quarta-feira, 19 de julho de 2017

Sobre o papel dos médiuns espirituais


Qual a importância da compreensão do fenômeno mediúnico?

Aquele que se abre a se comunicar entre dimensões, deve compreender o plano em que se insere. Deve compreender que há em seu plano os espíritos que se encontram vinculados à matriz planetária, e as consciências que estão a serviço, ou seja, que prestam auxílio ao planeta, mas sem estarem inseridos nesse meio.
Há que se compreender a hierarquia espiritual. Por isso o estudo é parte do aprendizado. O estudo faz parte da evolução do médium.
A partir de dado momento, as informações chegarão por si só, mas antes há que se ter a compreensão do cosmo, daquilo que fará contato. É um processo que facilita a compreensão e o trabalho da equipe espiritual.

A compreensão de como ocorre o fenômeno mediúnico, é o ponto de partida para entender as sensações que virá a experimentar, o mundo que irá se abrir ao médium. Ele experimentará algo que não é conhecido como material, e aprenderá a diferenciar o que é a sensação gerada por algo decorrente da sua faculdade mediúnica, ou quando é gerado de algo de dentro de si mesmo.

Enquanto o médium aprende a identificar as sensações, também é alguém que está em seu próprio processo de cura, e, por isso, para que se compreenda o fenômeno mediúnico, é necessário a compreensão de si mesmo, a descoberta, gradativa, mas cada vez mais intensa, da sua própria verdade. Gradativamente a verdade sobre si mesmo é revelada, através do trabalho mediúnico que se expande.



Qual as recomendações àqueles que se abrem ao fenômeno mediúnico?


