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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

A Energia dos Alimentos - Introdução


Espera-se que trabalhando com as energias possamos ser plenamente felizes, que essa sabedoria possa nos trazer a abundância, a realização de todos os nossos sonhos. Mas primeiramente necessitamos aprender a trabalhar com as energias que circulam dentro de nós. Precisamos compreender o que é energia, e como ela trabalha em nós e em todas as formas de vida. A partir dessa compreensão, poderemos enfim manipular as energias em nós mesmos para não nos mantermos escravos de padrões e crenças limitantes que nos levam a pensar que a forma de nos alimentarmos é certa ou errada.

São muitos padrões e crenças trazidos  há milhares de anos e criados pela mente, que sustentamos porque não nos colocamos à disposição de quebrar paradigmas, de contradizer o que nos é dito, de negar as afirmações que vem a nós, enfim, de tomarmos para nós a liberdade de pensamento, de ser e de existir.

Esses padrões nos levam a pensar que tais tipos de alimentos são bons ou ruins ao nosso organismo, carregamos o medo da mudança, o medo da contestação de algo que já é afirmado por tantos especialistas, médicos, nutricionistas, mas que infelizmente não despertaram para o estado de consciência plena para encontrarem as suas próprias respostas, estão apenas cumprindo os papéis daqueles que repetem os padrões que foram criados por vários antes deles, mas não o contestam. Levam adiante o conhecimento de forma distorcida, que não condiz com as verdades da sua alma.

O que foi verdade para um padrão de consciência limitado de séculos atrás, não pode ser verdade para esse milênio, onde temos a consciência expandida, a intuição aguçada, e estamos mais próximos do encontro com as nossas próprias verdades. Nessa nova era aprendemos a contestar muitas criações mentais que levavam a sociedade a viver dentro de determinadas regras e padrões, e que já não fazem mais sentido diante da leveza que estamos entrando através do ato de deixar as bagagens pesadas da humanidade para trás.
Entramos em uma Nova Era, mas apenas alguns estão realmente dispostos a habitá-la. Essa Nova Era é marcada de transformações intensas na forma de pensar, agir, viver, se relacionar, trabalhar, e também de se alimentar.

Vivemos para nos alimentar com o que é oferecido a nós, com o que vemos a disposição nos restaurantes ou supermercados, aceitamos o que é colocado a nós sem contestar, nos deixamos levar pela gula, pelo medo da mudança. Criamos padrões mentais que nos tornaram dependentes de certos tipos de alimentos, que se tornaram rituais, prisões, que não percebemos, mas nos dão a falsa impressão de sermos livres.

Ao se alimentar de um chocolate, de um doce cheio de calorias e açúcar, que é visto como o objeto de sedução alimentar, pensamos que estar afirmando a nossa liberdade: Eu posso!
A ilusão do poder é afirmada pelo ego, e também pelo medo de transformar a própria vida, que não percebe que o instinto que leva o corpo a querer aquilo não é com o objetivo de recarregar energeticamente o organismo ou o campo vibracional, mas sim é apenas o ego buscando por algo que afirmará para você a falsa informação de que pode, de que é livre e faz o que quer.

A falsa ilusão é afirmada por nós mesmos, que aceitamos nos manter dentro desses padrões, que negamos a nossa própria liberdade, mas a verdadeira liberdade, e não aquela criada pelo ego. Essa liberdade real fará com que você não se sinta mais escravo do alimento, que não se alimente para manter aparências, ou mesmo para saciar um impulso da mente que faz com que desperte o instinto feroz de comer, comer e comer.

Esse instinto é comparado ao próprio animal, que quando está com fome ataca a sua presa de forma feroz, e se alimenta para saciar a sua vontade, e depois sente-se poderoso por ter feito o que tinha vontade. Todas essas são criações da mente, são prisões mentais, que fazem com que o ser humano busque o alimento para saciar a vontade, e não para recarregar a energia do seu organismo.

Precisamos aprender a trabalhar a sensibilidade, a sentir a energia dos alimentos, a ter gratidão pela vida, pela energia contida ali, e então saberemos identificar quando é o ego pedindo por um alimento ou quando é o corpo que necessita recarregar a energia.

A energia que mantém o corpo humano vivo, é obtida de várias fontes, são trocas energéticas que podem vir através da alimentação, do contato com elementos que trazem essa energia, sem necessidade de se alimentar dela, ou mesmo de um belo banho de Sol. Todas as formas de vida estão carregadas de energia, que servirão para a manutenção da vida.

Assim como a planta se move para se posicionar em direção ao Sol,  assim como ela deixa passar a água em excesso do vaso para o prato, nós também podemos viver apenas com o necessário para alimentar a energia do nosso corpo, captando do Sol a energia que ele oferece, absorvendo da água a energia para o nosso corpo, e, assim como a planta retira da terra o alimento para viver, podemos retirar das formas de vida através da alimentação, o necessário para a manutenção da energia do nosso corpo, de forma saudável e sensível, assim como é a nossa natureza.

Vamos aprender a sentir as energias, dos alimentos e de todos os elementos que contém vida. E também a sentir quando não há energia, e dessa forma saberemos identificar através de nossa própria consciência, o que é bom para o nosso organismo.

Não precisaremos realizar exames para detectar doenças ou falta de vitaminas para o corpo, não precisaremos tomar suplementação alimentar, não precisaremos de acompanhamento médico. Precisaremos apenas aprender a ser a nossa própria medicina, a sentir e encontrar nos alimentos a energia que precisamos na medida perfeita para nós mesmos, que se aplica somente a nós e mais a ninguém, pois somos únicos.

Convido os leitores a acompanharem a partir de hoje a série "A Energia dos Alimentos"   que é composta de um total de 25 capítulos trazendo reflexões acerca da alimentação e da energia que nutre nosso corpo. Todas as sextas-feiras você encontrará um novo capítulo em nosso site! Bom apetite!

Michele Martini - 20 de novembro de 2020.
Fonte: www.pazetransformacao.com.br