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sexta-feira, 5 de março de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 14 - Como saber que um alimento me fará mal?


Libere-se primeiramente do sentimento inferior que aprisiona e acelera as emoções. As emoções ligadas às experiências materiais, aceleram as ações. Você em depressão pode sentir vontade de comer um balde de chocolate, ou mesmo de permanecer em jejum, sintonizando com o vitimismo.

Traga ao seu coração o motivo pelo qual quer se alimentar. Busque as suas emoções. Você está em pleno equilíbrio consigo mesmo, capaz de sentir de fato o que chega através da intuição? Ou está buscando apenas saciar uma sensação física do corpo?

As emoções controlam a sua vida? E ditam as regras da sua alimentação?

Enquanto não aprendemos a trabalhar o controle das emoções, não seremos capazes de saber o que nos fará mal, ou mesmo qual é o alimento que precisamos naquele momento.

Muitas vezes nos deixamos levar pelo instinto animal, desperta em nós uma sensação de desconforto físico, dor, que relacionamos com o ato de se alimentar. E então buscamos um alimento que sacie e alivie essa sensação. Sabemos que o fato de permanecermos por muito tempo envolvidos em situações onde apenas estamos doando energia, abaixa a nossa vibração, e faz com que desperte em nós a vontade desesperada por energia para que possamos a repor em nosso sistema.

Mas ao passarmos do ponto em que a baixa de energia se torna algo a causar desconforto físico, já não somos capazes de conectar com a informação que chega através da intuição, e sim apenas com a sensação física, com a dor, com a fome e fraqueza.

Podemos observar situações nas quais passamos horas além do usual, sem nos alimentarmos, e então nos envolvemos em atividades onde doamos a nossa energia. Dessa forma, doando energia, e não a repondo, começamos a sentir os sintomas físicos, como a dor da fome, dores de cabeça e no aparelho gastro intestinal. Dessa forma, buscamos de forma desesperada suprir essa baixa energética com qualquer tipo de alimento que se apresente, nos deixamos levar pelo instinto que apenas busca saciar o corpo. Nos desconectamos da consciência, e deixamos de ouvi-la ao buscarmos algo para nos alimentar.

Sabemos que quando estamos há muitas horas sem nos alimentar, e em baixa energética, e então o primeiro alimento que ingerimos for algo “pesado”, isso causará consequências no organismo. Aparentemente trará a sensação de saciedade, mas essa sensação é apenas um recurso da mente, que sabe que um alimento foi ingerido e então para de enviar informações ao corpo de dor e fome. Mas então a consequência chega em breve, quando o alimento entra em contato com o aparelho gastrointestinal, que está frágil e em baixa-energética.

A sensação no estômago passa a ser de desconforto, e o corpo passa a querer expulsar esse alimento. Então aquele indivíduo que passa muitas horas sem se alimentar, e apenas perde energia sem a repor, deve sentir as necessidades do corpo em equilíbrio, e desconectar-se do chamado da mente que clama por alimento de forma desesperada, pois o corpo nesse momento está desconectado da mente, a mente passa a não ser mais o canal decodificador da mensagem da consciência, e passa apenas a gritar desesperadamente por um alimento, de forma descontrolada e desequilibrada, completamente conectada à necessidade da matéria.

Dessa forma é compreensível que quando estamos adoecidos ou fracos, nos alimentemos de sucos ou caldos, de alimentos leves, que são aceitos pelo organismo sem causar um choque. O tratamento brusco com o próprio aparelho corpóreo que habitamos, é a falta de amor, é a conexão com a matéria e não com a consciência, é apenas a busca pelo saciar da mente, sem ouvir o chamado sutil do coração, é a falta da conexão com o sagrado feminino.

O sentimento de amor, que nutrimos pelo nosso corpo, está ligado à energia suprema do yin, que é a manifestação do lado feminino da energia de Deus, mas que está muito além dessa simples explicação. A força movimentadora de energia, que promove a ação é a yang, energia masculina, que faz com que você, ao sentir a baixa energética que desperta a fome, vá em busca de alimento de forma desesperada, e tome atitude para resolver a situação.

Yang é a energia do movimento, da ação, da atitude, que faz com que desperte em você o ato de resolver o problema, é a energia movimentadora da vida, e da conclusão. Portanto, quando o organismo está em baixa energética, e você busca repor essa energia de forma imediata, está acionando a energia yang, que lhe dará o impulso para resolver o seu problema.

