclo faz com que trabalhemos nas alterações genéticas dos alimentos não a trazer mais vida e mais nutrientes e energia a todo o sistema, mas sim a recompensar em números na conta bancária novamente. E assim continua o ciclo de perdas e recompensas da matéria. Onde são feitas alterações significativas no planeta apenas a gerar mais lucros, e que apenas criam recompensas breves aos que trabalham dessa forma, mas que inevitavelmente logo trarão perdas grandes e quase irreparáveis, que demorarão muito tempo a trazer mais energia para aquele local. Dessa forma, hora é o momento da recompensa, mas hora será da perda, de tudo aquilo que não é feito através do coração.

A busca pela recompensa sempre trará perda, pois são os opostos. Assim como a energia de um alimento em específico quando em baixa, atrai a mesma energia em alta, e os polos negativo e positivo se atraem a se completar e trazer o reequilíbrio, assim também se dá no sistema de recompensas e perdas da matéria. Então haverá sempre a certeza de que onde existe a busca por recompensa, logo haverá a perda, e o ciclo será infinito.

Não se trata de buscar a melhor fonte de energia, mas sim de trabalhar para manter a energia sempre mais intensa e viva. Olhemos através dos véus desse ciclo, que temos repetido há tanto tempo, e busquemos o despertar do amor, a libertação desse sistema de perdas e recompensas, e substituamos por dar e receber, pelo fluir natural da vida, da energia que movimenta o planeta e traz a liberdade, paz e completude. Busquemos através dos menores gestos, atitudes impensadas na mente, inovadoras, transformadoras, a modificar esses padrões. Façamos diferente!


Michele Martini - 29 de janeiro de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br