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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 5 - Não estou conseguindo ouvir a consciência, o que me limita?


A consciência é medida pela capacidade do ser de apenas ser. Quando deixa de se identificar com algo irreal, que é criado pela mente, para apenas ser a sua verdadeira essência.

O primeiro contato com o que chamamos de consciência é quando dizemos: “Estou com a consciência pesada...” ou “Isso faz bem para a minha consciência! ”.

Afinal de contas, o que seria essa consciência, e porque ela pode estar pesada ou podemos fazer bem a ela? Passemos a perceber o estado natural da consciência, que é quando apenas vivemos a vida, sem preocupações, sem pesares, sem tristezas e arrependimentos. O estado de paz da consciência é apenas o estado de pás de nós conosco mesmos, quando dizemos sim à nossa essência e dizemos não à mente.

A mente divaga, cria ilusões, cria formas de pensamentos destrutivas ou até mesmo formas de pensamento que apenas nos tiram do nosso centro de equilíbrio, e que nos faz deixar de viver o aqui e agora. Essa mente é direcionada por um combustível que existe em abundância na Terra: o ego.

O ego é o que nos identifica com a nossa personalidade. Mas afinal o que é a personalidade? Porque precisamos ter uma personalidade? A consciência tem personalidade? E a mente?

A consciência é o estado de conexão com o Divino, que é sim pincelado pela nossa personalidade, pois é através dessa personalidade que trazemos as recordações das experiências.

Se um dia maltratamos alguém e aprendemos que isso causa sofrimento, então recordamos, personalidade recorda dessa experiência. E então a consciência trabalha com essa atuação da personalidade, até que isso seja elevado em sabedoria de alma. Quando eleva-se em sabedoria de alma, isso fará parte de sua sabedoria inata, aquela que você traz e não sabe de onde veio. Mas que parece que sempre foi verdade para você, que você sempre soube, mas não sabe como.

Esse é o estado de consciência plena que traz a sabedoria da alma, e não através de recordações da matéria do Eu Personalidade.

Esse estado de consciência plena pode ser alcançado aqui e agora inclusive com as experiências vividas nessa vida. Mas para isso é necessário deixar de se identificar com o ego, com o Eu Personalidade, e passar a se entregar à consciência, ao nada.

Deixamos de querer, de saber, de ter, de planejar, de não gostar, e nos entregamos apenas ao viver. Esse estado de desprendimento é o que fará com que possamos transcender todas as nossas limitações e restrições, e então passamos a guiar as nossas vidas pelo instinto natural de nossa essência, de nossa alma.

Sabemos que podemos escolher diferentes direções na vida, umas que levam ao nosso verdadeiro propósito, e outras que nos desviam dele. Esses desvios não são exatamente errados, e por isso digo a palavra desvios e não a palavra errado. São apenas desvios da rota principal, mas que são necessários à evolução e preparação do Ser para tomar a estrada final em direção ao propósito de alma.

Com isso, quando pensamos em alimentação e no sentir das energias que nos envolvem tanto em experiências quanto na forma de se alimentar, percebemos que diversas vezes tomamos os caminhos desviados da rota principal. Recordamos de tantas vezes que nos alimentamos de algo e em seguida percebemos que isso não foi bem recebido pelo organismo, que reclamou de várias formas, e quantas foram as vezes também que tomamos caminhos desviados em relacionamentos, escolhas profissionais, lugares para viver, estudos, aprendizado espiritual... enfim. Todos os caminhos desviados foram válidos, pois eram necessários para que adquiríssemos sabedoria na caminhada da rota principal.

Como poderíamos elaborar uma bela receita com os ingredientes que nunca experimentamos e nunca saboreamos? Como podemos elaborar um belo prato de nossa vida sem ao menos ter conhecimento de todos os recursos que podem vir a compor essa bela obra? É importante que, assim como um bom Chef de cozinha, saibamos criar com base em nossas experiências. Que possamos então trazer a palavra “experiências” para a prática, que possamos de fato experimentar, no sentido direto da palavra, todos os sabores e aromas que a vida pode nos oferecer, e então possamos selecionar aqueles que farão a composição do belo perfume da nossa vida.

Enfim misturamos tudo com a alquimia da consciência. Todas essas experiências nos levam cada vez mais próximos de nossa consciência e então aprendemos a ouvi-la. É através da experimentação que saberemos o que está ressoando com nossa energia ou não. É através da liberdade de viver a vida que poderemos trazer sabedoria a construir o nosso futuro, e então ser plenamente a consciência viva e plena atuando em nossos corpos e em nossa vida. Quando somos de fato o que somos: é o encontro com o Eu Sou.

Por isso, deixemos de lado o preconceito em tomar os desvios do caminho reto da iluminação, e vamos largar no caminho o julgamento por termos errado. Pois já disse que não há erro, e sim apenas os desvios necessários para que a obra se torne mais bela.

O agarrar do julgamento a si mesmo, é o que impede que a consciência se manifeste. Carregamos esse sentimento de repulsa onde condenamos a nós mesmos, e então deixamos de apreciar a experiência como se apresenta, deixamos de olhar para os ingredientes, os aromas experimentados pela vida, para compor a nossa grande obra. O julgamento nos bloqueia e nos impede de ouvir a voz da consciência, e de manifestarmos a nossa consciência em nossas atitudes e nas nossas vidas.

Deixemos de lado a palavra “erro” e substituamos por “desvio”. Mas um desvio belo e carregado de experiências, rico de informações para que possamos ser os sábios de nós mesmos e manifestar a consciência no aqui e agora.

Michele Martini - 18 de dezembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br