As manifestações mediúnicas são surpreendentes. É um processo maravilhoso e abençoado e, a cada dia, o médium se torna capaz de receber novas surpresas e estímulos a continuar auxiliando e se doando.
Mas é necessário primeiramente que o médium encontre o equilíbrio, a paz interior, e que, acima de tudo, se ancore no propósito de doação.
A humildade, eis a pedra fundamental do médium. A soberba espiritual, eis o ponto de queda moral.
Doar o seu campo energético para uma comunicação é algo muito sério. O médium precisa entender que esse fenômeno gera consequências em sua vida, em seu corpo, casa, família, tudo.
Por isso, antes da mediunidade, faz-se necessário encontrar o próprio equilíbrio. Faz-se necessário iniciar a busca interior, o silêncio interior, e a compreensão de que cada ser está inserido em sua própria experiência, e que, um só médium não é capaz de resolver o problema de todos os necessitados. Pensar assim é egoísmo e falta de caridade consigo mesmo.
Alguns médiuns doam-se incessantemente, sem estabelecerem limites para que trabalhem o seu próprio aprimoramento e equilíbrio, para assim oferecer uma energia mais pura e leve a serviço da caridade. O trabalho incessante e árduo, sem limites, é a atuação da mente egoica, que se identifica e afirma uma nova personalidade, do grande médium que é capaz de ajudar ao próximo, mas muitas vezes não é capaz de ajudar a si mesmo.
Aquele que se doa à comunicação extradimensional, deve se ver como um mero instrumento do divino e de trabalho dos guias espirituais, e por isso deve-se respeitar os limites do trabalho, e se ver apenas como uma das partes que completa o trabalho de uma equipe, apenas um braço a atuar em caridade, mas que necessita do direcionamento dos seus guias, a fim de mostrá-lo o que de fato deve ser trabalhado respeitando o livre arbítrio daquele que necessita de auxílio, respeitando a história de aprendizado do outro e atuando apenas no que for permitido por Deus.
Quando percebe a presença de um espírito, e permite que a sua energia o afete, deixa-se de respeitar a equipe espiritual, que dirá se é ou não permitido atuar em atendimento ou estabelecer alguma comunicação.
Por isso, é necessário, em primeiro lugar, estabelecer uma conexão firme e confiante com os seus guias espirituais, para que eles direcionem o trabalho à apenas aquilo que é permitido por Deus, e que estiver na medida da sua capacidade mediúnica, respeitando o seu corpo, a sua saúde e a sua vida, em primeiro lugar.
O médium tem a responsabilidade de buscar momentos de silenciar a mente, de estabelecer conexão com os seus mentores, e se entregar para que os seus guias e a sua equipe o guiem, que direcione os seus caminhos, respeitando os seus próprios limites.
Dentro de seu próprio equilíbrio, consciente de suas faculdades mediúnicas, a equipe espiritual poderá direcionar os trabalhos.
Portanto, o primeiro trabalho não é para com aquele que necessita de auxílio, e sim da sua própria busca interior, diariamente e a cada minuto. É um trabalho de grande responsabilidade a partir do momento em que conecta a sua energia com a de outra pessoa, mesmo que com a intenção de oferecer auxilio de forma amorosa, mas quando a sua própria energia não está em equilíbrio para oferecer algo que de fato auxilie aquele irmão. Muitas vezes médiuns em desequilíbrio contribuem por desequilibrar a energia do irmão que é atendido, quando não trabalha o próprio equilíbrio e paz interior.
O médium que não desenvolve a mediunidade em si mesmo, antes de oferecer auxilio, acaba por identificar-se com as energias de sofrimento daqueles que irá atender, e permitir o acoplamento em seu próprio campo áurico de energias que deveriam ser purificadas, mas acaba por estabelecer uma simbiose com o atendido, criando uma mutua troca de energia gêmea, que se conecta uma a outra por similaridade, e acaba por intensificar o quadro de dor e sofrimento do assistido e do próprio médium.
O médium que não trabalha as suas próprias restrições e coloca-se em posição de humildade como um mero aprendiz em tratamento, alimenta a soberba espiritual que o coloca em verdadeiras situações de complicação cármica, onde, além de interferir em sua própria saúde, acaba por acentuar o estado de doença e necessidade de auxílio do irmão que é atendido.
O que dizemos aqui não é que o médium deve deixar de atender os necessitados quando tem as suas próprias restrições a trabalhar, mas sim que deve buscar descobrir a sua própria verdade interior, e identificar os seus próprios limites de atuação. Não pensem que os seus guias espirituais estarão a todo o tempo a mostrar que devem ou não seguir por dado caminho. Eles os colocam sim em situações de enfrentamento da própria soberba, a afirmar o estado de humildade, a fim de contribuir com o seu próprio amadurecimento espiritual. Cabe ao médium aprender a sentir as próprias emoções, revelar a si mesmo as limitações e recuar quando sentir que não é capaz de auxiliar para a melhora do assistido, intensificando o seu estado de sofrimento ao seu contato, por simbiose.
Portanto, quando estamos envolvidos em nossa própria descoberta interior, quando estamos trabalhando em nossa própria cura, a responsabilidade é apenas com nós mesmos. Mas a partir do momento em que estabelecemos alguma conexão com outro ser, sendo encarnado ou não, estamos interferindo em sua própria história de aprendizado, e nesse ponto, quem direciona as nossas ações é a nossa equipe de guias espirituais, que apenas serão ouvidos por aquele coração desprovido de orgulho e vaidade espiritual. Há que se ter humildade e amor no coração, o verdadeiro sentimento de doação, para conectar-se com os seus guias, pois eles falam através do coração e não da mente.
Por isso, o trabalho deve ser feito sempre com autorização, sempre respeitando o aprendizado de cada ser, e jamais indo além do permitido, e acima de tudo reconhecendo a divindade em cada fonte de consciência, sem julgamento. Pois assim não se contraria a vontade e o tempo divino para o aprendizado de cada ser, preservando a si mesmo, e permitindo que o seu aprendizado também ocorra respeitando o seu tempo e a sua saúde.

Quando dizem hierarquia, a que se referem?

