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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

A Energia dos Alimentos - Um guia para a alimentação intuitiva - Cap 8 - Porque os animais se alimentam de carne?

A quantidade de energia que o corpo gera quando em trabalho, é diretamente proporcional à necessidade que o corpo terá por mais energia para repor esse movimento. Sabemos que o que é vida alimenta-se de troca energética, que é um maravilhoso processo circular de dar e receber.

Damos alimentos energéticos a diversas coisas, produzimos produtos, geramos energia em nossas palavras, movimentamos as nossas mãos para criar algo a beneficiar alguém, consertamos coisas, enviamos amor através de nossas mãos a afagar alguém carinhosamente. Assim como podemos enviar ódio e rancor de todas as formas e os transmitimos em energia manifestada em nossas ações.

Assim se dá o processo, a lei da natureza, que faz com que os animais se alimentem de carne. Essa alimentação é atraída para os seus corpos, pois assim eles vibram. Eles são animais, desprovidos de despertar de consciência como nós. E, portanto, carregam em si o instinto animal, do corpo, da matéria. O animal não tem compreensão do que está se alimentando, ele é atraído para o alimento pela energia que ele vibra e que desperta os seus instintos. Ele sabe o que deve comer devido aos sinais que recebe pelos órgãos receptores, o aparelho auditivo, os olhos, o aparelho olfativo, que fazem que sejam direcionados ao seu alimento.

Quando a caça em fuga está a movimentar-se na relva, o leopardo aciona a sua capacidade de ouvir, que é despertada pelo instinto de necessidade energética de seu corpo. Mas então perguntamos: porque eles são atraídos energeticamente, como um pólo negativo a um polo positivo a essa carne?

Assim como trouxemos nas páginas anteriores, o polo negativo do corpo, com baixa quantidade de energia, trabalha atraindo a energia similar em maior carga, para então trazer o equilíbrio desse sistema. E por isso, o animal, que vibra nessa energia de predador, que é movido pelo instinto de caça e, portanto, a algo que o direcionará a uma vibração similar a sua, estará indo em direção ao seu equilíbrio, para manter a harmonia do seu sistema.

Então sabemos que os animais se alimentam de carne e assim trazem equilíbrio ao sistema: Sim! Assim como também os seres humanos que vibram nessa energia também trazem equilíbrio ao seu sistema através da alimentação da carne, quando não estão preparados para trazer alimentos mais leves e de vibração mais sutil ao seu organismo.

Percebam que uma alimentação vegetariana forçada, traz mais malefícios que benefícios. Pois ela vai contra o que o próprio corpo está necessitando energeticamente, a promover o seu equilíbrio. Assim como se oferecer a um animal carnívoro um alimento vegetal e apenas isso, ele não irá sobreviver. Percebam que a questão da alimentação não é uma questão de escolha da mente, de julgamentos e imposições. Mas sim é algo trabalhado apenas na troca energética, no dar e receber.

O ser vivo que necessita de carga energética, acabou doando a sua energia a outras atividades, que também contribuem com a manutenção e equilíbrio de outros seres, do planeta e do meio onde vivem. E assim acabam necessitando dessa reposição através de uma fonte de carga positiva no mesmo estado de vibração. Pois apenas uma carga positiva no mesmo estado de vibração poderá trazer de fato o equilíbrio a esse sistema.

Podem haver pessoas que viverão toda uma encarnação sem a capacidade de modificar a sua forma de alimentação. Não trabalharam o despertar e a libertação da mente de certos padrões e crenças limitantes, que os mantém presos na ilusão de que devem ou não devem se alimentar de algo. Mas que aprenderam de uma fonte externa que isso é certo ou errado. Esse é um grande erro na sociedade, e naqueles que buscam viver uma vida saudável. Trabalham constantemente para desequilibrar o seu próprio sistema porque não buscaram a resposta dentro de si mesmos. Esqueceram-se de buscar o seu Guru interior, que é o único capaz de mostrar o que é bom ou ruim a esse complexo sistema de energia que é o seu corpo físico e os seus corpos sutis.

