sexta-feira, 14 de julho de 2017

8. Como trabalhar o sentimento de revolta ao ver o sofrimento alheio?


Irradiando a sua luz.

Quando está envolvido em sombras, irradiará mais dor e escuridão. Diante do sofrimento alheio, o único caminho para que de fato transforme essa energia, é irradiar energia contrária, irradiar a sua luz.

Podemos escolher nos jogarmos dentro da energia de sofrimento quando a vemos, ou podemos escolher irradiar luz e transformar em outra forma de energia, nos tornando verdadeiros mestres de nós mesmos. Aprendendo a observar e controlar as energias ao nosso redor. Fazendo a verdadeira alquimia da alma, a alquimia energética do meio onde vivemos, como nos trazem os mestres.

As energias vibram em um padrão quando estão em um ambiente de sofrimento. Mas você pode, ao observar essas situações, transformá-la em outra energia, mostrando “o outro lado da moeda”, trazendo à lembrança daquele que sofre, como é bela a oportunidade de aprendizado que esse planeta oferece. E quão ricas são as nossas experiências a nos trazerem ensinamentos tão preciosos, que basta apenas pararmos e observá-los.

Auxilie aquele que sofre a observar o que ocorre com ele, e que o manto de ilusão e de sofrimento o impede de perceber. Mostre a ele a grande oportunidade de aprendizado que está sendo ofuscada pela ilusão da dor.

Sabemos que não existe sofrimento, que não existe medo, e que não existe dor. Todos esses são criações da mente, que se deixa levar pela ilusão material. Mas esquecemos por tantas vezes que a vida é um berço repleto de experiências e oportunidades de aprendizado. E que uma encarnação é como um piscar de olhos diante da eternidade de nossa existência.

Esquecemo-nos de olhar para os fatos que são colocados diante de nós como alunos atentos a aprender uma lição. Deixamo-nos envolver pelas emoções, nos envolvemos na história do personagem, que foi criado apenas que aprendamos a tal experiência que se apresenta. Mas que sabemos, ele não é eterno. O personagem da história é criado apenas para um ciclo encarnacional, com a soma de todas as informações necessárias para que os aprendizados ocorram, aqueles aprendizados que nós mesmos escolhemos receber durante essa curta experiência.

Ao observar um irmão em sofrimento, lembremos da oportunidade que ele tem nessa experiência. E diante do ímpeto de tirá-lo da própria experiência, mostremos a ele que o sofrimento é apenas uma ilusão. Que ele está diante da experiência de aprendizado. E enquanto continuar negando esse processo de aprender, continuará a sofrer. Pois a lição continuará a se repetir.

De nada adianta reclamar. De nada adianta entrar na energia do sofrimento. Pois todas as experiências são trazidas a nós de forma bela e perfeita.

O sofrimento que observamos em nossos irmãos, não é causado pelo fator externo, mas sim criado por ele mesmo, por não aceitar viver a experiência de aprendizado que escolheu para si.

Portanto, não faria mesmo sentido projetarmos o sentimento de raiva e ódio para aquele que supostamente foi o “causador” do sofrimento alheio. Pois assim teríamos que projetar a raiva justamente àquele que está a sofrer.

Pois o único causador do próprio sofrimento é o que está a sofrer.

O sofrimento é criação da mente egóica que se nega a aceitar as lições apresentadas pela bela experiência da vida. Decide olhar para a sombra dentro de si, e projetar para o externo, em vez de olhar para a magia e a beleza da vida que se apresenta. Esquece-se de agradecer com amor àqueles que proporcionaram a ele a oportunidade de aprendizado em tal lição. E acaba por se envolver em energia de negação e tristeza, simplesmente porque está com a mente arraigada no sentimento do ego, decretando o adormecimento temporário da gratidão e humildade diante da oportunidade de viver e ter experiências.

A vida é como uma escola. Recebemos os ensinamentos, e depois nos são apresentadas as provas. Se não tiramos notas boas nas provas, devemos agradecer a oportunidade de aprendizado, pois apenas recebendo notas ruins, é que teremos a oportunidade de descobrir os nossos pontos falhos, e que afinal, são justamente o objetivo de estarmos aqui.

Na vida, quando nos deparamos com situações que chamamos de sofrimento, são justamente como as notas baixas recebidas na escola. Essas situações podem despertar em nós todos os tipos de sentimentos em desequilíbrio, que são manifestações do ego a se defender e proteger os aspectos há muito tempo guardados, mas que precisam ser liberados.

Apenas quando abaixamos as armas, começamos a trazer o sentimento de gratidão e amor perante aquela oportunidade de aprendizado, é o início do nosso aprendizado, quando de fato começamos a construir algo novo, sobre as ruínas do antigo, que não mais será manifestado em nós.

A busca será incessante por não trazer mais os aspectos inferiores a se manifestarem em nossas vidas, entramos em um processo de observação interior, e é um belo passo de um novo caminho a ser iniciado, que construirá bases firmes da nossa verdade para que resplandeça um novo ser de paz.

Michele Martini
Fonte: www.pazetransformacao.com.br