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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 6 - Como sentir a energia dos alimentos?


Chegamos ao ponto chave, o meio, o objetivo da busca. O sentir está relacionado a nossa capacidade sensorial, à sensibilidade. Mas também está relacionado com o estado de consciência onde o sentir se transforma em apenas intuir. E o que entendemos por sentir está ligado a sentidos físicos, e, portanto, podem ser suscetíveis ao estado da mente, que por vez está ligada à matriz planetária e às suas restrições.


Portanto, quando falamos sentir, dizemos não do sentir físico, mas sim do intuir. E esse intuir não se relaciona com o sentido do corpo, com a vontade de comer, mas sim mostra a direção, como uma bússola. É um direcionador energético, que leva você ao encontro daquilo que necessita para promover o perfeito equilíbrio de seu corpo físico, emocional e mental.


Sim, quando falamos que a energia que é indicada pela consciência trabalha o equilíbrio de todos esses corpos, é porque trará o complemento necessário para que todo um sistema possa viver em unidade, em harmonia. E não podemos separar o emocional, o físico e o mental, pois todos os três estão juntos na experiência da matéria que todos nós vivemos.


Essa experiência material é enredada de uma história repleta de aventuras, de experiências, que trazem, por fim, a caminhos certos e mais pedregosos, digamos assim, mas que levam sempre ao equilíbrio do corpo.


Mesmo quando trazemos para o nosso organismo substâncias e formas de energia que não trazem benefício, e sim que prejudicam o funcionamento de todo esse sistema, o corpo trabalha para que o reequilíbrio aconteça, e isso é manifestado na forma de dores, vômito, náuseas, e todos os sintomas indicativos de que algo está em processo de ajuste interno.


Sim é um ajuste, e esse ajuste se manifesta de forma dolorosa pois não é o perfeito equilíbrio em si, mas sim apenas um momento, um período de transformação, de mudança energética, onde é expelida a densidade, para permanecer apenas a luz e trazer o equilíbrio novamente ao sistema. Todo o corpo trabalha dessa forma, e então nos momentos em que está expelindo a densidade e trazendo o equilíbrio, é quando podemos intuir a energia dos alimentos, quando o corpo, ou seja, todo sistema, mostrará o que é necessário para que esse equilíbrio aconteça.


A forma com que expus o exemplo do desequilíbrio foi até intensa, mas ela também pode se manifestar de forma sutil, como apenas uma garganta seca. O que significa a sensação de garganta seca? Significa que necessita de lubrificação, de líquido, de água. Essa não é a vontade de tomar um suco de laranja, nem tampouco uma cerveja, mas sim é o instinto que mostra a você através da sua intuição, que necessita de líquido para que seja reequilibrado.


Então você sente vontade de ir ao banheiro. O que ocorre nesse momento? Ocorre que o sistema já absorveu os nutrientes, a energia do que foi ingerido, e deseja expelir o que não é necessário, a energia densa, que contém sim uma forma de energia, mas não é a energia necessária ao seu organismo. Afinal de contas, se fosse assim nós comeríamos as próprias fezes.


Então chega a curiosa reflexão de porque alguns animais se alimentam das próprias fezes. E então lembramos que eles não sabem que é julgado errado pela sociedade que as fezes não devem ser comidas. Ele simplesmente é levado pelo instinto animal, que não é a sua intuição, mas sim apenas um instinto que trabalha a nível físico, pelo olfato, onde é capaz de sentir o odor do resíduo de algum alimento que acabou não sendo processado pelo seu organismo, e foi expelido de forma que seja capaz de exalar o odor daquele alimento.


O animal, com o seu olfato apurado é capaz de sentir, com o seu sentido físico do olfato, o odor desse resquício de alimento, e então se alimenta dele. Ele não sabe que o seu organismo expeliu porque ele não necessita desse alimento para o seu organismo, pois ele não se alimentou guiado pela sua consciência, e sim pelo sentido físico, animal, apenas ligado ao corpo, mas que de qualquer forma também acaba por alimentar todo o seu próprio sistema assim como nós.


