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sexta-feira, 2 de abril de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 18 - Qual atividade é boa para mim?

 


Apenas fazendo o que querem, as pessoas têm a liberdade de viver a sua experiência.

Apenas fazendo o que querem, contra tudo e contra todos, contra as regras, as imposições da sociedade, as limitações, as obrigações, os horários, os padrões, apenas fazendo absolutamente o que querem e sem julgamento se isso é certo ou errado, desde o autojulgamento até o julgamento dos outros, mesmo o julgamento criado a partir de si mesmo, porque acredita que o que queria fazer é errado, apenas quando as pessoas se libertarem do julgamento e de fato fizerem o que querem, é que elas poderão seguir o seu propósito, o seu aprendizado verdadeiro.

Estamos todos em uma trilha de aprendizado, e muitas vezes permanecemos por muito tempo afastados desse objetivo, porque simplesmente não fazemos o que queremos.

Sejamos livres e libertos, para seguir o que nós sentimos que devemos fazer, apenas o que queremos, e então poderemos experimentar a dor do erro, do erro pela caminhada de sofrimento. Pois apenas dessa forma, sendo aceita e trilhada, é que poderá nos trazer a sabedoria da forma que deveria ser.

Permanecemos por anos e por vezes por uma vida toda, afastadas das experiências que viemos experimentar, por medo, por julgamento, porque julgamos serem erradas algumas das nossas atitudes, algumas das nossas vontades, por não serem aceitas pela sociedade, por nós, por tudo aquilo que vemos na televisão, ou que recebemos dos nossos pais, aceitamos apenas o que é aceito pelos outros, pelas regras, pela etiqueta social.

Então nos libertemos e vamos fazer apenas o que temos vontade. E apenas experimentando a vida dessa maneira, é que poderemos de fato evoluir e iniciar a nossa jornada, aquela que viemos viver como objetivo final da nossa vida. Seremos guiados sempre para o nosso propósito, para o objetivo da nossa encarnação, apenas quando vivermos aquilo que verdadeiramente temos vontade, sem julgamento, sem condenações.

Tememos errar, tememos cometer atos inaceitáveis, tememos a falta, tememos a perda, mas é por isso que nos afastamos das experiências as quais viemos experimentar. Afastamo-nos e, portanto, perdemos muitas vezes vidas e vidas nessa mesma busca. Então fechemos esse ciclo, de repetições, de medo, do julgamento, da angústia, e vamos nos libertar, vamos fazer apenas o que temos vontade, e nos jogarmos na experiência da vida, ver o que vem, se vier uma queda, se vier um sofrimento, então esse sofrimento é o que nos trará sabedoria e o conhecimento necessário para nos libertarmos da repetição de sofrimento em nossa vida.

Às vezes é necessário nos libertarmos, nos deixarmos seguir pelo caminho que julgamos ser errado, para que então possamos trazer o aprendizado que nos trará a felicidade plena em um momento muito próximo.

A atividade que é boa para você, para mim, para nós, é simplesmente aquela que conversa com o nosso coração, aquela que traz a nossa verdade, que expressa as nossas vontades.

Observando de maneira intensa essa leve experiência de entender o que é bom para você, perceba porque muitas vezes vai ao trabalho de terno e gravata quando o dia está tão quente e agradável para estar com roupas leves e frescas. Você realmente é obrigado a seguir o que a etiqueta social lhe impõe. A etiqueta social está o observando, cuidando dos seus passos? Ah sim, ela se manifesta através dos olhares, pensamentos e comentários daqueles que ainda são controlados por essa forma de pensamento. Mas enfim, ainda assim você se sujeita a ser controlado?

Se o seu médico lhe indica uma atividade física especifica da qual você não gosta, ainda assim você irá fazer? Se o seu marido ou esposa pratica uma atividade física, você obrigatoriamente necessita se ajustar à sua vontade para seguir o padrão, para agradar, para estar com aquela pessoa?

Lembre-se que você, nessa caminhada, busca pela autonomia em relação aos seus próprios sentimentos, a controlá-los, e assim a vida se torna bela, leve e divertida, quando deixa de ser moldado e guiado pelas emoções, mas está conectado em sua consciência apenas a observá-las, a entender como elas se processam, a direcioná-las para o vazio na medida que vão apresentando as falhas, as fraquezas.

Enfim, o que você come deve ser ditado pelas suas emoções? E o que você pratica como atividade física, ou mesmo o fato de querer ou não praticar uma atividade física, deve também ser ditado pelas suas emoções? Afinal, quem comanda a sua vida? É você ou as suas emoções?

O aprendizado em se auto observar, sem medo e sem julgamento, apenas olhar de um nível externo o que ocorre consigo mesmo, como as vontades são despertadas em sua mente e em seguida o direcionam para uma ação, fará com que você comece a compreender o que é um impulso do instinto animal, o que é uma manifestação de suas emoções, e o que é realmente recebido a nível de consciência, de alma, desprendida de padrões e regras.