Os animais não são capazes de trabalhar o seu desprendimento de algo a que não estão presos. Eles são livres quando falamos em padrão mental. E por isso não são guiados pelas restrições existentes na malha planetária que afeta as suas mentes pensantes. Nos animais não funciona dessa forma. Mas tampouco funciona neles o complexo sistema de despertar de consciência, que faria com que eles buscassem formas de elevação para desprender-se desses padrões.

Percebem então porque para os animais não é necessário que seja trabalhada a consciência? Eles já são livres, eles são o que são. Eles são unos e plenas e belas representações de suas manifestações mais supremas do Eu Superior. Que podem se manifestar em si mesmos através de seus atos, a contribuir para o equilíbrio do sistema. São guiados pela força maior, pelo equilíbrio pleno de apenas ser, e nada mais.

Por isso se alimentam de carne, pois assim como existem as plantas e os herbívoros, existem os carnívoros, existem as aves e os peixes, todos a compor uma bela orquestra de magia e harmonia no meio ambiente. Eles são apenas o que são, e cumprem o seu papel dentro desse ecossistema que chamamos de Planeta Terra. São perfeitos em sua forma e atos, sem capacidade de serem guiados pela prisão mental de formas pensamento ou mesmo de buscarem pelo despertar que os fariam ascensionar. Eles não buscam nada, não julgam, não sabem. Apenas seguem os instintos do corpo físico.

Eles aceitam o que são, apenas animais que sentem fome, sede, sono, etc. Esses animais sentem através do instinto, e não da intuição. Que sabemos que são diferentes entre si. Apenas eles são guiados pela paz que vivem de apenas não buscarem nada, e viverem no momento presente cumprindo a sua missão.

Nós temos a capacidade de acessar a consciência, e também de trabalhar através da mente na criação de formas pensamento, que podem ser boas ou ruins para a nossa caminhada, e que aprendemos conforme o nosso nível de maturidade. Mas o fato é que estamos sempre em busca, sem aceitar apenas o que somos e o que acontece agora.

Se sentimos vontade de algo, imediatamente avaliamos se isso é certo ou errado. Se isso será um bom ou mau ato, e as consequências que podem ser geradas pelo agir ou não agir. E esse estado da mente é sim a prisão às formas-pensamento do planeta, que movimentam toda uma sociedade prisioneira e buscando a sua libertação para o contato com a sua consciência.

Mas e se deixássemos de lado o que é certo ou errado. E se abandonássemos o planejamento ou a busca pela libertação ou ascensão. A busca por emagrecer ou ser saudável, por comer certo ou errado, por beber ou não beber. E apenas vivêssemos? Seríamos mais felizes? Certamente que sim, mas apenas quando livres das formas pensamento que criamos e que mantém nossos vícios, as necessidades que nos fazem agir por impulso um chamado do instinto, e não da consciência.

Nós precisamos primeiramente nos libertar do julgamento, e nos tornarmos como os animais. Nos liberando e soltando de todo o preconceito que criamos nas nossas próprias vidas e que nos impedem de ser livres. Dessa forma diluímos aquilo que nos distancia do nosso despertar e da conexão com a consciência. Julgamos que um tipo de alimentação é certo ou errado, e então seguimos aquele caminho reto, pré-determinado por alguém, e esse alguém nada mais é do que uma sociedade que existe movida por uma grande massa de um pensamento que foi trazido através do medo e da imposição, e muitas vezes até como trauma de experiências passadas, como as guerras.

Essas experiências trazem lembranças que despertam formas de agir e viver dentro de determinados padrões.

Aprendemos na bíblia que a carne e o vinho eram consumidas em abundância, e que dessa forma foi trazida a libertação do sacrifício da carne através do Mestre Jesus, que comparou o ato com o seu próprio despertar livre do corpo e despertando para o eterno, e que foi mal compreendido. E que hoje muitas igrejas celebram com belos churrascos dos cordeiros do nosso mundo de hoje.