Mas o foco apenas em um lado dessa energia faz com que tome atitudes desequilibradas, a resolver apenas uma parte do problema, e às vezes criar outros problemas, pelo fato de não ter olhado para o lado yin da situação, por não ter acionado a energia complementar feminina nessa experiência, e que pode trazer uma solução rápida, mas provisória, e que pode acarretar futuras consequências.

Ao acionar a energia Yin e Yang em todas as situações na nossa vida, antes de agir, ao tomar decisões, estamos trabalhando sempre para o equilíbrio do sistema. Pois estamos também em equilíbrio. Se acionássemos apenas a energia yin na situação exposta em relação à alimentação, estaríamos a amar o nosso corpo, a cuidar e acolhê-lo, a olhar com amor, a buscar o alimento que seria mais perfeito para cuidar com amor de todo o sistema, mas não teríamos a força movimentadora para ir em busca desse alimento, para tomar a atitude e resolver a situação.

Dessa forma, ambas as energias necessitam estar em equilíbrio. Lembrando que a primeira energia que será despertada ao sentirmos fome, ou ao estarmos em uma situação de extrema baixa energética, é a energia yang, pois conectamos imediatamente ao instinto animal, ao chamado do corpo físico para saciar essa necessidade física. Se nos deixarmos levar pelas ações geradas desta conexão, sem buscarmos o equilíbrio antes de agir, estaremos a trazer desequilíbrio ao sistema. Pois a energia yin nos faria conectar com o sistema todo, e despertar a consciência para o aviso de que tal alimento seria muito agressivo ao nosso organismo fragilizado, e que precisamos olhar com mais calma e mais amor para a situação antes de agir.

Esse sentimento amoroso da energia yin, é o complemento da ação. É o que faz com que busquemos um alimento leve ao invés de um alimento pesado, quando o nosso organismo não seria capaz de processar algo muito pesado em uma situação de baixa-energética extrema.

A energia yin fará com que sejamos capazes de trazer através da intuição alguma receita de ervas, chás, plantas, e todos os recursos que necessitamos para repor gradativamente a energia, sem brutalidade, trazendo o despertar do amor, o acalentar amoroso perante o nosso corpo.

A energia yang é necessária para que ocorra a ação, e as ervas, chás e plantas leves não permaneçam apenas na ideia, e a nível de consciência, mas que se transformem em ação. A energia yang fará com que encontremos força, ainda que fragilizados em falta energética, mas ainda assim sejamos fortes a buscar o alimento.

A energia que nos faz levantar todas as manhãs no despertar é yang, e a que faz com que levantemos de forma leve e calma, lembrando que podemos ficar tontos a levantar de forma rápida, é yin.

Assim também funciona todo o sistema de alimentação. Saberemos o que nos faz bem e o que nos faz mal, quando olharmos primeiramente à necessidade do nosso corpo, e desconectarmos por um momento da necessidade de suprir o físico. É quando passamos a equilibrar e permitir que as informações cheguem gradativamente à consciência, nos afastando da energia da dor, do sofrimento, e buscando compreensão e aceitação, calma e equilíbrio para lidar com as situações.

Isso faz com que possamos abrir o olhar da consciência para o que nos faz bem ou mal. Pois deixamos de agir por impulso ou por instinto, e passamos a agir em prol da mensagem da consciência, e do amor por todo o nosso sistema de corpos. Trabalhamos para a manutenção do equilíbrio do todo, e não apenas para satisfazer uma necessidade do corpo.

Dessa forma nunca nos alimentaremos de algo que nos faz mal, sempre seremos guiados com amor àquilo que dará o toque suave necessário a repor a energia que precisamos, gradativamente e com cuidado. Como uma mãe amorosa cuida de seus filhos. Aprendemos a cuidar de nós mesmos, quando trabalhamos essas duas energias de forma equilibrada e as deixamos agir para a manutenção da nossa energia sempre juntas.

O trabalho isolado de cada uma delas não nos traria o reequilíbrio, mas sim uma falsa sensação de equilíbrio e reposição energética, que acaba por satisfazer a necessidade da mente, mas acaba por trazer mais desequilíbrio a todo o sistema, nos colocando em contato com alimentos que nos farão mal.

Portanto, o silenciar da mente, a calma e a paz interior diante das sensações de baixa energética, é o primeiro passo para que sejamos guiados através das energias yin e yang àquilo que fará a reposição da energia de todo o sistema de forma equilibrada e que nos faz bem.


Michele Martini - 05 de março de 2021.

Fonte: www.pazetransformacao.com.br