Tudo o que você acredita ser como certo ou errado, é apenas uma manifestação do ego. Tudo que você acredita como regra, ou “tem que ser”, é apenas a mente criando padrões ou os repetindo como um vício. Somos viciados nesses padrões, eles movimentam todas as nossas ações. Salvo aqueles que se libertaram através do despertar de consciência.

A escolha da atividade física que é boa para mim ou para você, nasce no coração. Hoje pode ser bom meditar, amanhã pode ser bom jogar uma partida de futebol, e ontem pode ter sido uma delícia estar em uma pista de corrida em um parque. Afinal, porque deve haver apenas uma atividade física para cada pessoa? Ou algumas atividades físicas? O importante é caminhar em direção da ação com o coração a guiar o seu caminho, e não o medo ou o condicionamento mental.

Há sim aqueles que não farão absolutamente nenhum exercício físico, nem mesmo meditação, pois estão em estado depressivo e de desanimo diante da vida. Isso é ótimo! Esse desanimo e depressão é o chamado para despertar! É o desconforto com essa vida cheia de regras e imposições, e naturalmente haverá o desanimo em fazer qualquer coisa, mesmo comer, ou dormir, ou correr, ou trabalhar, dependendo de cada um. Mas haverá sim o momento do desanimo, da depressão, de quando se pensa em desistir da vida, dessa experiencia, para então começar de novo em uma nova oportunidade, ou mesmo aqueles que não compreendem o ciclo reencarnacional, buscam o suicídio como uma fuga dessa prisão mental e condicionamentos que toda uma sociedade vive.

Esse indivíduo desperta para o que é verdade, e a verdade à primeira vista é esmagadora, pois descortina diante do olhar o fato de que nada que acreditamos era real, nada preenche o coração em luz, nada trará a plenitude e felicidade, pois são apenas ações isoladas e que sustentam um padrão em massa de repetição de atos. Esse despertar é esmagador, pois destrói todas as crenças e esperanças. Pois as crenças e esperanças foram todas criadas pela mente com base no que se pensava ser a verdade da vida, mas que era uma ilusão.

Esse despertar acaba trazendo a sensação de que tudo está perdido, não se ajusta em nada, não se sente parte de nada, pois na realidade não somos parte de nada que acreditamos ser, não somos parte de um grupo de meditação, ou de um time de futebol, ou mesmo de uma turma de escola. Não somos parte de criações mentais que seguem padrões. Tudo o que foi verdade para nós deixa de ser, e nos sentimos perdidos, deslocados nesse mundo de experiencias.

Enfim, essa é a fase daquele indivíduo que não tem vontade de praticar nenhum exercício, ou mesmo de sair de casa, ou de ir para casa, é como alguém que acabou de nascer, mas está na fase adulta, não sabe mais nada sobre a vida. Tudo o que acreditava deixa de ser verdade, e precisa iniciar todo um novo processo de construção de informações a respeito de tudo. Esse é o estado de esvaziamento completo.

A busca é por se encaixar em algo, se sentir parte, e enfim nesse estado algumas pessoas acabam se deixando levar pela opinião de outras pessoas a respeito do que deveriam fazer, das atividades que deveriam executar na vida, para se encaixarem novamente em uma sociedade padronizada. Mas enfim esse indivíduo já não desperta o brilho no olhar diante de todas essas novas experiencias. A depressão continua presente.

Esse sentimento é amenizado apenas quando se aceita que o velho se foi, e se abandonam as tentativas de preencher-se novamente com mais um pouco do velho para se sentir parte de algo. E então, a partir dessa renúncia, deixa que o novo tome espaço de si, comece a despertar para a sua própria verdade, escute a sua consciência que sempre gritou aos ouvidos mostrando o caminho, soprando o que é bom para nós, para cada um, e nunca aceitamos ouvir.

Esse silenciar, a partir do esvaziamento completo, mostrará o que gostamos de fazer, começamos a conhecer um novo individuo: Nós!

Somos apresentados gradativamente a esse ser que sempre fez parte de nós e era mascarado pelas impressões de uma sociedade que impedia que ele se mostrasse. Começamos a sentir, a ouvir a nós mesmos, e então o exercício será fazer apenas o que gostamos de fazer. Apenas o que a nossa consciência direciona, as atividades que sintonizam com a nossa verdade no momento presente.

Começamos a descobrir tudo o que é bom para nós, desde uma atividade, até um trabalho, ou um relacionamento, tudo começa a se abrir e brilhar diante de nossos olhos, e iniciamos uma nova fase em nossas vidas em direção ao nosso propósito.


Michele Martini - 02 de abril de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br