Dizemos sobre a unidade. A separação é uma forma humana de ver o mundo espiritual, mas só há a unidade. E essa unidade, é fundamento daquele que se abre à perspectiva espiritual da vida.
Quando dizemos hierarquia, estamos a nos referir às diversas formas que a unidade se manifesta, nas mais diversas dimensões, povos e culturas.
Ao médium, portanto, não cabe segregar. Ele se coloca a serviço, recebendo toda a hierarquia que for permitida pela sua equipe espiritual, e que as suas faculdades mediúnicas permitirem.
Trazendo em palavras mais simples de serem compreendidas, a hierarquia é composta de todos os seres que são sim a unidade, mas que foram separados em vertentes religiosas diversas. Vocês podem receber o auxílio de um mestre Hindu, ou mesmo de um monge Budista, ou também de uma entidade que trabalha nas linhas de Exu, Mestres Ascensos de diversas religiões, santos, arcanjos. Todas as linhas espirituais se completam e são a unidade. Os nomes que foram escolhidos para que sejam segregadas em linhas e religiões, foram criados pelos homens, mas todos são a unidade e como unidade compõe a hierarquia espiritual que trabalha com todos os médiuns, sem exceção, se apresentando pelos nomes que sejam de mais fácil compreensão por cada médium, e que tragam as informações necessárias para o trabalho especifico que será realizado.
Assim vocês entendem os doutores como pretos velhos. Os anjos como exus, e são diversas as formas de apresentação de todas as entidades que compõe a unidade, e que trabalham em prol do auxílio à humanidade.

Porque existe diferença entre os seres?

Deus, em sua plenitude criou muitas formas de manifestação da consciência. A Hierarquia se manifesta em diferentes propósitos, diferentes dimensões, diferentes aparências. Mas tudo isso representa a unidade.
As diferentes dimensões onde atuam todos os seres da criação, representam apenas o legado que cada um traz à criação. Não existe mais alto ou mais elevado. Existe apenas a unidade. Um só elemento não é completo no trabalho que realiza, quando desconectado da unidade. Por isso, há a união, e toda a hierarquia é um só em Deus, estendendo os seus braços em diferentes formas de atuação, para atender aos desígnios da unidade que é Deus.
Vocês não são inferiores porque estão se utilizando provisoriamente de um corpo denso. Vocês são parte da criação, e exercem um propósito específico na evolução e expansão do todo. Cada ser, encarnado ou desencarnado, desempenha um papel na criação, segue um propósito e integra toda criação.
Dizemos aqui não apenas daqueles seres que são vistos como entidades de auxilio espiritual ou também pelos médiuns ou praticantes de caridade. Mas dizemos de todos os seres, sem exceção, da dona de casa ao grande executivo. Do assassino ao padre. Do santo ao criminoso. Todos são um e formam a unidade, todos são seres unos da criação, e todos contribuem em sua parcela para que ocorram os aprendizados e as transformações.
Como dizemos, na hierarquia espiritual não há separação, a hierarquia é a unidade, e há a consciência e a compreensão de ser a unidade. A diferença que ocorre entre os seres que não compõe a chamada hierarquia, é que eles ainda não têm a compreensão de que são unidade, estão em processo de aprendizado para então se unirem ao todo.

Nesse sentido, qual a diferença entre mediunidade e canalização?

