quinta-feira, 13 de julho de 2017

7. Como se desconectar da matriz do medo, da raiva e da ilusão?


Enquanto seres encarnados nesse orbe, todos são conectados à matriz planetária. Essa matriz é todo o tempo influenciada pela energia e vibrações de cada um dos seres aqui encarnados, como também é influenciadora desses seres.

Ocorre que, na medida que cada um de nós transcendemos as nossas restrições, trazendo a verdade da nossa essência para as nossas vidas, vamos alimentando essa matriz com energia divergente da que recebemos. E então vamos transformando a forma original da matriz, e com isso contribuindo para a irradiação de uma nova energia transformadora para todo o planeta.

Todos nós, como seres conscientes e providos de condições para conexão plena e clara com a nossa manifestação mais pura, eu sou, temos a missão de transformar essa matriz original.

Todos nós, como transformadores do meio onde vivemos, somos agraciados com todas as energias daqueles que não tem o poder de transformar em forma de consciência, mas nos provêm a energia necessária para trazer mais equilíbrio nessa missão, e que são compreendidos por forças da natureza, elementais, fogo, água, plantas, terra.

O sentimento de ilusão é carregado de atos que nos distanciarão cada vez mais dessa verdade. Estaremos sempre conectados à matriz, enquanto encarnados, e cabe a nós assumir a nossa parte na responsabilidade de transformação em algo mais leve, mais amoroso e mais sutil.

Portanto, até o dado momento, recebemos apenas energias densas, atreladas aos sentimentos dos sete pecados capitais, da matriz planetária, mas é de nossa livre escolha qual sentimento devolver a essa matriz e a todos os elementais, em troca da energia recebida da matriz.

Quando recebemos os impulsos de raiva, podemos escolher devolver gratidão e amor, a lembrar-nos da nossa missão, e no sentimento que deveríamos nutrir por aqueles que estão aqui a nos trazer o equilíbrio, que são os elementais, ou podemos escolher devolver essa mesma raiva multiplicada pelo nosso próprio sentimento interior em defesa, trazido pelo ego.

Quando optamos pela segunda alternativa, prejudicamos não somente todos os elementais que estão a trazer o equilíbrio e o sustento para nós, como também criamos pendências que nos mantém presos ao ciclo repetido de encarnações.

Enquanto não zerarmos essa conta, continuaremos a permanecer aqui, repetidamente, até que aprendamos a irradiar amor àquele que nos deu apenas o que tinha para oferecer, e que muitas vezes pode ser entendido como raiva, ódio, desamor.

Quando Jesus veio a nos ensinar, o grande mensageiro da palavra divina, que devemos dar a face esquerda àquele que nos feriu a direita, era exatamente isso que ele gostaria que entendêssemos. Quando nós recebemos ofensas, e devolvemos com amor, estamos contribuindo para a dissolução do ego dentro de nós mesmos, dando espaço para o crescimento do amor puro e da conexão com o divino, e ainda contribuindo para alimentar a matriz planetária com mais luz e amor, que irá nutrir os elementais, e irradiar luz para toda a humanidade que está nesse aprendizado assim como nós.

Tantas vezes somos levados pelo impulso de raiva, movidos pela grande massa, a criticar e ofender muitos dos nossos irmãos, que julgamos por certos ou errados em suas atitudes, mas sem ao menos ter a consciência da consequência desses atos, que, mesmo em forma de pensamento, estão a atingir toda a humanidade e o planeta, todas as formas de vida.

Todo o acúmulo de energia de formas pensamento armazenada na matriz, precisa ser dispersada, limpa, de tempos em tempos, e é o que causa grandes das catástrofes que vemos no planeta. Muitos lugares onde não há mais vida, muitas comunidades em escassez de recursos para a sobrevivência. São processos de limpeza que ocorrem para que, sempre respeitando o livre arbítrio de cada um e o ciclo de aprendizado planejado por cada ser, seja feita a limpeza para que o planeta não se transforme em um grande acumulo de energia densa na sua matriz.

Para isso, é necessário que cada um cumpra o seu papel nessa encarnação que é tão somente de contribuir com a iluminação dessa matriz. Irradiando luz para que cada vez mais o sofrimento se dissipe, e que resplandeça luz e alegria, abundancia e amor para toda a humanidade.

A matriz é sustentada pelo medo. Que mantém as mentes presas nesse sentimento atrelado ao ego, de legitima defesa, que faz com que cada um acione dentro de si, em primeiro lugar, diante de cada sensação recebida, o seu escudo, e o ego passa a comandar.

Há que se ter muita coragem, para dominar o impulso do medo que não permite que a mudança interna individual aconteça, e que então permitirá que aquele que sempre recebeu ódio devolvendo como ódio, comece a receber ódio e devolver amor.

O medo é o combustível do ego, ele movimenta essa energia, e faz com que o ser pense que será atacado, ferido, prejudicado, por aquele que o ofende, ele aciona o instinto de defesa conhecido como ego, despertando o sentimento de autoproteção. E que acaba por se transformar em mais energia acumulada de ódio, raiva, vingança.

Permanecemos envolvidos na ilusão, pois o medo nos mantém presos nesse ciclo. O despertar está, em primeiro lugar, em se desconectar desse sentimento, para então começar a movimentação de energia dentro de si, que através da auto-observação e comprometimento com a própria verdade, em amor e caridade, esteja a saída para esse ciclo repetido de sofrimento.

O comprometimento consigo mesmo, o olhar para si e para o externo, e o ato de tomar para si a parte que lhe cabe da responsabilidade pelos problemas atuais que assolam toda a humanidade, fará com que comece a brotar o sentimento de altruísmo, de amor ao próximo e de caridade. Então assim começa a verdadeira transformação, quando olhamos a dor do outro e entendemos a nossa parcela de responsabilidade em transformar essa energia de sofrimento em paz e amor. A caridade é o início da transformação.

Michele Martini
Fonte: www.pazetransformacao.com.br