Se dermos a um animal um chocolate, ele se alimentará, mesmo sem saber que faz mal ao seu organismo e poderá adoecer. Ele é guiado pelo sentido físico do olfato, e não pela consciência. Não é capaz de direcionar os seus hábitos pela intuição. Essa é a diferença entre humanos e animais, a qual exploraremos mais adiante novamente em outro capítulo.


Mas isso nos leva a perceber que um ser humano pode sentir a energia dos alimentos apenas se dá ouvido a sua consciência, a intuição que é trazida da sua suprema manifestação de alma. E deixa de lado o instinto animal que é o faro do cachorro, e que então nos torna iguais a ele.


Não é uma questão de julgamento, do que é considerado certo ou errado de se alimentar, mas sim de guiar a vida e fazer com que o nosso sistema do corpo trabalhe apenas para suprir a necessidade energética para que esse sistema permaneça em perfeito equilíbrio. E isso apenas pode ser obtido por nós mesmos, quando acessamos a consciência.


A energia do alimento é viva, ela emana vida e luz. Ela emana tudo o que é necessário para que possamos captar a sua existência, a sua energia. E então sabemos que os alimentos possuem vibração energética, e por isso, não seria possível captar essa vibração com o nosso aparelho respiratório, ou com os nossos olhos. E sim somos capazes de captar com a mudança energética sentida quando projetamos em estado de consciência a imagem desse alimento para nós.


O nosso corpo vibra em energia negativa, posicionada em pólo negativo daquilo que necessitamos. O alimento que contém a energia que estamos em falta, vibra na mesma energia que estamos no polo negativo, mas ela vibra no polo positivo, e dessa forma elas se atraem, da forma que um ímã se atrai a outro em polos opostos.


Vamos tomar como exemplo um corpo que necessita ingerir certa dose de vitamina C. Então sabemos que podemos obter essa energia de várias fontes. Mas o nosso paladar ou o nosso aparelho respiratório, ou os nossos olhos, não são capazes de captar a vitamina C nos alimentos, e sim apenas o confiar na intuição trazida pela mensagem da consciência.


Nesse momento, a nossa mente trabalha para a consciência, e não para a malha planetária de restrições, e ela traz de forma codificada a imagem em nossa tela mental do alimento que poderá trazer o suprimento de tal vitamina que necessitamos. Esse momento é algo supremo e digno daquele que aprendeu a conectar-se com a sua consciência, superando o preconceito e deixando-se levar pela confiança em si mesmo e na sua capacidade de receber tais informações.


Esse ser recebe em sua tela mental a imagem do alimento, e então vai em busca de tal alimento que suprirá sua necessidade. Ele não sabe que necessita de vitamina C, mas ele vê em sua tela mental a imagem de uma laranja. Não é a mente que mostra a laranja trazendo uma necessidade física ou ligada a restrições, apegos ou crenças, mas sim ela contribui apenas em mostrar, de forma codificada, o que pode ser recebido por você de forma a ingerir tal vitamina.


A mente sabe o que será entendível para você nesse momento. De que adiantaria ela mostrar uma fruta ou um alimento que você não conhece? Onde você encontraria e como saberia do que se trata? Ela necessita ser a parceira da consciência nesse trabalho de decodificação da mensagem. E então o corpo será suprido da energia que necessitava.


Pensamos então: seria necessário realizar exames nutricionais a cada intuição trazida da consciência? Dessa forma permaneceríamos as nossas vidas todas dentro de laboratórios a coletar materiais para exames. Se não aprendermos a ouvir a nossa consciência e a sentir a energia dos alimentos, estaremos a trazer lixo tóxico para dentro dos nossos sistemas energéticos o tempo todo, e que acabarão por ocasionar doenças físicas, que serão a limpeza do sistema ocorrendo de forma intensa, e então procuraremos os consultórios médicos a medicar-nos para resolver os problemas de saúde.


Então aprendamos a sentir o que é trazido através da consciência e a sentir a energia dos alimentos que não despertam o paladar, mas sim são trazidos através da intuição, e que promoverão o perfeito bem-estar do nosso sistema.


Michele Martini - 25 de dezembro de 2020.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br