Dentro da unidade não há diferença alguma. Todas são consciências a se comunicar, e isso basta.
Mas sob a perspectiva do plano em que vivem, há uma diferença dimensional.
Podemos dizer que mediunidade se trata da comunicação entre consciências, que de alguma forma estão vinculadas à grade energética planetária. Essa comunicação ocorre por:
  • Psicofonia: Quando os seres se conectam e o espirito desencarnado ou entidade, se utilizam do órgão laríngeo para proferir palavras.
  • Psicografia: Quando o espírito desencarnado ou entidade se utiliza da influência a nível mental, e não de consciência, do médium para lhe trazer ideias que são escritas, e isso se trata da psicografia não mecânica, ou consciente.
  • Incorporação: Quando o espírito entra no campo áurico do médium e se conecta com os seus pontos energéticos, a trabalhar com eles para direcionar o corpo em movimentos, palavras, gestos, que são condizentes com a vontade do espírito ou entidade, lembrando que essa aproximação ocorre SEMPRE com a permissão dos guias espirituais do médium, mesmo em caráter de aprendizado, repetindo erros, mas que contribuirão para a maturidade do médium.
  • Simbiose: Muitas vezes os processos de comunicação são confundidos ou misturados, e há também a simbiose, que nunca foi explorada como um evento mediúnico ou uma faculdade do médium. Mas que é recorrente em todos os médiuns que estão a trabalhar as suas restrições. Ocorre de médiuns se identificarem com aspectos das entidades e espíritos desencarnados, e entrarem em estado de simbiose (identificação) com tais características, o que faz com que ocorra uma espécie de acoplamento. Isso muitas vezes é confundido com obsessões espirituais ou incorporações. Mas o fato é que os sentimentos mais profundos do médium, que por muitas vezes não são por ele explorados, tratados ou identificados, ressoam em seu campo áurico a uma certa frequência vibracional, e faz com que permita o acoplamento por similaridade vibracional, de outros seres que possuem as mesmas restrições emocionais. Por isso ocorrem certas “incorporações” de médiuns de alguns espíritos “sofredores”, mas de forma involuntária. O médium se identifica, a nível de programação mental, com o espirito, que começa a comunicar-se através do médium, trazendo através de palavras, choro, grito, ou todas as formas de expressão, o sentimento do espirito, mas que também é do médium, que ressoou com essa energia. No estado de simbiose, é possível ocorrer os fenômenos de incorporação, psicofonia ou psicografia. E é muito comum em médiuns que estão em desenvolvimento ou que não trabalham a meditação e aproximação com os seus guias espirituais. 
Todos os processos podem ser conscientes ou inconscientes, dependendo do nível de equilíbrio do médium.
  • A canalização, é a permissão para que a comunicação se dê entre dimensões, ou seja, entre seres que estão atrelados à consciência planetária, com aqueles que se libertaram ou jamais estiveram nessa experiência. Na canalização, há uma alteração energética do meio utilizado, não se trata de mera comunicação. Mas a assinatura da comunicação se altera e é quando energias de outros níveis dimensionais são ancoradas no plano terrestre. O que dizemos em assinatura, é o estado vibracional da mensagem trazida, a energia é trazida pura e límpida como da entidade ou ser que transmitiu a mensagem, e a energia pode ser sentida por aqueles que irão tomar contato ao receber essa mensagem. O Ser que transmite a mensagem, coloca a sua assinatura energética no conteúdo trazido, e naquele conteúdo há uma espécie de programação, uma codificação, que fará com que todos os que lerem ou ouvirem a mensagem comunicada, sejam irradiados na energia do ser que a transmitiu. O Canal é um comunicador energético entre dimensões e seres que não se encontram dentro da grade planetária. Já a mediunidade é uma comunicação entre seres desencarnados e encarnados, porém presentes dentro da grade planetária. Mas é importante que tenham em mente que a canalização não se dá apenas por meio de palavras, mas se dá sempre que uma consciência encarnada (um canal), se transforma em um meio para o ancoramento da energia mais sutil no ambiente planetário. O canal estabelece o contato com o ser que está a transmitir a canalização, não somente através do recebimento de palavras de escrita ou falada, mas sim através da abertura energética para receber tal energia. E a transmissão se dará através de um olhar, através do pensamento, e pode ser irradiada de diversas formas. A maior parte das terapias de cura utilizadas por canais são feitos dessa maneira. Permite que as energias de outras esferas dimensionais se fundam ao plano terreno, trazendo a cura àqueles que estão preparados a recebê-la. Mas também pode se dar por meio de palavras, e é quando essas energias serão utilizadas para despertar aqueles, que ainda não se abriram à verdade espiritual e cósmica que são e sempre foram. É uma forma de superar e transcender a matriz de sofrimento, um pequeno contato com energias que estão do lado de fora da matriz planetária. Por isso, o contato com tais energias canalizadas, é transformadora, e para toar contato com essas energias, é necessário estar ancorado no aqui e agora. Pois são energias tão leves e desprovidas de realidade material, que se torna de difícil compreensão e aplicação quando se olha para a realidade dentro da matriz planetária. Há um fio tênue que une o canal ao planeta, e esse fio deve ser mantido, para que a energia seja ancorada, e o canalizador não entre em desequilíbrio, buscando desesperadamente se desconectar da realidade da matéria. O contato com energias desprovidas de realidade material, pode trazer o desequilíbrio, e por isso há a necessidade de períodos regulares de meditação, encontro consigo mesmo e aterramento, para que continue a ser um canal a transmitir tais energias. Cabe ao transmissor compreender essa realidade. Pois as mensagens que chegam através de seres que se vinculam à grade e estão dentro da ilusão planetária, possuem propósitos distintos daquelas energias externas que são ancoradas.
Cabe ao médium a conexão com sua equipe de apoio e a abertura para que, consciente de suas faculdades, saiba distinguir os propósitos e, assim, não vir a se prejudicar nos trabalhos de comunicação.