Estamos à beira de um paraíso, mas o que nos prende a repetir atos do passado são as crenças que trazemos e repetimos sem passar pela consciência. Sem refletir sobre os atos e então perceber a diferença entre ser livre e ser prisioneiro de um costume repetido de gerações.

Estamos a observar como a vida é perfeita, estudamos nas escolas como tudo é composto pelo mais belo equilíbrio, mas enfim, mesmo sabendo como a natureza é perfeita na criação das plantas, herbívoros, e predadores carnívoros, ainda estamos a criar animais presos em jaulas a nos alimentar, criando milhares e centenas de seres em locais fechados apenas para trazer a satisfação de repetir um padrão que vem de milênios, e que estamos presos através das formas pensamento.

Esse ato é o completo exemplo de desequilíbrio ambiental. Pois impedimos que exista o ato do nascer da planta, e então da alimentação do herbívoro e posteriormente da chegada do predador. Esse ato de criarmos animais herbívoros aos milhares, causa os danos ambientais que observamos no planeta, e os quais trabalhamos para reduzir. Mas que apenas serão reduzidos com uma mudança completa de formas de pensar de toda uma sociedade que apenas repete ações de seus parentes antigos de tantas eras.

O alimentar-se de carne, enquanto um animal carnívoro, é apenas um ato de receber energia que está em nível negativado, de uma outra fonte de mesma energia com nível positivo, e então a fusão ocorre. O equilíbrio se dá. Esse é o equilíbrio do ecossistema e que mantém a vida, tanto do planeta, quanto do corpo daqueles que participaram nesse processo.

O ato de alimentar-se de forma preconceituosa ou a repetir padrões trazidos de traumas do passado, de crenças, são apenas atos de desequilíbrio contra o próprio corpo, que não está trabalhando em sua normalidade e equilíbrio, e se ajusta para receber uma energia a suprir a vida, mas que ditará as regras na mente, criando um estado de dependência.

Essa dependência não se dá apenas em relação ao alimento animal, mas sim de todos os tipos de alimentos. Tudo o que é trazido ao corpo movido por formas pensamento, trabalha provisoriamente a suprir a energia em partes, deixando falhas, buracos, no campo vibracional, e nos corpos sutis desse ser, que então irá curando gradativamente na medida que for se libertando de suas formas de pensar e direcionando o seu ato de alimentar-se para um chamado da sua consciência.

Assim se dá o processo de alimentação. Que não pode ser forçosamente vegetariana ou carnívora, mas sim que deve sempre compor o equilíbrio do sistema. Equilíbrio esse que apenas será alcançado quando a mente estiver liberta de padrões e crenças trazidas de tantas eras a repetir comportamentos e despertar instintos em relação à alimentação e comportamentos.

Esses instintos são naturais dos seres que não acessam a própria consciência, e que estão a cumprir o seu papel na manutenção da vida no planeta em equilíbrio.

É da natureza do carnívoro necessitar da energia da carne. Ele está em plena saúde e seguindo o seu propósito, não há nada errado nisso. Ele apenas existe, ele é, e basta.

Mas ao ser humano é dada a capacidade de sentir, de guiar a sua vida e os seus instintos, dominando-os através da intuição, que mostrará o que seu corpo necessita em forma de energia e não manifestada em algo físico. O desafio está em alcançar essa capacidade de comunicação, que sim, é da natureza do homem, e sua forma de viver naturalmente seguindo seu propósito nesta existência.

O que o limita e o impede de alcançar esse estado de conexão? Apenas padrões, preconceitos, julgamentos, desde o autojulgamento até o medo de ser julgado, todos aspectos ligados a forma-pensamento da humanidade que cria crenças a ditar a sua vida.


Michele Martini - 08 de janeiro de 2021

Fonte: www.pazetransformacao.com.br