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sexta-feira, 26 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 17 - Como aprender a dosar a quantidade de exercício?


Quando se aprende a sentir o próprio corpo, quando se aceita o estado pleno de desconexão com o que é matéria, e entende-se apenas como o vazio, estaremos abertos a receber a mensagem suprema, aquela que vem como um chamado.

Não há regras, não há necessidade de se ater a padrões, em formas pré-determinadas de viver, e tampouco de executar as atividades físicas. Há sim a necessidade de romper as crenças, esvaziar para então deixar-se ser preenchido pelo novo, pela forma especial de ser, que é perfeita para si mesmo.

Sem o esvaziamento, não será possível compreender ou saber a quantidade de exercícios para o corpo, ou também se há a necessidade de algum exercício.

Há aqueles que se comprometem com uma pratica, com uma rotina, e criam padrões mentais que os empurram a realizar tal atividade em certa frequência e padrão de repetição. Mas essas são apenas criações da mente a manter uma linearidade de ações. Todas são pré-determinadas pela mente. Por vezes pode-se pensar que ao preparar-se para praticar a atividade física recorrente semanal, estamos a seguir para algo que nos deixa livre. Mas a verdade é que estamos apenas a repetir um condicionamento criado por nós mesmos.

Todas as formas de trabalhar a regeneração energética do corpo conhecidas hoje, são baseadas em padrões pré-determinados. Mesmo aquelas ações corriqueiras como o horário e frequência para trabalhar ou dormir, ou comer. Seguimos os padrões criados por nós mesmos e vamos como uma grande onda a seguir a massa.

Esses padrões nos impedem de realizar quaisquer atividades seguindo apenas a intuição. Nos deixam centrados, com o olhar direcionado a apenas uma forma de fazer as coisas. Nos podam a liberdade. Nos mantém no controle, seguindo o fluxo da maioria.

Nós aceitamos esses padrões, e não somos vítimas de algo que nos foi imposto, pois contribuímos na manutenção de tais padrões e na criação deles. Não somos capazes de compreender que de acordo com as experiencias que vivemos, com o aprendizado especifico para cada caminhada nessa vida, há formas diferentes de movimentação.

Quando dirigimos, sabemos para onde vamos. Não sabemos se aquela é a melhor estrada, ou mesmo se devemos de fato ir até onde estamos indo. Estamos apenas seguindo padrões pré-determinados, lugares conhecidos, estradas que projetamos em nossas mentes e que de fato são as melhores alternativas. Mas lembrando que fazemos todo um planejamento antes de iniciar essa caminhada, ao tomarmos o controle do volante do veículo, vamos para onde a nossa mente projetou.

E se ao menos deixássemos a consciência nos levar? Por muitas vezes escolhemos um trajeto para seguir baseado no que já conhecemos, sabemos de acordo com todas as possibilidades que são possíveis de serem projetadas pela mente, que tal trajeto é melhor, por diversos motivos e justificativas que trazemos a nós mesmos.

Mas e se apenas deixássemos a consciência nos levar? Será que dirigiríamos em direção aquele local planejado e preparado pela mente?

Quando saímos todas as manhãs ou no horário que vamos ao trabalho, e decidíssemos deixar a consciência nos guiar, será que a consciência nos levaria ao trabalho? Para onde a nossa consciência quer nos levar? Onde ela está ressoando naquele momento? O que é bom para nós naquele momento?

Por muitas vezes seguimos adiante para o objetivo final da estrada, ao qual não gostaríamos de alcançar. Vamos contra a nossa própria consciência. Se despertamos com mal estar, ainda assim, com o uso de medicamentos, mantemos a nossa rotina. Se temos uma viagem planejada para um horário, mas surge um imprevisto, ou mesmo se não nos sentimos com vontade de viajar, se a nossa consciência nos chama para outra caminhada, nós ainda assim negamos o chamado, e vamos em direção aquele local onde a nossa mente nos projeta.

Assim ocorre com a frequência de atividades físicas. Realmente há necessidade de haver uma frequência? Vivemos em um modelo de organização de horários e compromissos, que nos mantem presos a um padrão, a uma forma de repetição. Nos comprometemos a estar um número de dias da semana especificamente em algum lugar para praticar a atividade física, ou mesmo em um horário especifico.

O que sustenta esse padrão é a mente. Se 10 alunos se matriculam em uma aula de yoga por exemplo, todas as manhãs as 8:00am, então todos criaram a forma pensamento coletiva compartilhada entre 10 pessoas, de que devem estar nesse local e nesse horário nessa frequência de dias da semana. Dessa forma acabam se podando e impedindo a consciência de se manifestar. Assumem um compromisso não com eles mesmos, mas sim com um padrão mental que eles mesmos criaram e trabalham para manter.

Quando há o despertar, percebem que não deviam mais estar ali, mas ainda, acostumados a viver de forma padronizada, buscam outra oportunidade de se prender a algum outro grupo ou padrão. Assumem outros compromissos. Onde está a liberdade e o espaço para que a consciência possa se manifestar?

Onde está a luz interior brilhando e mostrando o caminho como uma lanterna a guia-lo? Todos buscam o chamado da luz interior, mas todos impedem-na de se manifestar porque trabalham arduamente para criarem padrões mentais que impedem a sua atuação. A luz quer brilhar, e até brilha, mas é impedida de mostrar o caminho, a estrada da melhor alternativa para aquele momento especifico, que por vezes pode não ser o que a mente planejou, pois, a consciência trabalha de forma livre e desprendida da matéria, de compromissos criados pela mente e que seguem padrões.

A frequência é o que poda a consciência. A mente cria padrões a impedi-lo de seguir o chamado da consciência, a sentir de forma sutil o próprio corpo, e se deixar levar para aquilo que vibra da forma mais perfeita na sintonia daquele momento. Tudo o que fazemos na vida, todas as atividades, devem ser recebidas como oportunidades de sermos o amor, de manifestarmos a nossa luz. E quando contrariados em nossa essência, ou mesmo condicionados e iludidos, somos impedidos de sermos livres.

A quantidade de exercício para cada um é aquilo que o coração mostrar, é aquilo que podemos sentir, que somos chamados e atraídos magneticamente, como um ímã. Somos levados levemente ao que devemos realizar, em todos os momentos. E apenas o aprendizado aqui é confiar, confiar nesse chamado, nessa atração magnética que nos puxa àquilo que devemos realizar naquele momento.

Quando desprendidos dos padrões, dos traumas, medos, e vínculos que criamos mentalmente e nos fazem repetir ações baseadas na grande matriz planetária, e aos nossos registros emocionais negativos do akashico, estaremos prontos a nos deixar levar pela consciência em todos os nossos atos. Por isso a busca pelo perdão, gratidão, amor e desprendimento de tudo aquilo que nos restringe, é essencial para que possamos levar uma vida com liberdade para que a consciência direcione a nossa caminhada.

Vamos aos poucos nos desvinculando das programações, dos padrões, dos traumas, que nos impedem de confiar na consciência. E que nos impedem de ouvir a consciência, pois ofuscam esse chamado, a mostrar diante de nós apenas aquilo que parece mais confortável para aquele que esteve sempre seguindo o mesmo padrão de repetição. Gradativamente, na medida que nos libertamos e nos desvinculamos dos condicionamentos mentais, damos mais voz a consciência e construímos uma relação de confiança com essa voz que clama por atenção dentro de nós, e que muitas vezes não aceitamos ouvir.

Que esse chamado fale mais alto que todos os nossos medos, as nossas inseguranças e traumas. Que sejamos livres!


Michele Martini - 26 de março de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br