E o que são dimensões? O que significa quando ouvimos dizer a respeito de terceira, quinta, sétima dimensão?

Dimensões são formas pelas quais a consciência de Deus se manifesta. A consciência se manifesta em inúmeras dimensões da criação. O que significa que cada dimensão é apenas uma forma de manifestação da consciência. Não significa que uma seja mais elevada, que esteja a ser castigada, que seja menos merecedora. É apenas manifestação da consciência. Assim, desde as dimensões mais sutis e expandidas, até as mais restritas, a consciência de Deus está a experimentar a criação. E o todo faz a perfeição de Deus.
As dimensões significam apenas o nível de expansão da consciência em todos os aspectos. Mas a restrição não significa menos, mas sim uma forma de experimentação. Quando dizemos terceira dimensão não estamos dizemos um nível inferior, mas uma forma da consciência de Deus experimentar o todo.
Podemos compreender as dimensões como braços da mesma consciência. Ao mesmo tempo que você, como Eu Consciente, está aqui encarnado no planeta em 3D, você também habita todas e absolutamente todas as dimensões da existência, e até aquelas que você nesse nível mental de 3D não é capaz de conceber. Mas o fato é que o seu corpo físico material da 3D, é apenas o veículo utilizado para que seja possível viver tal experiência e trazer esse conhecimento, aprendizado, sabedoria a você enquanto consciência.
O importante é lembrar que você não é o que vê através do espelho. O que vê ali é apenas o corpo físico, utilizado para que o real você se manifeste nessa dimensão. Mas é necessário compreender que você é consciência, e não o corpo manifestado em 3D. Você se manifesta simultaneamente em todas as dimensões. Por isso os dizemos que são seres multidimensionais.
Aqui, na Terra, o seu corpo físico o restringe de compreender e visualizar todas as manifestações de sua consciência em todas as dimensões. Mas essa restrição está apenas no corpo físico, no cérebro, na mente. E por isso, quando se conecta ao seu Eu consciência, ao Eu Sou, você é capaz de sentir, vivenciar, as experiências em múltiplas dimensões. Pois para a consciência, não há limites dimensionais, a consciência é multidimensional. E a consciência é o real você.

Deus, em sua perfeição, criou seres distintos entre si?

Dizemos que possuem diferentes propósitos, diferentes formas de experimentar e se manifestar na criação. Não existe a forma certa ou a errada, mas existe a manifestação da consciência. A Forma como a consciência se faz.
O que se dá é que, parte dessa consciência única, cria a experiência, a outra projeta, a outra experimenta a experiência, a outra ajuda aqueles que experimentam. E assim a consciência faz a unidade, pois enquanto uma parte cria, a outra vive a criação, enquanto uma parte projeta, a outra é projetada. E o todo é tudo que se manifesta em perfeição no encontro de consciências.
Então, esses seres não são distintos entre si. Eles apenas se manifestam em distinção de propósitos, a formar o todo que é perfeito. O que importa é que cada ser experimente e agregue ao todo.
Ao canal de comunicação, cabe reconhecer essa realidade para que a comunicação ocorra com facilidade entre os planos, para que a compreensão seja aberta e sem distinção, apenas permitindo que se dê naturalmente.
A distinção não existe, pois quando conectados à unidade, somos todos iguais. Ocorre que agregamos certos padrões, pensamentos e personalidades que, mesmo que vistos como imperfeitos e como restrições a serem iluminadas e superadas, são perfeitos em sua imperfeição, pois permitem a manifestação da diversidade, da distinção, que é necessária para que o aprendizado ocorra, para que seja disseminado através da identificação com alguns padrões.
É necessário que os médiuns sejam imperfeitos, e tenham lá as suas restrições, para que se identifiquem com mensagens e aprendizados em especifico, a trazer sabedoria a si mesmos, enquanto consciência a aglutinar em seu Eu Sou, e também a trazer esse aprendizado compartilhado de sua própria experiência. A diversidade e a imperfeição é necessária para que se tenha o estado de perfeição obtido apenas da união desse todo.

Porque dizemos sobre Arcanjos, Elohins, Mestres, seres desencarnados, entre outros? Porque essa divisão se só existe a unidade?

Como dissemos, o todo se faz das partes. Mas não existe partes. É como um relógio, você pode até dizer de suas peças, mas ao final o que há é um propósito que é contar o tempo. O relógio se faz de suas partes, mas cada uma delas contribui para que o propósito se faça, e forme o todo, que é o relógio. Assim é a criação, cada peça forma a criação em suas diferentes formas de manifestação, cujo único propósito de tudo é o amor, não existe outro. Ele é o propósito maior e o todo só se movimento através e pelo amor de Deus.
Ocorre que, da unidade é que se constrói a oportunidade de elevação, de sabedoria, de aprendizado. Enquanto seres desprovidos do amor, não haverá a possibilidade de integração em uma só energia. E é a partir do momento que ocorre a união em uma energia, que o todo se dá, que o médium se eleva, que se aprimora, através da troca de experiências.
O que existe são cargos espirituais. E o importante é saber que todos estão unidos em um proposito que é trazer a unidade a toda a humanidade. Há os nomes, e as funções. Todas se complementam e somam para que ocorra o aprendizado, e a elevação.
Todos os cargos espirituais, cargos, funções, nomes, existem apenas para que se possa atuar em cada necessidade em especifico, para cada nível de compreensão e oportunidade de trabalho, para que ocorra a união em perfeição para o proposito que se necessita.

Quando se referem à Deus a que estão a se referir?

A consciência suprema que é tudo que existe. A fonte de nascimento e criação, a própria experiência, tudo. Deus é uma consciência una. Não existe Deus lá e cá. Deus é tudo.
Tudo existe em torno dessa consciência. Vejam que o tempo, o espaço, tudo é a manifestação da consciência em energia. Isso é Deus, a fonte, a consciência modelando a energia.
Por isso dizemos que Deus está em nós, que nós somos Deus, que temos o divino em nós. Pois desde a mais ínfima partícula de vida, é uma representação de Deus.
O que nos separa dessa compreensão e identificação com o divino em nós, é a ilusão criada por nós mesmos de que somos personalidades. A personalidade e a identificação com tal personalidade, nos separa e distancia da unidade em Deus. 

Pode um mestre se manifestar por meio de uma personalidade?

Os seres de luz possuem diferentes dimensões pelas quais atuam.
Os arcanjos, por exemplo, são capazes não apenas de se manifestar, mas inclusive de se materializar em todas as dimensões, porque assim é de sua natureza.
Mas um ser pode se utilizar de uma roupagem específica para se aproximar do médium, que o médium mais se afine, e que atinja o resultado desejado no despertar da percepção do médium, na emoção e acesso à informação em sua biblioteca akhashica que o fará receber tal imagem e automaticamente criar uma percepção relacionada com suas experiências anteriores.
Isso se dá por dois motivos principais: Primeiro porque, nem sempre o médium está preparado a lidar com todos os tipos de energias, e então essa roupagem ou personalidade, atua como um filtro a prepará-lo. Por exemplo, se um médium se afina com a energia de um anjo, não poderá aparecer a ele uma outra imagem materializada de guardião protetor, como um Exu, mas que representa a mesma energia na necessidade do momento.
Segundo, porque que muitas vezes a diferença dimensional dificulta a comunicação e compreensão. A roupagem é apenas uma forma de aproximação da realidade humana.
Sabe-se que os mestres são personalidades aglutinadas de todas as suas existências, diluídas à energia Eu Sou. Porém, muitas vezes, manifestam-se em forma de personalidades que sustentaram durante uma de suas vidas. Assim, por exemplo, Mestre Hilarion pode se manifestar como Paulo de Tarso ou Saul, ou Kuthumi pode se manifestar na personalidade de São Francisco de Assis, ou Mestra Lis pode se apresentar na personalidade de Isis, a Deusa do Egito. Ou então, podem simplesmente se utilizar de uma roupagem presente no akashico de sua energia Eu Sou, pois dentro da energia Eu Sou de um mestre Ascenso, estão as múltiplas personalidades que um dia foram entendidas como fractais, mas que agora estão unificados em uma só energia, como por exemplo Mestra Pórtia se manifesta como Pai José de Aruanda, e assim por diante.
Assim também, alguns seres de dimensões muito sutis, podem se manifestar por meio de figuras como Ganesha, Krishna, pelos Mestres Taoistas, e assim por diante.
O que o médium necessita nesse trabalho, é dar tempo para que, a partir do aprimoramento de seu canal, saiba reconhecer as assinaturas nas suas mais diversas manifestações, e estar pronto a ser o elo do ocidente ao oriente, de estar aberto a unificar culturas, transcendendo padrões e dogmas religiosos, bem como todas as formas de preconceito.

Isso significa que o médium não pode receber um recado de um ser desencarnado?

Isso pode ocorrer dentro da realidade planetária. Ou seja, algumas consciências, ou a maioria das que se encontram no plano terreno, vinculam-se tão fortemente à própria personalidade humana, que se utilizam de um ser encarnado para manifestação no plano físico. Cabe ao médium desenvolver sua sensibilidade a ponto de distinguir as diferentes energias que entra em contato, em seus diferentes níveis de dimensões.
Há que se ter maturidade para compreender o objetivo real de tal comunicação, se é para alimentar o ego espiritual do médium, ou atender a pedido de algum familiar do espirito desencarnado, ou mesmo para trazer mensagens de sabedoria e paz que contribuirão para a elevação e sabedoria de todos.
Há aqueles que se utilizam de médiuns e de espíritos para atender a seus caprichos ou mesmo as suas dores da alma. Mas isso é um verdadeiro desrespeito ao livre arbítrio de tal ser, que muitas vezes é intensamente atormentado em seu processo de desencarne por aqueles que permaneceram no plano terreno.
Lembre-se que um ser desencarnado permanece vivo e existindo no cosmo. E como você se sentiria se houvesse alguém batendo na sua porta a todo tempo, ou telefonando para você sem cessar? Há que se ter respeito pelos que desencarnaram, e permitirem que as comunicações se deem por livre arbítrio quando e se estiverem preparados e dispostos a trazer-nos comunicações.
Há necessidade de um grande trabalho de compreensão de como de fato é composta a nossa existência, para que então todos tenham total capacidade de trabalhar dentro de si mesmos os processos de desligamento da matéria. Trabalhar a aceitação e a paz interior, para que não venhamos a prejudicar aqueles que estão vivendo a sua própria história de aprendizado já desprovidos do corpo físico.
Lembre-se que, o ego espiritual, faz com que muitas vezes nos coloquemos na posição de salvadores da humanidade, que sejamos provocados por nossas restrições mais inferiores, para que de fato possamos trabalha-las e curá-las, pois, estamos em tratamento. E que esse ego pode nos colocar em situações de comunicação com espíritos que são conhecidos como “zombeteiros”, que estão a nos testar todo o tempo em nosso equilíbrio e vaidade espiritual.

Qual o papel do médium?

Trazer a cura, primeiro para si próprio, reconhecendo que, assim como todos, se encontra em seu próprio processo de cura e desprendimento. Depois ajudar na expansão e na evolução daqueles que começam a se abrir. Antes de tudo é um trabalho de doação.
Se faz importante que, na abertura mediúnica, primeiro o médium a utilize para seu próprio aprimoramento, sem exposição. A exposição leva a entrar em contato com energias que exigem equilíbrio e sabedoria.
O primeiro passo é utilizar essa forma de manifestação para si próprio. E, na medida que os laços com sua equipe espiritual se estreitarem, eles abrirão o ponto para que se dê a comunicação, e que possa haver a divulgação das mensagens ou do trabalho, para que possa ser levado a público o trabalho realizado.
De todas as quedas do discípulo, a maior e mais comum é a soberba espiritual. Eis o grande desafio do médium, construir-se solidamente na própria desconstrução de sua personalidade e na humildade.
Sempre que houver dúvida, eis a oração para todos aqueles que se colocam a serviço através da mediunidade:

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

- São Francisco de Assis


Canais: Michele Martini e Thiago Strapasson
Fonte: www.pazetransformacao.com.br